Dor oncológica
Neurólise do plexo celíaco
Técnica percutânea guiada por tomografia, avaliada individualmente para o controle da dor visceral do abdome superior.
A neurólise do plexo celíaco, também chamada de alcoolização do plexo celíaco, é um procedimento minimamente invasivo dirigido a um conjunto de nervos do abdome superior. Pode ser avaliada quando a dor relacionada ao câncer permanece intensa ou quando as medicações causam efeitos indesejados.
- Tomografia
Esta página é informativa. A indicação de qualquer procedimento depende de avaliação médica individual.
Visão geral
O que é a neurólise do plexo celíaco?
O plexo celíaco é um conjunto de nervos localizado no abdome superior, responsável por transmitir sensações de órgãos como pâncreas, fígado, estômago e vias biliares. Na neurólise, uma ou duas agulhas finas são posicionadas próximas a esse conjunto de nervos com orientação da tomografia. Depois da conferência do trajeto por imagem, a equipe aplica a substância definida no planejamento, que reduz a transmissão dos sinais de dor dessa região.
Finalidade
Para que pode ser utilizada
O objetivo é o controle da dor, não o tratamento do câncer. A técnica pode ser considerada para determinados pacientes com dor visceral no abdome superior relacionada ao câncer, especialmente quando a dor persiste apesar do tratamento medicamentoso ou quando os efeitos colaterais das medicações limitam a qualidade de vida. A indicação é sempre individual e discutida com a equipe que acompanha o paciente.
- Dor persistente no abdome superior relacionada ao câncer.
- Dor que continua intensa apesar das medicações em uso.
- Efeitos colaterais importantes dos analgésicos, como sonolência, náusea ou constipação.
- Necessidade de discutir estratégias adicionais de controle da dor.
- Paciente já acompanhado por equipe de oncologia ou de cuidados paliativos.
Técnica
Como é realizado
O procedimento começa pelo planejamento: revisão dos exames de imagem, da dor relatada e das medicações em uso. Com o paciente posicionado e monitorizado, a região é higienizada e anestesiada conforme o planejamento da equipe. As agulhas são conduzidas por pequenas punções, e a tomografia confirma o trajeto e a distância das estruturas vizinhas antes de qualquer aplicação. Só então a substância é aplicada de forma controlada. Depois, o paciente permanece em observação pelo período definido pela equipe.
- Acesso: Percutâneo, por punção com agulhas finas no dorso ou no abdome superior, conforme o planejamento, sem incisão cirúrgica.
- Anestesia: Definida pela equipe conforme o caso, o posicionamento e o planejamento do procedimento.
- Duração aproximada: Variável conforme a anatomia, o posicionamento e as condições clínicas do paciente.
Orientação por imagem no abdome superior
Tomografia
Permite planejar o trajeto e conferir a posição das agulhas em relação aos vasos e órgãos vizinhos.
Planejamento anatômico
A relação com aorta, pâncreas e demais estruturas próximas é avaliada antes de qualquer aplicação.
Monitorização
O procedimento é realizado em ambiente hospitalar, com acompanhamento clínico durante e após a aplicação.
Como funciona na RADAM
Etapas do procedimento
01
Avaliação
Revisão dos exames, da dor relatada e das medicações em uso, em diálogo com a equipe que acompanha o paciente.
02
Planejamento
Definição do trajeto, do posicionamento e do tipo de anestesia, com confirmação da estrutura hospitalar necessária.
03
Procedimento
Punção com agulhas finas, conferência do trajeto por tomografia e aplicação controlada.
04
Acompanhamento
Observação após o procedimento e reavaliação da dor e das medicações pela equipe responsável.
O fluxo, a anestesia, o ambiente hospitalar e o tempo de recuperação variam conforme o procedimento e as condições do paciente.
Preparo
Como se preparar
- Levar exames de imagem recentes do abdome.
- Informar todas as medicações em uso, incluindo analgésicos e anticoagulantes.
- Informar alergias e outras condições de saúde.
- Seguir as orientações de jejum e de acompanhante fornecidas pela equipe.
Nenhuma medicação para dor deve ser suspensa ou alterada por conta própria antes ou depois do procedimento.
Depois do procedimento
Recuperação e cuidados
A recuperação costuma ser rápida, mas varia conforme as condições clínicas de cada paciente. A resposta à dor pode não ser imediata e a necessidade de medicações é reavaliada pela equipe ao longo do acompanhamento.
Cuidados posteriores
- Permanecer em observação pelo período definido pela equipe.
- Levantar-se gradualmente, conforme a orientação recebida.
- Manter o acompanhamento com a equipe que trata o câncer.
- Registrar como a dor evolui nos dias seguintes para discutir no retorno.
Condição relacionada
Esta técnica faz parte do cuidado da dor oncológica
A dor relacionada ao câncer tem causas, sinais de alerta e caminhos de avaliação próprios. Se você chegou aqui buscando entender a dor antes de pensar em procedimento, comece pela página da condição.
Registro clínico
Como o procedimento é conduzido na prática
As imagens abaixo ilustram o ambiente hospitalar, o planejamento por tomografia e a conferência do trajeto antes da aplicação.



Segurança
O que a neurólise do plexo celíaco não faz
É importante separar o controle da dor do tratamento da doença.
- Não trata nem reduz o tumor.
- Não substitui quimioterapia, radioterapia ou cirurgia.
- Não autoriza a suspensão de medicações por conta própria.
- Não dispensa o acompanhamento oncológico.
Qualquer mudança na medicação para dor deve ser definida pelo médico que acompanha o paciente.
Avaliação
Situações em que a técnica pode não ser apropriada
Antes do procedimento, a equipe verifica se a dor tem características compatíveis e se as condições clínicas permitem a realização com segurança.
- Dor de origem não visceral ou de causa ainda não investigada.
- Infecção ativa na região da punção.
- Distúrbios importantes de coagulação não corrigidos.
- Anatomia que não permita um trajeto seguro.
- Condições clínicas instáveis no momento da avaliação.
Benefícios potenciais
O que o procedimento pode oferecer
- Possibilidade de redução da intensidade da dor em pacientes selecionados.
- Possibilidade de reduzir a necessidade de analgésicos, quando a equipe considerar adequado.
- Procedimento realizado por punções, sem incisão cirúrgica ampla.
Riscos e limitações
Riscos possíveis e limitações
Riscos possíveis
- Dor ou desconforto local temporário.
- Queda da pressão arterial após o procedimento.
- Alteração transitória do funcionamento intestinal, como diarreia.
- Sangramento, infecção ou lesão de estruturas próximas, complicações incomuns porém possíveis.
- Alterações neurológicas, muito raras, relacionadas ao trajeto e à difusão da substância.
Esta página tem caráter informativo e não substitui consulta médica. A indicação, os riscos e os resultados possíveis são avaliados individualmente. Nenhum resultado é garantido.
Transparência
Limitações do método
- Não trata o câncer e não substitui o tratamento oncológico.
- Não garante o fim da dor e não funciona da mesma forma para todos os pacientes.
- O efeito pode ser parcial ou temporário, e nova avaliação pode ser necessária.
- Não é indicada para todo tipo de dor abdominal.
- Depende de anatomia favorável e de condições clínicas compatíveis.
Outras possibilidades
Alternativas que podem ser avaliadas
- Ajuste do tratamento medicamentoso pela equipe responsável.
- Acompanhamento por equipe de dor ou de cuidados paliativos.
- Outras técnicas de controle da dor, quando indicadas.
- Tratamento dirigido à doença de base, conforme a avaliação oncológica.
Segurança
Sinais de alerta após o procedimento
- Dor abdominal súbita e muito intensa.
- Febre, calafrios ou piora do estado geral.
- Fraqueza ou alteração de sensibilidade nas pernas.
- Desmaio, tontura intensa ou falta de ar.
Na presença de qualquer um desses sinais, entre em contato com a equipe ou procure atendimento médico.
Relação clínica
Condições relacionadas
Situações clínicas em que este procedimento pode ser considerado após avaliação médica.
Dor oncológica
Conheça as possibilidades de cuidado para determinados quadros de dor relacionados ao câncer, incluindo abordagens intervencionistas em pacientes selecionados.
Ver condiçãoTumor no pâncreas
Nódulo, massa ou lesão identificada no pâncreas que pode exigir investigação especializada.
Ver condiçãoTumores e nódulos no fígado
Nódulo, lesão ou tumor identificado no fígado, geralmente durante exames de imagem. Pode ser benigno ou exigir investigação complementar.
Ver condição
Linha de cuidado
Procedimentos relacionados
Biópsia do pâncreas
Procedimento que retira uma pequena amostra de uma lesão do pâncreas para análise laboratorial, com trajeto planejado por tomografia ou ultrassonografia.
Ver procedimentoDrenagem Biliar Percutânea
Quando a passagem da bile está bloqueada ou alterada, pode ser possível criar uma via de saída para a bile através da pele e do fígado, com orientação por imagem. O procedimento pode utilizar um cateter externo, interno-externo ou, em situações selecionadas, um stent. A escolha depende da causa, da anatomia, da condição clínica e da possibilidade de tratamento endoscópico ou cirúrgico.
Ver procedimentoEmbolização Tumoral
Tratamento por cateter que reduz seletivamente a circulação que alimenta um tumor, com objetivo terapêutico, pré-operatório ou de alívio de sintomas.
Ver procedimento
Procedimento realizado em ambiente hospitalar
Após a avaliação e a indicação, a RADAM participa do planejamento, da coordenação hospitalar e do acompanhamento do paciente.
O procedimento exige revisão prévia dos exames, avaliação da dor e das medicações em uso, discussão com a equipe que acompanha o paciente e estrutura hospitalar compatível com o procedimento e a observação posterior.
Equipe RADAM
Equipe médica relacionada

Dr. Antônio Oliveira de Araújo
Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular
- Radiologista IntervencionistaRQE 5333
- Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 3517
CRM-AM 6045

Dr. Marcos André Filgueiras Dias
Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular
- Radiologista IntervencionistaRQE 6404
- Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 6389
CRM-AM 7381

Dra. Ruth da Silva Pinheiro
Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular
- Radiologista IntervencionistaRQE 5659
- Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 5633
CRM-AM 8927

Dr. Sildomar Queiroz e Silva
Neurorradiologia • Radiologia Intervencionista
- NeurorradiologiaRQE 6537
- Radiologista IntervencionistaRQE 6192
- Radiologia e Diagnóstico por ImagemRQE 6191
CRM-AM 9916
Dúvidas comuns
Perguntas frequentes
Para médicos
Área para médicos
Discuta o caso, encaminhe o paciente ou solicite o procedimento pelos fluxos clínicos da RADAM.
Conteúdo revisado por
Dr. Antônio Oliveira de Araújo
Radiologista Intervencionista · Cirurgia Vascular / Endovascular
Mestre em Cirurgia · Professor de Medicina
Membro Titular do CBR–SOBRICE
CRM-AM 6045 | RQE 5333 | RQE 3517
Última revisão clínica: 20/09/2026
Referências selecionadas
- National Cancer Institute — Cancer Pain (PDQ)National Cancer Institute
- World Health Organization — Guidelines for the pharmacological and radiotherapeutic management of cancer painWorld Health Organization
- Society of Interventional Radiology — Interventional pain managementSociety of Interventional Radiology
Informação responsável
Esta página é informativa e não substitui a consulta médica. A indicação, a técnica, o preparo e a recuperação dependem da avaliação individual de cada caso.
Próximo passo
Recebeu uma indicação ou quer avaliar outra possibilidade?
Envie seus exames para revisão da equipe RADAM. A Segunda Opinião ajuda a verificar se existe indicação para um procedimento minimamente invasivo.
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