RADAM — Radiologia Intervencionista da Amazônia

Saúde vascular

Trombose venosa

Formação de um coágulo dentro de uma veia, que dificulta a circulação do sangue. Ocorre com maior frequência nas pernas, mas também pode atingir braços e veias do abdome. Quando envolve uma veia profunda, é chamada de trombose venosa profunda (TVP).

Também chamado de: tvp · trombose venosa profunda · trombose na perna · trombose no braco · coagulo na veia · veia obstruida por trombo · trombose iliaca · trombose femoral · trombose de veia cava · trombose venosa aguda · sindrome pos-trombotica · tratamento de trombose · tratamento de tvp

Visão geral

O que é trombose venosa

A trombose venosa ocorre quando um coágulo se forma dentro de uma veia e dificulta a circulação do sangue. Ela é mais frequente nas pernas, mas também pode atingir braços, veias do abdome ou outras regiões. Quando envolve uma veia profunda, o quadro é chamado de trombose venosa profunda, ou TVP. O diagnóstico rápido permite avaliar a extensão da trombose e definir o tratamento mais adequado para cada paciente. Na RADAM — Radiologia Intervencionista da Amazônia, em Manaus (AM) —, a avaliação considera a localização, a extensão, o tempo de evolução e as condições clínicas de cada pessoa.

Causas e mecanismos

Por que trombose venosa acontece

O coágulo se forma quando há alteração do fluxo dentro da veia, lesão da parede venosa ou maior tendência à coagulação do sangue. Cirurgias, internações, imobilidade prolongada, traumas, cateteres venosos, câncer, gestação e puerpério, uso de determinados hormônios, distúrbios da coagulação e algumas doenças crônicas podem favorecer esse processo. Compressões anatômicas da veia, como o estreitamento da veia ilíaca, também podem contribuir. A presença de um fator de risco não confirma o diagnóstico, e parte das tromboses ocorre sem uma causa imediatamente identificável.

Fatores de risco

  • Cirurgia ou internação recente
  • Imobilidade prolongada
  • Câncer
  • Gestação e período após o parto
  • Uso de determinados hormônios
  • Histórico pessoal ou familiar de trombose
  • Alterações da coagulação
  • Trauma
  • Cateteres venosos
  • Algumas doenças crônicas

Manifestações

Principais manifestações

  • Inchaço em uma perna ou braço
  • Dor, peso ou sensibilidade no membro
  • Aumento da temperatura local
  • Alteração da cor da pele
  • Veias mais aparentes
  • Diferença repentina de tamanho entre os membros

Investigação

Como é investigada

A investigação começa pela avaliação clínica, com análise dos sintomas, do histórico e dos fatores de risco. A ultrassonografia com Doppler é frequentemente utilizada para identificar trombos e avaliar o fluxo nas veias dos braços ou das pernas. Conforme a localização e a complexidade do caso, tomografia, ressonância, venografia (flebografia) e exames laboratoriais podem ser necessários. Nenhum exame isolado serve para todas as tromboses: a escolha é médica e depende da região avaliada.

Exames habitualmente utilizados

  • Avaliação clínica com exame do membro acometido
  • Ultrassonografia com Doppler venoso
  • Tomografia computadorizada, quando indicada
  • Ressonância magnética, em situações selecionadas
  • Venografia (flebografia), quando a imagem não invasiva não é suficiente ou já integra o planejamento do tratamento
  • Exames laboratoriais, incluindo avaliação da coagulação quando indicada

Diagnósticos diferenciais

Outras condições que podem gerar achados semelhantes

  • Celulite, erisipela e outras infecções de pele
  • Insuficiência venosa crônica e varizes
  • Linfedema
  • Inchaço por causas cardíacas, renais ou hepáticas
  • Lesões musculares e ortopédicas
  • Cisto poplíteo roto

Evolução

Gravidade, evolução e complicações

Complicações possíveis

  • Embolia pulmonar
  • Extensão do trombo para veias maiores
  • Síndrome pós-trombótica, com inchaço, dor e alterações da pele
  • Obstrução venosa crônica
  • Recorrência da trombose
  • Sangramento relacionado ao tratamento anticoagulante

Possibilidades

Tratamentos possíveis

O tratamento busca impedir o crescimento do coágulo, reduzir o risco de embolia pulmonar e preservar a circulação venosa. A escolha depende da localização, da extensão e da duração da trombose, dos sintomas e do risco de sangramento. A anticoagulação é o tratamento mais utilizado; procedimentos por cateter são considerados apenas em situações selecionadas.

Tratamento clínico

Manejo clínico e acompanhamento

A anticoagulação é a base do tratamento. Os medicamentos reduzem a capacidade de formação e crescimento dos coágulos, permitindo que o organismo atue sobre o trombo ao longo do tempo. A escolha, a duração e o acompanhamento são sempre médicos. Medidas de compressão, movimentação orientada e acompanhamento clínico podem ser recomendados conforme os sintomas e a avaliação individual.

Radiologia Intervencionista

Quando a Radiologia Intervencionista pode ser considerada

Em situações selecionadas, o médico pode introduzir cateteres por uma pequena punção para alcançar a veia afetada, remover ou dissolver o trombo e tratar obstruções associadas. Os benefícios, riscos e limitações dependem de cada caso: esses procedimentos podem causar sangramento e outras complicações e precisam de avaliação especializada, sempre integrada à anticoagulação e ao acompanhamento clínico.

Possibilidades terapêuticas

  • Anticoagulação orientada e acompanhada por médico
  • Compressão e movimentação orientada, quando recomendadas
  • Remoção ou dissolução do trombo por cateter, em casos selecionados
  • Angioplastia e stent venoso, quando existe obstrução ou compressão importante
  • Filtro de veia cava, em situações específicas
  • Acompanhamento clínico, sem procedimento, quando essa é a melhor conduta

Transparência

Limitações

Nenhum tratamento elimina a possibilidade de recorrência. Tromboses antigas podem não responder à dissolução do coágulo, stents podem apresentar reestenose ou trombose e o procedimento endovascular não é possível em todas as anatomias nem adequado para todos os pacientes. Esta página é informativa e não permite concluir qual é o quadro de quem a lê.

Seguimento

Acompanhamento

O acompanhamento ajuda a ajustar o tratamento, investigar fatores associados e avaliar a circulação venosa. Costuma incluir reavaliação dos sintomas, ultrassonografia com Doppler em intervalos definidos pela equipe e revisão da anticoagulação. Algumas pessoas podem apresentar inchaço, dor, sensação de peso ou alterações na pele após uma trombose, quadro conhecido como síndrome pós-trombótica.

Decisão compartilhada

Como a decisão é tomada

A maioria dos pacientes é tratada inicialmente com anticoagulação. Procedimentos por cateter podem ser avaliados quando a trombose é extensa, provoca sintomas importantes, compromete grandes veias ou ameaça o membro, sempre considerando o tempo de evolução e o risco de sangramento. A decisão é individual e compartilhada.

Resposta rápida

O que é trombose venosa?

É a formação de um coágulo dentro de uma veia. Ela ocorre com maior frequência nas pernas, mas também pode atingir braços, veias do abdome ou outras regiões. Quando envolve uma veia profunda, é chamada de trombose venosa profunda, ou TVP.

A gravidade e o tratamento dependem da localização, da extensão, do tempo de evolução e das condições clínicas do paciente.

Fatores associados

Quem pode apresentar trombose venosa?

O risco pode aumentar em algumas situações clínicas, mas a trombose também ocorre em pessoas sem fatores evidentes.

Situações que podem aumentar o risco

  • Cirurgia ou internação recente
  • Imobilidade prolongada
  • Câncer
  • Gestação e período após o parto
  • Uso de determinados hormônios
  • Histórico pessoal ou familiar de trombose
  • Alterações da coagulação
  • Trauma
  • Cateteres venosos
  • Algumas doenças crônicas

A presença de um fator de risco não confirma o diagnóstico. Algumas tromboses também ocorrem sem uma causa imediatamente identificável.

Investigação

Como a trombose venosa é diagnosticada

  • 1. Avaliação clínica

    Análise dos sintomas, do histórico e dos fatores de risco.

  • 2. Ultrassonografia Doppler

    É frequentemente utilizada para identificar trombos e avaliar o fluxo nas veias dos braços ou das pernas.

  • 3. Outros exames, quando necessários

    Tomografia, ressonância, venografia e exames laboratoriais podem ser usados conforme a localização e a complexidade do caso.

Nenhum exame isolado serve para todas as tromboses. A investigação é definida caso a caso.

Tratamento

Como é feito o tratamento da trombose venosa

O tratamento busca impedir o crescimento do coágulo, reduzir o risco de embolia pulmonar e preservar a circulação venosa. A escolha depende da localização, da extensão e da duração da trombose, dos sintomas e do risco de sangramento.

  • Anticoagulação

    É o tratamento mais utilizado. Os medicamentos reduzem a capacidade de formação e crescimento dos coágulos, permitindo que o organismo atue sobre o trombo ao longo do tempo.

  • Compressão e acompanhamento

    Medidas de compressão, movimentação orientada e acompanhamento clínico podem ser recomendados conforme os sintomas e a avaliação médica.

  • Remoção ou dissolução do trombo

    Em casos selecionados, procedimentos realizados por cateter podem ajudar a remover ou dissolver o coágulo e restabelecer o fluxo na veia.

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  • Angioplastia e stent venoso

    Quando existe uma obstrução ou compressão importante da veia, pode ser necessário dilatar o segmento e, em casos selecionados, implantar um stent para manter o fluxo.

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  • Recanalização venosa em sequelas crônicas

    Em obstruções venosas crônicas selecionadas, a recanalização com angioplastia e stent pode ser avaliada para melhorar o retorno do sangue.

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  • Filtro de veia cava

    Alternativa de proteção reservada a situações específicas, especialmente quando a anticoagulação não pode ser utilizada com segurança. Não trata o coágulo já formado.

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O filtro de veia cava não é tratamento rotineiro nem substitui automaticamente a anticoagulação. Estar nesta lista não significa indicação.

Decisão clínica

Quando um procedimento pode ser considerado?

A maioria dos pacientes é tratada inicialmente com anticoagulação. Procedimentos por cateter podem ser avaliados quando a trombose é extensa, provoca sintomas importantes, compromete grandes veias ou ameaça o membro, sempre considerando o tempo de evolução e o risco de sangramento.

Possíveis fatores de decisão

  • Localização e extensão do trombo
  • Intensidade e duração dos sintomas
  • Comprometimento da circulação
  • Risco de embolia e de sangramento
  • Idade e condições clínicas
  • Presença de compressão ou estreitamento venoso
  • Resposta ao tratamento já iniciado

O procedimento endovascular não é necessário para todos os pacientes com trombose.

Radiologia Intervencionista

Como a Radiologia Intervencionista pode ajudar?

Em situações selecionadas, o médico pode introduzir cateteres por uma pequena punção para alcançar a veia afetada, remover ou dissolver o trombo e tratar obstruções associadas.

Possibilidades avaliadas caso a caso

  • Acesso por pequenas punções
  • Tratamento direcionado à veia afetada
  • Possibilidade de restabelecer o fluxo
  • Redução mais rápida da obstrução em casos selecionados
  • Tratamento de estreitamentos venosos associados
  • Integração com anticoagulação e acompanhamento clínico

Os benefícios, riscos e limitações dependem de cada caso. Esses procedimentos podem causar sangramento e outras complicações e precisam de avaliação especializada.

Acompanhamento

É necessário acompanhamento?

Sim. O acompanhamento ajuda a ajustar o tratamento, investigar fatores associados e avaliar a circulação venosa. Algumas pessoas podem apresentar inchaço, dor, sensação de peso ou alterações na pele após uma trombose, quadro conhecido como síndrome pós-trombótica.

Trombose venosa profunda e trombose da veia porta são condições distintas, com investigação e tratamento próprios.

Segunda Opinião RADAM

Recebeu o diagnóstico de trombose venosa?

A equipe da RADAM pode revisar os exames e avaliar se o tratamento clínico é suficiente ou se algum procedimento guiado por imagem pode ser considerado.

Em caso de falta de ar, dor no peito, tosse com sangue ou piora súbita, procure imediatamente um serviço de emergência.

Próximo passo

Entenda qual tratamento pode ser adequado ao seu caso

A análise dos sintomas e dos exames ajuda a definir se a melhor conduta é o tratamento clínico ou uma intervenção guiada por imagem.

Esta página é informativa e não substitui avaliação médica individual.

Equipe RADAM

Equipe médica relacionada

  • Dr. Antônio Oliveira de Araújo — RADAM

    Dr. Antônio Oliveira de Araújo

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 5333
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 3517

    CRM-AM 6045

  • Dr. Marcos André Filgueiras Dias — RADAM

    Dr. Marcos André Filgueiras Dias

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 6404
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 6389

    CRM-AM 7381

  • Dr. Paulo Inácio Alves Ramos Diniz — RADAM

    Dr. Paulo Inácio Alves Ramos Diniz

    Cirurgia Vascular • Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular

    • Cirurgia VascularRQE 4051
    • Angiorradiologia e Cirurgia EndovascularRQE 5409

    CRM-AM 7392

  • Dra. Ruth da Silva Pinheiro — RADAM

    Dra. Ruth da Silva Pinheiro

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 5659
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 5633

    CRM-AM 8927

  • Dr. Sildomar Queiroz e Silva — RADAM

    Dr. Sildomar Queiroz e Silva

    Neurorradiologia • Radiologia Intervencionista

    • NeurorradiologiaRQE 6537
    • Radiologista IntervencionistaRQE 6192
    • Radiologia e Diagnóstico por ImagemRQE 6191

    CRM-AM 9916

Dúvidas comuns

Perguntas frequentes

Para médicos

Área para médicos

Discuta o caso, encaminhe o paciente ou solicite o procedimento pelos fluxos clínicos da RADAM.

Conteúdo revisado por

  • Dr. Antônio Oliveira de Araújo

    Radiologista Intervencionista · Cirurgia Vascular / Endovascular

    Mestre em Cirurgia · Professor de Medicina

    Membro Titular do CBR–SOBRICE

    CRM-AM 6045 | RQE 5333 | RQE 3517

Última revisão clínica: 31/08/2026

Informação responsável

Esta página é informativa e não substitui a consulta médica. A indicação, a técnica, o preparo e a recuperação dependem da avaliação individual de cada caso.

Próximo passo

Quer entender quais possibilidades existem para o seu caso?

Envie seus exames para revisão da equipe RADAM ou fale com a equipe para organizar uma avaliação.

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