Saúde do Homem · Tratamento Venoso Minimamente Invasivo
Embolização de Varicocele
Tratamento por cateteres dentro das veias, que fecha os vasos com refluxo e redireciona a circulação para vias venosas saudáveis.
A embolização de varicocele é um tratamento minimamente invasivo realizado por cateteres dentro das veias. O procedimento identifica e fecha as veias que apresentam refluxo, redirecionando a circulação para vias venosas saudáveis. Pode ser considerada em casos selecionados de dor, desconforto, alterações testiculares ou infertilidade masculina associada à varicocele.
- Fluoroscopia
- Angiografia
Esta página é informativa. A indicação de qualquer procedimento depende de avaliação médica individual.
Visão geral
O que é varicocele?
Varicocele é a dilatação anormal das veias do cordão espermático, decorrente de refluxo venoso ou de dificuldade de drenagem do sangue que sai do testículo. Conceitualmente, pode ser comparada às varizes das pernas. É mais comum no lado esquerdo, pode ser bilateral e, em algumas situações, ocorrer isoladamente à direita. Muitos homens não apresentam sintomas e nem toda varicocele precisa de tratamento; em outros casos, pode estar relacionada a dor, desconforto, alteração testicular ou infertilidade. Varicocele não significa câncer.
Tipos e apresentações
Tipos e apresentações da varicocele
A varicocele pode se apresentar de formas diferentes, o que influencia a avaliação, a discussão da indicação e o planejamento do tratamento.
Varicocele clínica
Pode ser identificada no exame físico, espontaneamente ou durante manobra que aumenta a pressão abdominal.
Varicocele subclínica
É detectada principalmente por ultrassonografia, sem achados claros ao exame físico. Sua relevância e indicação de tratamento precisam ser individualizadas.
Varicocele unilateral
Acomete predominantemente um lado. É mais frequente à esquerda, mas apresentações direitas exigem avaliação adequada.
Varicocele bilateral
Existe refluxo ou dilatação venosa nos dois lados. A extensão do tratamento depende dos achados clínicos, ultrassonográficos e angiográficos.
Varicocele de aparecimento recente, especialmente à direita, ou associada a outros sinais clínicos pode exigir investigação de causas secundárias. Isso não significa presença de doença maligna, mas justifica avaliação adequada.
Finalidade
Para que pode ser utilizada
A embolização trata o refluxo venoso responsável pela varicocele. O acesso é realizado por uma veia; cateteres são conduzidos até a veia gonadal e a flebografia identifica o refluxo e as veias colaterais. Durante o exame, podem ser solicitadas manobras respiratórias ou de aumento da pressão abdominal para evidenciar o refluxo. Materiais são então administrados para fechar as veias incompetentes, e o sangue passa a utilizar outras vias venosas. O testículo não fica sem circulação e a artéria testicular não é o alvo do tratamento.
- A embolização trata o refluxo venoso, preservando a circulação arterial do testículo.
- O objetivo pode envolver alívio de dor e desconforto ou avaliação de fatores associados à infertilidade masculina.
- O tratamento não é apresentado como garantia de fertilidade, de gravidez ou de desaparecimento definitivo da varicocele.
Técnica
Como é realizado
O procedimento começa pela revisão dos exames e pela escolha do acesso venoso mais apropriado. Depois da punção da veia, o cateter é introduzido e navegado até a circulação gonadal, onde a flebografia identifica o refluxo e as colaterais. Após o posicionamento seletivo, os materiais escolhidos são administrados e o resultado é conferido por controle flebográfico, seguido da retirada do cateter, curativo e observação clínica. Os acessos possíveis incluem veia do braço, do pescoço, da virilha ou outro acesso venoso tecnicamente apropriado — não existe superioridade universal de um acesso.
- Acesso: Punção de uma veia do braço, do pescoço, da virilha ou outro acesso venoso tecnicamente apropriado, definido conforme a anatomia e o planejamento.
- Anestesia: Geralmente são utilizadas anestesia local e sedação; a estratégia é individualizada conforme o paciente e o serviço.
Tecnologias de orientação por imagem
Flebografia
Mapeia a circulação venosa gonadal, evidencia o refluxo e as colaterais e confere o resultado no controle final.
Fluoroscopia
Imagem em tempo real que orienta a navegação dos cateteres e microcateteres até as veias planejadas.
Como funciona na RADAM
Etapas do procedimento
1
Revisão dos exames
Análise do Doppler, laudos e tratamentos anteriores.
2
Escolha do acesso venoso
Definição individualizada do sítio de punção.
3
Punção de uma veia
Acesso venoso com anestesia local.
4
Introdução do cateter
Progressão sob orientação por imagem.
5
Navegação até a circulação gonadal
Acesso seletivo às veias responsáveis pelo refluxo.
6
Flebografia
Mapeamento da circulação venosa.
7
Identificação do refluxo e das colaterais
Reconhecimento das veias incompetentes.
8
Posicionamento seletivo
Ajuste do cateter no território planejado.
9
Administração dos materiais
Oclusão controlada das veias com refluxo.
10
Controle flebográfico
Verificação do resultado imediato por imagem.
11
Retirada do cateter
Cuidados e hemostasia no local da punção.
12
Curativo e observação
Acompanhamento clínico após o procedimento.
O fluxo, a anestesia, o ambiente hospitalar e o tempo de recuperação variam conforme o procedimento e as condições do paciente.
Preparo
Como se preparar
- Levar ultrassonografias com Doppler, laudos e exames de imagem já realizados.
- Apresentar a avaliação urológica e o histórico de tratamentos anteriores, inclusive cirurgias.
- Levar espermogramas e exames laboratoriais solicitados, incluindo função renal e coagulação.
- Informar todos os medicamentos em uso.
- Comunicar uso de anticoagulantes e antiagregantes.
- Informar alergias, especialmente a contraste iodado.
- Seguir as orientações de jejum e de acompanhante fornecidas pela equipe.
As orientações são individualizadas. Nenhum medicamento deve ser suspenso sem indicação médica.
Depois do procedimento
Recuperação e cuidados
Após o procedimento há um período de observação, com controle do local da punção. A alta pode ocorrer no mesmo dia ou a permanência pode ser prolongada conforme a evolução clínica. O retorno às atividades é progressivo, evitando esforço conforme orientação individual. Os sintomas podem melhorar gradualmente e as veias visíveis podem levar tempo para reduzir. Quando indicado, o espermograma deve ser reavaliado no período definido pela equipe. Não existe prazo universal de recuperação ou de retorno ao esporte.
Cuidados posteriores
- Observar o local da punção e manter o curativo conforme orientação.
- Evitar esforço físico e atividades de impacto pelo período orientado.
- Utilizar analgésicos apenas conforme prescrição.
- Comparecer aos retornos clínicos e de imagem programados.
- Reavaliar o espermograma no período definido, quando esse for o objetivo.
Anatomia
Por que é mais comum à esquerda?
A drenagem venosa dos testículos não é simétrica, e a veia testicular esquerda possui trajeto e conexões diferentes da direita. Não existe uma causa única e universal.
- Fatores anatômicos podem favorecer aumento de pressão no sistema venoso.
- As válvulas venosas podem ser insuficientes, permitindo refluxo.
- Variantes anatômicas das veias gonadais e renais são frequentes.
- A circulação colateral pode participar do refluxo e da recorrência.
Sintomas
Quais sintomas pode causar?
Manifestações possíveis
- Sensação de peso no escroto.
- Dor ou desconforto local.
- Piora após longos períodos em pé.
- Piora com esforço físico.
- Alívio ao deitar.
- Veias dilatadas visíveis ou palpáveis.
- Diferença de volume entre os testículos.
- Redução do volume do testículo.
- Alterações do espermograma.
- Dificuldade reprodutiva.
A dor testicular possui várias causas. É necessário confirmar se a varicocele explica os sintomas antes do tratamento.
Fertilidade
Varicocele e fertilidade
A relação entre varicocele e fertilidade precisa ser apresentada de forma equilibrada e individualizada.
- A varicocele pode estar associada a alterações da produção e da qualidade dos espermatozoides.
- Nem todo homem com varicocele é infértil.
- Nem toda infertilidade masculina é causada por varicocele.
- O espermograma pode fazer parte da avaliação.
- Fatores femininos e outros fatores masculinos também precisam ser considerados.
- O tratamento pode melhorar parâmetros seminais em pacientes selecionados.
- Melhora do espermograma não garante gravidez.
- Resultados reprodutivos dependem de múltiplos fatores.
- Acompanhamento urológico, andrológico ou reprodutivo pode ser necessário.
O tratamento da varicocele não deve ser apresentado como garantia de fertilidade ou de gravidez.
Indicação
Quem pode ser avaliado?
Situações em que a embolização pode ser considerada
- Varicocele clínica sintomática.
- Dor ou peso persistente no escroto.
- Infertilidade associada a alterações do espermograma.
- Alteração do crescimento ou do volume testicular.
- Recorrência após cirurgia.
- Anatomia favorável ao tratamento endovascular.
- Desejo de avaliar alternativa minimamente invasiva.
- Varicocele bilateral em situações selecionadas.
- Contraindicação ou dificuldade para cirurgia, conforme o contexto.
Em adolescentes, a avaliação deve ser especializada, considerar o desenvolvimento testicular e envolver os responsáveis conforme a legislação e o fluxo assistencial. Não existe recomendação automática de tratamento.
Avaliação
Avaliação antes do tratamento
Os itens abaixo podem ser considerados conforme o caso. Nem todos os exames são obrigatórios em todos os pacientes.
- História clínica.
- Exame físico urológico.
- Ultrassonografia com Doppler.
- Análise do refluxo venoso.
- Avaliação do volume testicular.
- Espermograma, quando o objetivo envolver fertilidade.
- Avaliação hormonal, quando indicada.
- Investigação de outras causas de dor.
- Investigação do casal, quando aplicável.
- Revisão de tratamentos anteriores.
- Exames laboratoriais, função renal e coagulação.
- Revisão de medicamentos e de alergia a contraste.
Materiais
Quais materiais podem ser utilizados?
Coils
Pequenas espirais metálicas utilizadas para promover a oclusão controlada de veias selecionadas.
Agentes esclerosantes
Substâncias que promovem reação controlada na parede venosa, favorecendo o fechamento do vaso.
Agentes líquidos
Materiais administrados seletivamente que podem produzir oclusão venosa. Exigem controle técnico específico.
Técnicas combinadas
Em alguns casos, diferentes materiais podem ser associados para tratar a veia principal e suas colaterais.
A escolha depende da anatomia, refluxo, colaterais, experiência da equipe e disponibilidade confirmada. Nenhum material é apresentado como disponível sem confirmação prévia.
Comparação
Embolização ou cirurgia?
Não existe técnica universalmente superior. A escolha depende da anatomia, sintomas, objetivo reprodutivo, tratamentos anteriores e experiência da equipe.
Embolização
Tratamento por cateter, com acesso venoso e sem incisão no escroto. Permite flebografia durante o procedimento, pode identificar colaterais e tratar recorrência após cirurgia. Utiliza contraste e radiação e pode não ser tecnicamente possível em algumas anatomias.
Cirurgia
Interrompe ou liga as veias por acesso cirúrgico, com diferentes técnicas, podendo utilizar microscopia. Não depende de acesso venoso por cateter, possui riscos e recuperação próprios e pode ser mais apropriada em determinados pacientes.
Recorrência
Embolização após cirurgia
- A varicocele pode persistir ou recorrer após tratamento cirúrgico.
- Veias colaterais podem manter o refluxo venoso.
- A flebografia pode ajudar a mapear a circulação responsável pela recorrência.
- A embolização pode ser considerada após cirurgia.
- O procedimento anterior não garante viabilidade técnica.
- Exames e registros cirúrgicos anteriores devem ser revisados.
Conforto
Anestesia e desconforto
- Geralmente são utilizadas anestesia local e sedação.
- A estratégia é individualizada.
- Pode haver desconforto no local da punção.
- Pode ocorrer sensação transitória durante a administração do material.
- Dor leve ou sensação de peso podem ocorrer após o procedimento.
- O procedimento não é apresentado como indolor.
Acompanhamento
Resultados e acompanhamento
Como o resultado é avaliado
- Melhora da dor.
- Redução da sensação de peso.
- Exame físico.
- Ultrassonografia com Doppler.
- Redução do refluxo venoso.
- Desenvolvimento ou volume testicular.
- Espermograma, quando indicado.
- Evolução reprodutiva, quando esse for o objetivo.
- Persistência ou recorrência da varicocele.
O desaparecimento visual imediato das veias não é o único critério de resultado.
Fluxo assistencial RADAM
Como a RADAM organiza a jornada
- Envio dos exames.
- Avaliação urológica e intervencionista.
- Confirmação da relação entre a varicocele e os sintomas.
- Análise do Doppler e da anatomia venosa.
- Definição do objetivo do tratamento.
- Embolização.
- Observação.
- Acompanhamento clínico.
- Reavaliação por imagem ou espermograma.
O envio dos exames não confirma automaticamente a indicação.
Segunda opinião
A embolização pode ser uma opção para tratar a varicocele?
A indicação depende dos sintomas, exame físico, refluxo venoso, resultados do Doppler, objetivo reprodutivo e tratamentos anteriores. A RADAM pode revisar o caso em integração com a avaliação urológica.
Benefícios potenciais
O que o procedimento pode oferecer
- Tratamento do refluxo venoso sem incisão no escroto.
- Mapeamento flebográfico do refluxo e das veias colaterais durante o procedimento.
- Possibilidade de tratar recorrência após cirurgia, conforme a anatomia.
- Possibilidade de abordagem bilateral em casos selecionados.
- Alívio da dor ou da sensação de peso em pacientes selecionados.
- Possível melhora de parâmetros seminais em pacientes selecionados, sem garantia reprodutiva.
Riscos e limitações
Riscos possíveis e limitações
Riscos possíveis
- Hematoma ou sangramento no local da punção.
- Dor.
- Inflamação venosa.
- Reação ao contraste.
- Alteração da função renal.
- Infecção.
- Espasmo ou lesão venosa.
- Trombose.
- Migração de coil ou de outro material.
- Embolização em território não planejado.
- Exposição à radiação.
- Falha de acesso à veia gonadal.
- Persistência do refluxo.
- Recorrência da varicocele.
- Necessidade de novo procedimento.
- Complicações graves, embora incomuns.
Urgências não devem aguardar resposta por WhatsApp ou formulário. Nenhum resultado, taxa de sucesso, material ou estrutura hospitalar é prometido nesta página.
Transparência
Limitações do método
- Nem toda anatomia venosa permite tratamento endovascular completo.
- Colaterais complexas podem manter o refluxo após o tratamento.
- A melhora dos sintomas é individual e pode ser parcial.
- A redução das veias visíveis pode ser lenta ou incompleta.
- Melhora de parâmetros seminais não garante gravidez.
- Não existem percentuais universais de sucesso aplicáveis a todos os pacientes.
Outras possibilidades
Alternativas que podem ser avaliadas
- Acompanhamento clínico, quando não há sintomas ou indicação de tratamento.
- Tratamento da dor e medidas conservadoras, conforme avaliação urológica.
- Cirurgia de varicocele por diferentes técnicas, inclusive microcirúrgica.
- Avaliação reprodutiva do casal e técnicas de reprodução assistida, quando indicadas.
Segurança
Sinais de alerta após o procedimento
- Dor intensa ou progressiva.
- Aumento importante do volume escrotal.
- Vermelhidão intensa.
- Febre persistente.
- Sangramento persistente na punção.
- Aumento rápido do hematoma.
- Falta de ar.
- Dor no peito.
- Desmaio.
- Membro frio, pálido ou doloroso.
- Piora importante do estado geral.
Na presença de qualquer um desses sinais, entre em contato com a equipe ou procure atendimento médico.
Relação clínica
Em quais situações pode ser avaliada?
Relação informativa entre a embolização de varicocele e situações clínicas frequentes. A indicação depende sempre de avaliação individual e integração com a avaliação urológica.
Linha de cuidado
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Ver procedimento
Procedimento realizado em ambiente hospitalar
Após a avaliação e a indicação, a RADAM participa do planejamento, da coordenação hospitalar e do acompanhamento do paciente.
A embolização de varicocele depende de avaliação urológica e clínica, ultrassonografia com Doppler, sala de angiografia e estrutura para observação posterior. A RADAM coordena o planejamento e a jornada assistencial conforme cada caso.
Equipe RADAM
Equipe médica relacionada

Dr. Antônio Oliveira de Araújo
Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular
- Radiologista IntervencionistaRQE 5333
- Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 3517
CRM-AM 6045

Dr. Marcos André Filgueiras Dias
Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular
- Radiologista IntervencionistaRQE 6404
- Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 6389
CRM-AM 7381

Dra. Ruth da Silva Pinheiro
Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular
- Radiologista IntervencionistaRQE 5659
- Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 5633
CRM-AM 8927

Dr. Sildomar Queiroz e Silva
Neurorradiologia • Radiologia Intervencionista
- NeurorradiologiaRQE 6537
- Radiologista IntervencionistaRQE 6192
- Radiologia e Diagnóstico por ImagemRQE 6191
CRM-AM 9916
Dúvidas comuns
Perguntas frequentes
Para médicos
Área para médicos
Discuta o caso, encaminhe o paciente ou solicite o procedimento pelos fluxos clínicos da RADAM.
Conteúdo revisado por
Dr. Antônio Oliveira de Araújo
Radiologista Intervencionista · Cirurgia Vascular / Endovascular
Mestre em Cirurgia · Professor de Medicina
Membro Titular do CBR–SOBRICE
CRM-AM 6045 | RQE 5333 | RQE 3517
Última revisão clínica: 23/08/2026
Conteúdo em elaboração editorial. As informações desta página serão ampliadas após revisão clínica.
Informação responsável
Esta página é informativa e não substitui a consulta médica. A indicação, a técnica, o preparo e a recuperação dependem da avaliação individual de cada caso.
Próximo passo
Quer saber se a varicocele pode ser tratada por embolização?
Envie os exames para avaliação. A equipe RADAM analisará os sintomas, o refluxo venoso, a anatomia e os objetivos do tratamento.
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