Biópsias guiadas por imagem
PAAF de Tireoide
PAAF de tireoide guiada por ultrassom
A punção aspirativa por agulha fina, conhecida como PAAF, retira células de um nódulo da tireoide para análise. A ultrassonografia permite visualizar o nódulo e orientar o posicionamento preciso da agulha. A maioria dos nódulos da tireoide é benigna e nem todos precisam ser puncionados.
- Ultrassom
Esta página é informativa. A indicação de qualquer procedimento depende de avaliação médica individual.
Visão geral
O que é paaf de tireoide
A PAAF utiliza uma agulha fina para coletar células do nódulo da tireoide, sempre orientada por ultrassonografia. O material é analisado pela citopatologia. Não é uma cirurgia e não retira o nódulo inteiro: o objetivo é obter células suficientes para ajudar a definir se o nódulo precisa apenas de acompanhamento ou de investigação adicional.
Variações do procedimento
PAAF ou core biopsy?
As duas técnicas têm finalidades diferentes e a escolha depende da avaliação médica.
PAAF
Coleta células com agulha fina. É a técnica mais utilizada na investigação de nódulos tireoidianos e possui classificação citológica própria.
Core biopsy
Retira pequenos fragmentos de tecido. Pode ser considerada em situações selecionadas, mas não substitui rotineiramente a PAAF.
Finalidade
Para que pode ser utilizada
A indicação considera o conjunto de informações clínicas e ultrassonográficas, e não um critério isolado. Os critérios permanecem sujeitos à avaliação médica e à atualização das diretrizes.
- Características do nódulo na ultrassonografia.
- Classificação TI-RADS.
- Tamanho do nódulo.
- Crescimento observado no acompanhamento.
- Histórico clínico.
- Exposição prévia à radiação.
- Antecedentes familiares.
- Presença de linfonodos cervicais suspeitos.
- Sintomas e avaliação médica individual.
Técnica
Como é realizado
A equipe revisa a ultrassonografia e confirma o nódulo a ser puncionado. O paciente é posicionado com o pescoço estendido, a pele é higienizada e a anestesia local é utilizada quando indicada. A agulha é introduzida sob visualização ultrassonográfica e as células são coletadas, podendo ser necessárias mais de uma passagem para obter material adequado. Ao final são realizados compressão e um pequeno curativo.
- Acesso: Percutâneo cervical, com orientação por ultrassonografia
- Anestesia: Anestesia local quando indicada, conforme o caso e a prática da equipe
Tecnologias de orientação
O que é TI-RADS?
É um sistema que organiza as características dos nódulos da tireoide, avaliando composição, ecogenicidade, forma, margens e focos ecogênicos. Ajuda a estimar o nível de suspeição e orienta a escolha entre acompanhamento e indicação de PAAF. Não é um diagnóstico definitivo de câncer.
Resultado e Sistema Bethesda
O resultado citológico pode ser organizado pelo Sistema Bethesda, que classifica a amostra em categorias e ajuda a orientar acompanhamento, repetição da punção, testes adicionais ou avaliação cirúrgica. Algumas amostras podem ser não diagnósticas e algumas alterações permanecem indeterminadas. O resultado deve ser interpretado com a ultrassonografia e o contexto clínico.
Mais de uma passagem da agulha pode ser necessária
Para obter material adequado, pode ser necessário repetir a passagem da agulha durante o mesmo procedimento. Isso faz parte da técnica e não indica complicação.
Preparo
Como se preparar
- Levar ultrassonografias anteriores da tireoide.
- Apresentar exames laboratoriais da tireoide, quando disponíveis.
- Informar todos os medicamentos em uso.
- Comunicar uso de anticoagulantes ou antiagregantes.
- Informar alergias.
- Seguir as orientações individuais recebidas — geralmente não é necessário preparo complexo.
Não suspenda medicamentos por conta própria. Qualquer ajuste deve ser orientado pela equipe responsável.
Depois do procedimento
Recuperação e cuidados
Cuidados posteriores
- Pequeno curativo no local da punção.
- Sensibilidade local nas primeiras horas.
- Possível pequeno hematoma.
- Retorno às atividades conforme orientação recebida.
- Envio do material ao laboratório para análise citopatológica.
Tratamento relacionado
Conheça o tratamento minimamente invasivo de nódulos benignos selecionados
Em nódulos benignos que causam sintomas ou incômodo estético, a ablação guiada por ultrassonografia pode ser discutida como alternativa à cirurgia, sempre após investigação adequada.
Condição relacionada
Entenda quando um nódulo da tireoide precisa ser investigado
A página da condição explica o que é o nódulo da tireoide, como as características são avaliadas na ultrassonografia e quando o acompanhamento pode ser suficiente.
Riscos e limitações
Riscos possíveis e limitações
Riscos possíveis
- Dor ou desconforto.
- Pequeno hematoma.
- Sangramento.
- Tontura.
- Infecção, raramente.
- Amostra insuficiente.
- Necessidade de repetir a punção.
A indicação da PAAF depende da avaliação médica individual e da correlação entre ultrassonografia, história clínica e exames laboratoriais.
Transparência
Limitações do método
- Algumas amostras podem ser não diagnósticas.
- Determinadas alterações citológicas permanecem indeterminadas.
- A PAAF não retira o nódulo e não substitui o acompanhamento clínico.
- O resultado deve ser interpretado com a ultrassonografia e o contexto clínico.
Outras possibilidades
Alternativas que podem ser avaliadas
- Acompanhamento ultrassonográfico em nódulos de baixa suspeição.
- Core biopsy em situações selecionadas.
- Avaliação cirúrgica quando indicada pela equipe assistente.
Segurança
Sinais de alerta após o procedimento
- Aumento rápido do volume do pescoço.
- Dificuldade para respirar ou engolir.
- Sangramento persistente.
- Dor intensa ou progressiva.
- Febre.
- Piora importante do estado geral.
- Urgências não devem aguardar resposta por WhatsApp ou formulário: procure atendimento de emergência.
Na presença de qualquer um desses sinais, entre em contato com a equipe ou procure atendimento médico.
Relação clínica
Situações em que a PAAF de tireoide pode ser avaliada
Situações clínicas em que este procedimento pode ser considerado após avaliação médica.
Nódulo da tireoide
Alteração localizada na tireoide, geralmente identificada em ultrassonografia. A maioria é benigna e a conduta depende da avaliação clínica e das características do nódulo.
Ver condiçãoNódulo maligno da tireoide
Nódulo tireoidiano com suspeita ou confirmação de malignidade, em casos selecionados.
Ver condiçãoLinfonodo cervical suspeito
Linfonodo do pescoço com características alteradas na ultrassonografia, frequentemente avaliado junto com nódulos da tireoide.
Ver condição
Linha de cuidado
Outros procedimentos relacionados
Procedimentos que podem complementar a investigação de nódulos e linfonodos, conforme avaliação médica.
Biópsias guiadas por imagem
Procedimento minimamente invasivo em que uma pequena amostra de tecido é retirada com orientação de imagem em tempo real.
Ver procedimentoBiópsia de Linfonodo Guiada por Imagem
Procedimento que retira células ou pequenos fragmentos de um linfonodo aumentado ou de características indeterminadas, com orientação por ultrassonografia ou tomografia.
Ver procedimento
Equipe RADAM
Equipe médica relacionada

Dr. Antônio Oliveira de Araújo
Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular
- Radiologista IntervencionistaRQE 5333
- Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 3517
CRM-AM 6045

Dr. Marcos André Filgueiras Dias
Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular
- Radiologista IntervencionistaRQE 6404
- Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 6389
CRM-AM 7381

Dra. Ruth da Silva Pinheiro
Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular
- Radiologista IntervencionistaRQE 5659
- Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 5633
CRM-AM 8927

Dr. Sildomar Queiroz e Silva
Neurorradiologia • Radiologia Intervencionista
- NeurorradiologiaRQE 6537
- Radiologista IntervencionistaRQE 6192
- Radiologia e Diagnóstico por ImagemRQE 6191
CRM-AM 9916
Dúvidas comuns
Perguntas frequentes
Para médicos
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Discuta o caso, encaminhe o paciente ou solicite o procedimento pelos fluxos clínicos da RADAM.
Conteúdo revisado por
Dr. Antônio Oliveira de Araújo
Radiologista Intervencionista · Cirurgia Vascular / Endovascular
Mestre em Cirurgia · Professor de Medicina
Membro Titular do CBR–SOBRICE
CRM-AM 6045 | RQE 5333 | RQE 3517
Última revisão clínica: 23/08/2026
Conteúdo em elaboração editorial. As informações desta página serão ampliadas após revisão clínica.
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Esta página é informativa e não substitui a consulta médica. A indicação, a técnica, o preparo e a recuperação dependem da avaliação individual de cada caso.
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