RADAM — Radiologia Intervencionista da Amazônia

Tumores e câncer

Dor oncológica

Conheça as possibilidades de cuidado para determinados quadros de dor relacionados ao câncer, incluindo abordagens intervencionistas em pacientes selecionados.

Também chamado de: dor oncologica · dor por metastase · dor do cancer · dor no cancer · dor cronica no cancer · dor abdominal do cancer · dor por cancer de pancreas

Visão geral

O que é dor oncológica

A dor oncológica é a dor que aparece em pessoas com câncer. Ela pode vir do próprio tumor, de estruturas próximas comprimidas ou do próprio tratamento. Quando a dor se localiza na parte de cima do abdome e nas costas, muitas vezes ela é chamada de dor visceral, porque nasce em nervos ligados a órgãos internos. Essa dor tende a ser contínua, em queimação ou aperto, e costuma atrapalhar sono, alimentação e disposição. Controlar a dor é parte do tratamento do câncer: não substitui a terapia oncológica, mas pode melhorar o dia a dia e a tolerância ao tratamento.

Causas e mecanismos

Por que dor oncológica acontece

A dor do abdome superior relacionada ao câncer costuma envolver nervos que passam por uma região próxima à coluna, chamada plexo celíaco. Tumores do pâncreas, do fígado, do estômago, das vias biliares e linfonodos aumentados nessa área podem irritar, comprimir ou infiltrar esses nervos. Nem toda dor no abdome de quem tem câncer tem essa origem — por isso a avaliação médica é indispensável antes de qualquer conclusão.

Manifestações

Principais manifestações

  • Dor contínua na parte de cima do abdome, muitas vezes irradiando para as costas
  • Dor em queimação, aperto ou peso, que piora depois das refeições em algumas pessoas
  • Piora do sono e do apetite por causa da dor
  • Necessidade crescente de analgésicos para manter a dor sob controle
  • Efeitos indesejados dos analgésicos, como sonolência excessiva, náusea ou intestino preso

Investigação

Como é investigada

A avaliação começa pela história da dor: onde dói, como dói, o que melhora, o que piora, quais medicamentos estão em uso e como eles têm funcionado. Em seguida, os exames de imagem já realizados são revisados para entender a extensão da doença e a relação do tumor com os nervos, vasos e órgãos vizinhos. A definição sobre técnicas de controle da dor é sempre individual e discutida com a equipe que acompanha o tratamento oncológico.

Exames habitualmente utilizados

  • Tomografia computadorizada do abdome
  • Ressonância magnética, quando indicada pela equipe assistente
  • Exames laboratoriais, incluindo coagulação
  • Revisão dos exames e relatórios já disponíveis

Evolução

Gravidade, evolução e complicações

A intensidade da dor varia ao longo do tempo e pode mudar conforme a evolução da doença e do tratamento. Algumas pessoas conseguem bom controle apenas com medicamentos; outras seguem com dor importante, ou com efeitos colaterais que limitam o aumento das doses. Nesses casos, técnicas dirigidas aos nervos podem ser avaliadas como parte do plano de cuidado.

Possibilidades

Tratamentos possíveis

O controle da dor oncológica é feito por etapas e combinações: medicamentos analgésicos, medicações adjuvantes, apoio da equipe de dor e de cuidados paliativos, radioterapia em situações selecionadas e, em casos específicos, procedimentos dirigidos aos nervos. A escolha depende do tipo de dor, da doença de base, dos exames e das condições clínicas de cada pessoa.

Tratamento clínico

Manejo clínico e acompanhamento

O tratamento com medicamentos continua sendo a base do controle da dor e é conduzido pela equipe que acompanha o paciente. Nenhum procedimento substitui esse acompanhamento, e nenhuma medicação deve ser reduzida ou suspensa por conta própria. Ajustes de dose, quando ocorrem, são decididos pelo médico responsável.

Radiologia Intervencionista

Quando a Radiologia Intervencionista pode ser considerada

Em determinados quadros de dor visceral do abdome superior relacionada ao câncer, quando a dor permanece importante apesar do tratamento com medicamentos ou quando os efeitos colaterais limitam as doses, pode ser avaliada a neurólise do plexo celíaco — também chamada de alcoolização do plexo celíaco. É um procedimento percutâneo, feito por punção com agulhas finas guiadas por tomografia, que atua sobre a transmissão da dor por esses nervos. Não é um tratamento do câncer e não substitui a terapia oncológica: é uma medida voltada ao controle da dor, avaliada caso a caso.

Possibilidades terapêuticas

  • Ajuste do tratamento com medicamentos pela equipe assistente
  • Neurólise (alcoolização) do plexo celíaco guiada por tomografia, em casos selecionados
  • Bloqueio anestésico do plexo celíaco como etapa de avaliação, quando indicado
  • Procedimentos dirigidos a lesões ósseas dolorosas, quando a dor tem essa origem
  • Acompanhamento conjunto com equipe de dor e de cuidados paliativos

Transparência

Limitações

A resposta ao procedimento varia de pessoa para pessoa. Ele pode reduzir a intensidade da dor e, em parte dos casos, permitir que a equipe assistente reavalie as doses de analgésicos, mas não elimina necessariamente a dor, não trata o tumor, não interrompe a progressão da doença e pode precisar ser repetido. Também existem situações em que a técnica não é indicada.

Seguimento

Acompanhamento

Depois do procedimento, a dor e o uso de medicamentos são reavaliados pela equipe assistente. O acompanhamento oncológico segue normalmente, e qualquer mudança de medicação é decidida pelo médico responsável.

Decisão compartilhada

Como a decisão é tomada

A indicação nunca é definida por uma página da internet, por um exame isolado ou pelo desejo de resolver a dor rapidamente. A decisão é tomada em conjunto com a oncologia, a equipe de dor e a equipe assistente, depois da revisão dos exames, dos medicamentos em uso e das condições clínicas. Quando o procedimento não é a melhor alternativa, isso é dito com clareza.

Situações em que a avaliação costuma ser considerada

  • Dor visceral do abdome superior atribuída, pela equipe assistente, a doença oncológica dessa região
  • Dor persistente apesar do tratamento com medicamentos em doses adequadas
  • Efeitos colaterais dos analgésicos que limitam o aumento das doses
  • Exames de imagem recentes disponíveis para planejamento
  • Condições clínicas e de coagulação compatíveis com um procedimento percutâneo

Limites de elegibilidade

Quando pode não ser adequado

  • Dor de causa ainda não esclarecida ou com origem diferente da visceral do abdome superior
  • Infecção ativa no trajeto da punção
  • Distúrbio de coagulação não corrigido ou uso de anticoagulante sem ajuste prévio
  • Alterações anatômicas que impeçam um trajeto seguro pela tomografia
  • Condição clínica instável, que exija estabilização antes de qualquer procedimento eletivo

Fluxo assistencial

Como funciona o atendimento na RADAM

Na RADAM, o caminho é sempre o mesmo: entender a dor, revisar os exames, conversar com a equipe que acompanha o tratamento e só então definir se existe um procedimento que possa ajudar.

  • Envio dos exames e relatórios para revisão
  • Avaliação da dor, dos medicamentos em uso e das condições clínicas
  • Discussão com a equipe oncológica e de dor
  • Explicação do que o procedimento pode e não pode oferecer, com registro do consentimento
  • Realização em ambiente hospitalar, com monitorização
  • Reavaliação da dor e do uso de medicamentos no acompanhamento

Procedimentos que podem ser avaliados

Quando um procedimento guiado por imagem entra na conversa

Quando a dor visceral do abdome superior permanece importante apesar do tratamento com medicamentos, ou quando os efeitos colaterais limitam as doses, a equipe pode avaliar a neurólise do plexo celíaco — procedimento percutâneo guiado por tomografia dirigido aos nervos que transmitem essa dor. Não é tratamento do câncer e não substitui o acompanhamento oncológico. A técnica, o preparo, os riscos e as limitações estão explicados em página própria.

Caminhos possíveis, sempre avaliados caso a caso

  • Ajuste do tratamento com medicamentos pela equipe assistente
  • Neurólise do plexo celíaco guiada por tomografia, em casos selecionados
  • Procedimentos dirigidos a lesões ósseas dolorosas, quando a dor tem essa origem
  • Acompanhamento conjunto com equipe de dor e de cuidados paliativos
Médico radiologista intervencionista paramentado realizando punção percutânea guiada por tomografia, com o paciente coberto por campos estéreis.
O procedimento é realizado em ambiente hospitalar, com o paciente monitorizado, a área previamente marcada e orientação por tomografia.

Riscos e cuidados

O que pode acontecer e como isso é acompanhado

Como todo procedimento, existem riscos. Eles são discutidos antes da autorização e acompanhados de perto durante e depois da realização.

  • Dor no local da punção nos primeiros dias
  • Queda temporária da pressão arterial
  • Aumento do número de evacuações ou diarreia transitória
  • Sangramento, infecção ou lesão de estruturas vizinhas — pouco frequentes
  • Resposta parcial ou ausente ao controle da dor

Nenhum procedimento é isento de risco e nenhum resultado pode ser prometido. A avaliação individual, com exames em mãos, é o que define se a técnica pode ou não ser considerada.

Próximos passos

Como enviar o caso para avaliação

Pacientes e familiares podem solicitar uma segunda opinião com envio dos exames. Médicos assistentes podem encaminhar o caso para discussão conjunta, mantendo o acompanhamento oncológico onde já é realizado.

Equipe RADAM

Equipe médica relacionada

  • Dr. Antônio Oliveira de Araújo — RADAM

    Dr. Antônio Oliveira de Araújo

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 5333
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 3517

    CRM-AM 6045

  • Dr. Marcos André Filgueiras Dias — RADAM

    Dr. Marcos André Filgueiras Dias

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 6404
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 6389

    CRM-AM 7381

  • Dra. Ruth da Silva Pinheiro — RADAM

    Dra. Ruth da Silva Pinheiro

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 5659
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 5633

    CRM-AM 8927

  • Dr. Sildomar Queiroz e Silva — RADAM

    Dr. Sildomar Queiroz e Silva

    Neurorradiologia • Radiologia Intervencionista

    • NeurorradiologiaRQE 6537
    • Radiologista IntervencionistaRQE 6192
    • Radiologia e Diagnóstico por ImagemRQE 6191

    CRM-AM 9916

Dúvidas comuns

Perguntas frequentes

Para médicos

Área para médicos

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Conteúdo revisado por

  • Dr. Antônio Oliveira de Araújo

    Radiologista Intervencionista · Cirurgia Vascular / Endovascular

    Mestre em Cirurgia · Professor de Medicina

    Membro Titular do CBR–SOBRICE

    CRM-AM 6045 | RQE 5333 | RQE 3517

Última revisão clínica: 20/09/2026

Referências selecionadas

  • Cancer pain relief and palliative care — orientações geraisOrganização Mundial da Saúde (OMS)
  • Adult cancer pain — diretrizes de manejoNational Comprehensive Cancer Network (NCCN)
  • Quality improvement guidelines for percutaneous image-guided interventionsSociety of Interventional Radiology (SIR)

Informação responsável

Esta página é informativa e não substitui a consulta médica. A indicação, a técnica, o preparo e a recuperação dependem da avaliação individual de cada caso.

Próximo passo

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