RADAM — Radiologia Intervencionista da Amazônia

Saúde Vascular · Circulação e Preservação do Membro

Tratamento Endovascular do Pé Diabético

Revascularização por cateter, em casos selecionados, para melhorar a perfusão necessária à cicatrização.

O pé diabético pode resultar da combinação entre neuropatia, deformidades, feridas, infecção e redução da circulação arterial. Quando existe falta de sangue no membro, a angioplastia pode ser utilizada para abrir artérias estreitadas ou obstruídas e melhorar a perfusão necessária à cicatrização. A revascularização é apenas uma parte do tratamento, que exige controle do diabetes, combate à infecção, cuidados da ferida, redução da pressão sobre o pé e acompanhamento multidisciplinar.

  • Angiografia
  • Fluoroscopia
  • Ultrassom

Esta página é informativa. A indicação de qualquer procedimento depende de avaliação médica individual.

Visão geral

O que é pé diabético

O pé diabético é um conjunto de alterações que pode acometer os pés de pessoas com diabetes. Pode envolver perda de sensibilidade, deformidades, aumento de pressão em determinadas áreas, feridas, infecção, doença arterial e dificuldade de cicatrização. Por causa da neuropatia, o quadro pode existir sem dor. Nem toda ferida em um paciente diabético possui a mesma causa: algumas decorrem principalmente de pressão mecânica, outras de infecção e outras de falta de circulação, com frequente combinação desses fatores. A avaliação precoce reduz atrasos no tratamento.

Componentes

O que pode estar envolvido no pé diabético?

O tratamento precisa identificar quais componentes estão presentes em cada caso.

  • Neuropatia

    A perda ou redução da sensibilidade pode impedir que o paciente perceba feridas, pressão, calor, calçados inadequados ou pequenos traumas.

  • Doença arterial

    O estreitamento ou a obstrução das artérias reduz a chegada de sangue e oxigênio, dificultando a cicatrização e aumentando o risco de perda tecidual.

  • Infecção

    Bactérias podem atingir pele, tecidos profundos, articulações ou ossos. Algumas infecções exigem antibióticos, drenagem ou cirurgia urgente.

  • Alterações mecânicas

    Deformidades e pontos de pressão podem causar ou manter feridas. Retirar a pressão do local é parte essencial do tratamento.

A angioplastia atua na doença arterial, mas não corrige isoladamente neuropatia, infecção ou pressão mecânica.

Finalidade

Para que pode ser utilizada

O tratamento endovascular pode ser considerado quando existe redução relevante da circulação arterial que compromete a cicatrização ou ameaça a integridade do membro, sempre após avaliação clínica e de imagem.

  • Ferida sem evolução adequada apesar do cuidado local
  • Sinais de isquemia do pé
  • Pulsos ausentes ou reduzidos
  • Gangrena ou necrose de extremidade
  • Dor em repouso
  • Histórico de doença arterial periférica
  • Amputação prévia
  • Doença renal
  • Tabagismo
  • Ferida extensa ou profunda
  • Infecção associada
  • Necessidade de cirurgia ou desbridamento com perfusão duvidosa
  • Suspeita de perfusão inadequada para cicatrização

Técnica

Como é realizado

O tratamento é realizado em sala de angiografia, com imagem em tempo real. Após a avaliação da ferida, da gravidade clínica e da circulação, define-se o objetivo da revascularização e escolhe-se o acesso arterial. Realiza-se a punção, e fios-guia e cateteres são conduzidos com auxílio da angiografia. Os estreitamentos ou obstruções são atravessados e dilatados com balão; tecnologias complementares podem ser utilizadas quando indicadas. O fluxo em direção ao pé é reavaliado, realiza-se a hemostasia da punção e segue-se período de observação, com continuidade do cuidado da ferida. A duração varia conforme a extensão da doença e não é fixa.

  • Acesso: Acesso femoral, contralateral, anterógrado, retrógrado distal (incluindo vasos abaixo do joelho e do pé) ou combinações em casos complexos
  • Anestesia: Geralmente anestesia local com sedação; casos complexos podem exigir outra estratégia anestésica

Balões, stents e outras tecnologias

  • Balão convencional

    Dilata o segmento estreitado ou obstruído para restaurar o espaço interno da artéria.

  • Balão farmacológico

    Libera medicamento na parede do vaso com o objetivo de reduzir reestenose em indicações selecionadas.

  • Stent

    Fornece suporte interno ao vaso em situações selecionadas. Não é uma etapa obrigatória do tratamento.

  • Aterectomia

    Tecnologia complementar que modifica ou remove parte da placa antes ou durante a revascularização.

  • Litotripsia intravascular

    Tecnologia complementar que utiliza energia para modificar o cálcio da parede arterial e facilitar a expansão do vaso.

  • Técnicas de recanalização

    Recursos específicos para atravessar obstruções longas, incluindo acessos retrógrados pelas artérias da perna ou do pé.

  • Dispositivos para trombo

    Trombectomia ou trombólise podem ser consideradas quando há componente de coágulo associado.

Como funciona na RADAM

Etapas do procedimento

  1. 01

    Envio dos exames

    Exames de imagem, laudos e informações da ferida são enviados para revisão inicial.

  2. 02

    Avaliação da ferida

    Extensão, profundidade, localização e evolução da lesão são analisadas.

  3. 03

    Avaliação da infecção

    Sinais locais e sistêmicos definem urgência e necessidade de tratamento específico.

  4. 04

    Análise da circulação

    Exame vascular e testes de perfusão avaliam a chegada de sangue ao pé.

  5. 05

    Classificação da gravidade

    Ferida, isquemia e infecção são consideradas em conjunto pela equipe assistente.

  6. 06

    Discussão multidisciplinar

    A estratégia é definida entre as equipes envolvidas no cuidado do membro.

  7. 07

    Revascularização

    Quando indicada, é realizada por cateter em ambiente hospitalar compatível.

  8. 08

    Cuidado da ferida

    Curativos, desbridamento e controle da infecção seguem em paralelo.

  9. 09

    Retirada da pressão

    Dispositivos de descarga protegem a área em cicatrização.

  10. 10

    Acompanhamento e prevenção

    Reavaliações periódicas, controle metabólico e cuidados preventivos reduzem recorrência.

O fluxo, a anestesia, o ambiente hospitalar e o tempo de recuperação variam conforme o procedimento e as condições do paciente.

Preparo

Como se preparar

  • Levar exames de imagem, laudos vasculares e registros da ferida já realizados
  • Informar todos os medicamentos em uso, especialmente antitrombóticos e insulina
  • Informar histórico de alergia a contraste e doença renal
  • Informar antibióticos em uso e internações recentes
  • Seguir a orientação de jejum fornecida pela equipe
  • Manter o controle da glicemia conforme a orientação médica
  • Comparecer acompanhado quando houver previsão de sedação

O aspecto visual da ferida, isoladamente, não permite excluir doença arterial. A avaliação vascular deve ser considerada sempre que houver dúvida sobre a perfusão.

Depois do procedimento

Recuperação e cuidados

Após o procedimento há período de observação, com avaliação dos pulsos, da perfusão, da temperatura e da cor do pé, além do controle do local da punção. A função renal pode ser reavaliada. Os antibióticos e demais medicamentos seguem conforme prescrição, e o cuidado da ferida, a descarga do pé e o acompanhamento multidisciplinar continuam após a alta.

Cuidados posteriores

  • Avaliação dos pulsos e da perfusão
  • Observação do local do acesso arterial
  • Controle da função renal quando indicado
  • Orientação sobre os medicamentos
  • Continuidade dos antibióticos quando prescritos
  • Curativos e reavaliação da ferida
  • Descarga da pressão sobre o pé
  • Doppler ou outros exames de controle
  • Acompanhamento multidisciplinar

Sinais clínicos

Sinais de redução da circulação

  • Pé frio
  • Alteração de cor
  • Pulsos reduzidos
  • Ferida que não cicatriza
  • Bordas necróticas
  • Dor em repouso
  • Dor que piora à noite
  • Alívio ao colocar a perna para baixo
  • Gangrena
  • Diferença de temperatura entre os pés
  • Redução do crescimento de unhas ou pelos
  • Cicatrização lenta após pequenos traumas

Pacientes com neuropatia podem apresentar isquemia grave sem dor típica. A ausência de dor não significa que a ferida seja leve.

Alerta

Sinais de infecção

  • Vermelhidão
  • Calor
  • Inchaço
  • Secreção
  • Mau cheiro
  • Aumento da ferida
  • Exposição de estruturas profundas
  • Febre
  • Calafrios
  • Cansaço
  • Alteração da glicemia
  • Confusão ou queda do estado geral
  • Escurecimento ou necrose úmida

Infecção e falta de circulação podem coexistir. Em quadros graves, o tratamento da infecção e a revascularização precisam ser coordenados com urgência.

Indicação

Quando a avaliação vascular é necessária

A avaliação da circulação deve ser considerada sempre que a cicatrização não evolui como esperado ou existem sinais de isquemia.

  • Ferida sem evolução adequada
  • Sinais de isquemia
  • Pulsos ausentes ou reduzidos
  • Gangrena
  • Dor em repouso
  • Histórico de doença arterial
  • Amputação prévia
  • Doença renal
  • Tabagismo
  • Ferida extensa ou profunda
  • Infecção associada
  • Necessidade de cirurgia ou desbridamento
  • Suspeita de perfusão inadequada para cicatrização

Não se deve utilizar apenas o aspecto visual da ferida para excluir doença arterial.

Perfusão

Como a circulação é avaliada

  • Exame clínico
  • Palpação dos pulsos
  • Índice tornozelo-braquial
  • Índice dedo-braquial
  • Pressão dos dedos
  • Doppler arterial
  • Análise das ondas de fluxo
  • Pressão transcutânea de oxigênio
  • Avaliação da perfusão da pele
  • Angiotomografia
  • Angiorressonância
  • Angiografia

Em pessoas com diabetes, a calcificação das artérias pode tornar o índice tornozelo-braquial artificialmente elevado. Outros testes de perfusão podem ser necessários. Nenhum exame ou valor isolado funciona como critério universal.

Estratificação

Gravidade da ferida e do membro

A avaliação da gravidade é conceitual e depende de exame presencial. Classificações clínicas podem ser utilizadas pela equipe assistente, mas não servem como autodiagnóstico.

A análise considera

  • Extensão da ferida
  • Profundidade
  • Presença de infecção
  • Grau de isquemia
  • Necrose
  • Envolvimento ósseo
  • Localização
  • Possibilidade de apoio
  • Condição clínica geral
  • Potencial de cicatrização

Esta página não permite que o paciente classifique sozinho a ferida e não substitui avaliação presencial.

Técnica

O que é o tratamento endovascular

O tratamento utiliza cateteres e geralmente começa por uma punção arterial. Fios-guia atravessam obstruções, balões dilatam as artérias e stents podem ser utilizados em situações selecionadas. O tratamento pode alcançar artérias da pelve, da coxa, do joelho, da perna e do pé. O objetivo é melhorar a chegada de sangue ao tecido.

O que o tratamento não faz

  • Não remove a ferida
  • Não elimina bactérias
  • Não garante cicatrização

A angioplastia cria melhores condições de circulação, mas a cicatrização depende de controle da infecção, cuidado local, nutrição, controle glicêmico e retirada da pressão sobre a ferida.

Passo a passo

Como o procedimento é realizado

  • 1. Avaliação da ferida e da gravidade clínica
  • 2. Estudo da circulação
  • 3. Definição do objetivo da revascularização
  • 4. Escolha do acesso arterial
  • 5. Angiografia
  • 6. Travessia dos estreitamentos ou obstruções
  • 7. Dilatação com balão
  • 8. Uso de tecnologias complementares, quando indicado
  • 9. Avaliação do fluxo para o pé
  • 10. Hemostasia da punção
  • 11. Observação
  • 12. Continuidade do cuidado da ferida

A duração do procedimento não é fixa e varia conforme o caso.

Territórios

Quais artérias podem ser tratadas

  • Artérias ilíacas

    Conduzem o fluxo da pelve para os membros inferiores.

  • Artérias femorais e poplíteas

    Percorrem a coxa e o joelho e podem comprometer todo o fluxo distal.

  • Artérias abaixo do joelho

    Incluem artérias tibiais e fibular, frequentemente comprometidas em pacientes diabéticos.

  • Artérias do pé

    Podem ser avaliadas e tratadas em casos selecionados para melhorar o fluxo próximo à ferida.

A doença arterial no diabetes costuma ser extensa e pode comprometer vários níveis simultaneamente.

Estratégia

Fluxo direcionado à ferida

Diferentes artérias irrigam diferentes regiões do pé. Quando possível, a equipe pode buscar melhorar o fluxo para o território da ferida.

  • A anatomia varia entre pacientes
  • Vasos colaterais podem participar da perfusão
  • Nem sempre é possível abrir a artéria diretamente relacionada à ferida
  • Outras rotas podem proporcionar perfusão indireta
  • O tratamento precisa equilibrar benefício, risco e viabilidade técnica

A revascularização direcionada não é garantia de cicatrização.

Limite importante

A angioplastia não trata infecção

  • Antibióticos podem ser necessários
  • Abscessos podem exigir drenagem
  • Tecido morto pode precisar de desbridamento
  • Osteomielite exige avaliação específica
  • Casos graves podem exigir cirurgia
  • Revascularização e controle da infecção podem ocorrer em sequência planejada
  • As prioridades dependem de sepse, isquemia e extensão da lesão

O tratamento emergencial da infecção não deve ser adiado à espera de revascularização.

Cuidado local

Cuidado da ferida

  • Limpeza
  • Curativos orientados por equipe especializada
  • Avaliação de tecido viável
  • Controle da umidade
  • Tratamento de infecção
  • Desbridamento, quando indicado
  • Acompanhamento especializado
  • Proteção contra novos traumas
  • Inspeção diária dos pés
  • Calçados adequados

Não utilize produtos caseiros sem orientação. Esta página não indica curativo, produto ou medicamento específico.

Descarga

Retirada da pressão sobre o pé

  • A pressão repetida impede a cicatrização
  • Dispositivos de descarga podem ser necessários
  • A escolha depende da localização da ferida
  • A neuropatia pode fazer o paciente apoiar o pé sem perceber dor
  • Revascularização sem retirada da pressão pode não ser suficiente
  • O método deve ser indicado por equipe especializada

Fatores de risco

Controle do diabetes e de outros fatores

  • Controle glicêmico
  • Interrupção do tabagismo
  • Controle da pressão arterial
  • Tratamento do colesterol
  • Avaliação renal
  • Nutrição adequada
  • Medicamentos cardiovasculares, quando indicados
  • Prevenção de novas feridas
  • Acompanhamento contínuo

Esta página não fornece doses nem prescrições. O ajuste do tratamento é feito pela equipe assistente.

Alternativas

Angioplastia ou cirurgia?

  • Tratamento endovascular

    Realizado por cateter, pode alcançar vários níveis arteriais, exige menor incisão e pode ser repetido. Possui risco de reestenose, e o resultado depende da anatomia.

  • Cirurgia de revascularização

    Cria uma ponte para desviar da obstrução e pode oferecer maior durabilidade em algumas anatomias. Exige enxerto e condições clínicas adequadas, com riscos e recuperação próprios.

  • Tratamento híbrido

    Combina cirurgia e técnicas endovasculares e pode ser utilizado em doença complexa.

A escolha deve considerar gravidade do membro, anatomia, disponibilidade de veia, risco cirúrgico, expectativa de durabilidade e urgência da revascularização.

Expectativas

O objetivo é evitar amputação?

  • Preservar o membro é um objetivo central do tratamento
  • Melhorar o fluxo pode favorecer a cicatrização
  • Algumas amputações limitadas podem ser necessárias para retirar tecido inviável
  • A revascularização pode ajudar a reduzir o nível de amputação
  • Infecção avançada e necrose extensa podem tornar a amputação necessária
  • Tratamento tardio reduz possibilidades

Mesmo após uma revascularização tecnicamente bem-sucedida, algumas feridas não cicatrizam e algumas amputações continuam sendo necessárias. Não existe garantia de evitar amputação.

Conceitos

Amputação menor e maior

  • Amputações menores podem envolver dedos ou parte do pé
  • Amputações maiores ocorrem acima do tornozelo
  • A avaliação da circulação ajuda a estimar a possibilidade de cicatrização
  • A revascularização pode ser considerada antes ou em associação
  • A decisão busca preservar o máximo de função possível

Amputação não representa falha moral do paciente nem abandono do cuidado: o acompanhamento continua e a reabilitação faz parte do tratamento.

Acompanhamento

Como saber se a circulação melhorou

  • Temperatura e cor do pé
  • Redução da dor isquêmica
  • Pulsos ou sinais no Doppler
  • Pressão dos dedos
  • Perfusão da pele
  • Sangramento adequado durante o desbridamento
  • Formação de tecido de granulação
  • Evolução da ferida
  • Exames de controle

A ferida pode levar semanas ou meses para cicatrizar, mesmo quando a circulação melhora.

Benefícios potenciais

O que o procedimento pode oferecer

  • Possível melhora da perfusão do pé
  • Condições mais favoráveis à cicatrização de feridas
  • Possível redução da dor isquêmica em repouso
  • Contribuição para estratégias de preservação do membro
  • Possibilidade de reduzir o nível de uma amputação necessária
  • Alternativa minimamente invasiva em pacientes selecionados

Riscos e limitações

Riscos possíveis e limitações

Riscos possíveis

  • Hematoma
  • Sangramento
  • Pseudoaneurisma
  • Lesão arterial
  • Dissecção
  • Perfuração
  • Trombose
  • Embolização distal
  • Piora da circulação
  • Reação ao contraste
  • Alteração da função renal
  • Infecção
  • Reestenose
  • Necessidade de novo procedimento
  • Cirurgia de emergência
  • Amputação
  • Complicações cardiovasculares
  • Complicações graves, incluindo risco de morte

Os riscos variam conforme a gravidade da isquemia e da infecção, o território tratado, a anatomia e as condições clínicas. Não utilizamos percentuais universais de cicatrização, de preservação do membro ou de complicação.

Transparência

Limitações do método

  • Não trata neuropatia, infecção ou pressão mecânica sobre a ferida
  • Depende de anatomia tratável e de doença passível de travessia
  • Calcificação extensa e doença difusa podem limitar o resultado
  • Reestenose e nova obstrução podem ocorrer
  • Não garante cicatrização nem ausência de amputação
  • Tecnologias complementares dependem de indicação e de disponibilidade
  • Não substitui o cuidado multidisciplinar continuado

Outras possibilidades

Alternativas que podem ser avaliadas

  • Cuidado clínico intensivo da ferida e controle metabólico
  • Tratamento da infecção com antibióticos, drenagem ou desbridamento
  • Cirurgia de revascularização (ponte/bypass)
  • Tratamento híbrido, combinando cirurgia e técnicas endovasculares
  • Trombectomia ou trombólise quando há componente de trombo
  • Dispositivos de descarga e reabilitação
  • Amputação, quando o tecido é inviável, avaliada pela equipe assistente

Segurança

Sinais de alerta após o procedimento

  • Febre
  • Calafrios
  • Confusão
  • Secreção ou mau cheiro na ferida
  • Vermelhidão progressiva
  • Inchaço
  • Bolhas
  • Escurecimento do dedo ou do pé
  • Dor intensa
  • Pé frio ou pálido
  • Perda de força ou de sensibilidade
  • Aumento rápido da ferida
  • Sangramento persistente no local da punção
  • Redução importante do volume de urina
  • Piora do estado geral

Na presença de qualquer um desses sinais, entre em contato com a equipe ou procure atendimento médico.

Linha de cuidado

Procedimentos relacionados

Outras técnicas do núcleo de Saúde Vascular que podem compor a estratégia de preservação do membro.

Procedimento realizado em ambiente hospitalar

Após a avaliação e a indicação, a RADAM participa do planejamento, da coordenação hospitalar e do acompanhamento do paciente.

O tratamento endovascular do pé diabético depende de avaliação prévia, exames de imagem, equipe habilitada, cuidado multidisciplinar da ferida e estrutura hospitalar compatível com sala de angiografia.

Equipe RADAM

Equipe médica relacionada

  • Dr. Antônio Oliveira de Araújo — RADAM

    Dr. Antônio Oliveira de Araújo

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 5333
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 3517

    CRM-AM 6045

  • Dr. Marcos André Filgueiras Dias — RADAM

    Dr. Marcos André Filgueiras Dias

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 6404
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 6389

    CRM-AM 7381

  • Dr. Paulo Inácio Alves Ramos Diniz — RADAM

    Dr. Paulo Inácio Alves Ramos Diniz

    Cirurgia Vascular • Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular

    • Cirurgia VascularRQE 4051
    • Angiorradiologia e Cirurgia EndovascularRQE 5409

    CRM-AM 7392

  • Dra. Ruth da Silva Pinheiro — RADAM

    Dra. Ruth da Silva Pinheiro

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 5659
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 5633

    CRM-AM 8927

Dúvidas comuns

Perguntas frequentes

Para médicos

Área para médicos

Discuta o caso, encaminhe o paciente ou solicite o procedimento pelos fluxos clínicos da RADAM.

Conteúdo revisado por

  • Dr. Antônio Oliveira de Araújo

    Radiologista Intervencionista · Cirurgia Vascular / Endovascular

    Mestre em Cirurgia · Professor de Medicina

    Membro Titular do CBR–SOBRICE

    CRM-AM 6045 | RQE 5333 | RQE 3517

Última revisão clínica: 24/08/2026

Conteúdo em elaboração editorial. As informações desta página serão ampliadas após revisão clínica.

Referências selecionadas

  • Diretrizes internacionais sobre prevenção e manejo do pé diabético, incluindo avaliação de perfusão, infecção e descarga
  • Documentos de consenso sobre isquemia crônica ameaçadora do membro e revascularização endovascular

Informação responsável

Esta página é informativa e não substitui a consulta médica. A indicação, a técnica, o preparo e a recuperação dependem da avaliação individual de cada caso.

Próximo passo

Uma ferida no pé não está cicatrizando?

Envie os exames para avaliação. A equipe RADAM analisará a circulação, a extensão da ferida, os sinais de infecção e as possibilidades de revascularização endovascular. Ferida com infecção, necrose ou piora rápida exige atendimento emergencial.

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