RADAM — Radiologia Intervencionista da Amazônia

Drenagens guiadas por imagem

Drenagens Percutâneas Guiadas por Imagem

Punção e cateter guiados por ultrassom, tomografia ou fluoroscopia para acessar coleções selecionadas

Algumas coleções de líquido, pus, bile, urina ou ar podem ser acessadas por meio de punção e cateter, utilizando imagens para planejar um trajeto seguro. A indicação depende da causa, da localização, dos sintomas e das condições clínicas de cada paciente.

  • Ultrassom
  • Tomografia
  • Fluoroscopia

Esta página é informativa. A indicação de qualquer procedimento depende de avaliação médica individual.

Visão geral

O que é uma drenagem percutânea?

“Percutânea” significa realizada através da pele. Uma agulha é conduzida até a região de interesse com o trajeto planejado por imagem. A partir desse acesso, o conteúdo pode ser apenas aspirado ou um cateter pode ser instalado para drenagem contínua. O material drenado pode ser enviado ao laboratório, de modo que o procedimento pode ter finalidade terapêutica e também diagnóstica. O cateter, quando necessário, pode permanecer por período variável, e toda a estratégia depende da natureza e da causa do conteúdo.

Principais modalidades

PRINCIPAIS MODALIDADES

Cada modalidade responde a situações clínicas diferentes. As descrições abaixo são informativas e não representam indicação individual.

  • Drenagem de Abscessos e Coleções

    Pode ser considerada em determinadas coleções infectadas, pós-operatórias ou sintomáticas, após avaliação do conteúdo, do trajeto e da causa. Situações relacionadas: abscesso, coleção abdominal, coleção pélvica, coleção pós-operatória, coleção hepática, coleção subfrênica, seroma, hematoma, linfocele, urinoma e biloma.

  • Drenagem Biliar Percutânea

    Cria uma via de drenagem para a bile em determinadas obstruções das vias biliares, podendo utilizar cateter interno, externo ou interno-externo. Situações relacionadas: obstrução biliar, icterícia obstrutiva e colangite.

  • Colecistostomia Percutânea

    Permite a descompressão da vesícula biliar em pacientes selecionados com colecistite, especialmente quando o risco cirúrgico precisa ser considerado.

  • Nefrostomia Percutânea

    Cria uma via de drenagem diretamente para o rim em determinadas obstruções urinárias, infecções obstrutivas ou situações que exijam acesso ao sistema coletor. Situações relacionadas: hidronefrose e obstrução urinária.

  • Drenagem Pleural Guiada por Imagem

    Pode ser utilizada para drenar líquido, pus ou ar do espaço pleural em situações selecionadas. Situações relacionadas: derrame pleural, empiema, coleção pleural e pneumotórax.

  • Drenagem de Coleção Pancreática

    Pode integrar uma estratégia multidisciplinar para determinadas coleções pancreáticas, considerando anatomia, maturação, conteúdo e alternativas endoscópicas ou cirúrgicas. Situações relacionadas: coleção pancreática e pseudocisto.

As páginas específicas de cada modalidade estão em elaboração editorial e serão publicadas, com link ativo, após revisão médica.

Finalidade

Para que pode ser utilizada

A drenagem pode fazer parte do tratamento de infecções, obstruções, complicações pós-operatórias e outras condições. Em alguns casos, a aspiração é suficiente; em outros, um cateter precisa permanecer temporariamente. A aparência na imagem, isoladamente, não determina se o conteúdo está infectado, se é possível drená-lo, qual deve ser o trajeto, se um dreno deve permanecer ou se a drenagem será suficiente.

  • Pus
  • Líquido inflamatório
  • Conteúdo de uma coleção pós-operatória
  • Bile
  • Urina
  • Líquido pleural
  • Ar
  • Conteúdo de determinadas coleções pancreáticas
  • Outros líquidos, após avaliação

Técnica

Como é realizado

As etapas gerais incluem revisão do quadro clínico, análise das imagens e avaliação dos exames laboratoriais; escolha da modalidade de imagem e planejamento do trajeto; anestesia local e sedação ou anestesia, conforme o caso; preparo estéril; punção guiada por imagem; confirmação da posição; aspiração do conteúdo e envio de amostra quando indicado; passagem de fio-guia; dilatação do trajeto, quando necessária; instalação do cateter; fixação e curativo; avaliação do resultado e acompanhamento clínico e por imagem. Não existe duração fixa, e nem todo procedimento utiliza todas as etapas.

  • Acesso: Punção através da pele com trajeto planejado por imagem, seguida de aspiração e, quando indicado, instalação de cateter de drenagem.
  • Anestesia: Pode utilizar anestesia local, sedação ou anestesia, conforme o procedimento, o local de punção e as condições clínicas do paciente.

Como a imagem é utilizada

  • Ultrassonografia

    Permite visualização em tempo real, sem radiação ionizante, e é útil para estruturas acessíveis. Pode mostrar vasos com Doppler. A visibilidade pode ser limitada por gás, osso ou profundidade.

  • Tomografia

    Permite avaliar estruturas profundas e auxilia na escolha do trajeto, sendo útil em coleções complexas. Utiliza radiação e pode exigir planejamento com contraste.

  • Fluoroscopia

    Acompanha fios, cateteres e contraste em tempo real. É útil em drenagens biliares, urinárias e em verificações, podendo ser combinada com ultrassom ou tomografia.

Como funciona na RADAM

Etapas do procedimento

  1. 01

    Revisão do quadro clínico

    Sintomas, evolução, cirurgias recentes e tratamentos já realizados.

  2. 02

    Análise das imagens

    Localização, conteúdo, relação com órgãos e possibilidade de trajeto.

  3. 03

    Exames laboratoriais

    Avaliação de infecção, coagulação e função renal quando necessário.

  4. 04

    Discussão multidisciplinar

    Comparação entre drenagem percutânea, endoscopia, cirurgia e tratamento clínico.

  5. 05

    Planejamento do trajeto

    Escolha da modalidade de imagem e do ponto de entrada mais seguro.

  6. 06

    Procedimento guiado por imagem

    Punção, aspiração e, quando indicado, instalação do cateter.

  7. 07

    Amostras e análises

    Envio do material para cultura, citologia ou outras análises, quando indicado.

  8. 08

    Acompanhamento

    Avaliação do débito, exames de controle e decisão sobre troca ou retirada.

O fluxo, a anestesia, o ambiente hospitalar e o tempo de recuperação variam conforme o procedimento e as condições do paciente.

Preparo

Como se preparar

  • Levar exames de imagem
  • Apresentar laudos
  • Informar sintomas e duração
  • Informar cirurgias recentes
  • Apresentar relação de medicamentos
  • Comunicar uso de anticoagulantes e antiagregantes
  • Não suspender medicamentos por conta própria
  • Informar alergias
  • Informar doença renal
  • Informar possibilidade de gravidez
  • Realizar os exames laboratoriais solicitados
  • Seguir a orientação individual de jejum
  • Comparecer com acompanhante quando orientado
  • Informar uso recente de antibióticos
  • Discutir necessidade de internação ou observação

Não existe preparo único para todas as drenagens. As orientações são definidas caso a caso pela equipe assistente.

Depois do procedimento

Recuperação e cuidados

A recuperação depende do procedimento realizado, do local da punção, do conteúdo drenado e da condição clínica. Alguns pacientes permanecem internados e outros seguem em acompanhamento ambulatorial. Não é possível prometer alta no mesmo dia.

Cuidados posteriores

  • Monitorização após o procedimento
  • Controle da dor
  • Observação do local de punção
  • Avaliação do conteúdo drenado
  • Controle de febre e de sinais infecciosos
  • Cuidados com o curativo
  • Orientação sobre o cateter
  • Registro do volume drenado, quando solicitado
  • Possíveis lavagens conforme prescrição
  • Exames laboratoriais de controle
  • Imagem de controle quando indicada
  • Acompanhamento da doença de base
  • Decisão posterior sobre troca, reposicionamento ou retirada

Transparência

A drenagem trata a doença de base?

A drenagem não trata necessariamente a doença que provocou a coleção. Antibióticos, cirurgia, endoscopia, tratamento oncológico ou correção da causa de base podem continuar sendo necessários.

Comparação

Aspiração e drenagem por cateter

Comparação informativa entre aspiração e drenagem por cateter

  • Como é feita

    Aspiração
    Retirada do conteúdo por agulha
    Drenagem por cateter
    Instalação de tubo fino dentro da coleção
  • Finalidade

    Aspiração
    Pode ser utilizada para diagnóstico
    Drenagem por cateter
    Permite drenagem contínua
  • Permanência

    Aspiração
    Normalmente não deixa cateter permanente
    Drenagem por cateter
    Pode permanecer por dias ou mais
  • Cuidados

    Aspiração
    Sem manejo de cateter após o procedimento
    Drenagem por cateter
    Pode exigir lavagens e cuidados
  • Evolução

    Aspiração
    Pode haver recorrência
    Drenagem por cateter
    Retirada depende da evolução
  • Ajustes

    Aspiração
    Nova punção pode ser necessária
    Drenagem por cateter
    Pode precisar de reposicionamento ou troca

A escolha entre aspiração e cateter depende do volume, consistência, comunicação com outros órgãos, presença de infecção e possibilidade de recorrência.

Uma ou mais modalidades de imagem

Mais de uma modalidade pode ser utilizada no mesmo procedimento. Nenhuma modalidade é sempre superior: a escolha depende da localização, da profundidade, do conteúdo e do trajeto disponível.

Avaliação

Quando uma drenagem pode ser considerada?

  • Sinais de infecção
  • Febre
  • Dor
  • Alteração laboratorial
  • Aumento da coleção
  • Compressão de órgãos
  • Obstrução
  • Dificuldade de drenagem natural
  • Falha do tratamento clínico
  • Necessidade de identificar o agente infeccioso
  • Complicação pós-operatória
  • Risco de ruptura
  • Condição clínica do paciente
  • Existência de trajeto seguro
  • Alternativas cirúrgicas ou endoscópicas

O tamanho da coleção, isoladamente, não define a necessidade de drenagem.

Transparência

Quando a drenagem pode não ser a melhor opção?

Nenhum item abaixo representa contraindicação absoluta universal, mas cada um pode indicar que a drenagem não seja indicada no momento ou precise ser adiada.

  • A coleção é pequena e estável
  • Não há sintomas ou sinais de complicação
  • O conteúdo é predominantemente sólido
  • Não existe trajeto seguro
  • Vasos, alças intestinais ou outros órgãos impedem o acesso
  • A coagulação não está adequada
  • O tratamento clínico pode ser suficiente
  • A abordagem endoscópica ou cirúrgica oferece melhor controle
  • A causa precisa ser corrigida por outro método
  • A alteração de imagem não representa uma coleção drenável

Equipe

Avaliação multidisciplinar

Conforme o caso, a discussão pode envolver diferentes especialidades, além da equipe responsável pela internação.

  • Radiologia Intervencionista
  • Cirurgia Geral
  • Cirurgia do Aparelho Digestivo
  • Urologia
  • Gastroenterologia
  • Endoscopia
  • Pneumologia
  • Cirurgia Torácica
  • Infectologia
  • Oncologia
  • Equipe responsável pela internação

A escolha entre drenagem percutânea, endoscópica, cirúrgica ou tratamento clínico depende do diagnóstico e da anatomia.

Dúvida frequente

O cateter sempre precisa ficar?

Não. Algumas situações permitem apenas aspiração, enquanto outras precisam de drenagem contínua.

  • O tempo de permanência depende da evolução clínica
  • O volume drenado não é o único critério
  • O aspecto do conteúdo pode mudar durante o tratamento
  • Exames de controle podem ser necessários
  • Pode haver comunicação com intestino, vias biliares, pâncreas ou sistema urinário
  • A retirada precoce pode favorecer recorrência
  • A manutenção desnecessária do cateter também deve ser evitada

Laboratório

O que acontece com o material drenado?

Quando indicado, pode ser enviado para

  • Cultura
  • Antibiograma
  • Análise bioquímica
  • Citologia
  • Anatomia patológica
  • Outras análises específicas

O resultado deve ser interpretado junto ao quadro clínico e às imagens, e não representa isoladamente um diagnóstico definitivo.

Cuidados

Cuidados com o dreno

  • Manter o sistema conforme orientação
  • Evitar tração
  • Observar a fixação
  • Manter o curativo
  • Não abrir ou desconectar sem orientação
  • Não realizar lavagens por conta própria
  • Observar mudança súbita do volume
  • Observar vazamento ao redor
  • Comunicar saída parcial ou completa
  • Seguir o plano de retorno

Não existe protocolo universal de lavagem. As orientações específicas dependem do tipo de cateter e da equipe assistencial.

Segunda opinião

Uma drenagem guiada por imagem pode ser considerada?

A revisão das imagens pode ajudar a identificar se existe conteúdo drenável, qual é sua localização, se há um trajeto possível e quais alternativas devem ser discutidas.

O envio dos exames não confirma automaticamente a indicação do procedimento. Pacientes instáveis, com febre associada a piora intensa, queda de pressão, confusão ou falta de ar precisam de avaliação urgente.

Riscos e limitações

Riscos possíveis e limitações

Riscos possíveis

  • Dor
  • Hematoma
  • Sangramento
  • Infecção
  • Lesão de órgão próximo
  • Lesão vascular
  • Reação ao contraste
  • Alteração da função renal quando houver contraste
  • Pneumotórax, conforme o trajeto
  • Vazamento do conteúdo
  • Formação de fístula
  • Drenagem incompleta
  • Obstrução do cateter
  • Deslocamento do cateter
  • Saída acidental
  • Necessidade de troca ou reposicionamento
  • Recorrência da coleção
  • Disseminação da infecção
  • Sepse
  • Necessidade de cirurgia ou de outro procedimento
  • Eventos graves, inclusive morte, embora o risco dependa do quadro clínico

Esta página é informativa e não confirma indicação de drenagem. Nem toda coleção, líquido ou abscesso precisa ser drenado, e a decisão depende da causa, dos sintomas, do conteúdo, da anatomia e da existência de um trajeto seguro. A RADAM não é um serviço de emergência: pacientes instáveis precisam de avaliação urgente no serviço de saúde mais próximo.

Outras possibilidades

Alternativas que podem ser avaliadas

  • Tratamento clínico, incluindo antibióticos quando indicados
  • Drenagem endoscópica em situações selecionadas
  • Drenagem ou abordagem cirúrgica
  • Acompanhamento com exames de imagem em coleções pequenas e estáveis
  • Correção da causa de base por outro método

Segurança

Sinais de alerta após o procedimento

  • Piora importante da dor
  • Febre persistente
  • Calafrios
  • Sangramento
  • Falta de ar
  • Confusão
  • Redução importante da pressão
  • Saída acidental do cateter
  • Vazamento intenso
  • Interrupção súbita da drenagem acompanhada de piora
  • Alteração relevante na cor ou no odor associada a sintomas
  • Vermelhidão progressiva
  • Secreção ao redor do dreno

Na presença de qualquer um desses sinais, entre em contato com a equipe ou procure atendimento médico.

Procedimento realizado em ambiente hospitalar

Após a avaliação e a indicação, a RADAM participa do planejamento, da coordenação hospitalar e do acompanhamento do paciente.

As drenagens percutâneas dependem de avaliação clínica, exames laboratoriais, imagens recentes e estrutura adequada para realização, observação e acompanhamento do cateter. A RADAM coordena o planejamento e a jornada assistencial conforme cada caso.

Equipe RADAM

Equipe médica relacionada

  • Dr. Antônio Oliveira de Araújo — RADAM

    Dr. Antônio Oliveira de Araújo

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 5333
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 3517

    CRM-AM 6045

  • Dr. Marcos André Filgueiras Dias — RADAM

    Dr. Marcos André Filgueiras Dias

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 6404
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 6389

    CRM-AM 7381

  • Dra. Ruth da Silva Pinheiro — RADAM

    Dra. Ruth da Silva Pinheiro

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 5659
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 5633

    CRM-AM 8927

  • Dr. Sildomar Queiroz e Silva — RADAM

    Dr. Sildomar Queiroz e Silva

    Neurorradiologia • Radiologia Intervencionista

    • NeurorradiologiaRQE 6537
    • Radiologista IntervencionistaRQE 6192
    • Radiologia e Diagnóstico por ImagemRQE 6191

    CRM-AM 9916

Dúvidas comuns

Perguntas frequentes

Para médicos

Área para médicos

Discuta o caso, encaminhe o paciente ou solicite o procedimento pelos fluxos clínicos da RADAM.

Conteúdo revisado por

  • Dr. Antônio Oliveira de Araújo

    Radiologista Intervencionista · Cirurgia Vascular / Endovascular

    Mestre em Cirurgia · Professor de Medicina

    Membro Titular do CBR–SOBRICE

    CRM-AM 6045 | RQE 5333 | RQE 3517

Última revisão clínica: 26/08/2026

Conteúdo em elaboração editorial. As informações desta página serão ampliadas após revisão clínica.

Informação responsável

Esta página é informativa e não substitui a consulta médica. A indicação, a técnica, o preparo e a recuperação dependem da avaliação individual de cada caso.

Próximo passo

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Envie os exames de imagem, laudos e informações clínicas. A equipe poderá avaliar a localização da alteração, a possibilidade de acesso por imagem e a necessidade de discutir outras alternativas.

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