RADAM — Radiologia Intervencionista da Amazônia

Aneurismas e Malformações

Tratamento endovascular do aneurisma cerebral

Avaliação individual do risco, acompanhamento e tratamento por dentro das artérias

O aneurisma cerebral é uma dilatação localizada da parede de uma artéria do cérebro. Muitos são descobertos antes de causar sintomas, mas alguns podem crescer, comprimir estruturas próximas ou se romper, provocando hemorragia subaracnóidea. A necessidade de tratamento depende das características do aneurisma e do paciente. Quando indicado, o tratamento pode ser realizado por dentro das artérias com cateteres e dispositivos destinados a reduzir ou interromper o fluxo dentro do aneurisma.

  • Angiografia
  • Fluoroscopia

Esta página é informativa. A indicação de qualquer procedimento depende de avaliação médica individual.

Visão geral

O que é aneurisma cerebral?

O aneurisma cerebral é uma dilatação anormal da parede de uma artéria intracraniana. Pode apresentar formato sacular, fusiforme ou irregular, ter colo estreito ou largo, ocorrer em diferentes artérias e ser único ou múltiplo. Muitos são descobertos incidentalmente, em exames realizados por outro motivo, e parte deles permanece estável ao longo do tempo. Outros podem crescer, mudar de formato, provocar sintomas ou romper. Aneurisma não é o mesmo que tumor nem que coágulo, e um aneurisma íntegro não é automaticamente uma emergência.

Tipos de tratamento endovascular

Tipos de tratamento endovascular

As técnicas abaixo são complementares e não substituem umas às outras. A escolha depende da anatomia, do contexto de ruptura, da necessidade de antiagregantes e dos riscos para a artéria e seus ramos.

  • Coils

    Pequenas espirais introduzidas por microcateter e posicionadas dentro do aneurisma. Favorecem a formação de trombo em seu interior e reduzem a entrada de sangue. Podem ser utilizadas isoladamente em anatomias favoráveis e permanecem dentro do aneurisma.

  • Técnica assistida por balão

    Um balão temporário pode apoiar o posicionamento dos coils, sobretudo em aneurismas selecionados com colo desfavorável. O balão é retirado ao final do procedimento e não significa implante permanente.

  • Técnica assistida por stent

    Um stent pode ser implantado na artéria junto ao colo para ajudar a manter os coils dentro do aneurisma. Permanece na artéria e pode exigir tratamento antiagregante, o que limita seu uso em determinados contextos, especialmente em hemorragia aguda sem planejamento adequado.

  • Diversor de fluxo

    Dispositivo implantado na artéria, recobrindo o colo do aneurisma e redirecionando o fluxo pela artéria principal. Promove exclusão progressiva, e o fechamento pode não ser imediato. Geralmente exige antiagregação e possui limitações em bifurcações, ramos envolvidos e contexto de ruptura.

  • Dispositivo intra-aneurismático

    Colocado dentro do aneurisma, modifica o fluxo na região de entrada. Pode ser considerado em alguns aneurismas de bifurcação e de colo largo. A indicação depende da anatomia e a disponibilidade não deve ser presumida.

  • Oclusão da artéria de origem

    Pode ser considerada em casos selecionados. Exige avaliação da circulação colateral e pode necessitar de teste específico. Não é possível quando o território cerebral não tolera a interrupção do fluxo.

A técnica é escolhida de acordo com a anatomia, o contexto de ruptura, a necessidade de antiagregantes e os riscos para a artéria e seus ramos. Esta página não cita marcas comerciais e não afirma disponibilidade de dispositivos específicos.

Finalidade

Para que pode ser utilizada

O tratamento endovascular busca reduzir ou interromper o fluxo de sangue dentro do aneurisma, diminuindo o risco de ruptura ou de novo sangramento em casos selecionados. A indicação nunca é automática.

  • Aneurisma roto, com hemorragia subaracnóidea confirmada
  • Aneurisma não roto com características que elevam a preocupação
  • Crescimento documentado ou mudança de formato
  • Aneurisma que provoca sintomas por compressão de estruturas próximas
  • Aneurisma residual ou recorrente após tratamento anterior
  • Situações em que a decisão compartilhada favorece a intervenção

Técnica

Como é realizado

Na embolização com coils, o procedimento segue etapas encadeadas: punção arterial; introdução de bainha e cateteres; navegação até os vasos cervicais; angiografia cerebral; posicionamento de microcateter no aneurisma; liberação controlada dos coils; verificação do preenchimento do aneurisma; avaliação da artéria principal e dos ramos; retirada dos cateteres; hemostasia; monitorização neurológica; e exames de controle. O número de coils, os dispositivos utilizados e a duração variam conforme a anatomia e a evolução do caso, sem regra fixa.

  • Acesso: O acesso pode ser femoral ou radial, e a escolha depende da anatomia, do planejamento e das condições do paciente. Em situações selecionadas, um acesso alternativo pode ser necessário. Nenhuma via é universalmente superior.
  • Anestesia: O tratamento endovascular geralmente exige controle rigoroso de movimentos e, com frequência, é realizado sob anestesia geral. A estratégia depende do caso, do estado clínico e do planejamento conjunto com a equipe de anestesia. Monitorização neurológica e hemodinâmica acompanha todo o procedimento. Não é possível prometer ausência de dor ou desconforto.

Como funciona na RADAM

Etapas do procedimento

  1. 01

    Revisão dos exames

    Angiotomografia, angiorressonância ou angiografia são analisadas para caracterizar o aneurisma.

  2. 02

    Avaliação clínica

    Idade, condições clínicas, sintomas, histórico pessoal e familiar entram na estimativa de risco.

  3. 03

    Discussão multidisciplinar

    Equipe endovascular e neurocirúrgica discutem observação, tratamento endovascular ou cirurgia.

  4. 04

    Decisão compartilhada

    Riscos, alternativas, benefícios esperados e preferências do paciente são discutidos abertamente.

  5. 05

    Procedimento quando indicado

    O tratamento endovascular é planejado conforme a anatomia e o contexto de ruptura.

  6. 06

    Acompanhamento por imagem

    Exames de controle avaliam o aneurisma tratado, a artéria e a possibilidade de retratamento.

O fluxo, a anestesia, o ambiente hospitalar e o tempo de recuperação variam conforme o procedimento e as condições do paciente.

Preparo

Como se preparar

  • Levar angiotomografia, angiorressonância e angiografia disponíveis
  • Apresentar laudos dos exames
  • Informar todos os medicamentos em uso
  • Informar uso de anticoagulantes e antiagregantes
  • Informar alergia ao contraste
  • Informar doença renal
  • Informar sangramentos anteriores
  • Informar possibilidade de gravidez
  • Realizar os exames laboratoriais solicitados
  • Seguir a orientação de jejum
  • Comparecer com acompanhante
  • Não suspender medicamentos por conta própria
  • Discutir riscos, alternativas e plano de acompanhamento

Esta preparação vale apenas para tratamento eletivo. Diante de suspeita de ruptura, o caminho é o atendimento emergencial imediato.

Depois do procedimento

Recuperação e cuidados

Após o procedimento, o paciente permanece sob monitorização neurológica, com controle do local da punção, da pressão arterial e da circulação do membro utilizado no acesso. Exames de imagem podem ser realizados conforme o caso, assim como controle de dor e náusea e continuidade dos medicamentos prescritos. A alta ou a permanência hospitalar dependem do quadro clínico, e não há garantia de alta em prazo determinado. Quando houve hemorragia ou déficit neurológico, a reabilitação faz parte do plano.

Cuidados posteriores

  • Monitorização neurológica
  • Controle do local da punção
  • Controle da pressão arterial
  • Avaliação da circulação do membro
  • Exames de imagem conforme indicação
  • Controle de dor e náusea
  • Continuidade dos medicamentos prescritos
  • Alta ou internação conforme o caso
  • Orientações sobre retorno às atividades
  • Planejamento do acompanhamento por imagem
  • Reabilitação quando houve hemorragia ou déficit

Princípio central

Encontrar um aneurisma não significa que ele deve ser tratado

Encontrar um aneurisma não significa que ele necessariamente irá se romper nem que deva ser tratado imediatamente. A conduta pode envolver observação, controle de fatores de risco, exames periódicos, tratamento endovascular, cirurgia ou decisão multidisciplinar.

Comparação

Aneurisma roto e não roto

A mesma palavra descreve situações clínicas muito diferentes. A presença ou ausência de ruptura muda completamente a urgência e o planejamento.

  • Aneurisma não roto

    Características
    Não apresenta sangramento atual e pode ser descoberto por acaso
    Conduta
    Pode exigir apenas acompanhamento, pode ser tratado preventivamente em situações selecionadas e permite avaliação detalhada do risco natural e do tratamento
  • Aneurisma roto

    Características
    Já provocou sangramento e geralmente causa hemorragia subaracnóidea
    Conduta
    É uma emergência, apresenta risco de novo sangramento, requer estabilização, investigação e tratamento hospitalar especializado, e pode exigir tratamento endovascular ou neurocirúrgico

Sintomas

Aneurisma não roto pode causar sintomas?

  • Muitos aneurismas não rotos não causam sintomas
  • Aneurismas maiores ou próximos a nervos podem provocar manifestações
  • Dor atrás do olho
  • Visão dupla
  • Queda da pálpebra
  • Alteração pupilar
  • Perda visual
  • Dor facial
  • Cefaleia atípica
  • Déficits neurológicos selecionados

Sintomas isolados não confirmam que o aneurisma seja a causa. Alteração súbita da pálpebra, pupila, visão ou força precisa de avaliação rápida, mesmo sem uma dor de cabeça típica.

Descoberta

Como um aneurisma é descoberto?

  • Investigação de dor de cabeça ou sintoma neurológico
  • Tomografia
  • Angiotomografia
  • Ressonância
  • Angiorressonância
  • Investigação após hemorragia
  • Rastreamento em pessoas selecionadas
  • Achado incidental em exame realizado por outro motivo
  • Angiografia cerebral para detalhamento anatômico

Não existe recomendação de rastreamento universal da população para aneurisma cerebral.

Rastreamento

Quem pode precisar de investigação ou rastreamento?

  • Pessoas com histórico familiar relevante
  • Determinadas doenças hereditárias
  • Pessoas com outros aneurismas já identificados
  • Fatores clínicos específicos
  • Orientação de neurologista, neurocirurgião ou especialista vascular cerebral

O rastreamento deve considerar benefícios, limitações, ansiedade e consequências de achados incidentais. Não existe critério rígido universal, e nem todo familiar de uma pessoa com aneurisma precisa realizar angiografia.

Exames

Quais exames avaliam o aneurisma?

Os exames são complementares. A angiografia por cateter não é obrigatória em todos os acompanhamentos.

  • Angiotomografia

    O que avalia
    Anatomia arterial com tomografia e contraste venoso
    Observações
    Pode identificar localização, tamanho e formato, sendo útil na investigação de hemorragia e no planejamento
  • Angiorressonância

    O que avalia
    Vasos cerebrais sem radiação ionizante
    Observações
    Algumas técnicas podem dispensar contraste; possui limitações conforme tamanho, fluxo e presença de dispositivos
  • Angiografia cerebral

    O que avalia
    Avaliação seletiva e dinâmica por cateter
    Observações
    Ajuda a definir colo, ramos associados e estratégia, pode utilizar reconstruções, pode ser necessária antes ou durante o tratamento e é invasiva

Risco

Como é avaliado o risco de ruptura?

  • Tamanho
  • Localização
  • Formato
  • Irregularidade
  • Crescimento documentado
  • Presença de pequenas projeções
  • Sintomas
  • Histórico de ruptura de outro aneurisma
  • Número de aneurismas
  • Idade
  • Hipertensão
  • Tabagismo
  • Histórico familiar
  • Condições clínicas
  • Expectativa de vida
  • Características populacionais
  • Risco do tratamento

Não existe um único tamanho que determine sozinho se o aneurisma deve ser tratado. Tabelas e calculadoras são apoios educativos e não substituem a avaliação especializada.

Decisão compartilhada

Observar ou tratar?

A recomendação deve ser individualizada e, quando possível, discutida por equipe com experiência em tratamento endovascular e neurocirúrgico.

  • Observação

    Quando pode ser considerada
    Risco estimado de ruptura baixo; risco do tratamento superior ao benefício esperado; aneurisma estável; condições clínicas que aumentam o risco do procedimento; possibilidade de acompanhamento adequado
  • Tratamento

    Quando pode ser considerada
    Ruptura; crescimento; mudança morfológica; sintomas atribuídos ao aneurisma; anatomia e localização preocupantes; histórico pessoal ou familiar relevante; risco acumulado de ruptura possivelmente superior ao risco do procedimento; decisão compartilhada favorável

Opções

Quais são as opções de tratamento?

  • Acompanhamento

    Controle clínico, controle da pressão arterial, interrupção do tabagismo, exames periódicos e reavaliação diante de crescimento ou de novos sintomas.

  • Tratamento endovascular

    Realizado por cateteres, busca excluir o aneurisma da circulação. Pode utilizar diferentes técnicas, não exige abertura do crânio e pode necessitar de antiagregantes conforme o dispositivo.

  • Tratamento neurocirúrgico

    Geralmente utiliza clipagem do colo, exige acesso cirúrgico e pode oferecer fechamento duradouro em aneurismas selecionados, permitindo abordar situações anatômicas específicas. Possui riscos e benefícios próprios.

Nenhuma opção é universalmente superior. A escolha depende do caso e da discussão multidisciplinar.

Resultados

Os coils fecham o aneurisma imediatamente?

  • Os coils reduzem o fluxo dentro do aneurisma
  • Favorecem a trombose do seu interior
  • O grau de oclusão é avaliado durante o procedimento
  • Alguns aneurismas apresentam oclusão completa
  • Outros podem manter pequeno colo ou fluxo residual
  • O aneurisma pode modificar-se ao longo do tempo
  • Acompanhamento por imagem é necessário
  • Retratamento pode ser considerado

Não é possível prometer oclusão completa e definitiva.

Dispositivos

O que é diversor de fluxo?

  • É uma malha metálica implantada na artéria
  • Recobre a região de entrada do aneurisma
  • Reduz gradualmente o fluxo dentro da dilatação
  • Favorece a reconstrução da artéria
  • O aneurisma não desaparece imediatamente
  • Exige planejamento da antiagregação
  • Não é adequado a todos os aneurismas
  • Ramos originados na região precisam ser avaliados
  • Seguimento por imagem é obrigatório

O diversor de fluxo não é um stent comum, e também não deve ser apresentado como técnica automaticamente mais moderna ou melhor.

Anatomia

O que é aneurisma de colo largo?

  • Apresenta abertura relativamente ampla para a artéria
  • Coils isolados podem ter menor estabilidade em alguns casos
  • Balão, stent ou dispositivo intra-aneurismático podem ser considerados
  • A relação com ramos arteriais é importante
  • Colo largo não determina sozinho a técnica
  • Reconstruções angiográficas auxiliam o planejamento

Emergência

Aneurisma roto: o que muda?

  • A prioridade é estabilizar o paciente
  • Confirmar a hemorragia
  • Identificar o aneurisma responsável
  • Reduzir o risco de novo sangramento
  • Tratar complicações
  • Decidir entre abordagem endovascular e cirurgia
  • O contexto de urgência pode limitar técnicas que exigem antiagregação
  • Hidrocefalia, vasoespasmo, isquemia cerebral tardia e crises convulsivas podem ocorrer
  • Acompanhamento neurointensivo é necessário

Aneurisma roto não é um caso para formulário eletivo: o atendimento é hospitalar e imediato.

Comparação

Embolização ou clipagem?

A escolha deve considerar anatomia, idade, estado clínico, ruptura, ramos envolvidos, experiência da equipe e riscos de cada opção.

  • Embolização endovascular

    Como é feita
    Acesso pelas artérias, sem abertura do crânio, utilizando coils ou outros dispositivos
    Pontos principais
    Pode ser vantajosa em determinadas localizações e condições clínicas, exige acompanhamento e pode apresentar recanalização ou necessidade de retratamento
  • Clipagem microcirúrgica

    Como é feita
    Acesso neurocirúrgico com posicionamento de clip no colo do aneurisma
    Pontos principais
    Pode oferecer fechamento duradouro e ser mais apropriada em determinadas anatomias; envolve riscos cirúrgicos próprios e recuperação que depende do quadro e da complexidade

Não existe superioridade universal de uma abordagem sobre a outra.

Medicamentos

Antiagregantes e anticoagulantes

  • Determinadas técnicas com stent ou diversor de fluxo exigem antiagregantes
  • O objetivo é reduzir a formação de trombo no dispositivo
  • Essa estratégia também influencia o risco de sangramento
  • O esquema depende da técnica e do contexto clínico
  • Exames de resposta plaquetária podem ser utilizados conforme protocolo
  • Pacientes em uso de anticoagulantes precisam de planejamento individualizado
  • Em aneurisma roto, a necessidade de antiagregação exige ponderação especial

Nenhum medicamento deve ser iniciado ou suspenso por conta própria. Esta página não informa doses nem indica medicamento específico como regra.

Fluxo assistencial

Aneurisma não roto: como o cuidado se organiza

  • Descoberta do aneurisma
  • Revisão dos exames
  • Avaliação clínica
  • Caracterização anatômica
  • Estimativa individual de risco
  • Discussão multidisciplinar
  • Observação ou tratamento
  • Procedimento quando indicado
  • Acompanhamento por imagem

O envio dos exames não confirma automaticamente a indicação de tratamento.

Fluxo assistencial

Suspeita de ruptura: como o cuidado se organiza

  • Dor súbita ou déficit neurológico
  • Atendimento emergencial
  • Tomografia
  • Confirmação da hemorragia
  • Identificação do aneurisma
  • Estabilização
  • Decisão endovascular ou cirúrgica
  • Proteção do aneurisma
  • Cuidados neurointensivos
  • Monitorização de complicações
  • Reabilitação e acompanhamento

Este fluxo é hospitalar e emergencial. Não utilize formulários ou canais eletivos nessa situação.

Seguimento

Acompanhamento após o tratamento

  • Exames de controle são necessários
  • Método e intervalo dependem da técnica utilizada
  • Podem ser utilizadas angiorressonância, angiotomografia ou angiografia
  • Coils, stents e diversores podem produzir diferenças na qualidade dos exames
  • A oclusão inicial não elimina a necessidade de seguimento
  • Resíduos ou recorrências podem permanecer estáveis ou exigir tratamento
  • O acompanhamento também avalia a artéria e os ramos

Não existe calendário universal de acompanhamento.

Evolução

O aneurisma pode voltar?

  • Pode ocorrer recanalização
  • Coils podem compactar ou mudar de configuração
  • O aneurisma pode crescer
  • Pode persistir fluxo residual
  • Tratamento com diversor de fluxo pode apresentar oclusão progressiva
  • Novos aneurismas podem ser identificados
  • Retratamento pode ser necessário

Por isso o seguimento é essencial. Não se deve falar em cura definitiva garantida.

Prevenção

Controle de fatores de risco

  • Interromper o tabagismo
  • Controlar a pressão arterial
  • Manter acompanhamento médico
  • Utilizar medicamentos prescritos corretamente
  • Evitar drogas estimulantes ilícitas
  • Informar histórico familiar
  • Manter acompanhamento de doenças vasculares
  • Procurar atendimento diante de sintomas súbitos

Mudanças de estilo de vida ajudam no controle do risco, mas não fazem o aneurisma desaparecer.

Segunda opinião

Um aneurisma cerebral precisa ser tratado?

A decisão depende do tamanho, localização, formato, crescimento, sintomas, idade, condições clínicas e riscos de cada alternativa. A revisão dos exames pode ajudar a compreender se o acompanhamento, o tratamento endovascular ou a avaliação neurocirúrgica são os caminhos mais adequados.

Esta avaliação é destinada a aneurismas não rotos e casos já estabilizados. Suspeita de ruptura exige atendimento emergencial.

Benefícios potenciais

O que o procedimento pode oferecer

  • Possibilidade de excluir o aneurisma da circulação em casos selecionados
  • Redução do risco de novo sangramento em aneurisma roto tratado
  • Tratamento por dentro das artérias, sem abertura do crânio
  • Avaliação angiográfica detalhada da anatomia e dos ramos
  • Alternativa a pacientes em que a cirurgia apresenta maior risco

Riscos e limitações

Riscos possíveis e limitações

Riscos possíveis

  • Hematoma ou sangramento no local do acesso
  • Pseudoaneurisma
  • Lesão arterial
  • Dissecção
  • Trombose
  • Formação ou deslocamento de coágulo
  • AVC isquêmico
  • Perfuração ou ruptura do aneurisma
  • Hemorragia intracraniana
  • Obstrução de ramos arteriais
  • Migração ou posicionamento inadequado de dispositivo
  • Reação ao contraste
  • Alteração da função renal
  • Reação à anestesia
  • Infecção
  • Déficit neurológico
  • Necessidade de outro procedimento
  • Incapacidade permanente
  • Morte
  • A médio e longo prazo: aneurisma residual, recanalização, crescimento, trombose de dispositivo, estreitamento da artéria, necessidade de retratamento e descoberta de outro aneurisma

Esta página é informativa e não substitui a avaliação médica. A indicação, a técnica, o preparo, os riscos e o acompanhamento dependem da avaliação individual, de equipe habilitada e de estrutura hospitalar compatível. Nenhum tratamento elimina completamente o risco futuro.

Transparência

Limitações do método

  • Nem todo aneurisma tem indicação de tratamento
  • Nem toda anatomia é adequada a cada técnica endovascular
  • O tratamento não elimina completamente o risco futuro
  • A oclusão completa nem sempre é alcançada
  • Acompanhamento por imagem continua necessário após o tratamento
  • Disponibilidade de dispositivos depende de estrutura, materiais e autorização

Outras possibilidades

Alternativas que podem ser avaliadas

  • Acompanhamento clínico com exames periódicos
  • Controle de fatores de risco, especialmente pressão arterial e tabagismo
  • Clipagem microcirúrgica em aneurismas selecionados
  • Combinação de estratégias definida por decisão multidisciplinar

Segurança

Sinais de alerta após o procedimento

  • Dor de cabeça súbita e muito intensa
  • Rigidez na nuca com vômitos
  • Desmaio ou perda de consciência
  • Convulsão
  • Nova fraqueza ou alteração da fala
  • Queda da pálpebra, alteração da pupila ou visão dupla de início súbito
  • Sangramento, dor intensa ou aumento de volume no local da punção

Na presença de qualquer um desses sinais, entre em contato com a equipe ou procure atendimento médico.

Linha de cuidado

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Procedimento realizado em ambiente hospitalar

Após a avaliação e a indicação, a RADAM participa do planejamento, da coordenação hospitalar e do acompanhamento do paciente.

Disponibilidade condicionada à indicação, equipe habilitada, estrutura hospitalar, materiais, fluxos assistenciais e autorização.

Equipe RADAM

Equipe médica relacionada

  • Dr. Sildomar Queiroz e Silva — RADAM

    Dr. Sildomar Queiroz e Silva

    Neurorradiologia • Radiologia Intervencionista

    • NeurorradiologiaRQE 6537
    • Radiologista IntervencionistaRQE 6192
    • Radiologia e Diagnóstico por ImagemRQE 6191

    CRM-AM 9916

Dúvidas comuns

Perguntas frequentes

Para médicos

Área para médicos

Discuta o caso, encaminhe o paciente ou solicite o procedimento pelos fluxos clínicos da RADAM.

Conteúdo revisado por

  • Dr. Antônio Oliveira de Araújo

    Radiologista Intervencionista · Cirurgia Vascular / Endovascular

    Mestre em Cirurgia · Professor de Medicina

    Membro Titular do CBR–SOBRICE

    CRM-AM 6045 | RQE 5333 | RQE 3517

Última revisão clínica: 26/08/2026

Conteúdo em elaboração editorial. As informações desta página serão ampliadas após revisão clínica.

Referências selecionadas

  • Diretrizes e documentos de consenso sobre manejo de aneurismas intracranianos rotos e não rotos
  • Revisões sobre embolização com coils, técnicas assistidas, diversores de fluxo e dispositivos intra-aneurismáticos
  • Literatura sobre hemorragia subaracnóidea, complicações e cuidados neurointensivos

Informação responsável

Esta página é informativa e não substitui a consulta médica. A indicação, a técnica, o preparo e a recuperação dependem da avaliação individual de cada caso.

Próximo passo

Descobriu um aneurisma cerebral e precisa compreender as opções?

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