RADAM — Radiologia Intervencionista da Amazônia

Saúde Vascular

Endarterectomia de carótida

Cirurgia para remoção da placa que estreita a artéria carótida

Em pacientes criteriosamente selecionados, a endarterectomia de carótida pode reduzir o risco de acidente vascular cerebral associado à estenose carotídea. A indicação depende dos sintomas, das características da estenose, da anatomia vascular e das condições clínicas.

Esta página é informativa. A indicação de qualquer procedimento depende de avaliação médica individual.

Visão geral

O que é a endarterectomia de carótida?

A endarterectomia de carótida é uma cirurgia realizada para remover a placa de aterosclerose que estreita uma das artérias responsáveis por levar sangue ao cérebro. Em pacientes criteriosamente selecionados, o procedimento pode reduzir o risco de acidente vascular cerebral associado à estenose carotídea. A indicação depende de fatores como presença de sintomas neurológicos, grau e características da estenose, anatomia vascular, condições clínicas, expectativa de benefício e risco do procedimento.

Finalidade

Para que pode ser utilizada

As artérias carótidas ficam nos dois lados do pescoço e levam sangue ao cérebro. A aterosclerose pode provocar a formação de placas na parede arterial, com estreitamento progressivo do canal de passagem do sangue. Fragmentos dessa placa ou pequenos coágulos podem se desprender e comprometer a circulação cerebral. A cirurgia busca retirar a placa responsável pelo estreitamento, como parte de uma estratégia de redução de risco definida individualmente.

  • Estenose carotídea confirmada por exames de imagem
  • Correlação entre a estenose e sintomas neurológicos, quando presentes
  • Avaliação do risco individual de eventos neurológicos
  • Análise conjunta das alternativas: tratamento clínico, cirurgia ou angioplastia
  • Decisão compartilhada, com avaliação clínica, vascular e anestésica

Técnica

Como é realizado

A cirurgia é realizada por uma incisão no pescoço, sobre a região da artéria carótida. O segmento tratado é temporariamente controlado e a artéria é aberta para retirada da placa que causa o estreitamento. A reconstrução pode ser realizada por sutura direta ou com o uso de um remendo vascular, conforme as características do caso, e o fluxo de sangue é restabelecido após a reconstrução. As decisões técnicas são definidas pela equipe cirúrgica durante o procedimento. Esta página não descreve protocolo cirúrgico nem substitui a orientação da equipe responsável.

  • Acesso: Incisão cirúrgica cervical, sobre a região da artéria carótida, com controle temporário do segmento tratado.
  • Anestesia: A estratégia anestésica é definida pela equipe de anestesia e pela equipe cirúrgica, podendo incluir anestesia geral ou técnicas locorregionais, conforme o caso.
  • Duração aproximada: A duração varia conforme a anatomia, os achados cirúrgicos e as condições clínicas; a equipe informa a previsão durante o planejamento.

Como funciona na RADAM

Etapas do procedimento

  1. 1

    Avaliação clínica e neurológica

    História, exame físico, fatores de risco e presença ou ausência de sintomas neurológicos.

  2. 2

    Investigação por imagem

    Ultrassonografia com Doppler e exames complementares avaliam a placa, o grau da estenose e a anatomia vascular.

  3. 3

    Discussão das possibilidades

    Tratamento clínico, endarterectomia e angioplastia são comparados caso a caso, em decisão compartilhada.

  4. 4

    Preparo e avaliação anestésica

    Avaliação cardiológica e anestésica, revisão de medicamentos e orientações institucionais de preparo.

  5. 5

    Procedimento e observação

    A cirurgia é realizada em ambiente hospitalar, seguida de monitorização neurológica e da pressão arterial.

  6. 6

    Acompanhamento

    Reavaliação clínica, exames de controle e manutenção do tratamento dos fatores de risco.

O fluxo, a anestesia, o ambiente hospitalar e o tempo de recuperação variam conforme o procedimento e as condições do paciente.

Preparo

Como se preparar

  • Avaliação clínica, vascular e neurológica prévia
  • Revisão dos exames de imagem das carótidas e da circulação cerebral
  • Avaliação cardiológica e anestésica
  • Informar todos os medicamentos em uso, especialmente antiagregantes e anticoagulantes
  • Informar alergias e doenças associadas
  • Jejum e orientações institucionais conforme a equipe assistente
  • Acompanhante no dia do procedimento

Nunca inicie, ajuste ou suspenda medicamentos por conta própria. As orientações finais de preparo são sempre fornecidas pela equipe responsável.

Depois do procedimento

Recuperação e cuidados

A recuperação inclui período de observação hospitalar com monitorização neurológica e da pressão arterial. O tempo de internação, o repouso e o retorno às atividades variam conforme o caso e são definidos pela equipe assistente. Desconforto local, alteração temporária da sensibilidade próxima à incisão e mudanças na voz ou na deglutição podem ocorrer e devem ser comunicados à equipe.

Cuidados posteriores

  • Monitorização neurológica e da pressão arterial no pós-operatório
  • Cuidados com a incisão cervical, conforme orientação da equipe
  • Continuidade dos medicamentos prescritos
  • Retorno para reavaliação clínica
  • Exames de controle em intervalos definidos pela equipe
  • Controle contínuo dos fatores de risco cardiovasculares

Condição relacionada

O que é estenose carotídea?

A estenose de carótida é o estreitamento das artérias que levam sangue ao cérebro, causado com mais frequência pelo acúmulo de placas de aterosclerose na parede arterial. Muitas pessoas não apresentam sintomas até a ocorrência de um evento neurológico, e a investigação costuma incluir avaliação clínica, ultrassonografia com Doppler e exames complementares de imagem.

Prevenção

Qual é a relação com o AVC?

Fragmentos de placa ou coágulos originados na carótida podem alcançar artérias do cérebro e interromper a circulação, causando um ataque isquêmico transitório ou um AVC. Também pode ocorrer redução importante do fluxo quando o estreitamento é muito acentuado. Nem todo AVC decorre de estenose carotídea, e nem toda estenose provocará um AVC.

  • A estenose carotídea é uma das causas possíveis de AVC isquêmico
  • Episódios transitórios podem anteceder um evento maior
  • O tratamento busca reduzir risco, sem eliminar completamente a possibilidade de eventos
  • O controle dos fatores de risco permanece indispensável

Sintomas neurológicos súbitos exigem atendimento de emergência pelo SAMU 192, mesmo que desapareçam em poucos minutos.

Decisão

Quando a cirurgia pode ser considerada?

Não existe um único valor de estreitamento que determine automaticamente a cirurgia. A decisão é individual e considera diversos fatores em conjunto, comparando sempre a endarterectomia com o tratamento clínico e com a angioplastia.

Fatores avaliados em conjunto

  • Presença ou ausência de sintomas neurológicos
  • Episódio prévio de ataque isquêmico transitório ou AVC
  • Grau da estenose
  • Características da placa
  • Lado afetado
  • Anatomia da carótida e da região cervical
  • Idade
  • Doenças associadas
  • Risco anestésico e cirúrgico
  • Tempo desde o evento neurológico
  • Expectativa de benefício
  • Experiência da equipe responsável

O percentual de estreitamento é relevante, mas não deve ser analisado isoladamente. Nenhum tratamento previne completamente o AVC.

Comparação

Endarterectomia ou angioplastia de carótida?

Endarterectomia e angioplastia de carótida são estratégias diferentes para tratar a estenose carotídea. A escolha não deve ser baseada apenas na preferência por cirurgia aberta ou tratamento por cateter. Ela depende da avaliação individual do risco neurológico, da anatomia vascular e das condições clínicas.

Comparação conceitual entre as duas estratégias

  • Via

    Endarterectomia
    Cirurgia aberta, por incisão no pescoço
    Angioplastia de carótida
    Tratamento endovascular, por cateter
  • Ação na placa

    Endarterectomia
    Abertura da artéria e remoção direta da placa
    Angioplastia de carótida
    Stent amplia o canal e recobre a lesão, geralmente com sistema de proteção
  • Perfil considerado

    Endarterectomia
    Pode ser preferida em determinados perfis clínicos e anatômicos
    Angioplastia de carótida
    Pode ser considerada em situações específicas, conforme anatomia e risco
  • Riscos e limitações

    Endarterectomia
    Riscos cirúrgicos e anestésicos próprios, incluindo lesão de nervos próximos
    Angioplastia de carótida
    Riscos próprios do acesso, da manipulação da lesão e do stent

Nenhuma das duas estratégias é universalmente superior. A comparação é sempre individual e feita em avaliação médica.

Registros do procedimento

Como o procedimento é realizado na prática

As imagens ajudam a compreender o ambiente cirúrgico e a região tratada. A imagem do campo cirúrgico é exibida somente se você escolher visualizá-la.

Equipe cirúrgica paramentada durante endarterectomia de carótida em centro cirúrgico.
Equipe cirúrgica durante endarterectomia de carótida.

Conteúdo cirúrgico

A imagem a seguir contém conteúdo cirúrgico. A exibição é opcional e depende da sua escolha.

Exposição cirúrgica da artéria carótida no pescoço, com afastadores e reparos utilizados durante o procedimento.

Depois da cirurgia

O tratamento clínico continua

O controle dos fatores de risco e os medicamentos prescritos continuam importantes depois da cirurgia, porque a aterosclerose é uma doença que afeta os vasos de forma difusa. Doses, associações e duração são definidas exclusivamente pelo médico assistente.

  • Controle da pressão arterial, do diabetes e do colesterol
  • Interrupção do tabagismo
  • Atividade física conforme orientação médica
  • Medicamentos prescritos pela equipe assistente
  • Acompanhamento com exames de imagem, quando indicado

Esta página não indica, ajusta nem suspende medicamentos. Nunca altere sua medicação por conta própria.

Aviso

Avaliação individual

Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica. A indicação entre acompanhamento clínico, endarterectomia e angioplastia de carótida depende das características clínicas e anatômicas de cada paciente.

Benefícios potenciais

O que o procedimento pode oferecer

  • Remoção direta da placa que causa o estreitamento
  • Possibilidade de redução do risco de AVC em pacientes selecionados
  • Restabelecimento do canal de passagem do sangue na região tratada
  • Estratégia com longa experiência acumulada no tratamento da doença carotídea

Riscos e limitações

Riscos possíveis e limitações

Riscos possíveis

  • AVC ou ataque isquêmico transitório durante ou após o procedimento
  • Sangramento ou hematoma cervical
  • Infecção
  • Lesão temporária ou permanente de nervos próximos
  • Alteração da voz ou dificuldade para engolir
  • Alteração da pressão arterial
  • Complicações cardíacas
  • Trombose ou nova obstrução da artéria tratada
  • Reestenose
  • Necessidade de nova intervenção
  • Complicações anestésicas

Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica. A indicação entre acompanhamento clínico, endarterectomia e angioplastia de carótida depende das características clínicas e anatômicas de cada paciente. Urgências não devem aguardar resposta por WhatsApp ou formulário.

Transparência

Limitações do método

  • Não previne completamente o AVC
  • Não é indicada para todos os pacientes com estenose carotídea
  • Não substitui automaticamente a angioplastia nem o tratamento clínico
  • Não interrompe a aterosclerose em outros territórios vasculares
  • Os riscos variam conforme as condições de cada paciente e devem ser discutidos individualmente

Outras possibilidades

Alternativas que podem ser avaliadas

  • Tratamento clínico com controle dos fatores de risco e medicamentos prescritos
  • Acompanhamento com exames de imagem, quando indicado
  • Angioplastia de carótida com stent, em casos selecionados

Segurança

Sinais de alerta após o procedimento

  • Fraqueza, dormência ou boca torta de início súbito
  • Dificuldade súbita para falar ou compreender
  • Perda súbita da visão de um olho
  • Aumento rápido do volume no pescoço ou dificuldade para respirar
  • Sangramento na incisão
  • Febre persistente
  • Dor intensa ou progressiva no pescoço

Na presença de qualquer um desses sinais, entre em contato com a equipe ou procure atendimento médico.

Procedimento realizado em ambiente hospitalar

Após a avaliação e a indicação, a RADAM participa do planejamento, da coordenação hospitalar e do acompanhamento do paciente.

Procedimento cirúrgico: depende de indicação individual, avaliação anestésica, equipe habilitada, estrutura hospitalar compatível e cuidados no pós-operatório.

Equipe RADAM

Equipe médica relacionada

  • Dr. Antônio Oliveira de Araújo — RADAM

    Dr. Antônio Oliveira de Araújo

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 5333
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 3517

    CRM-AM 6045

  • Dr. Marcos André Filgueiras Dias — RADAM

    Dr. Marcos André Filgueiras Dias

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 6404
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 6389

    CRM-AM 7381

  • Dr. Paulo Inácio Alves Ramos Diniz — RADAM

    Dr. Paulo Inácio Alves Ramos Diniz

    Cirurgia Vascular • Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular

    • Cirurgia VascularRQE 4051
    • Angiorradiologia e Cirurgia EndovascularRQE 5409

    CRM-AM 7392

  • Dra. Ruth da Silva Pinheiro — RADAM

    Dra. Ruth da Silva Pinheiro

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 5659
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 5633

    CRM-AM 8927

Dúvidas comuns

Perguntas frequentes

Para médicos

Área para médicos

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Conteúdo revisado por

  • Dr. Antônio Oliveira de Araújo

    Radiologista Intervencionista · Cirurgia Vascular / Endovascular

    Mestre em Cirurgia · Professor de Medicina

    Membro Titular do CBR–SOBRICE

    CRM-AM 6045 | RQE 5333 | RQE 3517

Última revisão clínica: 11/09/2026

Conteúdo em elaboração editorial. As informações desta página serão ampliadas após revisão clínica.

Informação responsável

Esta página é informativa e não substitui a consulta médica. A indicação, a técnica, o preparo e a recuperação dependem da avaliação individual de cada caso.

Próximo passo

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