RADAM — Radiologia Intervencionista da Amazônia

Tratamentos endovasculares do sistema nervoso

Neurointervenção

Cateteres e imagens em tempo real no diagnóstico e no tratamento das doenças dos vasos do cérebro, da cabeça e do pescoço.

A neurointervenção utiliza cateteres e imagens em tempo real para diagnosticar e tratar doenças dos vasos que irrigam o cérebro, a cabeça e o pescoço. Os procedimentos podem ser utilizados em situações como AVC isquêmico, aneurismas cerebrais, malformações vasculares e estreitamentos arteriais. O tratamento é planejado de acordo com a doença, a anatomia dos vasos, os sintomas, os exames e as alternativas neurológicas, neurocirúrgicas ou endovasculares.

  • Angiografia
  • Fluoroscopia

Esta página é informativa. A indicação de qualquer procedimento depende de avaliação médica individual.

Visão geral

O que é neurointervenção?

A neurointervenção é a área dedicada a procedimentos guiados por imagem realizados por dentro dos vasos. Cateteres introduzidos pelos vasos alcançam artérias e veias da cabeça e do cérebro e permitem tanto o diagnóstico quanto o tratamento, com angiografia em tempo real e técnicas minimamente invasivas. Ela não substitui a neurologia nem a neurocirurgia: frequentemente integra uma equipe multidisciplinar, e os procedimentos podem ser eletivos ou emergenciais.

Procedimentos

Principais procedimentos

Conteúdo técnico e informativo. A indicação é sempre individual e depende de avaliação especializada.

  • Arteriografia cerebral

    Mapeia artérias e veias, detalha a anatomia, auxilia no diagnóstico e orienta o planejamento do tratamento.

  • Trombectomia mecânica para AVC

    Busca remover um coágulo em pacientes selecionados. Depende da obstrução de um vaso, deve ser realizada o mais rapidamente possível e a seleção utiliza avaliação clínica e exames de imagem.

  • Tratamento de aneurisma cerebral

    Busca excluir o aneurisma da circulação e pode utilizar diferentes estratégias. Depende de localização, formato e ruptura; a neurocirurgia permanece como alternativa importante.

  • Embolização de MAV cerebral

    Reduz ou interrompe vasos que alimentam a malformação, isoladamente ou combinada. Cirurgia e radiocirurgia podem fazer parte do tratamento, e nem toda MAV precisa de intervenção.

  • Embolização de fístula dural

    Busca fechar uma comunicação anormal, por acesso arterial, venoso ou combinado. O risco depende da drenagem venosa, e sintomas e anatomia orientam a decisão.

  • Tratamento do vasoespasmo

    Pode utilizar medicamentos intra-arteriais e, em segmentos selecionados, angioplastia. Ocorre principalmente no contexto de hemorragia subaracnóidea e exige ambiente hospitalar e monitoramento.

  • Angioplastia de carótida

    Trata estreitamentos selecionados com balão e stent e tem relação com a prevenção de AVC. Mantém rota canônica própria já publicada.

    Ver página

Neurointervenção é uma área de atuação. Coils, stents, cateteres e agentes embólicos são tecnologias utilizadas dentro de diferentes procedimentos.

Técnica

Como é realizado

Conteúdo específico

Procedimentos de Neurointervenção

Páginas específicas por procedimento. Algumas ainda estão em preparação editorial. A indicação depende de avaliação especializada e de estrutura hospitalar compatível.

Como funciona na RADAM

Etapas do procedimento

  1. 01

    Envio dos exames

    Tomografias, ressonâncias, angiografias e laudos disponíveis são enviados para avaliação de casos estáveis.

  2. 02

    Avaliação especializada

    Análise do quadro clínico, dos exames e da anatomia vascular.

  3. 03

    Definição diagnóstica

    Caracterização da doença neurovascular e das informações ainda necessárias.

  4. 04

    Discussão das alternativas

    Acompanhamento, tratamento endovascular, cirurgia ou estratégias combinadas.

  5. 05

    Planejamento

    Definição do acesso, da estratégia e das condições hospitalares necessárias.

  6. 06

    Procedimento quando indicado

    Realizado apenas quando há indicação, com equipe e estrutura compatíveis.

  7. 07

    Monitoramento

    Avaliação neurológica, controle do acesso e vigilância clínica.

  8. 08

    Acompanhamento

    Seguimento neurológico e neurovascular, com exames de controle.

O fluxo, a anestesia, o ambiente hospitalar e o tempo de recuperação variam conforme o procedimento e as condições do paciente.

Preparo

Como se preparar

  • Levar tomografias e ressonâncias.
  • Apresentar exames anteriores.
  • Informar todos os medicamentos em uso.
  • Comunicar uso de anticoagulantes e antiagregantes.
  • Informar alergia a contraste.
  • Comunicar doença renal.
  • Informar sangramentos anteriores.
  • Realizar os exames laboratoriais solicitados.
  • Seguir a orientação de jejum.
  • Informar gravidez ou possibilidade de gravidez.
  • Comparecer com acompanhante quando orientado.

Não suspenda medicamentos por conta própria. Este checklist se aplica a procedimentos eletivos e não se aplica a situações de emergência.

Depois do procedimento

Recuperação e cuidados

Cuidados posteriores

  • Avaliação neurológica.
  • Monitoramento dos sinais vitais.
  • Controle do acesso vascular.
  • Avaliação de sangramento.
  • Acompanhamento da função renal.
  • Exames de controle.
  • Medicações conforme o procedimento.
  • Internação ou observação, conforme a situação.
  • Acompanhamento neurológico e neurovascular.
  • Reabilitação quando necessária.

Educativo

Neurointervenção é cirurgia cerebral?

É um tratamento invasivo realizado por dentro dos vasos, que geralmente não exige abertura do crânio. O acesso é feito por punção arterial ou venosa e os cateteres são navegados até a região de interesse. Não deve ser descrita como procedimento simples: existem riscos neurológicos, a cirurgia aberta pode ser mais adequada em determinados casos e as técnicas podem ser combinadas.

Minimamente invasivo não significa isento de risco.

Como os vasos do cérebro são alcançados?

  • O acesso pode ser realizado pela artéria femoral.
  • O acesso radial pode ser utilizado em casos selecionados.
  • Acessos venosos são utilizados em determinadas doenças.
  • Fios e cateteres percorrem os vasos até a região de interesse.
  • O contraste permite visualizar a circulação em tempo real.
  • Microcateteres alcançam ramos menores.
  • A escolha do acesso depende da anatomia e do procedimento.

Nenhum acesso é universalmente superior.

O que é arteriografia cerebral?

É um exame invasivo dos vasos cerebrais, também chamado angiografia cerebral, realizado com cateter e contraste. Produz imagens detalhadas em diferentes projeções e avalia artérias e circulação venosa.

  • Pode identificar aneurismas, malformações arteriovenosas, fístulas e estreitamentos.
  • Pode complementar tomografia e ressonância.
  • Pode ser realizada antes ou durante um tratamento.
  • Possui riscos próprios, incluindo complicações neurológicas.

A página específica de arteriografia cerebral está em preparação editorial.

Trombectomia mecânica para AVC

O AVC isquêmico ocorre por obstrução arterial, e a trombectomia busca retirar o coágulo. Não é indicada para todo AVC: costuma ser considerada diante de oclusão de vaso, com avaliação neurológica e exames de imagem indispensáveis. O tempo é um fator essencial, e alguns pacientes podem ser selecionados em janelas ampliadas conforme os exames. Não deve haver atraso para tentar contato com a RADAM.

O tratamento trombolítico intravenoso e a trombectomia não são necessariamente excludentes. A estratégia depende da elegibilidade e do fluxo assistencial.

Aneurisma cerebral

  • É uma dilatação localizada de uma artéria cerebral.
  • Pode permanecer sem sintomas e ser descoberto incidentalmente.
  • A ruptura pode causar hemorragia subaracnóidea.
  • O tamanho não deve ser analisado isoladamente.
  • Localização, formato e histórico são relevantes.
  • Acompanhamento, tratamento endovascular ou cirurgia podem ser considerados.

A decisão deve ser individualizada.

Malformação arteriovenosa cerebral

  • É uma conexão anormal entre artérias e veias.
  • Pode causar hemorragia.
  • Pode causar crises epilépticas e outros sintomas neurológicos.
  • A angiografia detalha a anatomia.
  • O tratamento pode envolver embolização, associada ou não a cirurgia e radiocirurgia.
  • A observação pode ser considerada em determinados casos.

A embolização não deve ser apresentada como cura garantida das malformações arteriovenosas cerebrais.

Fístula arteriovenosa dural

  • É uma comunicação anormal envolvendo vasos da dura-máter.
  • Pode ocorrer no crânio ou na coluna.
  • Pode produzir ruído pulsátil.
  • Sintomas oculares ou neurológicos podem ocorrer.
  • O risco depende principalmente do padrão de drenagem venosa.
  • A angiografia é importante para caracterizar a fístula.
  • A embolização pode ser arterial ou venosa.
  • A cirurgia pode ser necessária em determinadas situações.

Vasoespasmo cerebral

  • É o estreitamento de artérias cerebrais.
  • Pode ocorrer após hemorragia subaracnóidea.
  • Pode reduzir a circulação cerebral.
  • Avaliação clínica e monitoramento são fundamentais.
  • O tratamento clínico é a base inicial.
  • A administração intra-arterial de medicamento pode ser considerada.
  • A angioplastia pode ser utilizada em segmentos selecionados.

É um tratamento hospitalar e não deve ser apresentado como procedimento eletivo de rotina.

Angioplastia de carótida

  • Trata estreitamento da artéria carótida.
  • Pode ser considerada em pacientes selecionados.
  • Possui alternativa cirúrgica.
  • O risco de embolização cerebral deve ser avaliado.
  • Dispositivos de proteção podem ser utilizados.
  • Mantém vínculo com Saúde Vascular e Neurointervenção, em uma única rota canônica.

Tecnologias

Tecnologias utilizadas

  • Microcateteres

    Cateteres de calibre reduzido para navegar ramos distais dos vasos cerebrais.

  • Cateteres de aspiração

    Utilizados em estratégias de remoção de trombo por aspiração.

  • Stent retriever

    Dispositivo utilizado para captura e retirada mecânica do trombo.

  • Coils

    Molas utilizadas para preencher o saco aneurismático.

  • Balões

    Utilizados em dilatações e em técnicas de assistência.

  • Stents intracranianos

    Podem apoiar a embolização ou tratar estenoses selecionadas.

  • Stents diversores de fluxo

    Modificam a circulação no colo do aneurisma.

  • Dispositivos intra-aneurismáticos

    Atuam dentro do saco do aneurisma.

  • Agentes embólicos líquidos

    Utilizados em malformações e fístulas, conforme a anatomia.

  • Sistemas de proteção

    Podem ser utilizados para reduzir risco de embolização durante o procedimento.

  • Imagem angiográfica tridimensional

    Auxilia a caracterização anatômica e o planejamento.

  • Ultrassom intravascular

    Aplicações selecionadas de avaliação intravascular.

A escolha depende da doença, anatomia, indicação e disponibilidade. Nenhuma tecnologia é utilizada obrigatoriamente em todos os pacientes.

Educativo

Coils, stents e diversores de fluxo são procedimentos?

Não. São dispositivos ou tecnologias utilizados dentro de procedimentos. Um aneurisma pode receber diferentes estratégias: coils promovem preenchimento do aneurisma, stents podem apoiar a embolização, diversores de fluxo modificam a circulação e dispositivos intra-aneurismáticos atuam dentro do saco. A técnica é escolhida após avaliação anatômica.

Quais exames podem ser necessários?

  • Tomografia.
  • Angiotomografia.
  • Ressonância.
  • Angiorressonância.
  • Perfusão cerebral em situações selecionadas.
  • Ultrassom Doppler de carótidas.
  • Arteriografia cerebral.
  • Exames laboratoriais.
  • Avaliação da função renal.
  • Exames cardíacos conforme o contexto.

Nenhum exame isolado define automaticamente a necessidade de procedimento.

Como a indicação é definida?

  • Diagnóstico.
  • Sintomas.
  • Presença ou ausência de ruptura.
  • Anatomia dos vasos.
  • Risco natural da doença.
  • Risco do procedimento.
  • Idade e condições clínicas.
  • Tratamentos anteriores.
  • Alternativas cirúrgicas.
  • Possibilidade de acompanhamento.
  • Preferência informada.
  • Experiência e recursos da equipe.

A decisão pode envolver neurologia, neurocirurgia, neurorradiologia, terapia intensiva e outras áreas.

Anestesia e monitoramento

  • A arteriografia pode utilizar anestesia local e sedação.
  • Tratamentos podem exigir anestesia geral.
  • A estratégia depende do procedimento.
  • O monitoramento neurológico é importante.
  • A pressão arterial pode exigir controle específico.
  • A unidade de internação depende da situação clínica.
  • Procedimentos emergenciais possuem fluxo próprio.

Não há promessa de alta no mesmo dia.

Casos emergenciais

  • Reconhecimento dos sintomas.
  • Serviço de emergência.
  • Avaliação neurológica.
  • Imagem urgente.
  • Definição da estratégia.
  • Tratamento em estrutura hospitalar adequada.

O fluxo eletivo da RADAM não substitui a rede de urgência.

Segunda opinião

Uma doença neurovascular pode ser tratada por cateter?

A indicação depende do diagnóstico, anatomia, sintomas, risco de sangramento e alternativas disponíveis. A RADAM pode revisar exames de casos estáveis e discutir estratégias com o paciente ou médico solicitante.

Sintomas agudos não devem aguardar segunda opinião.

Riscos e limitações

Riscos possíveis e limitações

Riscos possíveis

  • Hematoma.
  • Sangramento.
  • Lesão arterial.
  • Dissecção.
  • Trombose.
  • Embolização.
  • AVC isquêmico.
  • Hemorragia cerebral.
  • Ruptura do vaso ou do aneurisma.
  • Vasoespasmo.
  • Reação ao contraste.
  • Alteração da função renal.
  • Infecção.
  • Convulsão.
  • Déficit neurológico.
  • Necessidade de procedimento adicional.
  • Necessidade de cirurgia.
  • Incapacidade permanente.
  • Complicações graves e risco de morte.

Na presença de sintomas neurológicos súbitos, procure imediatamente um serviço de emergência. O envio de exames não substitui atendimento emergencial e não há promessa de estrutura, equipe, tecnologia, plantão 24 horas ou resultado.

Transparência

Limitações do método

  • Os riscos específicos variam conforme a doença e o procedimento.
  • Nem toda doença neurovascular precisa de procedimento.
  • Neurointervenção não corresponde a uma única técnica.
  • A presença desta página não confirma disponibilidade de plantão 24 horas.

Outras possibilidades

Alternativas que podem ser avaliadas

  • Acompanhamento clínico e por imagem, em casos selecionados.
  • Tratamento clínico e controle de fatores de risco.
  • Neurocirurgia.
  • Radiocirurgia, em situações selecionadas.
  • Tratamento combinado, conforme avaliação multidisciplinar.

Segurança

Sinais de alerta após o procedimento

  • Perda de força.
  • Boca torta.
  • Dificuldade para falar.
  • Alteração da visão.
  • Confusão.
  • Convulsão.
  • Dor de cabeça súbita e intensa.
  • Perda de consciência.
  • Sangramento persistente no acesso.
  • Aumento rápido do hematoma.
  • Membro frio ou doloroso.
  • Falta de ar.
  • Piora importante do estado geral.

Na presença de qualquer um desses sinais, entre em contato com a equipe ou procure atendimento médico.

Procedimento realizado em ambiente hospitalar

Após a avaliação e a indicação, a RADAM participa do planejamento, da coordenação hospitalar e do acompanhamento do paciente.

Parte desses tratamentos ocorre em caráter de urgência e depende de equipe habilitada, estrutura hospitalar e integração com neurologia, neurocirurgia, emergência e terapia intensiva.

Equipe RADAM

Equipe médica relacionada

  • Dr. Sildomar Queiroz e Silva — RADAM

    Dr. Sildomar Queiroz e Silva

    Neurorradiologia • Radiologia Intervencionista

    • NeurorradiologiaRQE 6537
    • Radiologista IntervencionistaRQE 6192
    • Radiologia e Diagnóstico por ImagemRQE 6191

    CRM-AM 9916

Dúvidas comuns

Perguntas frequentes

Para médicos

Área para médicos

Discuta o caso, encaminhe o paciente ou solicite o procedimento pelos fluxos clínicos da RADAM.

Conteúdo revisado por

  • Dr. Antônio Oliveira de Araújo

    Radiologista Intervencionista · Cirurgia Vascular / Endovascular

    Mestre em Cirurgia · Professor de Medicina

    Membro Titular do CBR–SOBRICE

    CRM-AM 6045 | RQE 5333 | RQE 3517

Última revisão clínica: 25/08/2026

Conteúdo em elaboração editorial. As informações desta página serão ampliadas após revisão clínica.

Referências selecionadas

  • Diretrizes e documentos de consenso sobre AVC isquêmico agudo, hemorragia subaracnóidea e doença carotídea
  • Revisões sobre trombectomia mecânica, tratamento endovascular de aneurismas, malformações arteriovenosas e fístulas durais
  • Literatura sobre angiografia cerebral diagnóstica e suas complicações

Informação responsável

Esta página é informativa e não substitui a consulta médica. A indicação, a técnica, o preparo e a recuperação dependem da avaliação individual de cada caso.

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