RADAM — Radiologia Intervencionista da Amazônia

Procedimento endovascular

Embolização esplênica parcial

Redução controlada de parte da circulação do baço

Em pacientes cuidadosamente selecionados, a embolização esplênica parcial pode ser considerada no tratamento do hiperesplenismo associado a alterações persistentes das células do sangue, como a plaquetopenia.

  • Angiografia
  • Fluoroscopia

Esta página é informativa. A indicação de qualquer procedimento depende de avaliação médica individual.

Visão geral

O que é a embolização esplênica parcial?

A embolização esplênica parcial é um procedimento minimamente invasivo realizado por radiologia intervencionista. Por meio de cateteres introduzidos nos vasos sanguíneos, parte da circulação do baço é reduzida de maneira controlada. O planejamento busca diminuir a atividade esplênica responsável pela destruição ou retenção excessiva de células sanguíneas, preservando parte do tecido e da função do órgão. Não há corte cirúrgico amplo e o baço não é retirado.

Finalidade

Para que pode ser utilizada

O hiperesplenismo pode aumentar a retenção ou a destruição de células sanguíneas pelo baço. A plaquetopenia corresponde à redução do número de plaquetas, células que participam da coagulação. Quando essas alterações são persistentes e clinicamente relevantes, a embolização esplênica parcial pode ser considerada como parte do plano de cuidado, sem substituir a investigação e o tratamento da causa de base.

  • Hiperesplenismo com plaquetopenia persistente, confirmada por exames laboratoriais
  • Intensidade das alterações hematológicas e presença de sintomas
  • Causa do hiperesplenismo já investigada pela equipe assistente
  • Tratamentos anteriores e resposta obtida
  • Avaliação multidisciplinar, incluindo hematologia e equipe clínica responsável

Técnica

Como é realizado

O procedimento é realizado em sala de angiografia. Após assepsia e anestesia local no local da punção, é obtido acesso vascular, habitualmente na artéria femoral (virilha) ou radial (punho). Com cateteres e microcateteres, a equipe navega até ramos selecionados da artéria esplênica e utiliza o material embólico definido para o caso, sempre com controle angiográfico durante o procedimento. Ao final, o acesso é fechado e o paciente segue em observação hospitalar.

  • Acesso: Punção arterial, habitualmente femoral (virilha) ou radial (punho), sem corte cirúrgico amplo.
  • Anestesia: Anestesia local no local da punção, com sedação ou analgesia complementar quando indicada. A definição é da equipe de anestesia e da equipe assistente.
  • Duração aproximada: A duração varia conforme a anatomia e os achados da angiografia; a equipe informa a previsão durante o planejamento do caso.

Como funciona na RADAM

Etapas do procedimento

  1. 1

    Avaliação clínica e hematológica

    História, exame físico e exames laboratoriais definem a intensidade das alterações das células do sangue.

  2. 2

    Investigação da causa do hiperesplenismo

    A equipe assistente conduz a investigação da causa de base, que segue sendo tratada de forma independente.

  3. 3

    Revisão de exames e discussão do caso

    Os exames de imagem e laboratoriais são revisados em discussão multidisciplinar com a Radiologia Intervencionista.

  4. 4

    Planejamento do procedimento

    Quando o tratamento endovascular é considerado, definem-se a estratégia, o preparo e a estrutura hospitalar necessária.

  5. 5

    Procedimento e observação

    A embolização é realizada em sala de angiografia, seguida de período de observação hospitalar.

  6. 6

    Acompanhamento

    Reavaliação clínica e exames laboratoriais em intervalos definidos pela equipe responsável.

O fluxo, a anestesia, o ambiente hospitalar e o tempo de recuperação variam conforme o procedimento e as condições do paciente.

Preparo

Como se preparar

  • Avaliação clínica e hematológica prévia
  • Revisão dos exames de imagem e laboratoriais, incluindo contagem de plaquetas
  • Informar medicamentos em uso, especialmente anticoagulantes e antiagregantes
  • Informar alergias, inclusive a contraste iodado
  • Jejum conforme orientação da equipe
  • Acompanhante no dia do procedimento

Medidas como vacinas, antibióticos e ajustes de medicamentos são individualizadas e definidas exclusivamente pela equipe responsável. As orientações finais de preparo são sempre fornecidas pela equipe assistente.

Depois do procedimento

Recuperação e cuidados

Dor no lado esquerdo do abdome, febre, náuseas e mal-estar podem ocorrer nos primeiros dias, no conjunto conhecido como síndrome pós-embolização. O tempo de internação, o repouso e o retorno às atividades são definidos caso a caso pela equipe assistente.

Cuidados posteriores

  • Observação hospitalar após o procedimento, conforme orientação da equipe
  • Controle da dor e dos sintomas, quando presentes
  • Cuidados com o local da punção
  • Exames laboratoriais de acompanhamento, em intervalos definidos pela equipe
  • Retorno para reavaliação clínica

Condição relacionada

Esplenomegalia e hiperesplenismo

Entenda a diferença entre aumento do baço e atividade esplênica excessiva, as possíveis alterações do hemograma e por que a causa precisa ser investigada antes de considerar uma intervenção.

Planejamento por imagem

Visualização angiográfica da circulação esplênica

A angiografia mostra a artéria esplênica e a distribuição dos ramos que levam sangue ao baço. Essa visualização orienta quais ramos podem ser tratados e qual extensão da circulação será reduzida, de acordo com o planejamento individual do caso.

Angiografia da artéria esplênica durante procedimento para hiperesplenismo e plaquetopenia persistente.
Angiografia da artéria esplênica durante o planejamento de embolização para tratamento do hiperesplenismo associado à plaquetopenia persistente.

As marcações anatômicas auxiliam a orientação. A imagem mostra uma etapa do planejamento, sem comparação antes e depois.

Estratégia técnica

Por que a embolização é parcial?

Apenas uma parte da circulação esplênica é tratada, conforme o planejamento do caso. A intenção é reduzir a atividade do baço sobre as células do sangue preservando parte do tecido e da função do órgão, diferente da retirada cirúrgica do baço. A extensão tratada é definida durante o procedimento, com base na anatomia e nos achados angiográficos.

  • Preservação de parte do tecido e da função esplênica
  • Extensão definida individualmente, sem parâmetro fixo para todos os casos
  • Controle angiográfico durante toda a etapa de embolização
  • O baço não é retirado

Decisão compartilhada

Avaliação individualizada

A indicação depende da causa do hiperesplenismo, da intensidade das alterações hematológicas, dos sintomas, dos tratamentos anteriores e da avaliação multidisciplinar. A resposta clínica e hematológica varia entre pacientes, e o acompanhamento médico com exames laboratoriais continua sendo necessário depois do procedimento.

Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica. A indicação da embolização esplênica parcial depende da causa do hiperesplenismo e das características clínicas e laboratoriais de cada paciente.

Benefícios potenciais

O que o procedimento pode oferecer

  • Procedimento minimamente invasivo, sem corte cirúrgico amplo e sem retirada do baço
  • Redução dirigida de parte da circulação esplênica, com preservação de tecido do órgão
  • Possibilidade de melhora hematológica em pacientes selecionados
  • Recuperação habitualmente mais rápida que a de uma cirurgia aberta

Riscos e limitações

Riscos possíveis e limitações

Riscos possíveis

  • Dor, febre, náuseas e mal-estar após o procedimento
  • Síndrome pós-embolização
  • Infecção ou abscesso esplênico
  • Derrame pleural
  • Trombose
  • Sangramento
  • Embolização não intencional de outro território vascular
  • Infarto esplênico mais extenso do que o planejado
  • Resposta insuficiente ou recorrência das alterações hematológicas
  • Necessidade de tratamentos adicionais

Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica. A indicação da embolização esplênica parcial depende da causa do hiperesplenismo e das características clínicas e laboratoriais de cada paciente.

Transparência

Limitações do método

  • Não é possível garantir aumento das plaquetas, normalização dos exames ou resultado individual
  • A resposta hematológica varia entre pacientes e pode ser temporária
  • O procedimento não substitui a investigação e o tratamento da causa de base
  • Acompanhamento clínico e laboratorial permanece necessário

Outras possibilidades

Alternativas que podem ser avaliadas

  • Tratamento e acompanhamento da causa de base do hiperesplenismo
  • Manejo clínico e hematológico, incluindo suporte transfusional quando indicado
  • Tratamento cirúrgico, avaliado pela equipe responsável em situações selecionadas

Segurança

Sinais de alerta após o procedimento

  • Dor abdominal intensa ou progressiva
  • Febre persistente ou calafrios
  • Falta de ar
  • Vômitos que não cessam
  • Sangramento que não cessa no local da punção
  • Sangramentos espontâneos, como gengivas, nariz ou manchas na pele

Na presença de qualquer um desses sinais, entre em contato com a equipe ou procure atendimento médico.

Procedimento realizado em ambiente hospitalar

Após a avaliação e a indicação, a RADAM participa do planejamento, da coordenação hospitalar e do acompanhamento do paciente.

A embolização esplênica parcial depende de avaliação presencial, revisão dos exames laboratoriais e de imagem, discussão multidisciplinar, sala de angiografia e estrutura hospitalar para observação posterior. A RADAM coordena o planejamento e a jornada assistencial conforme cada caso.

Equipe RADAM

Equipe médica relacionada

  • Dr. Antônio Oliveira de Araújo — RADAM

    Dr. Antônio Oliveira de Araújo

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 5333
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 3517

    CRM-AM 6045

  • Dr. Marcos André Filgueiras Dias — RADAM

    Dr. Marcos André Filgueiras Dias

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 6404
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 6389

    CRM-AM 7381

  • Dr. Paulo Inácio Alves Ramos Diniz — RADAM

    Dr. Paulo Inácio Alves Ramos Diniz

    Cirurgia Vascular • Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular

    • Cirurgia VascularRQE 4051
    • Angiorradiologia e Cirurgia EndovascularRQE 5409

    CRM-AM 7392

  • Dra. Ruth da Silva Pinheiro — RADAM

    Dra. Ruth da Silva Pinheiro

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 5659
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 5633

    CRM-AM 8927

  • Dr. Sildomar Queiroz e Silva — RADAM

    Dr. Sildomar Queiroz e Silva

    Neurorradiologia • Radiologia Intervencionista

    • NeurorradiologiaRQE 6537
    • Radiologista IntervencionistaRQE 6192
    • Radiologia e Diagnóstico por ImagemRQE 6191

    CRM-AM 9916

Dúvidas comuns

Perguntas frequentes

Para médicos

Área para médicos

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Conteúdo revisado por

  • Dr. Antônio Oliveira de Araújo

    Radiologista Intervencionista · Cirurgia Vascular / Endovascular

    Mestre em Cirurgia · Professor de Medicina

    Membro Titular do CBR–SOBRICE

    CRM-AM 6045 | RQE 5333 | RQE 3517

Última revisão clínica: 11/09/2026

Conteúdo em elaboração editorial. As informações desta página serão ampliadas após revisão clínica.

Informação responsável

Esta página é informativa e não substitui a consulta médica. A indicação, a técnica, o preparo e a recuperação dependem da avaliação individual de cada caso.

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