Intervenções hepatobiliares e portais
Recanalização de Veia Porta
Técnicas por cateter para tentar restabelecer o fluxo da veia porta
A recanalização portal reúne técnicas realizadas por cateter para restabelecer ou melhorar o fluxo em segmentos estreitados ou obstruídos da veia porta. Pode envolver angioplastia, stent, trombectomia ou estratégias combinadas em pacientes cuidadosamente selecionados.
- Ultrassom
- Fluoroscopia
- Angiografia
- Tomografia
A existência de trombose ou estreitamento portal não determina automaticamente a necessidade de intervenção.
Esta página é informativa. A indicação de qualquer procedimento depende de avaliação médica individual.
Visão geral
O que é o sistema portal?
A veia porta transporta para o fígado o sangue proveniente dos órgãos abdominais, incluindo intestino, baço e outras estruturas. Seus principais vasos são as veias porta, esplênica e mesentérica. Quando há obstrução, o fluxo que chega ao fígado pode ser reduzido, podem surgir vasos colaterais e pode ocorrer hipertensão portal. A repercussão clínica depende da causa, da extensão e do tempo de evolução da obstrução.
Modalidades
MODALIDADES DA MESMA ESTRATÉGIA
As técnicas abaixo integram uma mesma estratégia de tratamento portal e são combinadas conforme o caso. Nenhuma delas é necessária em todos os pacientes.
Recanalização
Tentativa de atravessar, com fios e cateteres, um segmento portal estreitado ou obstruído, restabelecendo um trajeto para o fluxo.
Angioplastia com balão
Dilatação do segmento estreitado com um balão. Pode ser suficiente em parte dos casos, embora possa ocorrer retração ou novo estreitamento.
Stent portal
Estrutura implantada para sustentar o segmento tratado quando a angioplastia é considerada insuficiente. Permanece no sistema portal.
Trombectomia mecânica
Retirada de coágulo por cateter, considerada em situações específicas, sobretudo em tromboses mais recentes.
Trombólise dirigida por cateter
Infusão local de medicamento trombolítico, avaliada em cenários selecionados e sempre com análise de risco de sangramento.
Vias de acesso
O trajeto pode ser trans-hepático, transesplênico ou transjugular, isolado ou combinado, conforme a anatomia e o objetivo do procedimento.
Recanalização associada ao TIPS
Em casos selecionados, a recanalização portal e o TIPS integram a mesma estratégia, conhecida como PVR-TIPS.
Ver página
Estas modalidades não são páginas nem tratamentos independentes: fazem parte de uma mesma estratégia, definida caso a caso.
Finalidade
Para que pode ser utilizada
Recanalizar significa tentar reabrir uma veia estreitada ou obstruída. Fios e cateteres procuram atravessar o segmento comprometido; a angioplastia pode ampliar o trajeto e um stent pode sustentar o vaso quando necessário. Em determinados casos, a trombectomia pode remover coágulos e a trombólise pode ser considerada em situações selecionadas. Nenhuma dessas etapas é necessária em todos os casos e não é possível prometer a abertura completa do vaso.
- Tentar restaurar ou melhorar o fluxo pela veia porta
- Tratar estenoses portais com repercussão clínica
- Reduzir complicações relacionadas à obstrução, em casos selecionados
- Recuperar um trajeto portal útil para uma anastomose cirúrgica
- Contribuir para o planejamento de transplante hepático, quando pertinente
- Apoiar a decisão multidisciplinar sobre a circulação portal
Técnica
Como é realizado
As etapas gerais incluem revisão clínica e das imagens; definição do objetivo do procedimento; anestesia e monitorização; escolha da via de acesso; punção guiada por imagem; portografia; tentativa cuidadosa de atravessar a obstrução; confirmação do trajeto; trombectomia ou trombólise quando indicadas; angioplastia; implantação de stent quando necessária; avaliação do fluxo obtido; medição de pressões quando aplicável; fechamento do trajeto de acesso; monitorização hospitalar e planejamento do acompanhamento. Nem todas as etapas se aplicam a todos os casos e não existe duração fixa.
- Acesso: As vias possíveis incluem a trans-hepática, a transesplênica, a transjugular e, em situações excepcionais, a transmesentérica, além de estratégias combinadas. A escolha depende da anatomia, do local da obstrução, da presença de colaterais e do objetivo do procedimento — nenhuma via é universalmente superior.
- Anestesia: Sedação com anestesia local ou anestesia geral, conforme a condição clínica, a via de acesso e a definição da equipe assistencial.
Papel da imagem na avaliação e no procedimento
Ultrassonografia com Doppler
Avalia o fluxo portal, orienta a punção e é utilizada no acompanhamento, inclusive após transplante hepático.
Tomografia e ressonância
Definem a extensão da obstrução, a presença de colaterais e ajudam a diferenciar trombo, estenose, compressão e invasão tumoral.
Portografia e fluoroscopia
Durante o procedimento, mapeiam a anatomia portal, orientam a passagem pela obstrução e confirmam o fluxo obtido.
Como funciona na RADAM
Etapas do procedimento
01
Alteração da veia porta
Achado em Doppler, tomografia ou ressonância, ou suspeita clínica.
02
Confirmação por imagem
Caracterização da obstrução e da sua extensão.
03
Definição da causa
Diferenciação entre trombo, estenose, compressão e invasão tumoral.
04
Tratamento clínico quando indicado
Conduzido pela equipe responsável, com reavaliação da resposta.
05
Discussão multidisciplinar
Hepatologia, Cirurgia, Hematologia, equipe de transplante e Radiologia Intervencionista.
06
Procedimento em casos selecionados
Recanalização, angioplastia, stent, trombectomia ou trombólise, conforme o objetivo definido.
07
Monitorização hospitalar
Observação clínica, laboratorial e do local de acesso.
08
Acompanhamento
Vigilância do fluxo portal, do stent quando implantado e da doença de base.
O fluxo, a anestesia, o ambiente hospitalar e o tempo de recuperação variam conforme o procedimento e as condições do paciente.
Preparo
Como se preparar
- Levar tomografias, ressonâncias e exames de Doppler
- Apresentar laudos e relatórios cirúrgicos
- Informar cirurgias abdominais e transplante hepático prévios
- Informar episódios anteriores de trombose
- Apresentar a relação de medicamentos em uso
- Comunicar uso de anticoagulantes e antiagregantes
- Não suspender medicamentos por conta própria
- Informar alergia a contraste
- Informar doença renal
- Realizar os exames laboratoriais solicitados
- Seguir a orientação de jejum
- Comparecer com acompanhante
- Comunicar febre ou infecção recente
O preparo é individualizado e depende da causa da obstrução, da função hepática e dos tratamentos já realizados. As orientações finais vêm sempre da equipe assistencial.
Depois do procedimento
Recuperação e cuidados
A evolução depende da causa da obstrução, da extensão tratada, da função hepática e da resposta ao procedimento. O tempo de internação é variável e não existe calendário universal de exames de controle: o acompanhamento é definido pela equipe assistencial.
Cuidados posteriores
- Observação clínica
- Controle do local de acesso
- Exames laboratoriais
- Avaliação da função hepática
- Vigilância para sangramento
- Acompanhamento do fluxo portal
- Ultrassonografia com Doppler
- Tomografia ou ressonância quando indicadas
- Continuidade dos medicamentos prescritos
- Acompanhamento da doença de base
- Avaliação do stent, quando implantado
- Integração com a equipe de transplante quando pertinente
Causas
Quais problemas podem obstruir a veia porta?
- Trombose recente
- Trombose crônica
- Estenose
- Cicatrização de anastomose
- Complicações após transplante hepático
- Complicações após cirurgia abdominal
- Inflamação ou pancreatite
- Infecção
- Compressão externa
- Invasão tumoral
- Doenças hematológicas ou trombofilias
- Alterações congênitas
- Causas não identificadas
Antes de tratar, é necessário diferenciar trombo não tumoral, invasão tumoral, estenose e compressão externa.
Indicação
Toda trombose portal precisa de procedimento?
Não.
- A anticoagulação costuma ter papel importante em tromboses não tumorais recentes
- Alguns casos podem ser apenas acompanhados
- Trombose crônica com circulação colateral pode não se beneficiar de intervenção
- Sintomas, progressão, extensão e causa influenciam a decisão
- O risco de isquemia intestinal precisa ser considerado
- A candidatura a transplante pode modificar o objetivo do tratamento
- Os procedimentos são reservados a situações selecionadas
Esta página não informa esquemas, doses ou duração de anticoagulantes e não orienta iniciar ou suspender medicamentos.
Avaliação
Quando a intervenção pode ser considerada?
A avaliação pode ocorrer em situações como as descritas abaixo, sempre de forma individual.
- Estenose portal com repercussão
- Trombose ou obstrução progressiva
- Falha ou insuficiência do tratamento clínico
- Sintomas relacionados à obstrução
- Comprometimento da circulação mesentérica
- Hipertensão portal relacionada à obstrução
- Estenose portal após transplante hepático
- Planejamento de transplante prejudicado por oclusão portal
- Necessidade de restaurar fluxo para uma anastomose portal
- Situações agudas selecionadas com risco intestinal
Nenhum desses itens é critério automático. A intervenção não substitui a avaliação hepatológica ou cirúrgica.
Diferenciação
Trombose recente e trombose crônica
Diferenças gerais entre trombose portal recente e crônica
| Aspecto | Trombose recente | Trombose crônica |
|---|---|---|
| Coágulo | Pode ser mais suscetível ao tratamento clínico | Pode organizar-se e tornar o vaso fibroso |
| Circulação colateral | Geralmente pouco desenvolvida | Podem surgir múltiplas veias colaterais (transformação cavernomatosa) |
| Evolução | Pode progredir para as veias mesentéricas | Quadro estabelecido, com adaptação da circulação |
| Aspecto técnico | Intervenção urgente pode ser necessária em cenários selecionados | Atravessar a obstrução pode ser tecnicamente difícil |
| Decisão | Extensão e sintomas são determinantes | O benefício precisa estar claramente definido |
Coágulo
- Trombose recente
- Pode ser mais suscetível ao tratamento clínico
- Trombose crônica
- Pode organizar-se e tornar o vaso fibroso
Circulação colateral
- Trombose recente
- Geralmente pouco desenvolvida
- Trombose crônica
- Podem surgir múltiplas veias colaterais (transformação cavernomatosa)
Evolução
- Trombose recente
- Pode progredir para as veias mesentéricas
- Trombose crônica
- Quadro estabelecido, com adaptação da circulação
Aspecto técnico
- Trombose recente
- Intervenção urgente pode ser necessária em cenários selecionados
- Trombose crônica
- Atravessar a obstrução pode ser tecnicamente difícil
Decisão
- Trombose recente
- Extensão e sintomas são determinantes
- Trombose crônica
- O benefício precisa estar claramente definido
Não existe limite temporal rígido e universal para separar as duas situações sem considerar o contexto clínico.
Conceito
O que é cavernoma portal?
É uma rede de veias colaterais formada ao redor de uma veia porta cronicamente obstruída.
- Representa uma adaptação da circulação
- Não significa que o fluxo normal foi restaurado
- Pode estar relacionado a varizes e hipertensão portal
- Torna o tratamento mais complexo
- A anticoagulação isolada pode não reabrir uma obstrução crônica organizada
- A intervenção não é necessária em todos os casos
Transplante
Antes ou depois do transplante hepático
Contexto pré e pós-transplante
| Momento | O que pode ocorrer | Papel possível da intervenção |
|---|---|---|
| Antes do transplante | Uma veia porta obstruída pode dificultar a cirurgia | A recanalização pode procurar restabelecer um trajeto para a anastomose, associada ao TIPS em situações selecionadas |
| Depois do transplante | Pode ocorrer estreitamento da anastomose portal, detectado por Doppler | Angioplastia ou stent podem ser considerados, com tratamento precoce quando há repercussão sobre o enxerto |
Antes do transplante
- O que pode ocorrer
- Uma veia porta obstruída pode dificultar a cirurgia
- Papel possível da intervenção
- A recanalização pode procurar restabelecer um trajeto para a anastomose, associada ao TIPS em situações selecionadas
Depois do transplante
- O que pode ocorrer
- Pode ocorrer estreitamento da anastomose portal, detectado por Doppler
- Papel possível da intervenção
- Angioplastia ou stent podem ser considerados, com tratamento precoce quando há repercussão sobre o enxerto
A RADAM não realiza transplante hepático. A decisão deve estar integrada à equipe transplantadora, e a recanalização não garante candidatura ao transplante.
Técnica
Qual a diferença entre angioplastia e stent?
| Aspecto | Angioplastia com balão | Stent portal |
|---|---|---|
| O que é | Dilatação do segmento estreitado com um balão | Estrutura implantada para sustentar o vaso |
| Quando pode ser usado | Pode ser suficiente em alguns casos | Pode ser considerado quando a angioplastia é insuficiente |
| Permanência | Não deixa material implantado | Permanece no sistema portal |
| Acompanhamento | Pode ocorrer retração ou novo estreitamento | Pode exigir acompanhamento e estratégia antitrombótica individualizada |
O que é
- Angioplastia com balão
- Dilatação do segmento estreitado com um balão
- Stent portal
- Estrutura implantada para sustentar o vaso
Quando pode ser usado
- Angioplastia com balão
- Pode ser suficiente em alguns casos
- Stent portal
- Pode ser considerado quando a angioplastia é insuficiente
Permanência
- Angioplastia com balão
- Não deixa material implantado
- Stent portal
- Permanece no sistema portal
Acompanhamento
- Angioplastia com balão
- Pode ocorrer retração ou novo estreitamento
- Stent portal
- Pode exigir acompanhamento e estratégia antitrombótica individualizada
A escolha entre balão isolado e stent depende da causa, da anatomia, do resultado obtido e do planejamento cirúrgico. Não é verdade que todo caso precise de stent.
Diferenciação
É igual ao TIPS?
Não. A recanalização portal procura restabelecer o fluxo pela própria veia porta, tratando uma obstrução ou estenose, e pode incluir angioplastia e stent. O TIPS cria uma comunicação dentro do fígado, desviando parte do fluxo portal para uma veia hepática, com o objetivo de reduzir a pressão portal.
Em casos selecionados, recanalização portal e TIPS podem ser realizados na mesma estratégia, conhecida como PVR-TIPS.
Diferenciação
É igual à embolização portal?
Não. A recanalização portal procura abrir um vaso estreitado ou fechado. A embolização portal pré-operatória fecha intencionalmente ramos selecionados da veia porta para estimular o crescimento do fígado remanescente antes de uma cirurgia.
Diagnóstico
Estenose, trombo e invasão tumoral
- Estenose é um estreitamento do vaso
- Trombo é um coágulo
- Trombo crônico pode organizar-se e fibrosar
- Invasão tumoral é a presença de tumor dentro ou ao redor do vaso
- O tratamento não é igual nessas situações
- Doppler, tomografia e ressonância ajudam na diferenciação
- A biópsia raramente pode ser considerada em situações específicas
Abrir uma veia com invasão tumoral não constitui tratamento oncológico completo, e trombo tumoral não deve ser conduzido como uma trombose simples.
Preparação
Avaliação antes do procedimento
Checklist de avaliação
- História clínica
- Causa provável da obstrução
- Data estimada de início
- Sintomas apresentados
- Presença de cirrose
- Histórico de trombose
- Histórico de cirurgia ou transplante
- Anticoagulação em uso
- Tomografia ou ressonância contrastada
- Doppler portal
- Extensão para veias esplênica e mesentérica
- Presença de cavernoma
- Avaliação de varizes
- Função hepática e renal
- Exames hematológicos
- Investigação de trombofilia quando indicada
- Avaliação de transplante quando pertinente
- Discussão multidisciplinar
Acesso
Vias de acesso
- Trans-hepática
- Transesplênica
- Transjugular
- Transmesentérica, em situações excepcionais
- Estratégias combinadas
A escolha depende da anatomia, do local da obstrução, da presença de colaterais e do objetivo do procedimento. Nenhuma via é universalmente superior.
Medicamentos
Medicamentos antitrombóticos
- A anticoagulação pode ser necessária
- Stents podem exigir uma estratégia antitrombótica
- A duração depende da causa e do risco de nova trombose
- A cirrose exige avaliação equilibrada entre trombose e sangramento
- A presença de varizes não deve ser analisada isoladamente
- A adesão ao tratamento é importante
- Acompanhamento hematológico ou hepatológico pode ser necessário
Esta página não informa doses, não cria protocolo universal e não orienta suspensão de medicamentos por conta própria.
Fluxo assistencial
Como a avaliação eletiva costuma ser organizada
- Alteração da veia porta identificada
- Confirmação por imagem
- Definição da causa
- Diferenciação entre trombo, estenose e tumor
- Tratamento clínico quando indicado
- Avaliação da resposta
- Discussão hepatológica, cirúrgica e intervencionista
- Recanalização ou angioplastia em casos selecionados
- Acompanhamento do fluxo e da doença de base
Situação aguda
Quadro agudo com suspeita de isquemia intestinal
- Dor abdominal intensa ou suspeita de isquemia intestinal
- Atendimento em emergência
- Avaliação clínica e laboratorial
- Tomografia vascular
- Anticoagulação quando indicada
- Avaliação cirúrgica e intervencionista
- Trombectomia, trombólise, recanalização ou cirurgia conforme o caso
- Monitorização intensiva
Este fluxo é hospitalar e de emergência. Não aguarde avaliação eletiva nem resposta por mensagem.
Segunda opinião
Existe indicação de reabrir a veia porta?
A decisão depende da causa, do tempo de evolução, da extensão da obstrução, da circulação colateral, dos sintomas, da resposta ao tratamento clínico e da relação com cirurgia ou transplante hepático.
Esta avaliação é eletiva. Dor abdominal súbita, sangramento digestivo ou piora rápida exigem emergência.
Riscos e limitações
Riscos possíveis e limitações
Riscos possíveis
- Dor
- Hematoma
- Sangramento
- Hemorragia intra-abdominal
- Hemotórax, conforme a via de acesso
- Lesão esplênica
- Lesão hepática
- Infecção
- Reação ao contraste
- Alteração da função renal
- Trombose
- Embolização não intencional
- Migração do stent
- Ruptura da veia
- Oclusão de ramos portais
- Comprometimento mesentérico
- Piora da hipertensão portal
- Sangramento por varizes
- Reestenose
- Oclusão do stent
- Falha em atravessar a obstrução
- Necessidade de outro procedimento
- Cirurgia de emergência
- Eventos graves, inclusive morte
Esta página é informativa e não confirma indicação de recanalização, angioplastia ou stent portal. A existência de trombose ou estreitamento portal não determina automaticamente a necessidade de intervenção. Dor abdominal intensa, sinais de sangramento ou suspeita de sofrimento intestinal exigem atendimento emergencial. Não aguarde consulta ou resposta por mensagem.
Transparência
Limitações do método
- Não trata a doença hepática de base
- Não é possível prometer a abertura completa da veia
- Obstruções crônicas organizadas podem não ser atravessadas
- A veia ou o stent podem ocluir novamente
- Não substitui a avaliação hepatológica, cirúrgica ou de transplante
- Não constitui tratamento oncológico quando há invasão tumoral
Outras possibilidades
Alternativas que podem ser avaliadas
- Anticoagulação e tratamento clínico, conforme avaliação especializada
- Acompanhamento com exames de imagem em casos selecionados
- TIPS, isolado ou associado à recanalização, quando indicado
- Tratamento endoscópico das varizes, quando pertinente
- Cirurgia, incluindo abordagens do transplante hepático
- Tratamento da doença de base, como cirrose, trombofilia ou tumor
Segurança
Sinais de alerta após o procedimento
- Dor abdominal súbita e intensa
- Rigidez abdominal
- Vômitos persistentes
- Vômito com sangue
- Fezes negras ou com sangue
- Desmaio
- Confusão mental
- Febre e calafrios
- Piora rápida do abdome
- Redução importante da urina
- Falta de ar
- Piora geral do estado clínico
Na presença de qualquer um desses sinais, entre em contato com a equipe ou procure atendimento médico.
Relação clínica
Situações clínicas relacionadas
Trombose da veia porta, estenose portal, oclusão portal crônica, transformação cavernomatosa, trombose portomesentérica, hipertensão portal, cirrose, trombofilias, complicações vasculares do transplante hepático e compressão tumoral do sistema portal podem motivar a avaliação. A síndrome de Budd-Chiari é citada apenas como diagnóstico diferencial. A presença nesta lista não significa indicação de procedimento.
Trombose da veia porta
Formação de um coágulo dentro da veia porta, que leva ao fígado o sangue do intestino, do estômago, do baço e do pâncreas. Pode ser recente ou crônica, ocorrer com ou sem cirrose e exige avaliação individualizada da causa, da extensão e das complicações.
Ver condiçãoHipertensão portal
Aumento da pressão no sistema da veia porta, que leva ao fígado o sangue dos órgãos abdominais. Pode provocar varizes, ascite e aumento do baço, e tem causas variadas — a cirrose é uma delas, mas não a única.
Ver condiçãoCirrose hepática
Doença crônica do fígado que altera sua estrutura e função e influencia as opções de tratamento de tumores hepáticos.
Ver condiçãoTrombose venosa
Formação de um coágulo dentro de uma veia, que dificulta a circulação do sangue. Ocorre com maior frequência nas pernas, mas também pode atingir braços e veias do abdome. Quando envolve uma veia profunda, é chamada de trombose venosa profunda (TVP).
Ver condiçãoSíndrome de Budd–Chiari
Obstrução das veias que drenam o fígado, identificada em exames de imagem.
Ver condição
Linha de cuidado
Conteúdos relacionados
Outras intervenções já publicadas. A embolização portal pré-operatória aparece apenas para diferenciação.
TIPS — Shunt Portossistêmico Intra-hepático
Quando a pressão do sangue que passa pelo fígado fica muito alta, podem surgir complicações como sangramento por varizes e acúmulo de líquido no abdome. O TIPS cria, por dentro das veias, um caminho alternativo mantido por um stent, o que pode reduzir essa pressão. A indicação depende da causa, da função do fígado e da avaliação de uma equipe multidisciplinar.
Ver procedimentoEmbolização de Veia Porta Pré-operatória
Antes de algumas cirurgias em que é necessário retirar grande parte do fígado, a parte que vai permanecer pode ser considerada pequena. A embolização portal fecha, por dentro dos vasos, ramos da veia porta do lado que será retirado, redirecionando o fluxo para o lado que ficará e estimulando o seu crescimento. É uma estratégia de preparação: não trata o tumor e não confirma que a cirurgia será possível.
Ver procedimentoTratamento endovascular da trombose venosa
A anticoagulação é a base do tratamento da maioria das tromboses venosas profundas. Em casos selecionados — trombose iliofemoral extensa, sintomas importantes ou risco para o membro — o trombo pode ser removido ou dissolvido por cateter, com angioplastia e stent quando existe obstrução venosa relevante.
Ver procedimentoBiópsia do fígado
Procedimento guiado por imagem que permite retirar uma pequena amostra do fígado para ajudar no diagnóstico de diferentes alterações.
Ver procedimentoDrenagem Biliar Percutânea
Quando a passagem da bile está bloqueada ou alterada, pode ser possível criar uma via de saída para a bile através da pele e do fígado, com orientação por imagem. O procedimento pode utilizar um cateter externo, interno-externo ou, em situações selecionadas, um stent. A escolha depende da causa, da anatomia, da condição clínica e da possibilidade de tratamento endoscópico ou cirúrgico.
Ver procedimento
Procedimento realizado em ambiente hospitalar
Após a avaliação e a indicação, a RADAM participa do planejamento, da coordenação hospitalar e do acompanhamento do paciente.
A recanalização portal é um procedimento hospitalar, dependente de imagens recentes, avaliação hepatológica, definição da causa da obstrução e discussão multidisciplinar, incluindo a equipe cirúrgica ou transplantadora quando pertinente.
Equipe RADAM
Equipe médica relacionada

Dr. Antônio Oliveira de Araújo
Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular
- Radiologista IntervencionistaRQE 5333
- Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 3517
CRM-AM 6045

Dr. Marcos André Filgueiras Dias
Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular
- Radiologista IntervencionistaRQE 6404
- Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 6389
CRM-AM 7381

Dra. Ruth da Silva Pinheiro
Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular
- Radiologista IntervencionistaRQE 5659
- Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 5633
CRM-AM 8927

Dr. Sildomar Queiroz e Silva
Neurorradiologia • Radiologia Intervencionista
- NeurorradiologiaRQE 6537
- Radiologista IntervencionistaRQE 6192
- Radiologia e Diagnóstico por ImagemRQE 6191
CRM-AM 9916
Dúvidas comuns
Perguntas frequentes
Para médicos
Área para médicos
Discuta o caso, encaminhe o paciente ou solicite o procedimento pelos fluxos clínicos da RADAM.
Conteúdo revisado por
Dr. Antônio Oliveira de Araújo
Radiologista Intervencionista · Cirurgia Vascular / Endovascular
Mestre em Cirurgia · Professor de Medicina
Membro Titular do CBR–SOBRICE
CRM-AM 6045 | RQE 5333 | RQE 3517
Conteúdo em elaboração editorial. As informações desta página serão ampliadas após revisão clínica.
Referências selecionadas
- American Association for the Study of Liver Diseases. Vascular Liver Disorders, Portal Vein Thrombosis, and Procedural Bleeding in Patients With Liver Disease.American Association for the Study of Liver Diseases
- Davis JPE, et al. AGA Clinical Practice Update on Management of Portal Vein Thrombosis in Patients With Cirrhosis: Expert Review. Gastroenterology. 2025.Gastroenterology — AGA Clinical Practice Update
- Naidu SG, et al. Interventional Radiology Management of Adult Liver Transplant Complications. RadioGraphics. 2022. DOI: https://doi.org/10.1148/rg.220011RadioGraphics
- Dulcetta L, et al. Percutaneous Revascularization Therapy in the Management of Portal Vein Chronic Total Occlusion: Technical Aspects and Outcomes. 2024.Literatura revisada por pares
Informação responsável
Esta página é informativa e não substitui a consulta médica. A indicação, a técnica, o preparo e a recuperação dependem da avaliação individual de cada caso.
Próximo passo
Precisa avaliar uma obstrução da veia porta?
Envie os exames de imagem, relatórios cirúrgicos e informações sobre os tratamentos realizados. A avaliação poderá considerar a causa, a extensão da obstrução, a circulação colateral e a relação com cirurgia ou transplante hepático. Dor abdominal súbita, vômito com sangue, fezes negras ou alteração da consciência exigem atendimento emergencial.
Nenhum documento é enviado nesta etapa do protótipo. A equipe orienta o envio seguro após o contato.

