RADAM — Radiologia Intervencionista da Amazônia

Saúde vascular

Problemas vasculares

Página de orientação sobre doenças das artérias e das veias — obstruções, tromboses, varizes pélvicas e aneurismas — para ajudar a identificar qual caminho de investigação e tratamento faz sentido para cada situação.

Também chamado de: problema vascular · problemas de circulacao · doenca vascular · doenca arterial · doenca venosa · ma circulacao · circulacao ruim · trombose · estenose · oclusao · isquemia · aneurisma

Visão geral

O que é problemas vasculares

“Problema vascular” é uma expressão ampla, usada para diferentes doenças das artérias e das veias. Esta página é uma orientação inicial: ela ajuda a entender os grandes grupos de alterações vasculares, reconhecer sinais que merecem atenção e identificar qual caminho de investigação faz sentido. Não substitui avaliação médica e não define diagnóstico nem tratamento.

Causas e mecanismos

Por que problemas vasculares acontece

As alterações vasculares têm causas diferentes conforme o vaso envolvido. Nas artérias, aterosclerose, diabetes, hipertensão, tabagismo, inflamações e formação de coágulos podem reduzir ou interromper o fluxo de sangue. Nas veias, alterações das válvulas, compressões anatômicas, imobilização prolongada, cirurgias, gestação, uso de hormônios, câncer e distúrbios da coagulação podem dificultar o retorno do sangue ou favorecer trombose. Aneurismas surgem quando a parede do vaso se dilata de forma anormal, o que pode estar relacionado a aterosclerose, hipertensão, alterações da parede arterial, traumas, infecções ou doenças hereditárias.

Fatores de risco

  • Tabagismo
  • Diabetes
  • Hipertensão arterial
  • Colesterol elevado
  • Idade mais avançada
  • História familiar de doença vascular ou aneurisma
  • Obesidade e sedentarismo
  • Imobilização prolongada, cirurgias recentes ou viagens longas
  • Gestação, puerpério e uso de hormônios
  • Câncer e distúrbios da coagulação
  • Doença renal crônica em programa de diálise

Manifestações

Principais manifestações

  • Dor na perna ao caminhar que melhora com o repouso
  • Dor em repouso nos pés ou nas pernas
  • Feridas que não cicatrizam nos pés ou nas pernas
  • Extremidades frias, pálidas ou com alteração de cor
  • Formigamento, fraqueza ou sensação de peso nos membros
  • Inchaço de uma perna, com dor ou endurecimento da musculatura
  • Veias dilatadas, sensação de peso e cansaço nas pernas
  • Dor pélvica crônica com piora ao final do dia
  • Massa pulsátil no abdome
  • Alterações da fala, da força ou da visão

Investigação

Como é investigada

A investigação começa pela história clínica e pelo exame físico, que orientam quais exames são realmente necessários. A avaliação identifica se o problema é arterial, venoso, aneurismático ou de outra natureza, onde está localizado, qual é sua extensão e o quanto compromete o fluxo de sangue. Só depois dessa etapa é possível discutir alternativas de tratamento.

Exames habitualmente utilizados

  • Avaliação clínica com exame dos pulsos, da pele, das feridas e dos membros
  • Ultrassonografia com Doppler das artérias ou das veias
  • Angiotomografia computadorizada
  • Angiorressonância magnética
  • Exames laboratoriais, incluindo função renal, glicemia, lipídios e coagulação
  • Arteriografia ou flebografia, quando a investigação por imagem não é suficiente ou já integra o planejamento do tratamento

Diagnósticos diferenciais

Outras condições que podem gerar achados semelhantes

  • Dores da coluna lombar com irradiação para as pernas
  • Neuropatia periférica, especialmente no diabetes
  • Artrose e outras dores articulares
  • Celulite, erisipela e outras infecções de pele
  • Linfedema e retenção de líquido por causas cardíacas, renais ou hepáticas
  • Doenças musculares e lesões ortopédicas

Evolução

Gravidade, evolução e complicações

Complicações possíveis

  • Isquemia de membro, com risco de perda tecidual
  • Feridas crônicas e infecções, especialmente no pé diabético
  • Amputação em situações avançadas ou tratadas tardiamente
  • Acidente vascular cerebral em doença das carótidas
  • Embolia pulmonar em trombose venosa
  • Síndrome pós-trombótica, com inchaço e dor persistentes
  • Ruptura de aneurisma, situação potencialmente grave

Possibilidades

Tratamentos possíveis

Não existe tratamento único para “problema vascular”. As possibilidades incluem controle dos fatores de risco, medicamentos, cuidados com feridas, reabilitação, tratamento endovascular por cateter e cirurgia convencional. Em várias situações, a melhor conduta é acompanhamento com controle clínico, sem qualquer procedimento.

Tratamento clínico

Manejo clínico e acompanhamento

O tratamento clínico é a base de praticamente todas as doenças vasculares: cessação do tabagismo, controle de diabetes, pressão e colesterol, atividade física orientada, cuidados com os pés, tratamento de feridas e, quando indicado, anticoagulantes ou antiagregantes prescritos e acompanhados por médico. Esses cuidados continuam necessários mesmo quando um procedimento é realizado.

Cirurgia

Tratamento cirúrgico

A cirurgia vascular convencional permanece essencial em muitas situações, como determinadas pontes arteriais, aneurismas com anatomia desfavorável ao tratamento endovascular e casos com complicações específicas. Cirurgia e tratamento endovascular não competem: são alternativas escolhidas conforme a anatomia, o risco clínico e o objetivo do tratamento.

Radiologia Intervencionista

Quando a Radiologia Intervencionista pode ser considerada

A Radiologia Intervencionista atua por dentro dos vasos, com punções e cateteres guiados por imagem. Pode participar do diagnóstico por imagem, de angioplastias e stents em artérias e veias, do tratamento endovascular de tromboses selecionadas, de aneurismas em casos favoráveis e de embolizações específicas, como nas varizes pélvicas. A presença dessas possibilidades nesta página não representa indicação: cada uma depende de avaliação individual, exames e discussão multidisciplinar.

Possibilidades terapêuticas

  • Controle dos fatores de risco e tratamento medicamentoso orientado por médico
  • Cuidados com feridas e reabilitação, quando indicados
  • Angioplastia e stent em artérias ou veias, em casos selecionados
  • Tratamento endovascular de tromboses selecionadas
  • Tratamento endovascular ou cirúrgico de aneurismas, conforme a anatomia
  • Embolização em situações específicas, como varizes pélvicas
  • Acompanhamento clínico, sem procedimento, quando essa é a melhor conduta

Transparência

Limitações

Nenhum tratamento vascular elimina a doença de base. Estenoses podem retornar, tromboses podem recidivar e aneurismas tratados exigem seguimento por imagem. O tratamento endovascular não é possível em todas as anatomias e não é adequado para todos os pacientes. Esta página é informativa e não permite concluir qual é o problema de quem a lê.

Seguimento

Acompanhamento

O acompanhamento costuma incluir reavaliação dos sintomas, exame dos pulsos e das feridas, ultrassonografia com Doppler ou tomografia em intervalos definidos pela equipe, controle dos fatores de risco e revisão dos medicamentos. Após procedimentos, o seguimento por imagem faz parte do tratamento.

Decisão compartilhada

Como a decisão é tomada

A decisão considera o tipo de vaso acometido, a localização e a extensão da doença, os sintomas, o risco de perda de função, as condições clínicas gerais, os tratamentos já realizados e as preferências do paciente após informação adequada. A escolha é sempre compartilhada e frequentemente multidisciplinar.

Resposta rápida

O que são problemas vasculares?

São alterações das artérias, que levam sangue do coração aos órgãos, e das veias, que trazem o sangue de volta. O sangue pode encontrar dificuldade para passar, formar coágulos ou o vaso pode dilatar de forma anormal. Cada situação tem investigação e tratamento próprios.

“Problema vascular” não é um diagnóstico. É um conjunto de doenças diferentes, com condutas diferentes.

Entenda a diferença

Artérias e veias: por que a distinção importa

Sintomas parecidos podem ter origens opostas. Reconhecer se o problema é arterial, venoso ou aneurismático muda completamente a investigação e o tratamento.

  • Doenças arteriais

    Estreitamentos ou obstruções reduzem a chegada de sangue. Podem causar dor ao caminhar, dor em repouso, feridas que não cicatrizam e extremidades frias.

  • Doenças venosas

    Dificuldade no retorno do sangue ou formação de coágulos. Podem causar inchaço, dor, peso nas pernas, veias dilatadas e dor pélvica crônica.

  • Aneurismas e dilatações

    A parede do vaso dilata de forma anormal. Muitas vezes não causa sintomas e é descoberta em exames de imagem.

  • Acessos e vasos de diálise

    Fístulas, cateteres e acessos vasculares podem apresentar estreitamentos, tromboses ou disfunção, exigindo avaliação específica.

Expressões como “má circulação” são populares e não indicam qual vaso está envolvido nem qual é a causa.

Por onde começar

Qual situação está mais próxima da sua?

Os grupos abaixo ajudam a orientar a leitura. Eles não confirmam diagnóstico e não indicam tratamento.

  • Dor na perna ao caminhar

    Dor que aparece ao andar e melhora com o repouso pode estar relacionada à redução do fluxo arterial nas pernas.

  • Ferida que não cicatriza

    Feridas em pés e pernas, especialmente em pessoas com diabetes, exigem avaliação da circulação e da própria lesão.

  • Perna inchada e dolorida

    Inchaço de uma perna com dor ou endurecimento pode estar relacionado a trombose venosa e precisa de avaliação médica.

  • Dor pélvica crônica

    Dor pélvica persistente, com piora ao final do dia, pode estar relacionada a alterações das veias pélvicas em parte dos casos.

  • Achado em exame de imagem

    Aneurismas, estenoses e alterações vasculares são frequentemente descobertos em exames pedidos por outro motivo.

  • Alterações neurológicas transitórias

    Episódios de fraqueza, alteração da fala ou da visão podem estar relacionados às artérias que levam sangue ao cérebro e exigem avaliação imediata.

Doença arterial e doença venosa são diferentes. Varizes das pernas, varizes pélvicas e varizes de esôfago também são condições distintas.

Sinais de urgência

Quando procurar atendimento imediatamente

Perda súbita de força, fala ou visão; dor intensa e súbita em um membro com extremidade fria, pálida ou arroxeada; perda de sensibilidade ou de movimento; dor abdominal ou lombar intensa e súbita com desmaio ou queda de pressão; inchaço súbito de uma perna com falta de ar ou dor no peito; ferida com secreção, odor, área escurecida ou febre.

Nessas situações, procure imediatamente um serviço de emergência ou ligue 192 (SAMU). Não aguarde agendamento, envio de exames ou resposta a mensagens.

Investigação

Como um problema vascular é investigado

  • 1. Avaliação clínica

    História, sintomas, fatores de risco, exame dos pulsos, da pele e das feridas orientam toda a investigação.

  • 2. Ultrassonografia com Doppler

    Avalia o fluxo nas artérias e nas veias, identifica obstruções, refluxo e trombos.

  • 3. Angiotomografia ou angiorressonância

    Detalham a anatomia, a extensão da doença e ajudam no planejamento do tratamento.

  • 4. Arteriografia ou flebografia

    Estudo por cateter, indicado quando os exames anteriores não são suficientes ou quando já integra o tratamento planejado.

Nem todo paciente precisa de todos os exames. A investigação é definida caso a caso.

Possibilidades

Quais tratamentos podem ser considerados

Caminhos possíveis

  • Controle de fatores de risco, medicamentos e cuidados com feridas
  • Reabilitação e programa de caminhada supervisionada, em doença arterial das pernas
  • Tratamento endovascular por cateter, em casos selecionados
  • Cirurgia vascular convencional, quando é a melhor alternativa
  • Acompanhamento clínico e por imagem, sem procedimento

A escolha depende do vaso envolvido, da anatomia, dos sintomas e das condições clínicas. Nenhuma alternativa é superior para todos os casos.

Radiologia Intervencionista

Tratamentos minimamente invasivos disponíveis na RADAM

Os procedimentos abaixo já possuem página própria e são realizados por dentro dos vasos, guiados por imagem. Estar nesta lista não significa indicação.

  • Angioplastia arterial periférica

    Abertura de artérias estreitadas ou obstruídas das pernas por cateter, com balão e, quando necessário, stent.

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  • Tratamento endovascular do pé diabético

    Restabelecimento do fluxo arterial para favorecer a cicatrização de feridas em pacientes selecionados.

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  • Tratamento endovascular da trombose venosa

    Alternativa avaliada em casos selecionados de trombose venosa extensa, sempre associada ao tratamento clínico.

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  • Stent de veia ilíaca

    Considerado em compressões ou obstruções venosas selecionadas que comprometem o retorno do sangue.

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  • Angioplastia de carótida

    Tratamento endovascular da estenose de carótida em pacientes selecionados, discutido com a equipe neurológica.

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  • Aneurisma da aorta abdominal

    Avaliação e tratamento endovascular do aneurisma da aorta abdominal, conforme diâmetro, anatomia e risco.

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  • Embolização de varizes pélvicas

    Tratamento por cateter de veias pélvicas dilatadas em pacientes com investigação compatível.

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Segunda Opinião RADAM

Recebeu um diagnóstico vascular e ficou com dúvidas?

A equipe da RADAM — Radiologia Intervencionista da Amazônia, em Manaus (AM) — pode revisar exames e avaliar, em situações eletivas, se existe alternativa minimamente invasiva a ser considerada dentro do planejamento multidisciplinar.

Em caso de dor súbita e intensa em um membro, perda de força ou fala, ferida infectada ou falta de ar, procure atendimento de emergência.

Próximo passo

Identifique o problema antes de escolher o tratamento

A definição do vaso envolvido, da extensão da doença e do impacto sobre o fluxo de sangue é o que permite discutir alternativas com segurança.

Esta página é informativa e não substitui avaliação médica individual.

Possibilidades técnicas

Procedimentos que podem ser avaliados

Relação informativa entre a condição e técnicas de Radiologia Intervencionista. A indicação depende sempre de avaliação individual.

Relação clínica

Em quais situações pode ser avaliado?

Situações clínicas em que este procedimento pode ser considerado após avaliação médica.

Equipe RADAM

Equipe médica relacionada

  • Dr. Antônio Oliveira de Araújo — RADAM

    Dr. Antônio Oliveira de Araújo

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 5333
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 3517

    CRM-AM 6045

  • Dr. Marcos André Filgueiras Dias — RADAM

    Dr. Marcos André Filgueiras Dias

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 6404
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 6389

    CRM-AM 7381

  • Dr. Paulo Inácio Alves Ramos Diniz — RADAM

    Dr. Paulo Inácio Alves Ramos Diniz

    Cirurgia Vascular • Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular

    • Cirurgia VascularRQE 4051
    • Angiorradiologia e Cirurgia EndovascularRQE 5409

    CRM-AM 7392

  • Dra. Ruth da Silva Pinheiro — RADAM

    Dra. Ruth da Silva Pinheiro

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 5659
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 5633

    CRM-AM 8927

  • Dr. Sildomar Queiroz e Silva — RADAM

    Dr. Sildomar Queiroz e Silva

    Neurorradiologia • Radiologia Intervencionista

    • NeurorradiologiaRQE 6537
    • Radiologista IntervencionistaRQE 6192
    • Radiologia e Diagnóstico por ImagemRQE 6191

    CRM-AM 9916

Dúvidas comuns

Perguntas frequentes

Para médicos

Área para médicos

Discuta o caso, encaminhe o paciente ou solicite o procedimento pelos fluxos clínicos da RADAM.

Conteúdo revisado por

  • Dr. Antônio Oliveira de Araújo

    Radiologista Intervencionista · Cirurgia Vascular / Endovascular

    Mestre em Cirurgia · Professor de Medicina

    Membro Titular do CBR–SOBRICE

    CRM-AM 6045 | RQE 5333 | RQE 3517

Última revisão clínica: 01/09/2026

Informação responsável

Esta página é informativa e não substitui a consulta médica. A indicação, a técnica, o preparo e a recuperação dependem da avaliação individual de cada caso.

Próximo passo

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