RADAM — Radiologia Intervencionista da Amazônia

Oncologia Intervencionista

Embolização Tumoral

Redução seletiva da circulação que alimenta o tumor, realizada por cateter e orientada por imagem.

A embolização tumoral é um procedimento endovascular em que o radiologista intervencionista navega com cateteres até as artérias que nutrem o tumor e reduz seletivamente esse fluxo. A finalidade pode ser terapêutica, pré-operatória ou paliativa, conforme o objetivo definido para cada caso.

  • Angiografia
  • Fluoroscopia

Esta página é informativa. A indicação de qualquer procedimento depende de avaliação médica individual.

Visão geral

O que é embolização tumoral

A embolização tumoral utiliza o próprio sistema vascular para alcançar o tumor. A partir de uma punção arterial, cateteres e microcateteres são conduzidos até os ramos relacionados à lesão, e a angiografia mapeia a circulação. Materiais embólicos são então liberados de forma controlada, reduzindo o aporte sanguíneo do tumor. Diferente da quimioembolização e da radioembolização, a embolização tumoral simples não associa medicamento antitumoral nem material radioativo — o efeito buscado é vascular.

Finalidades da embolização tumoral

Finalidades da embolização tumoral

A mesma técnica pode assumir objetivos diferentes. A finalidade é definida antes do procedimento, em conjunto com o médico assistente.

  • Finalidade terapêutica

    Busca reduzir a vascularização e o volume do tumor, contribuindo para o controle local da lesão em casos selecionados.

  • Finalidade pré-operatória

    Realizada antes de uma cirurgia para reduzir a vascularização da lesão e, em casos selecionados, contribuir para diminuir o sangramento durante a operação.

  • Finalidade paliativa

    Utilizada para aliviar sintomas relacionados ao tumor, como dor e sangramento, quando o objetivo principal não é curativo.

As finalidades não são equivalentes entre si nem universalmente disponíveis. Cada situação depende de avaliação individual.

Finalidade

Para que pode ser utilizada

A embolização tumoral pode ser considerada quando a redução do fluxo arterial da lesão contribui para o objetivo clínico definido pela equipe.

  • Tumores com vascularização importante, conforme os exames de imagem.
  • Preparação de determinadas cirurgias de lesões muito vascularizadas.
  • Controle de sangramento relacionado ao tumor.
  • Alívio de dor relacionada a lesões selecionadas, como metástases ósseas.
  • Situações em que outras terapias locorregionais não são adequadas ou são complementares.

Técnica

Como é realizado

Após a avaliação clínica e dos exames, é escolhido o acesso vascular, geralmente pela artéria femoral ou radial. Cateteres são conduzidos até o território do tumor e a angiografia identifica os ramos nutridores, além de vasos que devem ser preservados. A navegação seletiva ou superseletiva com microcateter permite liberar o material embólico o mais próximo possível da lesão. Ao final é feito o controle angiográfico, os cateteres são retirados e realizam-se hemostasia, curativo e observação clínica.

  • Acesso: O acesso pode ser femoral, na virilha, ou radial, no punho, conforme a anatomia, o território tratado e a experiência da equipe. Nem todo procedimento pode ser realizado por qualquer acesso.
  • Anestesia: Em geral utiliza anestesia local com sedação; determinados casos podem exigir anestesia geral. O planejamento analgésico faz parte do tratamento, porque a embolização pode causar dor após o procedimento.

Tecnologias de orientação por imagem

  • Angiografia

    Mapeia os ramos que nutrem o tumor e confere o resultado imediato do tratamento.

  • Fluoroscopia

    Imagem em tempo real que orienta a navegação de cateteres e microcateteres.

Planejamento angiográfico

Avaliação da vascularização de tumor de partes moles

A angiografia permite identificar os vasos responsáveis pelo suprimento sanguíneo da lesão e planejar uma embolização seletiva. Em casos selecionados, essa estratégia pode ser utilizada para reduzir a vascularização tumoral, auxiliar o controle de sangramentos ou complementar outras etapas do tratamento.

Angiografia da região glútea utilizada no planejamento de embolização seletiva de tumor de partes moles.
Angiografia para avaliação da vascularização de tumor de partes moles e planejamento de embolização seletiva.

A imagem corresponde a um estudo angiográfico da região glútea utilizado no planejamento do tratamento endovascular. Ela não permite concluir diagnóstico, natureza da lesão ou resultado terapêutico, que dependem da avaliação clínica, dos exames complementares e da discussão multidisciplinar de cada caso.

Saiba mais sobre embolização tumoral, Oncologia Intervencionista e sobre o Dr. Antônio Araújo.

Como funciona na RADAM

Etapas do procedimento

  1. 1

    Avaliação clínica e dos exames

    Revisão do diagnóstico, dos laudos e das imagens já realizadas.

  2. 2

    Definição do objetivo

    Escolha da finalidade terapêutica, pré-operatória ou paliativa, com o médico assistente.

  3. 3

    Mapeamento vascular

    Angiografia dos ramos relacionados ao tumor e das estruturas a preservar.

  4. 4

    Navegação seletiva

    Progressão com microcateter até os ramos nutridores da lesão.

  5. 5

    Embolização

    Liberação controlada do material escolhido para o caso.

  6. 6

    Controle e observação

    Conferência por imagem, hemostasia e observação clínica.

  7. 7

    Reavaliação

    Acompanhamento clínico e por exames de imagem, conforme o objetivo definido.

O fluxo, a anestesia, o ambiente hospitalar e o tempo de recuperação variam conforme o procedimento e as condições do paciente.

Preparo

Como se preparar

  • Levar tomografias, ressonâncias, ultrassons e angiografias já realizadas.
  • Apresentar laudos, biópsia e relatórios do tratamento oncológico.
  • Informar todos os medicamentos em uso.
  • Comunicar uso de anticoagulantes e antiagregantes.
  • Informar alergia a contraste e doença renal.
  • Realizar os exames laboratoriais solicitados.
  • Seguir o jejum orientado pela equipe.
  • Comparecer com acompanhante.

Não suspenda medicamentos por conta própria. As orientações definitivas são fornecidas após a avaliação individual do caso.

Depois do procedimento

Recuperação e cuidados

O tempo de permanência e o retorno às atividades dependem do território tratado, do material utilizado, da anestesia e da evolução após o procedimento.

Cuidados posteriores

  • Observação clínica pelo período orientado pela equipe.
  • Controle da dor conforme o planejamento analgésico.
  • Monitoramento do local da punção.
  • Hidratação e atenção à função renal, quando aplicável.
  • Alta ou internação conforme o caso.
  • Acompanhamento clínico e por imagem.

Condição relacionada

Tumores ósseos selecionados

Em tumores ósseos com grande circulação sanguínea, a embolização pode ser considerada conforme as indicações descritas nesta página.

Educação

Como se diferencia dos outros tratamentos intra-arteriais

  • Embolização tumoral

    Reduz seletivamente o fluxo arterial do tumor, sem associar medicamento antitumoral nem material radioativo.

  • Quimioembolização

    Associa a administração intra-arterial de medicamento à redução seletiva do fluxo tumoral.

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  • Radioembolização

    Administra microesferas radioativas nas artérias relacionadas ao tumor, com dosimetria individualizada.

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  • Quimioterapia intra-arterial

    Administra medicamento pela circulação arterial do órgão, geralmente preservando o fluxo arterial.

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As técnicas não são equivalentes e podem ser sequenciais ou complementares em casos selecionados.

Após o procedimento

Síndrome pós-embolização

Após a redução do fluxo tumoral pode ocorrer, temporariamente:

  • Dor.
  • Febre baixa.
  • Cansaço.
  • Náusea.
  • Redução do apetite.

A intensidade varia conforme o território e a quantidade de tecido tratado. Febre persistente ou piora progressiva precisa de avaliação.

Resultados

Como o resultado é avaliado

  • Redução da vascularização nos exames de imagem.
  • Controle do sangramento relacionado ao tumor.
  • Redução da dor ou de outros sintomas.
  • Condições técnicas da cirurgia, quando a finalidade foi pré-operatória.
  • Necessidade ou não de novo procedimento.

Riscos e limitações

Riscos possíveis e limitações

Riscos possíveis

  • Dor.
  • Febre e mal-estar temporários.
  • Hematoma ou sangramento no acesso.
  • Reação ao contraste.
  • Alteração da função renal.
  • Infecção.
  • Embolização de território não planejado.
  • Isquemia de tecido saudável.
  • Doença residual ou recanalização.
  • Necessidade de novo procedimento.

Urgências não devem aguardar resposta por WhatsApp ou formulário. Nenhum resultado, material, protocolo ou estrutura hospitalar é prometido nesta página.

Transparência

Limitações do método

  • Não é indicada para todos os tumores.
  • Não substitui automaticamente cirurgia, radioterapia ou terapia sistêmica.
  • O efeito é vascular: não inclui medicamento antitumoral nem radiação.
  • Depende da anatomia arterial e da presença de vasos que possam ser tratados com segurança.

Outras possibilidades

Alternativas que podem ser avaliadas

  • Quimioembolização, radioembolização ou quimioterapia intra-arterial, conforme o tumor.
  • Ablação percutânea em lesões selecionadas.
  • Cirurgia, radioterapia ou terapia sistêmica, conforme indicação.
  • Cuidados de suporte e controle de sintomas.

Segurança

Sinais de alerta após o procedimento

  • Dor intensa ou progressiva.
  • Febre persistente.
  • Sangramento persistente na punção.
  • Membro frio, pálido, doloroso ou dormente.
  • Redução importante da urina.
  • Piora importante do estado geral.

Na presença de qualquer um desses sinais, entre em contato com a equipe ou procure atendimento médico.

Procedimento realizado em ambiente hospitalar

Após a avaliação e a indicação, a RADAM participa do planejamento, da coordenação hospitalar e do acompanhamento do paciente.

A embolização tumoral depende de avaliação prévia, exames laboratoriais, sala de angiografia e estrutura para observação, confirmadas caso a caso.

Equipe RADAM

Equipe médica relacionada

  • Dr. Antônio Oliveira de Araújo — RADAM

    Dr. Antônio Oliveira de Araújo

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 5333
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 3517

    CRM-AM 6045

  • Dr. Marcos André Filgueiras Dias — RADAM

    Dr. Marcos André Filgueiras Dias

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 6404
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 6389

    CRM-AM 7381

  • Dra. Ruth da Silva Pinheiro — RADAM

    Dra. Ruth da Silva Pinheiro

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 5659
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 5633

    CRM-AM 8927

  • Dr. Sildomar Queiroz e Silva — RADAM

    Dr. Sildomar Queiroz e Silva

    Neurorradiologia • Radiologia Intervencionista

    • NeurorradiologiaRQE 6537
    • Radiologista IntervencionistaRQE 6192
    • Radiologia e Diagnóstico por ImagemRQE 6191

    CRM-AM 9916

Dúvidas comuns

Perguntas frequentes

Para médicos

Área para médicos

Discuta o caso, encaminhe o paciente ou solicite o procedimento pelos fluxos clínicos da RADAM.

Conteúdo revisado por

  • Dr. Antônio Oliveira de Araújo

    Radiologista Intervencionista · Cirurgia Vascular / Endovascular

    Mestre em Cirurgia · Professor de Medicina

    Membro Titular do CBR–SOBRICE

    CRM-AM 6045 | RQE 5333 | RQE 3517

Última revisão clínica: 23/08/2026

Conteúdo em elaboração editorial. As informações desta página serão ampliadas após revisão clínica.

Informação responsável

Esta página é informativa e não substitui a consulta médica. A indicação, a técnica, o preparo e a recuperação dependem da avaliação individual de cada caso.

Próximo passo

Quer saber se a embolização tumoral pode ser considerada?

Envie os exames para avaliação. A equipe analisará o diagnóstico, a vascularização da lesão, o objetivo do tratamento e a estratégia oncológica em curso.

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