RADAM — Radiologia Intervencionista da Amazônia

Oncologia Intervencionista

Ablação Percutânea de Tumor Ósseo

Tratamento local da lesão óssea com foco em controle tumoral e alívio da dor.

A ablação percutânea de tumores ósseos utiliza aplicadores posicionados diretamente na lesão, sob orientação de tomografia, para destruir o tecido-alvo com calor ou congelamento. O tratamento pode ser utilizado para controle local do tumor, alívio da dor ou como parte de uma estratégia combinada de estabilização óssea.

  • Tomografia

Esta página é informativa. A indicação de qualquer procedimento depende de avaliação médica individual.

Visão geral

O que é ablação percutânea de tumor ósseo

A ablação de tumor ósseo é realizada através da pele, com agulhas ou aplicadores específicos, e a tomografia orienta o acesso até a lesão. Conforme o caso, pode ser utilizada radiofrequência, micro-ondas ou crioablação. O tratamento atinge diretamente a lesão e pode reduzir células tumorais e mediadores relacionados à dor. Não substitui automaticamente cirurgia, radioterapia ou tratamento sistêmico.

Variações do procedimento

Quais lesões podem ser consideradas?

A avaliação é individual e depende do diagnóstico, da localização e das estruturas próximas.

  • Metástases ósseas

    Lesões dolorosas, progressão localizada, doença oligometastática, recorrência após radioterapia e lesões que exigem controle local adicional.

  • Tumores ósseos benignos

    Osteoma osteoide, osteoblastoma e outras lesões selecionadas, além de tumores sintomáticos com indicação definida.

  • Tumores ósseos primários

    Situações altamente selecionadas, recorrências e pacientes sem possibilidade de cirurgia, sempre com tratamento discutido com equipe especializada.

Finalidade

Para que pode ser utilizada

O controle da dor e o controle tumoral são objetivos relacionados, mas não são exatamente a mesma coisa.

  • Controle local: destruir o tumor na região tratada.
  • Controle local: tratar lesão metastática selecionada.
  • Controle local: controlar doença oligometastática.
  • Controle local: tratar recorrência local.
  • Controle local: complementar cirurgia, radioterapia ou tratamento sistêmico.
  • Controle local: tratar determinados tumores ósseos benignos.
  • Controle da dor: reduzir estímulos dolorosos gerados pelo tumor.
  • Controle da dor: diminuir a inflamação local.
  • Controle da dor: reduzir pressão sobre o periósteo e tecidos próximos.
  • Controle da dor: melhorar mobilidade e qualidade de vida.
  • Controle da dor: facilitar a continuidade do tratamento oncológico.

Técnica

Como é realizado

O procedimento começa antes da sala: revisão da tomografia, ressonância, PET-CT ou cintilografia, confirmação da indicação, avaliação da estabilidade do osso, planejamento do trajeto, definição da técnica e da necessidade de cimentoplastia e avaliação anestésica. No dia, o paciente é posicionado conforme o acesso planejado, os aplicadores são introduzidos sob tomografia e a energia é aplicada de forma controlada, com monitoramento das estruturas próximas. Quando indicada, é realizada estabilização adicional, seguida de curativo e observação. Não existe duração fixa.

  • Acesso: Percutâneo, através da pele, sem incisão cirúrgica.
  • Anestesia: Sedação ou anestesia geral, definida pela equipe conforme o caso, a localização e a técnica utilizada.
  • Duração aproximada: Variável conforme localização, extensão da lesão, técnica e necessidade de estabilização adicional.

Orientação por imagem no osso

  • Tomografia

    Principal método de orientação: permite planejar o trajeto pelo osso, conferir a posição do aplicador e avaliar estruturas próximas.

  • Ressonância magnética

    Pode apoiar a caracterização da lesão, a extensão na medular óssea e a relação com nervos e partes moles.

  • PET-CT e cintilografia

    Podem apoiar o estadiamento, a seleção das lesões e, em situações selecionadas, a avaliação da resposta.

Como funciona na RADAM

Etapas do procedimento

  1. 01

    Revisão dos exames

    Tomografia, ressonância, PET-CT ou cintilografia são revisados e comparados.

  2. 02

    Confirmação da indicação

    Tipo de lesão, objetivo do tratamento e tratamentos anteriores são avaliados.

  3. 03

    Avaliação da estabilidade do osso

    Localização, extensão e risco de fratura são analisados, inclusive na coluna.

  4. 04

    Planejamento técnico

    Definição do trajeto, da técnica, das medidas de proteção e da necessidade de cimentoplastia.

  5. 05

    Procedimento

    Ablação percutânea guiada por tomografia, com monitoramento das estruturas próximas.

  6. 06

    Observação e alta

    Controle da dor, avaliação neurológica e alta ou internação conforme a evolução.

  7. 07

    Seguimento

    Reavaliação da dor, da função, da estabilidade do osso e integração com a equipe oncológica.

O fluxo, a anestesia, o ambiente hospitalar e o tempo de recuperação variam conforme o procedimento e as condições do paciente.

Preparo

Como se preparar

  • Levar tomografias, ressonâncias e PET-CT.
  • Apresentar laudos e resultado de biópsia, quando já realizada.
  • Informar os tratamentos oncológicos em andamento.
  • Comunicar radioterapia anterior.
  • Informar intensidade da dor e limitações funcionais.
  • Realizar os exames laboratoriais solicitados.
  • Informar todos os medicamentos em uso.
  • Comunicar uso de anticoagulantes e antiagregantes.
  • Informar alergias.
  • Seguir as orientações de jejum.
  • Comparecer com acompanhante.

Não suspenda medicamentos por conta própria. A suspensão de anticoagulantes e antiagregantes é sempre definida pela equipe assistente.

Depois do procedimento

Recuperação e cuidados

A recuperação varia conforme a localização tratada, a extensão da lesão, a técnica utilizada e a necessidade de estabilização adicional. A melhora da dor pode ser progressiva e o retorno às atividades, assim como o apoio de peso, é orientado individualmente.

Cuidados posteriores

  • Observação clínica pelo período definido pela equipe.
  • Controle da dor.
  • Avaliação da força e da sensibilidade.
  • Orientação sobre apoio de peso.
  • Exames de controle quando necessários.
  • Alta ou internação conforme a evolução.
  • Acompanhamento oncológico.
  • Reavaliação da estabilidade do osso.
  • Fisioterapia ou reabilitação quando indicada.

Condição relacionada

Saiba mais sobre tumor ósseo e metástase óssea

A página da condição explica como a lesão óssea é investigada e como a conduta é definida em cada caso.

Anatomia

Em quais ossos pode ser realizada?

Podem ser avaliadas lesões em diferentes regiões do esqueleto, sempre conforme o acesso possível.

  • Coluna.
  • Bacia.
  • Sacro.
  • Costelas.
  • Escápula.
  • Ossos longos.
  • Outras localizações acessíveis.

A viabilidade depende da proximidade de nervos, medula, articulações, vasos e órgãos, além da resistência estrutural do osso.

Comparação

Ablação, radioterapia ou cirurgia?

As estratégias podem ser alternativas ou complementares.

  • Radioterapia

    É uma opção estabelecida para muitas metástases dolorosas, não exige introdução de aplicadores e pode tratar determinadas áreas de forma não invasiva. Possui limites relacionados a tratamentos anteriores e a estruturas próximas.

  • Cirurgia

    Pode retirar o tumor, permite descompressão e estabilização e pode ser necessária diante de instabilidade ou compressão neurológica. Exige avaliação do risco operatório.

  • Ablação percutânea

    Trata diretamente a lesão, pode produzir resposta mais localizada, pode ser combinada à cimentoplastia e pode ser considerada após falha ou recorrência da dor. Exige acesso percutâneo seguro.

A decisão deve considerar controle tumoral, dor e estabilidade do osso.

Educação

Ablação não é o mesmo que cimentoplastia

São procedimentos com objetivos distintos, que podem ser utilizados de forma isolada ou combinada.

  • Ablação

    Utiliza energia para destruir tecido tumoral e busca controle local ou redução da dor. Não reconstrói automaticamente a resistência do osso.

  • Cimentoplastia

    Injeta cimento ósseo para reforçar ou estabilizar a estrutura e pode reduzir dor associada à instabilidade. Não substitui o tratamento tumoral.

Quando existe tumor associado a fragilidade do osso, ablação e cimentoplastia podem ser utilizadas na mesma estratégia.

Planejamento

Tratar o tumor e avaliar o risco de fratura

A avaliação estrutural do osso faz parte da decisão terapêutica.

  • Tumores podem enfraquecer o osso.
  • O risco depende da localização, da extensão e do tipo de destruição.
  • Ossos que sustentam peso exigem cuidado adicional.
  • A coluna requer avaliação de estabilidade e de risco neurológico.
  • A ablação isolada pode não ser suficiente.
  • Cirurgia, fixação ou cimentoplastia podem ser necessárias.

Nenhuma técnica elimina totalmente o risco de fratura: a estratégia é definida caso a caso.

Tecnologia

Radiofrequência, micro-ondas ou crioablação?

As técnicas têm características diferentes e não são intercambiáveis em todos os casos.

  • Radiofrequência

    Produz calor e é uma técnica consolidada, frequentemente utilizada em algumas lesões benignas.

  • Micro-ondas

    Produz aquecimento por energia eletromagnética e pode alcançar diferentes volumes, exigindo controle das estruturas próximas.

  • Crioablação

    Destrói o tecido por congelamento, permite visualizar a região congelada, pode facilitar o monitoramento da margem e pode ser utilizada para metástases e outros tumores selecionados.

A escolha depende da localização, do objetivo, do tamanho, da proximidade de estruturas sensíveis e da tecnologia disponível, confirmada caso a caso.

Diagnóstico

Biópsia antes da ablação

A confirmação diagnóstica pode ser necessária antes de um tratamento local.

  • Pode ser necessária quando o diagnóstico não está confirmado.
  • Diferencia metástase, tumor primário, infecção e outras alterações.
  • Pode orientar o tratamento oncológico.
  • Suspeita de tumor ósseo primário exige planejamento do trajeto.
  • A biópsia não deve ser tratada como punção isolada quando houver possibilidade de cirurgia futura.

Segurança

Proteção de nervos e medula

Coluna, sacro e bacia podem estar próximos a nervos, e calor ou frio podem causar lesão neurológica. O planejamento considera distância e temperatura, técnicas de proteção podem ser necessárias e o monitoramento neurológico pode ser utilizado. Algumas lesões não possuem margem segura para tratamento percutâneo.

Estratégias que podem ser utilizadas

  • Hidrodissecção.
  • Pneumodissecção.
  • Isolamento térmico.
  • Monitoramento de temperatura.
  • Estimulação ou monitoramento neural.
  • Mudança de posição.
  • Escolha de outra técnica.

A disponibilidade de cada recurso de proteção não é universal e é confirmada caso a caso.

Depois do tratamento

Como a dor pode evoluir

A resposta é individual e depende do mecanismo da dor.

  • Alguns pacientes percebem melhora rapidamente.
  • Outros apresentam resposta progressiva.
  • Pode ocorrer dor transitória após o procedimento.
  • A resposta depende do mecanismo da dor.
  • Dor por instabilidade pode exigir cimentoplastia ou cirurgia.
  • O tratamento analgésico deve continuar conforme prescrição.

Não é possível prometer eliminação completa da dor.

Seguimento

Como é avaliado o resultado?

A aparência da lesão pode demorar para mudar nos exames de imagem.

  • Avaliação clínica da dor.
  • Consumo de analgésicos.
  • Capacidade funcional.
  • Tomografia ou ressonância.
  • PET-CT em situações selecionadas.
  • Estabilidade do osso.
  • Presença de tumor residual.
  • Necessidade de novo tratamento.

Decisão informada

A ablação pode ajudar no tratamento de uma lesão óssea?

A indicação depende do tipo de tumor, localização, intensidade da dor, estabilidade do osso, estruturas próximas e tratamentos anteriores. A RADAM pode revisar os exames e discutir uma estratégia integrada.

Benefícios potenciais

O que o procedimento pode oferecer

  • Tratamento local da lesão sem incisão cirúrgica.
  • Possibilidade de controle da dor relacionada ao tumor.
  • Possibilidade de combinação com cimentoplastia na mesma estratégia.
  • Alternativa a ser considerada após falha ou recorrência da dor.
  • Possibilidade de repetição em casos selecionados.

Riscos e limitações

Riscos possíveis e limitações

Riscos possíveis

  • Dor.
  • Sangramento.
  • Hematoma.
  • Infecção.
  • Lesão térmica.
  • Lesão de nervos.
  • Alteração de força ou sensibilidade.
  • Fratura.
  • Instabilidade do osso.
  • Lesão articular.
  • Reação a medicamentos.
  • Ablação incompleta.
  • Necessidade de estabilização ou de novo procedimento.

Esta página tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. A indicação da ablação óssea depende do tipo de lesão, da localização, da intensidade da dor, da estabilidade do osso, das estruturas próximas e dos tratamentos anteriores, além de equipe habilitada e estrutura hospitalar compatível. Situações de urgência não devem aguardar WhatsApp ou formulário.

Transparência

Limitações do método

  • Não é indicada para todas as lesões ósseas.
  • Lesões sem margem segura em relação a nervos ou medula podem não ser candidatas.
  • A ablação isolada não restaura a resistência do osso.
  • Não substitui automaticamente cirurgia, radioterapia ou tratamento sistêmico.
  • Não elimina a necessidade de acompanhamento oncológico.
  • Depende de estrutura hospitalar e da tecnologia disponível.

Outras possibilidades

Alternativas que podem ser avaliadas

  • Radioterapia para metástases dolorosas selecionadas.
  • Cirurgia com ressecção, descompressão ou fixação.
  • Cimentoplastia ou outra estabilização, quando o problema principal é estrutural.
  • Tratamento sistêmico conforme o estadiamento.
  • Tratamento analgésico e reabilitação.

Segurança

Sinais de alerta após o procedimento

  • Perda de força.
  • Dormência progressiva.
  • Alteração do controle urinário ou intestinal.
  • Dor intensa ou crescente.
  • Incapacidade nova de apoiar o membro.
  • Deformidade.
  • Sangramento.
  • Febre persistente.
  • Tontura ou desmaio.
  • Piora importante do estado geral.

Na presença de qualquer um desses sinais, entre em contato com a equipe ou procure atendimento médico.

Procedimento realizado em ambiente hospitalar

Após a avaliação e a indicação, a RADAM participa do planejamento, da coordenação hospitalar e do acompanhamento do paciente.

A ablação óssea exige revisão prévia dos exames, avaliação da estabilidade do osso e das estruturas nervosas próximas, definição da técnica e estrutura hospitalar compatível com o procedimento e a observação posterior. A disponibilidade de cada tecnologia é confirmada caso a caso.

Equipe RADAM

Equipe médica relacionada

  • Dr. Antônio Oliveira de Araújo — RADAM

    Dr. Antônio Oliveira de Araújo

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 5333
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 3517

    CRM-AM 6045

  • Dr. Marcos André Filgueiras Dias — RADAM

    Dr. Marcos André Filgueiras Dias

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 6404
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 6389

    CRM-AM 7381

  • Dra. Ruth da Silva Pinheiro — RADAM

    Dra. Ruth da Silva Pinheiro

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 5659
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 5633

    CRM-AM 8927

  • Dr. Sildomar Queiroz e Silva — RADAM

    Dr. Sildomar Queiroz e Silva

    Neurorradiologia • Radiologia Intervencionista

    • NeurorradiologiaRQE 6537
    • Radiologista IntervencionistaRQE 6192
    • Radiologia e Diagnóstico por ImagemRQE 6191

    CRM-AM 9916

Dúvidas comuns

Perguntas frequentes

Para médicos

Área para médicos

Discuta o caso, encaminhe o paciente ou solicite o procedimento pelos fluxos clínicos da RADAM.

Conteúdo revisado por

  • Dr. Antônio Oliveira de Araújo

    Radiologista Intervencionista · Cirurgia Vascular / Endovascular

    Mestre em Cirurgia · Professor de Medicina

    Membro Titular do CBR–SOBRICE

    CRM-AM 6045 | RQE 5333 | RQE 3517

Última revisão clínica: 23/08/2026

Conteúdo em elaboração editorial. As informações desta página serão ampliadas após revisão clínica.

Informação responsável

Esta página é informativa e não substitui a consulta médica. A indicação, a técnica, o preparo e a recuperação dependem da avaliação individual de cada caso.

Próximo passo

Quer saber se uma lesão óssea pode ser tratada por ablação?

Envie os exames para avaliação. A equipe RADAM analisará o tipo da lesão, a estabilidade do osso, as estruturas próximas e os objetivos do tratamento.

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