RADAM — Radiologia Intervencionista da Amazônia

Saúde vascular

Aneurisma

Dilatação anormal de uma artéria que precisa ser avaliada conforme sua localização, dimensões, evolução e risco de complicações.

Também chamado de: aneurisma · aneurismas · aneurisma arterial · dilatacao da arteria · aneurisma da aorta · aneurisma de aorta abdominal · aneurisma de aorta toracica · aneurisma visceral · aneurisma de arteria esplenica · aneurisma esplenico · aneurisma de arteria renal · aneurisma renal · aneurisma cerebral · aneurisma intracraniano · pseudoaneurisma · tratamento de aneurisma · embolizacao de aneurisma · endoprotese · correcao endovascular de aneurisma

Visão geral

O que é aneurisma

O aneurisma é uma dilatação anormal de uma artéria. Muitos são descobertos por acaso, em exames realizados por outro motivo, mas alguns precisam de acompanhamento ou tratamento para reduzir o risco de crescimento, ruptura e outras complicações. Ele pode surgir na aorta, nas artérias dos órgãos internos, no cérebro ou em outros territórios, e a conduta depende das características de cada caso. Na RADAM — Radiologia Intervencionista da Amazônia, em Manaus (AM) —, a avaliação considera a artéria afetada, a anatomia, os sintomas e as condições clínicas de cada pessoa.

Causas e mecanismos

Por que aneurisma acontece

A formação de um aneurisma pode estar relacionada ao enfraquecimento da parede arterial. As causas e os fatores associados variam conforme a artéria afetada e incluem envelhecimento, tabagismo, pressão arterial elevada, aterosclerose, histórico familiar, doenças hereditárias do tecido conjuntivo e, em situações menos frequentes, inflamações ou infecções. Traumas e procedimentos anteriores estão associados principalmente aos pseudoaneurismas. A presença de um fator de risco não confirma que a pessoa tenha um aneurisma.

Fatores de risco

  • Envelhecimento
  • Tabagismo
  • Pressão arterial elevada
  • Aterosclerose
  • Histórico familiar
  • Doenças hereditárias do tecido conjuntivo
  • Inflamações ou infecções, em situações menos frequentes
  • Trauma ou procedimentos anteriores, principalmente nos pseudoaneurismas

Manifestações

Principais manifestações

  • Dor persistente no tórax, abdome, costas ou flanco
  • Sensação pulsátil no abdome
  • Sintomas relacionados à compressão de estruturas próximas
  • Alterações neurológicas, quando envolve artérias cerebrais
  • Dor súbita e intensa em caso de complicação

Investigação

Como é investigada

A investigação começa pela avaliação clínica, com análise dos sintomas, do histórico, dos fatores de risco e dos exames anteriores. Exames de imagem como ultrassonografia, tomografia, ressonância ou angiografia podem mostrar a localização, as dimensões e a anatomia do aneurisma. Quando disponíveis, exames anteriores ajudam a verificar se houve crescimento. A escolha entre acompanhamento e tratamento considera o território arterial, a anatomia, os sintomas e as condições clínicas.

Exames habitualmente utilizados

  • Avaliação clínica com histórico e fatores de risco
  • Ultrassonografia, incluindo estudo com Doppler
  • Tomografia computadorizada, frequentemente com contraste
  • Ressonância magnética, em situações selecionadas
  • Angiografia por cateter, quando integra o planejamento do tratamento
  • Comparação com exames de imagem anteriores

Diagnósticos diferenciais

Outras condições que podem gerar achados semelhantes

  • Dissecção da aorta
  • Pseudoaneurisma
  • Malformação vascular
  • Estenose ou obstrução arterial
  • Trombose arterial ou venosa
  • Varizes e outras alterações venosas

Evolução

Gravidade, evolução e complicações

Complicações possíveis

  • Crescimento progressivo da dilatação
  • Ruptura, com sangramento
  • Formação de trombos dentro do aneurisma
  • Embolização de fragmentos para artérias menores
  • Compressão de estruturas vizinhas
  • Complicações relacionadas ao tratamento e aos dispositivos implantados

Possibilidades

Tratamentos possíveis

Não todo aneurisma precisa de tratamento. Alguns podem ser acompanhados com consultas e exames periódicos. Outros podem precisar de tratamento devido aos sintomas, crescimento, localização, formato, dimensões, risco de ruptura ou características do paciente. A decisão não deve ser baseada apenas em um número isolado, e os critérios variam conforme a artéria afetada.

Tratamento clínico

Manejo clínico e acompanhamento

Medicamentos e mudanças de hábitos podem ser recomendados para controlar fatores associados, como pressão arterial elevada, tabagismo e aterosclerose. Essas medidas fazem parte do cuidado, mas não eliminam diretamente a dilatação já formada.

Cirurgia

Tratamento cirúrgico

A cirurgia aberta pode ser a opção mais adequada dependendo da localização, da anatomia, do risco de ruptura e das condições do paciente. O tratamento endovascular não substitui automaticamente a cirurgia: as duas estratégias têm indicações próprias e podem ser complementares.

Radiologia Intervencionista

Quando a Radiologia Intervencionista pode ser considerada

Em casos selecionados, o aneurisma pode ser tratado por dentro dos vasos, utilizando cateteres, endopróteses, stents, molas ou outros dispositivos. A técnica é escolhida conforme a artéria afetada, a anatomia e o contexto clínico, sempre em avaliação conjunta com as demais especialidades envolvidas.

Possibilidades terapêuticas

  • Acompanhamento por exames de imagem em casos de menor risco
  • Controle clínico dos fatores associados
  • Tratamento endovascular com endoprótese, stent ou embolização, em casos selecionados
  • Cirurgia aberta, conforme a localização e as condições clínicas

Transparência

Limitações

Resultados, benefícios, limitações e riscos variam conforme o tipo de aneurisma, a anatomia e a condição clínica. Nem toda anatomia permite tratamento endovascular, dispositivos implantados podem apresentar complicações ao longo do tempo e nenhuma estratégia elimina por completo a necessidade de acompanhamento. Esta página é informativa e não permite concluir qual é o quadro de quem a lê.

Seguimento

Acompanhamento

Mesmo após o tratamento, exames de imagem podem ser necessários para verificar o aneurisma, o fluxo nos vasos e os dispositivos implantados. A frequência depende do procedimento realizado e da evolução de cada paciente.

Decisão compartilhada

Como a decisão é tomada

O planejamento considera a artéria e a região afetadas, as dimensões e o formato, a presença de sintomas, o crescimento em exames sucessivos, o risco estimado de ruptura, a anatomia dos vasos de entrada e saída, a circulação dos órgãos próximos, a idade e as condições clínicas, a possibilidade de cirurgia ou tratamento endovascular e os riscos e benefícios de cada estratégia. A avaliação pode envolver Radiologia Intervencionista, Cirurgia Vascular, Cirurgia Cardiovascular, Neurocirurgia e outras especialidades.

Resposta rápida

O que é um aneurisma?

Aneurisma é uma dilatação localizada na parede de uma artéria. Ele pode surgir na aorta, nas artérias dos órgãos internos, no cérebro ou em outros territórios. A necessidade de tratamento depende das características de cada caso.

Ter um aneurisma não significa que ele irá se romper. A avaliação especializada permite estimar o risco e definir entre acompanhamento e tratamento.

Territórios arteriais

Onde um aneurisma pode surgir?

Cada território arterial tem investigação, critérios e formas de tratamento próprios.

  • Aneurisma da aorta

    Atinge a principal artéria do corpo e pode ocorrer no tórax ou no abdome. Dependendo da anatomia, o tratamento pode ser realizado por cirurgia aberta ou por endoprótese.

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  • Aneurismas viscerais

    Acometem artérias que levam sangue aos órgãos do abdome, como as artérias esplênica, renal, hepática e outras.

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  • Aneurisma cerebral

    Surge nas artérias do cérebro. Sua avaliação e tratamento pertencem à área de Neurorradiologia Intervencionista e Neurocirurgia.

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  • Pseudoaneurisma

    É uma alteração diferente do aneurisma verdadeiro, geralmente relacionada a uma lesão na parede da artéria. Pode ocorrer depois de traumas, cirurgias ou punções vasculares.

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Aneurisma, dissecção da aorta, malformação vascular, estenose arterial e trombose são condições distintas, com investigação e tratamento próprios.

Investigação

Como o aneurisma é diagnosticado?

  • 1. Avaliação clínica

    Análise dos sintomas, histórico, fatores de risco e exames anteriores.

  • 2. Exames de imagem

    Ultrassonografia, tomografia, ressonância ou angiografia podem mostrar a localização, as dimensões e a anatomia do aneurisma.

  • 3. Comparação com exames anteriores

    Quando disponíveis, exames anteriores ajudam a verificar se houve crescimento.

  • 4. Planejamento individualizado

    A escolha entre acompanhamento e tratamento considera o território arterial, a anatomia, os sintomas e as condições clínicas.

Decisão clínica

Todo aneurisma precisa de tratamento?

Não. Alguns aneurismas podem ser acompanhados com consultas e exames periódicos. Outros podem precisar de tratamento devido aos sintomas, crescimento, localização, formato, dimensões, risco de ruptura ou características do paciente.

A decisão não deve ser baseada apenas em um número isolado. Os critérios variam conforme a artéria afetada.

Possibilidades de conduta

Quais condutas podem ser consideradas?

As possibilidades variam conforme o território arterial, a anatomia e o contexto clínico de cada paciente.

  • Acompanhamento

    Aneurismas com menor risco podem ser acompanhados por exames de imagem, controle dos fatores cardiovasculares e avaliação periódica.

  • Tratamento clínico

    Medicamentos e mudanças de hábitos podem ser recomendados para controlar fatores associados, mas não eliminam diretamente a dilatação já formada.

  • Tratamento endovascular

    Em casos selecionados, o aneurisma pode ser tratado por dentro dos vasos, utilizando cateteres, endopróteses, stents, molas ou outros dispositivos.

  • Cirurgia

    A cirurgia aberta pode ser a opção mais adequada dependendo da localização, anatomia, risco de ruptura e condições do paciente.

O tratamento endovascular não é superior nem substitui automaticamente a cirurgia. As estratégias são comparadas caso a caso.

Radiologia Intervencionista

Como o tratamento endovascular pode ser realizado?

As técnicas endovasculares são escolhidas conforme o território arterial e a anatomia. Apenas as possibilidades já disponíveis na RADAM aparecem com link para a página correspondente.

  • Embolização de aneurisma visceral

    Cateteres são conduzidos até a artéria afetada para bloquear seletivamente o aneurisma ou reduzir o fluxo em seu interior, preservando a circulação sempre que possível.

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  • Endoprótese na aorta

    Uma prótese revestida é implantada por dentro da aorta para direcionar o sangue por um novo canal e excluir o aneurisma da circulação.

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  • Stent revestido

    Em anatomias selecionadas, um stent revestido pode excluir o aneurisma e manter o fluxo pela artéria tratada.

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  • Embolização de aneurisma cerebral

    Na Neurointervenção, determinados aneurismas cerebrais podem ser tratados por cateter com técnicas e dispositivos escolhidos conforme sua anatomia.

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  • Tratamento de pseudoaneurisma

    Dependendo do local e da causa, o tratamento pode envolver compressão guiada, injeção percutânea, embolização, stent revestido ou cirurgia.

Estar nesta lista não significa indicação. A técnica é definida após avaliação individual.

Decisão clínica

Como o tratamento é escolhido?

O planejamento considera diferentes características do aneurisma e do paciente.

Fatores considerados na avaliação

  • Artéria e região afetadas
  • Dimensões e formato
  • Presença de sintomas
  • Crescimento em exames sucessivos
  • Risco estimado de ruptura
  • Anatomia dos vasos de entrada e saída
  • Circulação dos órgãos próximos
  • Idade e condições clínicas
  • Possibilidade de cirurgia ou tratamento endovascular
  • Riscos e benefícios de cada estratégia

A avaliação pode envolver Radiologia Intervencionista, Cirurgia Vascular, Cirurgia Cardiovascular, Neurocirurgia e outras especialidades.

Tratamento endovascular

Vantagens potenciais do tratamento endovascular

Possibilidades avaliadas caso a caso

  • Realizado por pequenas punções
  • Navegação orientada por imagens
  • Tratamento direcionado à artéria afetada
  • Possibilidade de evitar uma cirurgia de grande porte em pacientes selecionados
  • Recuperação potencialmente mais rápida
  • Possibilidade de preservar a circulação do órgão em determinadas anatomias
  • Integração com tratamentos cirúrgicos quando necessário

Resultados, benefícios, limitações e riscos variam conforme o tipo de aneurisma, a anatomia e a condição clínica.

Acompanhamento

O acompanhamento continua depois do tratamento?

Sim. Mesmo após o tratamento, exames de imagem podem ser necessários para verificar o aneurisma, o fluxo nos vasos e os dispositivos implantados. A frequência depende do procedimento e da evolução do paciente.

Segunda Opinião RADAM

Recebeu o diagnóstico de um aneurisma?

A equipe da RADAM pode revisar os exames, avaliar as características do aneurisma e verificar se existe indicação de acompanhamento ou tratamento minimamente invasivo.

Em caso de dor súbita e intensa, desmaio, fraqueza, alteração da fala ou queda de pressão, procure imediatamente um serviço de emergência ou ligue 192 (SAMU).

Próximo passo

Entenda as possibilidades para o seu caso

A revisão dos exames ajuda a definir se o aneurisma pode ser acompanhado ou se algum tratamento deve ser considerado.

Esta página é informativa e não substitui avaliação médica individual.

Possibilidades técnicas

Procedimentos que podem ser avaliados

Relação informativa entre a condição e técnicas de Radiologia Intervencionista. A indicação depende sempre de avaliação individual.

Relação clínica

Em quais situações pode ser avaliado?

Situações clínicas em que este procedimento pode ser considerado após avaliação médica.

Equipe RADAM

Equipe médica relacionada

  • Dr. Antônio Oliveira de Araújo — RADAM

    Dr. Antônio Oliveira de Araújo

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 5333
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 3517

    CRM-AM 6045

  • Dr. Marcos André Filgueiras Dias — RADAM

    Dr. Marcos André Filgueiras Dias

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 6404
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 6389

    CRM-AM 7381

  • Dr. Paulo Inácio Alves Ramos Diniz — RADAM

    Dr. Paulo Inácio Alves Ramos Diniz

    Cirurgia Vascular • Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular

    • Cirurgia VascularRQE 4051
    • Angiorradiologia e Cirurgia EndovascularRQE 5409

    CRM-AM 7392

  • Dra. Ruth da Silva Pinheiro — RADAM

    Dra. Ruth da Silva Pinheiro

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 5659
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 5633

    CRM-AM 8927

  • Dr. Sildomar Queiroz e Silva — RADAM

    Dr. Sildomar Queiroz e Silva

    Neurorradiologia • Radiologia Intervencionista

    • NeurorradiologiaRQE 6537
    • Radiologista IntervencionistaRQE 6192
    • Radiologia e Diagnóstico por ImagemRQE 6191

    CRM-AM 9916

Dúvidas comuns

Perguntas frequentes

Para médicos

Área para médicos

Discuta o caso, encaminhe o paciente ou solicite o procedimento pelos fluxos clínicos da RADAM.

Conteúdo revisado por

  • Dr. Antônio Oliveira de Araújo

    Radiologista Intervencionista · Cirurgia Vascular / Endovascular

    Mestre em Cirurgia · Professor de Medicina

    Membro Titular do CBR–SOBRICE

    CRM-AM 6045 | RQE 5333 | RQE 3517

Última revisão clínica: 31/08/2026

Informação responsável

Esta página é informativa e não substitui a consulta médica. A indicação, a técnica, o preparo e a recuperação dependem da avaliação individual de cada caso.

Próximo passo

Quer entender quais possibilidades existem para o seu caso?

Envie seus exames para revisão da equipe RADAM ou fale com a equipe para organizar uma avaliação.

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