Saúde Vascular · Neurointervenção
Angioplastia de carótida com implante de stent
Tratamento endovascular da estenose carotídea em pacientes selecionados, com implante de stent por cateter.
A angioplastia de carótida é um tratamento endovascular para pacientes selecionados com estreitamento significativo da artéria carótida. Por meio de cateteres, um stent é implantado na região da estenose para ampliar o canal de passagem do sangue e reduzir o risco de eventos neurológicos em situações específicas.
- Fluoroscopia
- Angiografia
Sintomas neurológicos súbitos são emergência: acione o SAMU 192 imediatamente, sem aguardar avaliação eletiva.
Esta página é informativa. A indicação de qualquer procedimento depende de avaliação médica individual.
Sintomas de AVC exigem atendimento imediato
Boca torta, fraqueza ou dormência de um lado, dificuldade para falar, perda visual, alteração importante do equilíbrio ou confusão súbita exigem atendimento emergencial.
Acione o SAMU pelo 192 quando aplicável. Não aguarde WhatsApp, formulário, consulta ou segunda opinião.
Ligar para o SAMU 192Visão geral
Angioplastia de carótida e estenose carotídea
A angioplastia de carótida com implante de stent é um procedimento endovascular realizado por cateter, com orientação de fluoroscopia e angiografia, para tratar estreitamentos selecionados da artéria carótida. A escolha entre angioplastia com stent, endarterectomia e tratamento clínico depende dos sintomas, do grau e da anatomia da estenose, das condições do paciente e dos riscos de cada alternativa.
Finalidade
Para que pode ser utilizada
O objetivo é ampliar o canal de passagem do sangue na região estreitada e reduzir o risco de eventos neurológicos em situações específicas, como parte de uma estratégia definida por avaliação multidisciplinar.
- Estenose carotídea confirmada por exame de imagem
- Doença carotídea sintomática, conforme correlação clínica
- Situações selecionadas de maior risco para a cirurgia aberta
- Anatomia vascular considerada adequada após avaliação
Técnica
Como é realizado
Após punção arterial (radial ou femoral, conforme a anatomia), cateteres são conduzidos até a carótida com orientação de imagem em tempo real. A angiografia define a lesão; recursos de proteção embólica podem ser utilizados quando indicados; a estenose é atravessada, podendo haver dilatação com balão antes ou depois do implante do stent. O controle angiográfico final, a retirada dos cateteres, a hemostasia do acesso e a monitorização neurológica encerram o procedimento. A duração varia conforme a anatomia e os achados, sem tempo fixo.
- Acesso: Acesso arterial percutâneo (radial ou femoral), definido pela anatomia e pela estratégia da equipe.
- Anestesia: Habitualmente anestesia local com sedação e monitorização, permitindo avaliação neurológica; a estratégia anestésica é definida caso a caso.
Como funciona na RADAM
Etapas do procedimento
01
Avaliação clínica e neurológica
Correlação entre sintomas, território vascular e período clínico.
02
Imagem da carótida
Exames de imagem definem grau, anatomia e características da lesão.
03
Decisão multidisciplinar
Comparação entre tratamento clínico, endarterectomia e angioplastia.
04
Procedimento em ambiente hospitalar
Angioplastia com stent, com proteção embólica quando indicada.
05
Seguimento
Monitorização neurológica, medicamentos prescritos, exames de controle e fatores de risco.
O fluxo, a anestesia, o ambiente hospitalar e o tempo de recuperação variam conforme o procedimento e as condições do paciente.
Preparo
Como se preparar
- Avaliação clínica, neurológica e vascular prévia
- Exames de imagem da carótida e da circulação cerebral
- Revisão dos medicamentos em uso com a equipe assistente
- Avaliação da função renal e de alergias a contraste
- Jejum e orientações institucionais informadas antes do procedimento
Nunca inicie, ajuste ou suspenda antiagregantes, anticoagulantes ou qualquer medicamento por conta própria. Doses e esquemas são definidos pelo médico assistente.
Depois do procedimento
Recuperação e cuidados
A recuperação inclui observação hospitalar com monitorização neurológica e da pressão arterial. O retorno às atividades é individual e orientado pela equipe.
Cuidados posteriores
- Monitorização neurológica no período pós-procedimento
- Controle rigoroso da pressão arterial
- Vigilância do local de acesso arterial
- Continuidade rigorosa dos medicamentos prescritos
- Acompanhamento com Doppler ou outros exames, conforme indicação
- Controle contínuo dos fatores de risco vasculares
- Atenção a sinais de alerta neurológicos e ao risco de reestenose ou trombose do stent
Doença carotídea
O que é estenose de carótida?
Estenose de carótida é o estreitamento da artéria carótida, frequentemente associado à aterosclerose. As placas podem reduzir o fluxo sanguíneo ou liberar fragmentos que seguem para a circulação cerebral. Por isso o AVC pode ocorrer por embolização a partir da placa, e não apenas por redução do fluxo.
- Estreitamento progressivo da artéria carótida
- Placas podem reduzir o fluxo ou liberar fragmentos
- AVC pode ocorrer por embolização a partir da placa
- O percentual de estenose não é o único elemento considerado
A decisão terapêutica considera sintomas, anatomia, características da placa, condições clínicas e riscos de cada alternativa — não apenas o grau de estreitamento.
Estenose sintomática e assintomática
A distinção entre doença sintomática e assintomática altera a prioridade e a estratégia de tratamento.
Estenose sintomática
Associada a AVC, ataque isquêmico transitório ou perda visual transitória compatível. Exige correlação entre os sintomas, o território vascular e o período clínico, e costuma ter prioridade diferente na avaliação.
Estenose assintomática
Não causou manifestação neurológica atribuível. Isso não significa ausência de risco, mas o tratamento invasivo não é automaticamente indicado.
Tontura isolada não é considerada sintoma carotídeo típico e exige investigação de outras causas.
Opções de tratamento da doença carotídea
- Tratamento clínico
- Controle de fatores de risco
- Endarterectomia carotídea
- Angioplastia com implante de stent
- Acompanhamento em casos selecionados
A angioplastia não é universalmente superior à endarterectomia. Cada estratégia tem indicações, limites e riscos próprios.
Proteção embólica
A proteção embólica busca reduzir a migração de fragmentos da placa para a circulação cerebral durante o procedimento. Diferentes estratégias podem ser utilizadas, e a escolha depende da anatomia e da avaliação da equipe.
- Busca reduzir a migração de fragmentos durante a manipulação da lesão
- Pode utilizar estratégias distintas conforme a anatomia
- Não elimina completamente o risco de eventos neurológicos
- É tecnologia auxiliar, não um procedimento independente
Angioplastia ou endarterectomia?
Comparação conceitual entre as duas estratégias invasivas
| Aspecto | Angioplastia com stent | Endarterectomia |
|---|---|---|
| Via | Cateter, por punção arterial | Cirurgia aberta do vaso |
| Ação na placa | Stent amplia o canal e recobre a lesão | Abertura da artéria e remoção da placa |
| Perfil considerado | Anatomias e condições clínicas selecionadas | Pode ser preferida em muitos pacientes |
| Riscos principais | Embolização e AVC, além de riscos do acesso | Riscos cirúrgicos e anestésicos próprios |
Via
- Angioplastia com stent
- Cateter, por punção arterial
- Endarterectomia
- Cirurgia aberta do vaso
Ação na placa
- Angioplastia com stent
- Stent amplia o canal e recobre a lesão
- Endarterectomia
- Abertura da artéria e remoção da placa
Perfil considerado
- Angioplastia com stent
- Anatomias e condições clínicas selecionadas
- Endarterectomia
- Pode ser preferida em muitos pacientes
Riscos principais
- Angioplastia com stent
- Embolização e AVC, além de riscos do acesso
- Endarterectomia
- Riscos cirúrgicos e anestésicos próprios
A escolha depende da idade, sintomas, anatomia, condições clínicas, experiência das equipes e risco de cada estratégia.
Tratamento clínico e fatores de risco
- Controle da pressão arterial
- Cessação do tabagismo
- Controle de colesterol e diabetes
- Alimentação e atividade física conforme orientação médica
- Uso dos medicamentos prescritos, sem ajuste por conta própria
- Seguimento médico regular
Este conteúdo é informativo e não indica doses, marcas ou esquemas de medicamentos.
Relações clínicas
Doença carotídea, Saúde Vascular e Neurointervenção
A angioplastia de carótida integra simultaneamente a Saúde Vascular e a Neurointervenção, com foco na prevenção de eventos neurológicos em pacientes selecionados.
Riscos e limitações
Riscos possíveis e limitações
Riscos possíveis
- AVC isquêmico
- Hemorragia cerebral
- Embolização de fragmentos para a circulação cerebral
- Dissecção arterial
- Trombose do vaso ou do stent
- Lesão vascular
- Sangramento no local do acesso
- Hematoma
- Pseudoaneurisma
- Reação ao contraste
- Alteração da função renal
- Bradicardia ou queda da pressão arterial
- Reestenose
- Necessidade de nova intervenção
- Complicações anestésicas
- Incapacidade
- Morte
Todo procedimento envolve riscos. A indicação depende do grau de estenose, dos sintomas, dos riscos clínicos, da anatomia vascular e de avaliação multidisciplinar, além de equipe habilitada e estrutura hospitalar compatível. Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.
Transparência
Limitações do método
- Não é indicada para todos os pacientes com estenose carotídea
- Não substitui automaticamente a endarterectomia
- Não elimina completamente o risco de eventos neurológicos
- Não corrige, por si só, os fatores de risco da aterosclerose
Outras possibilidades
Alternativas que podem ser avaliadas
- Tratamento clínico e controle de fatores de risco
- Endarterectomia carotídea em casos indicados
- Acompanhamento com exames de imagem em casos selecionados
Segurança
Sinais de alerta após o procedimento
- Fraqueza, dormência ou boca torta de início súbito
- Dificuldade para falar ou compreender
- Perda visual súbita, total ou parcial
- Alteração importante do equilíbrio ou confusão súbita
- Sangramento, dor intensa ou aumento de volume no local do acesso
Na presença de qualquer um desses sinais, entre em contato com a equipe ou procure atendimento médico.
Relação clínica
Em quais situações pode ser avaliado?
Situações clínicas em que este procedimento pode ser considerado após avaliação médica.
Linha de cuidado
Conteúdos relacionados
Páginas já publicadas relacionadas à doença carotídea, ao tratamento endovascular e à prevenção de eventos neurológicos.
Endarterectomia de carótida
Por uma incisão no pescoço, a artéria carótida é aberta para retirada da placa que reduz a passagem do sangue, com reconstrução do vaso ao final.
Ver procedimentoSaúde Vascular
Reúne os procedimentos minimamente invasivos usados para tratar artérias e veias por meio de cateteres, com orientação de imagem em tempo real.
Ver procedimentoNeurointervenção
Reúne procedimentos realizados por cateter, com imagens em tempo real, para tratar doenças dos vasos do cérebro e do pescoço.
Ver procedimentoArteriografia cerebral
Estudo angiográfico diagnóstico dos vasos cerebrais e cervicais, realizado por cateter.
Ver procedimentoTrombectomia mecânica para AVC
Na trombectomia mecânica, cateteres são conduzidos pelas artérias até o vaso cerebral obstruído para tentar aspirar ou capturar o coágulo e restabelecer o fluxo de sangue. A indicação depende do quadro clínico, do tempo desde o início dos sintomas, da artéria obstruída e dos exames de imagem. Sinais súbitos de AVC exigem atendimento emergencial imediato.
Ver procedimento
Procedimento realizado em ambiente hospitalar
Após a avaliação e a indicação, a RADAM participa do planejamento, da coordenação hospitalar e do acompanhamento do paciente.
A indicação e a realização dependem de avaliação especializada, anatomia vascular, sintomas, grau de estenose, riscos clínicos, equipe habilitada e estrutura hospitalar compatível.
Equipe RADAM
Equipe médica relacionada

Dr. Antônio Oliveira de Araújo
Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular
- Radiologista IntervencionistaRQE 5333
- Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 3517
CRM-AM 6045

Dr. Marcos André Filgueiras Dias
Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular
- Radiologista IntervencionistaRQE 6404
- Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 6389
CRM-AM 7381

Dr. Paulo Inácio Alves Ramos Diniz
Cirurgia Vascular • Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular
- Cirurgia VascularRQE 4051
- Angiorradiologia e Cirurgia EndovascularRQE 5409
CRM-AM 7392

Dra. Ruth da Silva Pinheiro
Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular
- Radiologista IntervencionistaRQE 5659
- Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 5633
CRM-AM 8927

Dr. Sildomar Queiroz e Silva
Neurorradiologia • Radiologia Intervencionista
- NeurorradiologiaRQE 6537
- Radiologista IntervencionistaRQE 6192
- Radiologia e Diagnóstico por ImagemRQE 6191
CRM-AM 9916
Dúvidas comuns
Perguntas frequentes
Para médicos
Área para médicos
Discuta o caso, encaminhe o paciente ou solicite o procedimento pelos fluxos clínicos da RADAM.
Conteúdo revisado por
Dr. Antônio Oliveira de Araújo
Radiologista Intervencionista · Cirurgia Vascular / Endovascular
Mestre em Cirurgia · Professor de Medicina
Membro Titular do CBR–SOBRICE
CRM-AM 6045 | RQE 5333 | RQE 3517
Última revisão clínica: 26/08/2026
Conteúdo em elaboração editorial. As informações desta página serão ampliadas após revisão clínica.
Referências selecionadas
- Documentos de consenso e diretrizes sobre manejo da doença carotídea sintomática e assintomática
- Literatura comparativa entre angioplastia com stent e endarterectomia carotídea
Informação responsável
Esta página é informativa e não substitui a consulta médica. A indicação, a técnica, o preparo e a recuperação dependem da avaliação individual de cada caso.
Próximo passo
Avaliação eletiva da doença carotídea
Em situações não emergenciais, exames e relatórios podem ser avaliados para discutir estratégias de tratamento da estenose carotídea.
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