Saúde Vascular · Aneurismas Viscerais
Embolização de aneurisma da artéria renal
Embolização seletiva, técnicas assistidas por stent e preservação de fluxo em aneurismas e pseudoaneurismas da artéria renal.
O aneurisma da artéria renal é uma dilatação anormal de uma artéria que fornece sangue ao rim. Alguns são descobertos incidentalmente e podem ser acompanhados, enquanto outros precisam de tratamento devido aos sintomas, crescimento, características anatômicas ou risco de complicação. Quando existe indicação, o tratamento endovascular busca excluir o aneurisma da circulação e preservar o maior volume possível de tecido renal por meio de embolização seletiva, stents ou outras técnicas escolhidas conforme a anatomia.
- Angiografia
- Fluoroscopia
- Tomografia
Dor súbita e intensa no abdome ou nas costas, queda de pressão, desmaio, palidez ou sangue em grande quantidade na urina podem indicar sangramento e exigem atendimento emergencial. Suspeita de ruptura não deve aguardar resposta por WhatsApp, formulário ou segunda opinião digital.
Esta página é informativa. A indicação de qualquer procedimento depende de avaliação médica individual.
Visão geral
O que é aneurisma da artéria renal?
É uma dilatação localizada da artéria. Pode afetar o tronco principal, localizar-se na bifurcação ou envolver ramos segmentares e intrarrenais. Pode ser sacular ou fusiforme, conter trombo ou calcificação e ocorrer em uma ou em ambas as artérias renais. Muitos pacientes não apresentam sintomas e frequentemente o achado surge em exames realizados por outro motivo. O diagnóstico não significa automaticamente necessidade de embolização ou cirurgia.
Técnicas
Tipos de tratamento endovascular
A técnica é escolhida conforme a localização, o formato do aneurisma, o colo, a anatomia dos ramos renais e o volume de parênquima irrigado.
Embolização seletiva do aneurisma
Coils podem ser posicionados dentro do saco, buscando excluir o aneurisma e preservar a artéria principal. Depende do colo e da estabilidade do cateter.
Embolização de ramo arterial
O ramo que contém o aneurisma ou pseudoaneurisma pode ser fechado. Pode causar infarto segmentar, e o planejamento busca limitar a perda de parênquima. É frequente no tratamento de pseudoaneurismas intrarrenais.
Embolização proximal e distal
Pode isolar o segmento arterial afetado, impedindo a entrada de fluxo e o enchimento retrógrado. Depende da anatomia e do território irrigado.
Técnica assistida por stent
O stent pode funcionar como suporte para manter coils dentro do aneurisma, buscando preservar o fluxo pelo vaso principal. Exige anatomia compatível e possui riscos próprios.
Stent revestido
Cria uma passagem pelo vaso e exclui o aneurisma da circulação, podendo preservar o fluxo da artéria principal. Depende de segmento de apoio adequado e pode comprometer ramos próximos.
Dispositivos de modificação de fluxo
Podem reduzir progressivamente o fluxo no aneurisma buscando preservar ramos e artéria principal em anatomias selecionadas. O resultado pode não ser imediato, e indicação e disponibilidade precisam ser confirmadas.
Agentes embólicos complementares
Plugs vasculares, agentes líquidos e outros materiais conforme a anatomia. A escolha depende do fluxo e do objetivo do tratamento.
A escolha depende da anatomia e da disponibilidade de materiais. Nenhuma técnica é superior em todos os casos e a RADAM não declara disponibilidade de todas as tecnologias.
Finalidade
Para que pode ser utilizada
O tratamento tem dois objetivos centrais: excluir o aneurisma ou pseudoaneurisma da circulação e preservar o maior volume possível de parênquima renal funcional.
- Excluir da circulação aneurismas verdadeiros com critérios de tratamento
- Tratar pseudoaneurismas, que exigem avaliação frequentemente mais urgente
- Controlar sangramento e hematúria em situações selecionadas
- Preservar ramos renais e a perfusão do parênquima
- Planejar acompanhamento clínico, laboratorial e por imagem quando o tratamento não estiver indicado
Técnica
Como é realizado
O procedimento é realizado por acesso arterial, com punção guiada por imagem e navegação de cateteres e microcateteres até a artéria renal sob fluoroscopia e angiografia. Em casos selecionados, micromolas podem ser posicionadas para interromper o fluxo dentro do aneurisma ou do segmento vascular planejado, reduzindo o risco relacionado à lesão. Conforme a anatomia, também podem ser considerados stents recobertos ou outras estratégias. O planejamento busca a maior preservação possível da circulação renal, sem garantir preservação completa, exclusão total do aneurisma ou ausência de complicações. Não existe duração fixa, anestesia universal, acesso único, número definido de micromolas nem necessidade universal de internação.
- Acesso: O acesso costuma ser arterial e guiado por imagem, com escolha individualizada do sítio de punção conforme a anatomia, a tortuosidade do trajeto e a estratégia planejada.
- Anestesia: Pode ser utilizada anestesia local com sedação, mas outros métodos podem ser necessários conforme a complexidade e as condições clínicas. Dor lombar pode ocorrer após a embolização, assim como náusea e resposta inflamatória; o planejamento analgésico faz parte do tratamento. Não é possível prometer procedimento sem dor.
Como funciona na RADAM
Etapas do procedimento
01
Avaliação clínica e dos exames
Revisão da história, dos sintomas e das imagens disponíveis.
02
Análise da função renal
Avaliação laboratorial e da função dos dois rins.
03
Planejamento da preservação do parênquima
Definição do território que precisa ser tratado.
04
Escolha do acesso arterial
Definição do sítio de punção conforme a anatomia.
05
Punção guiada por imagem
Punção arterial com orientação de imagem.
06
Introdução de cateteres
Navegação dos cateteres sob fluoroscopia.
07
Angiografia renal
Estudo da artéria renal, da bifurcação e dos ramos.
08
Navegação seletiva ou superseletiva
Cateterização do ramo responsável pela lesão.
09
Posicionamento do material
Posicionamento de coils, plugs, agente embólico, stent ou dispositivo.
10
Exclusão da lesão
Exclusão do aneurisma ou pseudoaneurisma da circulação.
11
Avaliação do fluxo residual
Verificação da perfusão renal remanescente.
12
Controle angiográfico
Confirmação do resultado e dos ramos preservados.
13
Retirada dos cateteres
Retirada do material utilizado.
14
Hemostasia e observação
Controle do acesso e observação clínica.
O fluxo, a anestesia, o ambiente hospitalar e o tempo de recuperação variam conforme o procedimento e as condições do paciente.
Preparo
Como se preparar
- Levar tomografias, ressonâncias e ultrassons
- Apresentar exames anteriores para comparação
- Informar quando os sintomas começaram
- Comunicar procedimentos renais prévios
- Informar presença de rim único
- Relatar doença renal
- Apresentar exames de função renal
- Informar todos os medicamentos em uso
- Comunicar anticoagulantes e antiagregantes
- Relatar alergia a contraste
- Informar gravidez ou possibilidade de gravidez
- Realizar os exames laboratoriais solicitados
- Seguir a orientação de jejum
Não suspender medicamentos por conta própria: ajustes de anticoagulantes e antiagregantes exigem orientação médica.
Etapas do procedimento
Sequência por imagem: embolização de aneurisma da artéria renal
A sequência abaixo mostra diferentes momentos da abordagem endovascular, desde a visão geral da anatomia vascular até a avaliação angiográfica e o controle após o tratamento com micromolas.
As imagens documentam etapas do planejamento e do tratamento, mas não permitem concluir, isoladamente, preservação completa do rim, exclusão definitiva do aneurisma ou ausência de complicações.
A indicação do tratamento depende da anatomia do aneurisma, das características clínicas do paciente e da avaliação individualizada pela equipe médica.
O que são as artérias renais?
- Levam sangue da aorta para os rins
- Geralmente existe uma artéria principal para cada rim
- Artérias renais adicionais, chamadas acessórias, podem estar presentes
- A artéria principal divide-se em ramos
- Os ramos segmentares irrigam diferentes áreas do rim
- A circulação segmentar possui capacidade limitada de compensação
- O fechamento de um ramo pode causar infarto localizado
- O planejamento busca preservar a maior perfusão possível
Essa anatomia — aorta, artérias renais, bifurcação, ramos segmentares e rins — orienta diretamente a escolha da técnica.
Aneurisma verdadeiro ou pseudoaneurisma?
São condições diferentes, com causas, comportamento e critérios de tratamento distintos.
Aneurisma verdadeiro
Envolve as camadas da parede arterial e pode estar relacionado a alterações degenerativas, displasia fibromuscular ou outras doenças vasculares. Frequentemente é um achado incidental, e a indicação depende de vários fatores clínicos e anatômicos.
Pseudoaneurisma renal
Representa uma ruptura contida da artéria. Pode ocorrer após biópsia renal, nefrectomia parcial ou outra cirurgia, procedimentos percutâneos, trauma, inflamação ou infecção, e pode manifestar-se com hematúria ou sangramento. Possui comportamento diferente do aneurisma verdadeiro.
Pseudoaneurismas não devem ser avaliados apenas pelos limites de tamanho utilizados para aneurismas verdadeiros.
Por que ele pode se formar?
Possíveis associações do aneurisma verdadeiro
- Displasia fibromuscular
- Hipertensão
- Alterações degenerativas da parede arterial
- Aterosclerose em determinados pacientes
- Doenças do tecido conjuntivo
- Vasculites
- Dissecção
- Alterações congênitas
- Causas não identificadas
Possíveis causas do pseudoaneurisma
Biópsia renal, nefrectomia parcial, nefrolitotomia ou outro procedimento urológico, drenagem ou punção, transplante renal, trauma, infecção e inflamação.
A presença de um fator associado não estabelece relação causal automática.
Quais são os sintomas?
Aneurisma verdadeiro
Frequentemente assintomático. Pode haver dor abdominal ou lombar em alguns casos, hipertensão em situações selecionadas e, menos frequentemente, hematúria. Os sintomas não são específicos.
Pseudoaneurisma
Sangue na urina, queda da hemoglobina, dor lombar, hematoma, sangramento tardio após procedimento e, nos casos graves, instabilidade circulatória.
A ausência de sintomas não define isoladamente o risco, e a presença de dor ou hipertensão não confirma que o aneurisma seja a causa.
Qual é o risco de ruptura?
- A ruptura pode provocar hemorragia retroperitoneal
- Pode causar hematúria importante
- Pode levar à instabilidade circulatória
- O risco não depende apenas do diâmetro
- Crescimento documentado é relevante
- Sintomas influenciam a indicação
- O pseudoaneurisma possui comportamento diferente
- Gravidez ou possibilidade gestacional exigem atenção especial
- Morfologia e localização também são consideradas
- Algumas condições vasculares podem aumentar a complexidade
Não existe percentual de risco aplicável a todos os pacientes.
Aneurisma renal, pressão alta e função renal
- Alguns pacientes apresentam hipertensão
- O aneurisma pode coexistir com estenose da artéria renal
- A displasia fibromuscular pode estar presente
- Embolização distal ou alteração do fluxo pode influenciar a perfusão
- Não se deve atribuir automaticamente a hipertensão ao aneurisma
- O tratamento não garante normalização da pressão
- A função renal deve ser avaliada antes e depois
- Outros fatores renais e cardiovasculares precisam ser considerados
O objetivo principal do tratamento não deve ser apresentado como cura da hipertensão.
Situação especial
Aneurisma renal e gestação
- A gravidez é uma condição de atenção especial
- A possibilidade futura de gestação influencia a decisão
- A ruptura pode ter consequências graves
- Idade e planejamento reprodutivo devem ser considerados
- Anatomia e risco do procedimento precisam ser avaliados
- Exposição à radiação e ao contraste requer planejamento
- A decisão deve ser individualizada
O tamanho não deve ser utilizado como critério isolado, e não existe tratamento automático para todas as mulheres em idade fértil.
Quando o tratamento pode ser considerado?
Critérios conceituais
- Ruptura
- Pseudoaneurisma
- Sintomas relacionados
- Crescimento documentado
- Dimensões consideradas relevantes para o contexto
- Gravidez ou possibilidade futura de gestação
- Hipertensão associada a alteração vascular relevante
- Dissecção
- Embolização distal
- Comprometimento renal relacionado
- Anatomia ou morfologia de maior preocupação
- Impossibilidade de acompanhamento adequado
- Avaliação multidisciplinar favorável
Diretrizes podem adotar limites diferentes conforme o tipo, a localização e o contexto. O diâmetro não deve ser interpretado isoladamente.
Quando o acompanhamento pode ser considerado?
O acompanhamento pode utilizar angiotomografia, angiorressonância, ultrassom em anatomias selecionadas, comparação seriada do diâmetro, avaliação da função renal e controle da pressão arterial. O intervalo entre os exames é individualizado.
Situações possíveis
- Aneurisma verdadeiro sem sintomas
- Ausência de crescimento
- Dimensões e anatomia de menor preocupação
- Risco do tratamento superior ao benefício
- Função renal estável
- Possibilidade de acompanhamento regular
- Decisão compartilhada
Como o planejamento é feito?
Os exames possíveis incluem ultrassom Doppler, angiotomografia, angiorressonância, angiografia e avaliação laboratorial da função renal.
Fatores avaliados
- Aneurisma verdadeiro ou pseudoaneurisma
- Localização
- Formato
- Colo
- Diâmetro
- Crescimento
- Presença de trombo
- Calcificação
- Artérias renais acessórias
- Ramos originados do aneurisma
- Quantidade de parênquima irrigada
- Função dos dois rins
- Rim único
- Transplante renal
- Acesso vascular
- Alergia a contraste
- Doença renal
- Possibilidade de gestação
O que significa embolização superseletiva?
- Microcateteres são conduzidos até ramos próximos da lesão
- Busca tratar apenas o vaso responsável
- Procura preservar os demais segmentos do rim
- É particularmente importante em pseudoaneurismas
- Anatomia e estabilidade clínica influenciam a seletividade
- Nem sempre é possível preservar todos os ramos
- Pequenos territórios de infarto podem ocorrer
Quanto mais seletivo for o tratamento, maior a possibilidade de limitar a perda de tecido renal, mas a segurança para controlar o aneurisma ou o sangramento continua prioritária.
O rim pode ser preservado?
- A preservação renal é um dos principais objetivos
- Técnicas seletivas podem limitar o território tratado
- Stents podem preservar o fluxo principal em casos selecionados
- A localização na bifurcação pode aumentar a complexidade
- Aneurismas que envolvem vários ramos podem exigir estratégia combinada
- Algum infarto segmentar pode ocorrer
- A função do rim contralateral influencia o planejamento
- Rim único exige atenção especial
A preservação integral da função renal não pode ser garantida.
Aneurisma no tronco, bifurcação ou ramos
Tronco principal
Pode permitir tratamento com stent revestido. É necessário preservar ramos importantes, e tortuosidade e calibre influenciam a técnica.
Bifurcação
Pode envolver múltiplos ramos. A embolização simples pode comprometer a perfusão e pode ser necessária técnica assistida; o planejamento costuma ser mais complexo.
Ramo segmentar ou intrarrenal
Pode ser tratado por embolização superseletiva. O fechamento do ramo pode causar infarto localizado e frequentemente está relacionado a pseudoaneurisma.
A localização pode ser tão importante quanto o tamanho na escolha do tratamento.
Embolização ou cirurgia?
Tratamento endovascular
Realizado por cateter, pode evitar incisão extensa, permite embolização seletiva e pode preservar o fluxo da artéria principal. Depende de anatomia favorável e pode exigir reintervenção.
Cirurgia
Permite reconstrução arterial direta e pode ser necessária em anatomias complexas, envolvendo reparo, reimplante ou reconstrução. Raramente pode exigir retirada parcial ou total do rim e pode ser preferida em determinadas situações.
A escolha depende da anatomia, da função renal, da estabilidade clínica e da experiência das equipes. O tratamento endovascular não é universalmente superior.
Pseudoaneurisma após biópsia ou cirurgia
- Pode ocorrer após biópsia renal
- Pode surgir após nefrectomia parcial
- Pode aparecer após outro procedimento urológico
- O sangramento pode ser imediato ou tardio
- Hematúria é uma possível manifestação
- Fístula arteriovenosa pode coexistir
- Ultrassom ou tomografia podem identificar a alteração
- A angiografia confirma e permite o tratamento
- A embolização superseletiva busca controlar o sangramento
- A preservação renal é priorizada sempre que possível
Pseudoaneurisma não é apresentado aqui como complicação frequente: trata-se de uma possibilidade que precisa ser reconhecida e tratada quando ocorre.
Aneurisma e fístula arteriovenosa renal
- Uma comunicação anormal entre artéria e veia pode coexistir
- Pode ocorrer após trauma, biópsia ou cirurgia
- Altera o padrão de fluxo
- Pode produzir hematúria ou repercussão circulatória
- Materiais e estratégia podem ser diferentes
- O objetivo é fechar a comunicação preservando o rim
Não é a mesma condição que aneurisma verdadeiro.
Após o procedimento
- Observação clínica
- Monitoramento do local da punção
- Controle da dor
- Avaliação de hematúria
- Controle da pressão arterial
- Exames de sangue quando indicados
- Acompanhamento da função renal
- Hidratação conforme o contexto
- Alta ou internação segundo a evolução
- Orientação sobre medicamentos
- Acompanhamento por imagem
Síndrome pós-embolização
Podem ocorrer
- Dor lombar
- Febre baixa
- Náusea
- Mal-estar
- Cansaço
- Redução do apetite
- Resposta inflamatória
A intensidade depende do volume de tecido renal afetado. Febre persistente, dor progressiva ou redução importante da urina precisam de avaliação.
Como saber se o tratamento funcionou?
- Ausência de fluxo no aneurisma
- Controle do sangramento
- Preservação dos ramos planejados
- Perfusão renal residual
- Estabilidade da função renal
- Ausência de crescimento
- Redução progressiva do saco aneurismático
- Melhora da hematúria
- Ausência de reperfusão
- Exames de imagem de controle
Sucesso angiográfico imediato não elimina a necessidade de acompanhamento.
Fluxo assistencial
Como a RADAM avalia um aneurisma da artéria renal
Envio dos exames → classificação como aneurisma ou pseudoaneurisma → avaliação da função renal → análise da anatomia e dos ramos → definição entre acompanhamento ou tratamento → planejamento de preservação renal → embolização ou técnica de preservação do fluxo → observação → controle da função renal e por imagem.
O envio dos exames não confirma automaticamente indicação de embolização.
Segunda opinião
Um aneurisma da artéria renal precisa ser tratado?
A indicação depende de o achado representar aneurisma verdadeiro ou pseudoaneurisma, além da localização, anatomia dos ramos, crescimento, sintomas, função renal e contexto clínico. A RADAM pode revisar os exames e discutir acompanhamento, embolização ou outras possibilidades de tratamento.
Benefícios potenciais
O que o procedimento pode oferecer
- Exclusão do aneurisma ou pseudoaneurisma da circulação quando existe indicação
- Controle do sangramento e da hematúria em casos selecionados
- Possibilidade de preservar a artéria principal e ramos em anatomias favoráveis
- Planejamento voltado à preservação do parênquima renal funcional
- Alternativa à cirurgia aberta em pacientes selecionados
Riscos e limitações
Riscos possíveis e limitações
Riscos possíveis
- Sangramento ou hematoma no acesso
- Lesão arterial
- Dissecção
- Perfuração
- Trombose da artéria renal
- Embolização não planejada
- Migração do material
- Perda de perfusão de ramos
- Infarto renal segmentar
- Alteração temporária ou permanente da função renal
- Reação ao contraste
- Persistência de fluxo no aneurisma
- Reperfusão
- Recanalização
- Hipertensão ou alteração de seu controle
- Hematúria persistente
- Infecção
- Necessidade de novo procedimento
- Necessidade de cirurgia
- Perda parcial ou extensa da função do rim
- Ruptura durante ou após o tratamento
- Complicações graves e risco de morte
O tratamento é indicado a pacientes selecionados, após avaliação do tipo de aneurisma, da anatomia dos ramos renais, da função renal e do risco clínico. A RADAM não possui pronto atendimento, emergência própria nem atendimento 24 horas: suspeita de ruptura ou sangramento exige atendimento hospitalar imediato e não deve aguardar resposta por WhatsApp ou formulário.
Transparência
Limitações do método
- Não existe limite universal de tamanho que indique tratamento
- Pseudoaneurisma e aneurisma verdadeiro não seguem os mesmos critérios
- A embolização não é a única técnica possível
- Nem todo aneurisma verdadeiro precisa de intervenção
- A preservação integral da função renal não pode ser garantida
- O tratamento não garante normalização da pressão arterial
- A disponibilidade de dispositivos específicos depende de confirmação
Outras possibilidades
Alternativas que podem ser avaliadas
- Acompanhamento por imagem e da função renal em casos selecionados
- Cirurgia com reparo, reimplante ou reconstrução arterial
- Controle clínico da pressão arterial e dos fatores associados
- Tratamento da causa de base no pseudoaneurisma
Segurança
Sinais de alerta após o procedimento
- Dor abdominal ou lombar intensa
- Sangue em grande quantidade na urina
- Dificuldade ou redução importante para urinar
- Tontura ou desmaio
- Palidez
- Queda de pressão
- Febre persistente
- Calafrios
- Vômitos persistentes
- Sangramento no acesso
- Aumento rápido do hematoma
- Piora importante do estado geral
Na presença de qualquer um desses sinais, entre em contato com a equipe ou procure atendimento médico.
Relação clínica
Condições relacionadas
Situações clínicas em que este procedimento pode ser considerado após avaliação médica.
Aneurisma da artéria renal
Dilatação anormal de uma artéria que leva sangue ao rim, frequentemente descoberta em exames de imagem. Pertence ao grupo dos aneurismas viscerais.
Ver condiçãoSangramento
Sangramento ativo ou recorrente em investigação.
Ver condiçãoProblemas vasculares
Página de orientação sobre doenças das artérias e das veias — obstruções, tromboses, varizes pélvicas e aneurismas — para ajudar a identificar qual caminho de investigação e tratamento faz sentido para cada situação.
Ver condição
Linha de cuidado
Procedimentos relacionados
Saúde Vascular
Reúne os procedimentos minimamente invasivos usados para tratar artérias e veias por meio de cateteres, com orientação de imagem em tempo real.
Ver procedimentoEmbolizações
Tratamento minimamente invasivo feito por dentro dos vasos sanguíneos, em que cateteres levam materiais específicos até o vaso relacionado ao problema.
Ver procedimentoEmbolização de Hemorragias
Tratamento realizado por cateteres para localizar e fechar seletivamente os vasos responsáveis por um sangramento, preservando o máximo possível dos tecidos vizinhos.
Ver procedimentoEmbolização de aneurisma da artéria esplênica
O aneurisma da artéria esplênica é uma dilatação da artéria que leva sangue ao baço e muitas vezes é descoberto por acaso em exames de imagem. Quando existe indicação, o tratamento pode ser feito por cateter, com embolização ou técnicas que buscam preservar o fluxo. Nem todo aneurisma precisa de tratamento imediato: parte dos casos pode ser acompanhada por imagem.
Ver procedimentoBiópsia do rim
Procedimento guiado por imagem que permite retirar uma pequena amostra do rim para investigar uma lesão ou determinadas alterações do órgão.
Ver procedimento
Procedimento realizado em ambiente hospitalar
Após a avaliação e a indicação, a RADAM participa do planejamento, da coordenação hospitalar e do acompanhamento do paciente.
O tratamento endovascular do aneurisma da artéria renal depende de avaliação presencial, análise da anatomia dos ramos renais e da função renal, equipe habilitada e estrutura hospitalar com sala de angiografia. A RADAM não declara atendimento 24 horas.
Equipe RADAM
Equipe médica relacionada

Dr. Antônio Oliveira de Araújo
Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular
- Radiologista IntervencionistaRQE 5333
- Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 3517
CRM-AM 6045

Dr. Marcos André Filgueiras Dias
Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular
- Radiologista IntervencionistaRQE 6404
- Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 6389
CRM-AM 7381

Dr. Paulo Inácio Alves Ramos Diniz
Cirurgia Vascular • Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular
- Cirurgia VascularRQE 4051
- Angiorradiologia e Cirurgia EndovascularRQE 5409
CRM-AM 7392

Dra. Ruth da Silva Pinheiro
Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular
- Radiologista IntervencionistaRQE 5659
- Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 5633
CRM-AM 8927

Dr. Sildomar Queiroz e Silva
Neurorradiologia • Radiologia Intervencionista
- NeurorradiologiaRQE 6537
- Radiologista IntervencionistaRQE 6192
- Radiologia e Diagnóstico por ImagemRQE 6191
CRM-AM 9916
Dúvidas comuns
Perguntas frequentes
Para médicos
Área para médicos
Discuta o caso, encaminhe o paciente ou solicite o procedimento pelos fluxos clínicos da RADAM.
Conteúdo revisado por
Dr. Antônio Oliveira de Araújo
Radiologista Intervencionista · Cirurgia Vascular / Endovascular
Mestre em Cirurgia · Professor de Medicina
Membro Titular do CBR–SOBRICE
CRM-AM 6045 | RQE 5333 | RQE 3517
Última revisão clínica: 24/08/2026
Conteúdo em elaboração editorial. As informações desta página serão ampliadas após revisão clínica.
Informação responsável
Esta página é informativa e não substitui a consulta médica. A indicação, a técnica, o preparo e a recuperação dependem da avaliação individual de cada caso.
Próximo passo
Recebeu o diagnóstico de aneurisma da artéria renal?
Envie os exames para avaliação. A equipe RADAM analisará o tipo de aneurisma, localização, anatomia dos ramos, função renal e possibilidades de tratamento com preservação do maior volume possível do rim.
Nenhum documento é enviado nesta etapa do protótipo. A equipe orienta o envio seguro após o contato.





