RADAM — Radiologia Intervencionista da Amazônia

AVC e Emergências Cerebrovasculares

Trombectomia mecânica para AVC

Tratamento endovascular de emergência para pacientes selecionados com AVC isquêmico

A trombectomia mecânica é um tratamento de emergência para pacientes selecionados com AVC isquêmico provocado pela obstrução de uma artéria cerebral. Por meio de cateteres introduzidos no sistema arterial, a equipe alcança o vaso obstruído e utiliza dispositivos de aspiração ou captura para remover o coágulo e tentar restabelecer o fluxo sanguíneo. A indicação depende do quadro clínico, do tempo desde o início dos sintomas, da artéria obstruída e dos exames de imagem. Nem todo AVC é causado por um coágulo e nem todo paciente é candidato à trombectomia.

  • Angiografia
  • Fluoroscopia

Esta página é informativa. A indicação de qualquer procedimento depende de avaliação médica individual.

Visão geral

O que é AVC isquêmico?

O cérebro necessita de fluxo contínuo de sangue e oxigênio para funcionar. O AVC isquêmico ocorre quando uma artéria cerebral é obstruída e esse fluxo é interrompido. A obstrução pode ser causada por um coágulo formado no próprio vaso ou por material deslocado de outra região, como o coração ou as carótidas. Parte do tecido cerebral pode sofrer lesão e, ao redor da área já lesionada, pode existir tecido ainda sob risco e potencialmente recuperável. Quanto maior e mais proximal for a artéria obstruída, maior tende a ser o território cerebral ameaçado. O diagnóstico precisa diferenciar o AVC isquêmico da hemorragia cerebral, e essa diferenciação exige exames de imagem. O tratamento para desobstruir uma artéria não pode ser iniciado apenas pelos sintomas: primeiro é necessário confirmar o tipo de AVC por exames de imagem.

Remoção do coágulo

Como o coágulo pode ser removido

As estratégias abaixo são conceituais e podem ser combinadas. A escolha ocorre durante o planejamento e pode mudar conforme os achados do procedimento.

  • Aspiração

    Um cateter é posicionado próximo ao coágulo e aplica-se aspiração para tentar remover o material. A estratégia depende da anatomia e do tipo de obstrução.

  • Stent retriever

    Dispositivo temporário que se expande através do coágulo e ajuda a capturá-lo para retirada. Não deve ser confundido com um stent necessariamente deixado na artéria.

  • Técnica combinada

    Pode associar aspiração e captura. É escolhida conforme o caso e pode exigir mais de uma tentativa.

  • Outras estratégias

    Podem ser consideradas diante de obstrução persistente, estenose intracraniana ou anatomia específica. Não são indicadas universalmente e podem envolver medicamentos, angioplastia ou stent em situações selecionadas.

A escolha da técnica ocorre durante o planejamento e pode mudar conforme os achados do procedimento. Esta página não cita fabricantes e não afirma disponibilidade de todos os dispositivos.

Finalidade

Para que pode ser utilizada

A trombectomia mecânica busca restabelecer a circulação de um território cerebral ameaçado por uma obstrução arterial, em pacientes selecionados e após avaliação clínica e de imagem.

  • Remover ou reduzir o coágulo que obstrui uma artéria cerebral
  • Tentar restabelecer o fluxo sanguíneo do território ameaçado
  • Preservar tecido cerebral ainda potencialmente recuperável
  • Complementar a trombólise intravenosa em pacientes elegíveis
  • Oferecer uma possibilidade de tratamento quando a trombólise não é indicada, conforme avaliação
  • Orientar, durante o procedimento, a avaliação angiográfica da circulação cerebral

Técnica

Como é realizado

O atendimento começa pelo reconhecimento dos sinais de AVC e pela avaliação emergencial, com exame neurológico e clínico e exames de imagem que diferenciam isquemia de hemorragia e identificam a artéria obstruída. Confirmada a indicação pela equipe de AVC, o paciente é preparado rapidamente: uma artéria é puncionada, uma bainha e cateteres são introduzidos e navegados até os vasos que levam ao cérebro, e a angiografia confirma a obstrução. Cateteres especializados são progredidos até o trombo, que pode ser aspirado ou capturado, com avaliação angiográfica do fluxo após cada tentativa. Ao final, os cateteres são retirados, a hemostasia do acesso é obtida e o paciente segue para monitorização neurológica e intensiva, investigação da causa e início da recuperação. O acesso ocorre por uma artéria, geralmente na virilha ou no punho: não é necessário abrir o crânio para alcançar o coágulo. Não existe duração fixa, e etapas podem ocorrer simultaneamente para evitar atrasos desnecessários.

  • Acesso: Acesso femoral, por uma artéria na virilha, ou acesso radial, por uma artéria no punho. A escolha depende da urgência, da anatomia e da experiência da equipe.
  • Anestesia: Sedação ou anestesia geral, conforme o estado clínico, o nível de consciência, a agitação, a capacidade de permanecer imóvel, a proteção das vias aéreas, a localização da oclusão e a estratégia da equipe. Nenhuma técnica é universalmente superior e a preparação anestésica não deve causar atrasos evitáveis.

Como funciona na RADAM

Etapas do procedimento

  1. 01

    Reconhecimento dos sinais

    Familiares ou testemunhas identificam sintomas súbitos e registram o horário de início ou o último momento visto bem.

  2. 02

    Atendimento emergencial

    O serviço de urgência é acionado e o transporte ao hospital é providenciado.

  3. 03

    Avaliação clínica e neurológica

    A equipe avalia os déficits, o tempo de evolução e as condições clínicas.

  4. 04

    Tomografia ou ressonância

    Os exames diferenciam isquemia de hemorragia e estimam a extensão do comprometimento.

  5. 05

    Identificação da artéria obstruída

    O estudo vascular localiza a oclusão e auxilia no planejamento do acesso.

  6. 06

    Decisão da equipe de AVC

    A indicação é definida em conjunto, considerando riscos, benefícios e possibilidade técnica.

  7. 07

    Preparação para o procedimento

    A preparação é feita rapidamente, com estratégia anestésica definida conforme o quadro.

  8. 08

    Punção arterial e cateteres

    Uma artéria é puncionada e a bainha e os cateteres são introduzidos.

  9. 09

    Navegação e angiografia

    Os cateteres alcançam os vasos que levam ao cérebro e a angiografia confirma a obstrução.

  10. 10

    Remoção do coágulo

    Cateteres especializados são progredidos até o trombo, que pode ser aspirado ou capturado.

  11. 11

    Avaliação do fluxo

    A restauração da circulação é avaliada e a estratégia pode ser ajustada.

  12. 12

    Retirada e hemostasia

    Os cateteres são retirados e o acesso vascular recebe hemostasia e curativo.

  13. 13

    Monitorização neurológica e intensiva

    O paciente segue em unidade de AVC ou terapia intensiva, com controles clínicos e de imagem.

  14. 14

    Investigação e recuperação

    A causa do AVC é investigada, a prevenção é planejada e a reabilitação é iniciada quando segura.

O fluxo, a anestesia, o ambiente hospitalar e o tempo de recuperação variam conforme o procedimento e as condições do paciente.

Depois do procedimento

Recuperação e cuidados

Após o procedimento, o paciente permanece sob monitorização neurológica frequente, geralmente em unidade de AVC ou terapia intensiva. A evolução é acompanhada clinicamente e por exames de imagem de controle, enquanto a causa do AVC é investigada e a reabilitação é iniciada assim que for clinicamente segura. A reabertura da artéria não significa recuperação imediata: pode existir lesão já estabelecida e a recuperação varia entre pacientes.

Cuidados posteriores

  • Monitorização neurológica frequente
  • Controle da pressão arterial
  • Avaliação do local da punção
  • Exames de imagem de controle
  • Vigilância para sangramento
  • Avaliação da deglutição
  • Prevenção de aspiração
  • Controle de glicemia e temperatura
  • Investigação da causa do AVC
  • Prevenção de novos eventos
  • Início da reabilitação quando clinicamente possível
  • Orientação aos familiares

Anatomia

O que é oclusão de grande vaso?

A expressão indica a obstrução de uma artéria cerebral de maior calibre, capaz de comprometer uma grande área do cérebro e frequentemente associada a déficits neurológicos importantes.

  • Pode envolver vasos da circulação anterior ou posterior
  • Exemplos incluem a artéria carótida interna intracraniana, a artéria cerebral média e a artéria basilar
  • Algumas oclusões mais distais ou de vasos médios podem ser avaliadas em situações selecionadas
  • A localização da obstrução é determinada por angiotomografia, angiorressonância ou angiografia
  • A gravidade dos sintomas isoladamente não define toda a indicação

A lista de vasos é apenas descritiva e não representa critérios automáticos de tratamento. A trombectomia trata o AVC isquêmico agudo e não é tratamento da estenose carotídea crônica.

Conceito

O que é trombectomia mecânica?

  • É um procedimento endovascular, realizado por dentro das artérias
  • Utiliza cateteres navegados até a artéria cerebral obstruída
  • O coágulo pode ser aspirado ou capturado
  • O objetivo é restabelecer a circulação tão rapidamente quanto possível
  • Não exige abertura cirúrgica do crânio
  • Pode ser associada a outros tratamentos do AVC
  • A abertura do vaso não garante recuperação completa
  • O resultado depende do tempo, da extensão da lesão, da circulação colateral, da localização da obstrução e das condições clínicas

A trombectomia busca remover o coágulo e reabrir a artéria. A recuperação neurológica também depende de quanto tecido cerebral ainda pode ser preservado. O acesso ocorre por uma artéria, geralmente na virilha ou no punho: não é necessário abrir o crânio para alcançar o coágulo.

Reconhecimento

Como reconhecer um AVC?

O conceito SAMU ajuda a reconhecer rapidamente os sinais mais frequentes.

Outros sinais possíveis

  • Perda súbita de equilíbrio
  • Dificuldade súbita para caminhar
  • Visão dupla ou perda da visão
  • Dormência de um lado do corpo
  • Confusão súbita
  • Dificuldade para compreender
  • Dor de cabeça súbita e muito intensa
  • Redução súbita do nível de consciência
  • Vômitos associados a sintomas neurológicos
  • Vertigem intensa associada a outros déficits
  • S — Sorriso

    Peça para a pessoa sorrir. Observe se um lado da face está caído ou assimétrico.

  • A — Abraço

    Peça para levantar os dois braços. Observe se um deles cai ou apresenta fraqueza.

  • M — Música ou mensagem

    Peça para repetir uma frase. Observe fala enrolada, dificuldade para falar ou para compreender.

  • U — Urgente

    Na presença de qualquer sinal súbito, acione imediatamente o atendimento de urgência.

Não é necessário apresentar todos os sinais. Um único sintoma súbito pode justificar atendimento emergencial.

Tempo

O tempo é importante

  • O tecido cerebral pode sofrer lesão progressiva enquanto a artéria permanece obstruída
  • O atendimento precoce aumenta as possibilidades de tratamento
  • O horário de início dos sintomas deve ser registrado
  • Se o paciente acordou com sintomas, considera-se o último momento em que foi visto bem
  • Algumas pessoas podem ser avaliadas em janelas mais prolongadas
  • Exames de imagem ajudam a identificar quem ainda pode se beneficiar
  • Isso não significa que seja seguro esperar
  • A transferência entre hospitais deve ser coordenada com rapidez
  • Nenhum conteúdo digital deve atrasar o atendimento

Existirem critérios para tratamento em janelas mais prolongadas não significa que se possa esperar. Quanto antes ocorrer a avaliação, melhor.

Seleção

Quem pode ser avaliado para trombectomia?

A seleção é individualizada e considera, entre outros fatores:

  • Confirmação de AVC isquêmico
  • Presença e localização de uma oclusão arterial
  • Intensidade e natureza dos déficits neurológicos
  • Horário de início ou último momento visto bem
  • Tomografia ou ressonância
  • Extensão de alterações já estabelecidas
  • Presença de tecido cerebral potencialmente preservável
  • Circulação colateral
  • Idade
  • Funcionalidade anterior ao AVC
  • Comorbidades
  • Uso de anticoagulantes
  • Risco de sangramento
  • Anatomia vascular
  • Possibilidade técnica de alcançar o vaso
  • Avaliação conjunta da equipe de AVC

Os critérios atuais são mais amplos do que no passado, mas a indicação continua individualizada. Esta página não estabelece limites rígidos de idade, pontuação neurológica, volume de lesão, horário, funcionalidade ou número de tentativas.

Imagem

Quais exames são realizados?

Os exames são complementares e o protocolo varia entre serviços. Nenhum método isolado é obrigatório em todos os cenários.

  • Tomografia de crânio

    O que avalia
    Diferencia inicialmente hemorragia e isquemia e avalia sinais precoces de lesão
    Observações
    Ajuda a estimar a extensão do comprometimento
  • Angiotomografia

    O que avalia
    Identifica artérias obstruídas e a localização da oclusão
    Observações
    Auxilia no planejamento do acesso
  • Perfusão por tomografia

    O que avalia
    Pode estimar tecido já lesionado e tecido sob risco
    Observações
    Pode ajudar na seleção em situações específicas; não é obrigatória em todos os cenários
  • Ressonância

    O que avalia
    Pode identificar isquemia com alta sensibilidade
    Observações
    Pode ser utilizada em casos selecionados e não deve atrasar o tratamento quando não for necessária
  • Angiografia cerebral

    O que avalia
    Confirma a anatomia e a obstrução durante o procedimento
    Observações
    Orienta a navegação e permite avaliar o fluxo após a retirada do coágulo

Comparação

Trombectomia e trombólise são iguais?

São tratamentos diferentes, com critérios próprios, que podem ser complementares em pacientes elegíveis.

  • Trombólise intravenosa

    Como atua
    Medicamento administrado pela veia, que busca dissolver o coágulo
    Pontos principais
    Possui critérios clínicos e temporais próprios, deve ser iniciada rapidamente quando indicada, pode ser utilizada antes da trombectomia em pacientes elegíveis e não envolve cateter até o cérebro
  • Trombectomia mecânica

    Como atua
    Cateteres navegados até a artéria cerebral, que buscam retirar o coágulo diretamente
    Pontos principais
    É especialmente relevante em oclusões arteriais selecionadas, possui critérios próprios de indicação e pode ser realizada mesmo quando a trombólise não é indicada, conforme avaliação

Os tratamentos não são necessariamente concorrentes. Em pacientes elegíveis, a trombólise não deve ser atrasada apenas porque a trombectomia está sendo considerada, e a transferência para trombectomia também não deve ser desnecessariamente retardada. Esta página não indica medicamentos, doses ou automedicação.

Transparência

Todo AVC pode ser tratado com trombectomia?

Não. O procedimento é indicado para pacientes selecionados, após avaliação clínica e exames de imagem.

  • AVC hemorrágico não é tratado com retirada de coágulo arterial
  • AVC isquêmico sem oclusão apropriada pode não ter indicação
  • Algumas artérias são pequenas ou de difícil acesso
  • Parte do tecido cerebral pode já estar irreversivelmente lesionada
  • Riscos podem superar benefícios em determinados casos
  • Condições clínicas podem influenciar a decisão
  • Exames e avaliação especializada são indispensáveis
  • Mesmo pacientes inicialmente considerados fora dos critérios tradicionais podem ser avaliados segundo evidências atuais

Idade ou horário isoladamente não excluem definitivamente a possibilidade de avaliação.

Circulação posterior

Oclusão da artéria basilar

  • A artéria basilar irriga estruturas vitais da circulação posterior
  • Sua obstrução pode causar vertigem intensa, visão dupla, dificuldade para falar, engolir ou coordenar movimentos
  • Pode provocar fraqueza dos quatro membros
  • Pode reduzir o nível de consciência
  • Os sintomas podem ser confundidos com outras condições
  • Pacientes selecionados podem ser candidatos a tratamento endovascular
  • A avaliação deve ser imediata
  • A ausência de fraqueza típica em um lado não exclui AVC posterior

Nem toda oclusão basilar será tratada. A decisão depende da avaliação clínica, dos exames e da análise individual de riscos e benefícios.

Acesso vascular

Acesso pela virilha ou pelo punho

  • O acesso femoral utiliza uma artéria na virilha
  • O acesso radial utiliza uma artéria no punho
  • A escolha depende da urgência, da anatomia e da experiência da equipe
  • Condições da aorta e dos vasos cervicais influenciam a navegação
  • Acessos alternativos podem ser considerados em situações excepcionais
  • O objetivo é alcançar rapidamente o vaso cerebral com segurança

Nenhum acesso é universalmente superior. A decisão é técnica e individual.

Resultado técnico

O que significa recanalização?

  • Recanalização significa reabertura do vaso
  • Pode ser completa ou parcial
  • A equipe avalia o fluxo após cada tentativa
  • Reabrir a artéria não significa necessariamente recuperação imediata
  • Pode existir lesão já estabelecida
  • A reperfusão também pode causar complicações
  • A evolução é acompanhada clinicamente e por imagem

Escalas técnicas, como a mTICI, são utilizadas pela equipe apenas para descrever o quanto o fluxo foi restabelecido no território tratado. Elas não representam garantia de recuperação neurológica.

Evolução

Resultado e recuperação

O resultado depende da rapidez do atendimento, da localização do vaso obstruído, da extensão do tecido já lesionado, da circulação colateral, do sucesso da reperfusão, da idade e funcionalidade anterior, da gravidade inicial, da causa do AVC, de eventuais complicações e do início da reabilitação.

Possíveis evoluções

  • Melhora rápida
  • Recuperação progressiva
  • Permanência de déficits
  • Necessidade de reabilitação prolongada
  • Incapacidade
  • Complicações graves
  • Morte

A trombectomia aumenta a possibilidade de melhor evolução em pacientes corretamente selecionados, mas não permite prever individualmente o grau de recuperação.

Limites técnicos

Por que a artéria pode não abrir?

  • Coágulo resistente
  • Estenose ou aterosclerose subjacente
  • Anatomia tortuosa
  • Dificuldade de acesso
  • Obstruções em múltiplos vasos
  • Fragmentação ou migração do trombo
  • Reoclusão
  • Risco excessivo para novas tentativas
  • Condição clínica do paciente

A equipe equilibra a tentativa de restaurar o fluxo com o risco de lesar a artéria ou provocar sangramento.

Depois da fase aguda

Investigação da causa do AVC

Após a fase aguda, a investigação busca identificar o mecanismo do AVC e orientar a prevenção de novos eventos. Podem ser avaliados:

  • Fibrilação atrial
  • Doença das carótidas
  • Aterosclerose intracraniana
  • Doença cardíaca
  • Dissecção arterial
  • Distúrbios de coagulação selecionados
  • Outras fontes de embolia
  • Fatores de risco vasculares
  • Causas menos frequentes em pacientes jovens

A prevenção secundária é definida pela equipe assistente. Esta página não indica medicamentos específicos.

Recuperação

Reabilitação

  • Fisioterapia
  • Fonoaudiologia
  • Terapia ocupacional
  • Avaliação da deglutição
  • Reabilitação cognitiva
  • Suporte psicológico
  • Controle de espasticidade
  • Adaptação funcional
  • Orientação aos cuidadores
  • Acompanhamento neurológico

A reabilitação deve começar assim que for clinicamente segura e continuar de acordo com as necessidades do paciente. Não existe promessa de recuperação total.

Fluxo assistencial

Fluxo assistencial de emergência

  • Reconhecimento dos sinais
  • Acionamento da emergência
  • Transporte ao hospital
  • Avaliação clínica e neurológica
  • Tomografia e estudo vascular
  • Identificação da oclusão
  • Decisão da equipe de AVC
  • Trombólise quando indicada
  • Trombectomia quando indicada
  • Unidade de AVC ou terapia intensiva
  • Investigação da causa
  • Reabilitação e prevenção

Etapas podem ocorrer simultaneamente. O objetivo é reduzir atrasos sem comprometer a segurança.

Depois da alta

Avaliação após um AVC ou revisão do tratamento realizado

Depois da fase aguda, pacientes e familiares podem buscar uma avaliação para compreender o procedimento realizado, revisar exames, investigar a causa do AVC e discutir estratégias de acompanhamento e prevenção.

Estes canais são destinados a avaliações eletivas. Sintomas atuais ou novos sinais de AVC exigem atendimento emergencial imediato.

Benefícios potenciais

O que o procedimento pode oferecer

  • Possibilidade de remover o coágulo e reabrir a artéria obstruída
  • Tentativa de preservar tecido cerebral ainda viável
  • Possibilidade de reduzir a extensão final da lesão em pacientes selecionados
  • Tratamento realizado sem abertura cirúrgica do crânio
  • Avaliação angiográfica direta da circulação cerebral durante o procedimento
  • Possibilidade de associação a outros tratamentos do AVC, conforme elegibilidade

Riscos e limitações

Riscos possíveis e limitações

Riscos possíveis

  • Sangramento ou hematoma no local do acesso
  • Pseudoaneurisma
  • Lesão arterial
  • Dissecção
  • Espasmo arterial
  • Perfuração de vaso cerebral
  • Hemorragia intracraniana
  • Deslocamento ou fragmentação do coágulo
  • Obstrução de outra artéria
  • Falha em remover o trombo
  • Reoclusão
  • Lesão por reperfusão
  • Reação ao contraste
  • Alteração da função renal
  • Reação à anestesia
  • Infecção
  • Piora neurológica
  • Incapacidade permanente
  • Necessidade de outra intervenção
  • Morte

Se existem sintomas novos ou atuais de AVC, procure imediatamente um serviço de emergência ou acione o SAMU 192. Os canais digitais da RADAM destinam-se a avaliações eletivas após a fase aguda e não substituem pronto-socorro. Esta página não anuncia plantão, atendimento pré-hospitalar ou disponibilidade de trombectomia de emergência.

Transparência

Limitações do método

  • AVC hemorrágico não é tratado com retirada de coágulo arterial
  • AVC isquêmico sem oclusão apropriada pode não ter indicação
  • Algumas artérias são pequenas ou de difícil acesso
  • Parte do tecido cerebral pode já estar irreversivelmente lesionada
  • Riscos podem superar benefícios em determinados casos
  • Condições clínicas podem influenciar a decisão
  • Exames e avaliação especializada são indispensáveis
  • Mesmo pacientes inicialmente considerados fora dos critérios tradicionais podem ser reavaliados segundo evidências atuais

Outras possibilidades

Alternativas que podem ser avaliadas

  • Trombólise intravenosa em pacientes elegíveis, conforme critérios próprios
  • Tratamento clínico e suporte em unidade de AVC
  • Controle de pressão arterial, glicemia e demais fatores agudos
  • Prevenção secundária conforme a causa identificada
  • Reabilitação precoce e multidisciplinar
  • Tratamento de doença carotídea ou intracraniana associada, quando indicado

Segurança

Sinais de alerta após o procedimento

  • Novos sintomas neurológicos súbitos
  • Piora da fraqueza ou da fala
  • Alteração do nível de consciência
  • Dor de cabeça súbita e muito intensa
  • Vômitos associados a sintomas neurológicos
  • Sangramento persistente ou hematoma crescente no local da punção
  • Membro frio, pálido, doloroso ou dormente
  • Falta de ar ou dor no peito
  • Convulsão
  • Febre persistente

Na presença de qualquer um desses sinais, entre em contato com a equipe ou procure atendimento médico.

Procedimento realizado em ambiente hospitalar

Após a avaliação e a indicação, a RADAM participa do planejamento, da coordenação hospitalar e do acompanhamento do paciente.

Procedimento de urgência: depende de indicação, janela de tempo, equipe habilitada, estrutura hospitalar e fluxos assistenciais.

Equipe RADAM

Equipe médica relacionada

  • Dr. Sildomar Queiroz e Silva — RADAM

    Dr. Sildomar Queiroz e Silva

    Neurorradiologia • Radiologia Intervencionista

    • NeurorradiologiaRQE 6537
    • Radiologista IntervencionistaRQE 6192
    • Radiologia e Diagnóstico por ImagemRQE 6191

    CRM-AM 9916

Dúvidas comuns

Perguntas frequentes

Para médicos

Área para médicos

Discuta o caso, encaminhe o paciente ou solicite o procedimento pelos fluxos clínicos da RADAM.

Conteúdo revisado por

  • Dr. Antônio Oliveira de Araújo

    Radiologista Intervencionista · Cirurgia Vascular / Endovascular

    Mestre em Cirurgia · Professor de Medicina

    Membro Titular do CBR–SOBRICE

    CRM-AM 6045 | RQE 5333 | RQE 3517

Última revisão clínica: 25/08/2026

Conteúdo em elaboração editorial. As informações desta página serão ampliadas após revisão clínica.

Referências selecionadas

  • Diretrizes e documentos de consenso sobre manejo do AVC isquêmico agudo
  • Revisões e ensaios clínicos sobre trombectomia mecânica na oclusão de grande vaso
  • Literatura sobre seleção por imagem em janelas estendidas e oclusão da artéria basilar

Informação responsável

Esta página é informativa e não substitui a consulta médica. A indicação, a técnica, o preparo e a recuperação dependem da avaliação individual de cada caso.

Próximo passo

Já passou pela fase aguda e precisa revisar o caso?

Após a estabilização hospitalar, os exames e o tratamento realizado podem ser revisados para esclarecer os achados, compreender a causa do AVC e discutir os próximos passos do acompanhamento. Se existem sintomas novos ou atuais, procure imediatamente um serviço de emergência: não utilize este canal para atendimento de AVC agudo.

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