RADAM — Radiologia Intervencionista da Amazônia

Saúde Vascular · Aneurismas Viscerais

Embolização de aneurisma da artéria renal

Embolização seletiva, técnicas assistidas por stent e preservação de fluxo em aneurismas e pseudoaneurismas da artéria renal.

O aneurisma da artéria renal é uma dilatação anormal de uma artéria que fornece sangue ao rim. Alguns são descobertos incidentalmente e podem ser acompanhados, enquanto outros precisam de tratamento devido aos sintomas, crescimento, características anatômicas ou risco de complicação. Quando existe indicação, o tratamento endovascular busca excluir o aneurisma da circulação e preservar o maior volume possível de tecido renal por meio de embolização seletiva, stents ou outras técnicas escolhidas conforme a anatomia.

  • Angiografia
  • Fluoroscopia
  • Tomografia

Esta página é informativa. A indicação de qualquer procedimento depende de avaliação médica individual.

Visão geral

O que é aneurisma da artéria renal?

É uma dilatação localizada da artéria. Pode afetar o tronco principal, localizar-se na bifurcação ou envolver ramos segmentares e intrarrenais. Pode ser sacular ou fusiforme, conter trombo ou calcificação e ocorrer em uma ou em ambas as artérias renais. Muitos pacientes não apresentam sintomas e frequentemente o achado surge em exames realizados por outro motivo. O diagnóstico não significa automaticamente necessidade de embolização ou cirurgia.

Técnicas

Tipos de tratamento endovascular

A técnica é escolhida conforme a localização, o formato do aneurisma, o colo, a anatomia dos ramos renais e o volume de parênquima irrigado.

  • Embolização seletiva do aneurisma

    Coils podem ser posicionados dentro do saco, buscando excluir o aneurisma e preservar a artéria principal. Depende do colo e da estabilidade do cateter.

  • Embolização de ramo arterial

    O ramo que contém o aneurisma ou pseudoaneurisma pode ser fechado. Pode causar infarto segmentar, e o planejamento busca limitar a perda de parênquima. É frequente no tratamento de pseudoaneurismas intrarrenais.

  • Embolização proximal e distal

    Pode isolar o segmento arterial afetado, impedindo a entrada de fluxo e o enchimento retrógrado. Depende da anatomia e do território irrigado.

  • Técnica assistida por stent

    O stent pode funcionar como suporte para manter coils dentro do aneurisma, buscando preservar o fluxo pelo vaso principal. Exige anatomia compatível e possui riscos próprios.

  • Stent revestido

    Cria uma passagem pelo vaso e exclui o aneurisma da circulação, podendo preservar o fluxo da artéria principal. Depende de segmento de apoio adequado e pode comprometer ramos próximos.

  • Dispositivos de modificação de fluxo

    Podem reduzir progressivamente o fluxo no aneurisma buscando preservar ramos e artéria principal em anatomias selecionadas. O resultado pode não ser imediato, e indicação e disponibilidade precisam ser confirmadas.

  • Agentes embólicos complementares

    Plugs vasculares, agentes líquidos e outros materiais conforme a anatomia. A escolha depende do fluxo e do objetivo do tratamento.

A escolha depende da anatomia e da disponibilidade de materiais. Nenhuma técnica é superior em todos os casos e a RADAM não declara disponibilidade de todas as tecnologias.

Finalidade

Para que pode ser utilizada

O tratamento tem dois objetivos centrais: excluir o aneurisma ou pseudoaneurisma da circulação e preservar o maior volume possível de parênquima renal funcional.

  • Excluir da circulação aneurismas verdadeiros com critérios de tratamento
  • Tratar pseudoaneurismas, que exigem avaliação frequentemente mais urgente
  • Controlar sangramento e hematúria em situações selecionadas
  • Preservar ramos renais e a perfusão do parênquima
  • Planejar acompanhamento clínico, laboratorial e por imagem quando o tratamento não estiver indicado

Técnica

Como é realizado

O procedimento é realizado por acesso arterial, com punção guiada por imagem e navegação de cateteres e microcateteres até a artéria renal sob fluoroscopia e angiografia. Em casos selecionados, micromolas podem ser posicionadas para interromper o fluxo dentro do aneurisma ou do segmento vascular planejado, reduzindo o risco relacionado à lesão. Conforme a anatomia, também podem ser considerados stents recobertos ou outras estratégias. O planejamento busca a maior preservação possível da circulação renal, sem garantir preservação completa, exclusão total do aneurisma ou ausência de complicações. Não existe duração fixa, anestesia universal, acesso único, número definido de micromolas nem necessidade universal de internação.

  • Acesso: O acesso costuma ser arterial e guiado por imagem, com escolha individualizada do sítio de punção conforme a anatomia, a tortuosidade do trajeto e a estratégia planejada.
  • Anestesia: Pode ser utilizada anestesia local com sedação, mas outros métodos podem ser necessários conforme a complexidade e as condições clínicas. Dor lombar pode ocorrer após a embolização, assim como náusea e resposta inflamatória; o planejamento analgésico faz parte do tratamento. Não é possível prometer procedimento sem dor.

Como funciona na RADAM

Etapas do procedimento

  1. 01

    Avaliação clínica e dos exames

    Revisão da história, dos sintomas e das imagens disponíveis.

  2. 02

    Análise da função renal

    Avaliação laboratorial e da função dos dois rins.

  3. 03

    Planejamento da preservação do parênquima

    Definição do território que precisa ser tratado.

  4. 04

    Escolha do acesso arterial

    Definição do sítio de punção conforme a anatomia.

  5. 05

    Punção guiada por imagem

    Punção arterial com orientação de imagem.

  6. 06

    Introdução de cateteres

    Navegação dos cateteres sob fluoroscopia.

  7. 07

    Angiografia renal

    Estudo da artéria renal, da bifurcação e dos ramos.

  8. 08

    Navegação seletiva ou superseletiva

    Cateterização do ramo responsável pela lesão.

  9. 09

    Posicionamento do material

    Posicionamento de coils, plugs, agente embólico, stent ou dispositivo.

  10. 10

    Exclusão da lesão

    Exclusão do aneurisma ou pseudoaneurisma da circulação.

  11. 11

    Avaliação do fluxo residual

    Verificação da perfusão renal remanescente.

  12. 12

    Controle angiográfico

    Confirmação do resultado e dos ramos preservados.

  13. 13

    Retirada dos cateteres

    Retirada do material utilizado.

  14. 14

    Hemostasia e observação

    Controle do acesso e observação clínica.

O fluxo, a anestesia, o ambiente hospitalar e o tempo de recuperação variam conforme o procedimento e as condições do paciente.

Preparo

Como se preparar

  • Levar tomografias, ressonâncias e ultrassons
  • Apresentar exames anteriores para comparação
  • Informar quando os sintomas começaram
  • Comunicar procedimentos renais prévios
  • Informar presença de rim único
  • Relatar doença renal
  • Apresentar exames de função renal
  • Informar todos os medicamentos em uso
  • Comunicar anticoagulantes e antiagregantes
  • Relatar alergia a contraste
  • Informar gravidez ou possibilidade de gravidez
  • Realizar os exames laboratoriais solicitados
  • Seguir a orientação de jejum

Não suspender medicamentos por conta própria: ajustes de anticoagulantes e antiagregantes exigem orientação médica.

Etapas do procedimento

Sequência por imagem: embolização de aneurisma da artéria renal

A sequência abaixo mostra diferentes momentos da abordagem endovascular, desde a visão geral da anatomia vascular até a avaliação angiográfica e o controle após o tratamento com micromolas.

Angiografia panorâmica do abdome mostrando a aorta, as artérias renais e um aneurisma sacular relacionado à artéria renal direita.
1. Visão panorâmica da aorta e das artérias renais, com indicação do aneurisma sacular relacionado à artéria renal direita.
Angiografia ampliada mostrando em detalhe um aneurisma sacular relacionado à artéria renal direita.
2. Detalhe angiográfico do aneurisma sacular e de sua relação com a circulação arterial renal.
Angiografia seletiva mostrando o preenchimento por contraste de um aneurisma relacionado à circulação arterial renal.
3. Angiografia seletiva para avaliação da anatomia vascular e planejamento do tratamento do aneurisma da artéria renal.
Imagem angiográfica após posicionamento de micromolas para embolização de aneurisma da artéria renal.
4. Controle por imagem após o posicionamento de micromolas para interromper o fluxo no segmento vascular planejado.

As imagens documentam etapas do planejamento e do tratamento, mas não permitem concluir, isoladamente, preservação completa do rim, exclusão definitiva do aneurisma ou ausência de complicações.

A indicação do tratamento depende da anatomia do aneurisma, das características clínicas do paciente e da avaliação individualizada pela equipe médica.

O que são as artérias renais?

  • Levam sangue da aorta para os rins
  • Geralmente existe uma artéria principal para cada rim
  • Artérias renais adicionais, chamadas acessórias, podem estar presentes
  • A artéria principal divide-se em ramos
  • Os ramos segmentares irrigam diferentes áreas do rim
  • A circulação segmentar possui capacidade limitada de compensação
  • O fechamento de um ramo pode causar infarto localizado
  • O planejamento busca preservar a maior perfusão possível

Essa anatomia — aorta, artérias renais, bifurcação, ramos segmentares e rins — orienta diretamente a escolha da técnica.

Aneurisma verdadeiro ou pseudoaneurisma?

São condições diferentes, com causas, comportamento e critérios de tratamento distintos.

  • Aneurisma verdadeiro

    Envolve as camadas da parede arterial e pode estar relacionado a alterações degenerativas, displasia fibromuscular ou outras doenças vasculares. Frequentemente é um achado incidental, e a indicação depende de vários fatores clínicos e anatômicos.

  • Pseudoaneurisma renal

    Representa uma ruptura contida da artéria. Pode ocorrer após biópsia renal, nefrectomia parcial ou outra cirurgia, procedimentos percutâneos, trauma, inflamação ou infecção, e pode manifestar-se com hematúria ou sangramento. Possui comportamento diferente do aneurisma verdadeiro.

Pseudoaneurismas não devem ser avaliados apenas pelos limites de tamanho utilizados para aneurismas verdadeiros.

Por que ele pode se formar?

Possíveis associações do aneurisma verdadeiro

  • Displasia fibromuscular
  • Hipertensão
  • Alterações degenerativas da parede arterial
  • Aterosclerose em determinados pacientes
  • Doenças do tecido conjuntivo
  • Vasculites
  • Dissecção
  • Alterações congênitas
  • Causas não identificadas
  • Possíveis causas do pseudoaneurisma

    Biópsia renal, nefrectomia parcial, nefrolitotomia ou outro procedimento urológico, drenagem ou punção, transplante renal, trauma, infecção e inflamação.

A presença de um fator associado não estabelece relação causal automática.

Quais são os sintomas?

  • Aneurisma verdadeiro

    Frequentemente assintomático. Pode haver dor abdominal ou lombar em alguns casos, hipertensão em situações selecionadas e, menos frequentemente, hematúria. Os sintomas não são específicos.

  • Pseudoaneurisma

    Sangue na urina, queda da hemoglobina, dor lombar, hematoma, sangramento tardio após procedimento e, nos casos graves, instabilidade circulatória.

A ausência de sintomas não define isoladamente o risco, e a presença de dor ou hipertensão não confirma que o aneurisma seja a causa.

Qual é o risco de ruptura?

  • A ruptura pode provocar hemorragia retroperitoneal
  • Pode causar hematúria importante
  • Pode levar à instabilidade circulatória
  • O risco não depende apenas do diâmetro
  • Crescimento documentado é relevante
  • Sintomas influenciam a indicação
  • O pseudoaneurisma possui comportamento diferente
  • Gravidez ou possibilidade gestacional exigem atenção especial
  • Morfologia e localização também são consideradas
  • Algumas condições vasculares podem aumentar a complexidade

Não existe percentual de risco aplicável a todos os pacientes.

Aneurisma renal, pressão alta e função renal

  • Alguns pacientes apresentam hipertensão
  • O aneurisma pode coexistir com estenose da artéria renal
  • A displasia fibromuscular pode estar presente
  • Embolização distal ou alteração do fluxo pode influenciar a perfusão
  • Não se deve atribuir automaticamente a hipertensão ao aneurisma
  • O tratamento não garante normalização da pressão
  • A função renal deve ser avaliada antes e depois
  • Outros fatores renais e cardiovasculares precisam ser considerados

O objetivo principal do tratamento não deve ser apresentado como cura da hipertensão.

Situação especial

Aneurisma renal e gestação

  • A gravidez é uma condição de atenção especial
  • A possibilidade futura de gestação influencia a decisão
  • A ruptura pode ter consequências graves
  • Idade e planejamento reprodutivo devem ser considerados
  • Anatomia e risco do procedimento precisam ser avaliados
  • Exposição à radiação e ao contraste requer planejamento
  • A decisão deve ser individualizada

O tamanho não deve ser utilizado como critério isolado, e não existe tratamento automático para todas as mulheres em idade fértil.

Quando o tratamento pode ser considerado?

Critérios conceituais

  • Ruptura
  • Pseudoaneurisma
  • Sintomas relacionados
  • Crescimento documentado
  • Dimensões consideradas relevantes para o contexto
  • Gravidez ou possibilidade futura de gestação
  • Hipertensão associada a alteração vascular relevante
  • Dissecção
  • Embolização distal
  • Comprometimento renal relacionado
  • Anatomia ou morfologia de maior preocupação
  • Impossibilidade de acompanhamento adequado
  • Avaliação multidisciplinar favorável

Diretrizes podem adotar limites diferentes conforme o tipo, a localização e o contexto. O diâmetro não deve ser interpretado isoladamente.

Quando o acompanhamento pode ser considerado?

O acompanhamento pode utilizar angiotomografia, angiorressonância, ultrassom em anatomias selecionadas, comparação seriada do diâmetro, avaliação da função renal e controle da pressão arterial. O intervalo entre os exames é individualizado.

Situações possíveis

  • Aneurisma verdadeiro sem sintomas
  • Ausência de crescimento
  • Dimensões e anatomia de menor preocupação
  • Risco do tratamento superior ao benefício
  • Função renal estável
  • Possibilidade de acompanhamento regular
  • Decisão compartilhada

Como o planejamento é feito?

Os exames possíveis incluem ultrassom Doppler, angiotomografia, angiorressonância, angiografia e avaliação laboratorial da função renal.

Fatores avaliados

  • Aneurisma verdadeiro ou pseudoaneurisma
  • Localização
  • Formato
  • Colo
  • Diâmetro
  • Crescimento
  • Presença de trombo
  • Calcificação
  • Artérias renais acessórias
  • Ramos originados do aneurisma
  • Quantidade de parênquima irrigada
  • Função dos dois rins
  • Rim único
  • Transplante renal
  • Acesso vascular
  • Alergia a contraste
  • Doença renal
  • Possibilidade de gestação

O que significa embolização superseletiva?

  • Microcateteres são conduzidos até ramos próximos da lesão
  • Busca tratar apenas o vaso responsável
  • Procura preservar os demais segmentos do rim
  • É particularmente importante em pseudoaneurismas
  • Anatomia e estabilidade clínica influenciam a seletividade
  • Nem sempre é possível preservar todos os ramos
  • Pequenos territórios de infarto podem ocorrer

Quanto mais seletivo for o tratamento, maior a possibilidade de limitar a perda de tecido renal, mas a segurança para controlar o aneurisma ou o sangramento continua prioritária.

O rim pode ser preservado?

  • A preservação renal é um dos principais objetivos
  • Técnicas seletivas podem limitar o território tratado
  • Stents podem preservar o fluxo principal em casos selecionados
  • A localização na bifurcação pode aumentar a complexidade
  • Aneurismas que envolvem vários ramos podem exigir estratégia combinada
  • Algum infarto segmentar pode ocorrer
  • A função do rim contralateral influencia o planejamento
  • Rim único exige atenção especial

A preservação integral da função renal não pode ser garantida.

Aneurisma no tronco, bifurcação ou ramos

  • Tronco principal

    Pode permitir tratamento com stent revestido. É necessário preservar ramos importantes, e tortuosidade e calibre influenciam a técnica.

  • Bifurcação

    Pode envolver múltiplos ramos. A embolização simples pode comprometer a perfusão e pode ser necessária técnica assistida; o planejamento costuma ser mais complexo.

  • Ramo segmentar ou intrarrenal

    Pode ser tratado por embolização superseletiva. O fechamento do ramo pode causar infarto localizado e frequentemente está relacionado a pseudoaneurisma.

A localização pode ser tão importante quanto o tamanho na escolha do tratamento.

Embolização ou cirurgia?

  • Tratamento endovascular

    Realizado por cateter, pode evitar incisão extensa, permite embolização seletiva e pode preservar o fluxo da artéria principal. Depende de anatomia favorável e pode exigir reintervenção.

  • Cirurgia

    Permite reconstrução arterial direta e pode ser necessária em anatomias complexas, envolvendo reparo, reimplante ou reconstrução. Raramente pode exigir retirada parcial ou total do rim e pode ser preferida em determinadas situações.

A escolha depende da anatomia, da função renal, da estabilidade clínica e da experiência das equipes. O tratamento endovascular não é universalmente superior.

Pseudoaneurisma após biópsia ou cirurgia

  • Pode ocorrer após biópsia renal
  • Pode surgir após nefrectomia parcial
  • Pode aparecer após outro procedimento urológico
  • O sangramento pode ser imediato ou tardio
  • Hematúria é uma possível manifestação
  • Fístula arteriovenosa pode coexistir
  • Ultrassom ou tomografia podem identificar a alteração
  • A angiografia confirma e permite o tratamento
  • A embolização superseletiva busca controlar o sangramento
  • A preservação renal é priorizada sempre que possível

Pseudoaneurisma não é apresentado aqui como complicação frequente: trata-se de uma possibilidade que precisa ser reconhecida e tratada quando ocorre.

Aneurisma e fístula arteriovenosa renal

  • Uma comunicação anormal entre artéria e veia pode coexistir
  • Pode ocorrer após trauma, biópsia ou cirurgia
  • Altera o padrão de fluxo
  • Pode produzir hematúria ou repercussão circulatória
  • Materiais e estratégia podem ser diferentes
  • O objetivo é fechar a comunicação preservando o rim

Não é a mesma condição que aneurisma verdadeiro.

Após o procedimento

  • Observação clínica
  • Monitoramento do local da punção
  • Controle da dor
  • Avaliação de hematúria
  • Controle da pressão arterial
  • Exames de sangue quando indicados
  • Acompanhamento da função renal
  • Hidratação conforme o contexto
  • Alta ou internação segundo a evolução
  • Orientação sobre medicamentos
  • Acompanhamento por imagem

Síndrome pós-embolização

Podem ocorrer

  • Dor lombar
  • Febre baixa
  • Náusea
  • Mal-estar
  • Cansaço
  • Redução do apetite
  • Resposta inflamatória

A intensidade depende do volume de tecido renal afetado. Febre persistente, dor progressiva ou redução importante da urina precisam de avaliação.

Como saber se o tratamento funcionou?

  • Ausência de fluxo no aneurisma
  • Controle do sangramento
  • Preservação dos ramos planejados
  • Perfusão renal residual
  • Estabilidade da função renal
  • Ausência de crescimento
  • Redução progressiva do saco aneurismático
  • Melhora da hematúria
  • Ausência de reperfusão
  • Exames de imagem de controle

Sucesso angiográfico imediato não elimina a necessidade de acompanhamento.

Fluxo assistencial

Como a RADAM avalia um aneurisma da artéria renal

Envio dos exames → classificação como aneurisma ou pseudoaneurisma → avaliação da função renal → análise da anatomia e dos ramos → definição entre acompanhamento ou tratamento → planejamento de preservação renal → embolização ou técnica de preservação do fluxo → observação → controle da função renal e por imagem.

O envio dos exames não confirma automaticamente indicação de embolização.

Segunda opinião

Um aneurisma da artéria renal precisa ser tratado?

A indicação depende de o achado representar aneurisma verdadeiro ou pseudoaneurisma, além da localização, anatomia dos ramos, crescimento, sintomas, função renal e contexto clínico. A RADAM pode revisar os exames e discutir acompanhamento, embolização ou outras possibilidades de tratamento.

Benefícios potenciais

O que o procedimento pode oferecer

  • Exclusão do aneurisma ou pseudoaneurisma da circulação quando existe indicação
  • Controle do sangramento e da hematúria em casos selecionados
  • Possibilidade de preservar a artéria principal e ramos em anatomias favoráveis
  • Planejamento voltado à preservação do parênquima renal funcional
  • Alternativa à cirurgia aberta em pacientes selecionados

Riscos e limitações

Riscos possíveis e limitações

Riscos possíveis

  • Sangramento ou hematoma no acesso
  • Lesão arterial
  • Dissecção
  • Perfuração
  • Trombose da artéria renal
  • Embolização não planejada
  • Migração do material
  • Perda de perfusão de ramos
  • Infarto renal segmentar
  • Alteração temporária ou permanente da função renal
  • Reação ao contraste
  • Persistência de fluxo no aneurisma
  • Reperfusão
  • Recanalização
  • Hipertensão ou alteração de seu controle
  • Hematúria persistente
  • Infecção
  • Necessidade de novo procedimento
  • Necessidade de cirurgia
  • Perda parcial ou extensa da função do rim
  • Ruptura durante ou após o tratamento
  • Complicações graves e risco de morte

O tratamento é indicado a pacientes selecionados, após avaliação do tipo de aneurisma, da anatomia dos ramos renais, da função renal e do risco clínico. A RADAM não possui pronto atendimento, emergência própria nem atendimento 24 horas: suspeita de ruptura ou sangramento exige atendimento hospitalar imediato e não deve aguardar resposta por WhatsApp ou formulário.

Transparência

Limitações do método

  • Não existe limite universal de tamanho que indique tratamento
  • Pseudoaneurisma e aneurisma verdadeiro não seguem os mesmos critérios
  • A embolização não é a única técnica possível
  • Nem todo aneurisma verdadeiro precisa de intervenção
  • A preservação integral da função renal não pode ser garantida
  • O tratamento não garante normalização da pressão arterial
  • A disponibilidade de dispositivos específicos depende de confirmação

Outras possibilidades

Alternativas que podem ser avaliadas

  • Acompanhamento por imagem e da função renal em casos selecionados
  • Cirurgia com reparo, reimplante ou reconstrução arterial
  • Controle clínico da pressão arterial e dos fatores associados
  • Tratamento da causa de base no pseudoaneurisma

Segurança

Sinais de alerta após o procedimento

  • Dor abdominal ou lombar intensa
  • Sangue em grande quantidade na urina
  • Dificuldade ou redução importante para urinar
  • Tontura ou desmaio
  • Palidez
  • Queda de pressão
  • Febre persistente
  • Calafrios
  • Vômitos persistentes
  • Sangramento no acesso
  • Aumento rápido do hematoma
  • Piora importante do estado geral

Na presença de qualquer um desses sinais, entre em contato com a equipe ou procure atendimento médico.

Procedimento realizado em ambiente hospitalar

Após a avaliação e a indicação, a RADAM participa do planejamento, da coordenação hospitalar e do acompanhamento do paciente.

O tratamento endovascular do aneurisma da artéria renal depende de avaliação presencial, análise da anatomia dos ramos renais e da função renal, equipe habilitada e estrutura hospitalar com sala de angiografia. A RADAM não declara atendimento 24 horas.

Equipe RADAM

Equipe médica relacionada

  • Dr. Antônio Oliveira de Araújo — RADAM

    Dr. Antônio Oliveira de Araújo

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 5333
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 3517

    CRM-AM 6045

  • Dr. Marcos André Filgueiras Dias — RADAM

    Dr. Marcos André Filgueiras Dias

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 6404
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 6389

    CRM-AM 7381

  • Dr. Paulo Inácio Alves Ramos Diniz — RADAM

    Dr. Paulo Inácio Alves Ramos Diniz

    Cirurgia Vascular • Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular

    • Cirurgia VascularRQE 4051
    • Angiorradiologia e Cirurgia EndovascularRQE 5409

    CRM-AM 7392

  • Dra. Ruth da Silva Pinheiro — RADAM

    Dra. Ruth da Silva Pinheiro

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 5659
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 5633

    CRM-AM 8927

  • Dr. Sildomar Queiroz e Silva — RADAM

    Dr. Sildomar Queiroz e Silva

    Neurorradiologia • Radiologia Intervencionista

    • NeurorradiologiaRQE 6537
    • Radiologista IntervencionistaRQE 6192
    • Radiologia e Diagnóstico por ImagemRQE 6191

    CRM-AM 9916

Dúvidas comuns

Perguntas frequentes

Para médicos

Área para médicos

Discuta o caso, encaminhe o paciente ou solicite o procedimento pelos fluxos clínicos da RADAM.

Conteúdo revisado por

  • Dr. Antônio Oliveira de Araújo

    Radiologista Intervencionista · Cirurgia Vascular / Endovascular

    Mestre em Cirurgia · Professor de Medicina

    Membro Titular do CBR–SOBRICE

    CRM-AM 6045 | RQE 5333 | RQE 3517

Última revisão clínica: 24/08/2026

Conteúdo em elaboração editorial. As informações desta página serão ampliadas após revisão clínica.

Informação responsável

Esta página é informativa e não substitui a consulta médica. A indicação, a técnica, o preparo e a recuperação dependem da avaliação individual de cada caso.

Próximo passo

Recebeu o diagnóstico de aneurisma da artéria renal?

Envie os exames para avaliação. A equipe RADAM analisará o tipo de aneurisma, localização, anatomia dos ramos, função renal e possibilidades de tratamento com preservação do maior volume possível do rim.

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