RADAM — Radiologia Intervencionista da Amazônia

Tumores e câncer

Hidronefrose e obstrução urinária

Dilatação do sistema coletor do rim, geralmente associada à dificuldade de a urina seguir seu caminho até a bexiga. As causas podem ser benignas ou tumorais e a conduta depende da causa, do tempo de obstrução e da função renal.

Também chamado de: hidronefrose · rim dilatado · rim obstruido · obstrucao urinaria · obstrucao do trato urinario · obstrucao ureteral · uropatia obstrutiva · urina presa no rim · pielonefrite obstrutiva · pionefrose

Visão geral

O que é hidronefrose e obstrução urinária

Hidronefrose é a dilatação do sistema coletor do rim identificada em exames de imagem. Ela costuma indicar que a urina encontra dificuldade para seguir seu caminho normal do rim até a bexiga, mas também pode aparecer sem obstrução ativa. O grau da dilatação, isoladamente, não define a gravidade: a investigação procura entender onde está o bloqueio, qual é a provável causa, há quanto tempo existe e como o rim está funcionando.

Causas e mecanismos

Por que hidronefrose e obstrução urinária acontece

As causas podem ser benignas, como cálculos no ureter, estreitamentos (estenoses) do ureter, alterações após cirurgias, fibrose retroperitoneal, coágulos, alterações congênitas e problemas do esvaziamento da bexiga, ou relacionadas a tumores, como tumores de bexiga, próstata, ginecológicos, colorretais e retroperitoneais, linfonodos comprometidos e compressão ou invasão do ureter. A presença de hidronefrose não confirma câncer nem indica, por si só, necessidade de drenagem.

Manifestações

Principais manifestações

  • Dor no flanco ou na região lombar
  • Dor tipo cólica que pode irradiar para a virilha
  • Náuseas e vômitos
  • Alterações no volume ou no aspecto da urina
  • Sangue na urina
  • Ardência ou aumento da frequência urinária
  • Febre, em casos com infecção associada
  • Ausência de sintomas, quando o achado é encontrado em exame de rotina

Investigação

Como é investigada

A investigação reúne avaliação clínica e urológica, exames laboratoriais de função renal e de infecção, e exames de imagem que mostram o nível da obstrução. A comparação com exames anteriores ajuda a distinguir uma dilatação nova de um achado antigo e estável. Conforme o caso, podem ser necessários exames complementares para esclarecer a causa.

Exames habitualmente utilizados

  • Avaliação clínica, com atenção a cirurgias e antecedentes oncológicos
  • Exames laboratoriais, incluindo creatinina, ureia, exame de urina e marcadores de infecção
  • Ultrassonografia dos rins e das vias urinárias
  • Tomografia computadorizada do abdome e da pelve
  • Ressonância magnética, em situações selecionadas
  • Avaliação urológica com exames funcionais ou endoscópicos, quando indicada

Possibilidades

Tratamentos possíveis

Nem toda hidronefrose precisa de drenagem. Parte dos casos é acompanhada, parte é resolvida ao tratar a causa, e parte necessita descomprimir o rim antes de qualquer tratamento definitivo. Quando a descompressão é necessária, ela pode ser feita por via retrógrada, com stent ureteral (duplo J) colocado pela bexiga, ou por via percutânea, com nefrostomia. Nenhuma das duas vias é superior para todos os casos.

Radiologia Intervencionista

Quando a Radiologia Intervencionista pode ser considerada

A Radiologia Intervencionista participa principalmente pela nefrostomia percutânea: um cateter fino é introduzido através da pele até o sistema coletor do rim, com orientação por ultrassonografia e fluoroscopia, para drenar a urina retida. A drenagem alivia a pressão em casos selecionados, mas não trata a causa da obstrução. A presença dessa possibilidade nesta página não representa indicação.

Possibilidades terapêuticas

  • Acompanhamento clínico e por imagem, em achados estáveis e sem repercussão
  • Tratamento da causa da obstrução, conforme avaliação urológica ou oncológica
  • Stent ureteral (duplo J) por via retrógrada
  • Nefrostomia percutânea, em situações selecionadas

Transparência

Limitações

Descomprimir o rim não significa tratar a causa. Após a drenagem, o paciente pode precisar de retirada de cálculo, correção de estenose, cirurgia, tratamento oncológico ou troca de cateter. A recuperação da função renal não é garantida e depende, entre outros fatores, do tempo e da intensidade da obstrução.

Seguimento

Acompanhamento

O acompanhamento pode incluir exames laboratoriais, exames de imagem e, quando existe cateter, orientações sobre cuidados, higiene, sinais de obstrução ou saída do dispositivo, e programação de troca conforme o tipo de cateter e a evolução do caso.

Decisão compartilhada

Como a decisão é tomada

A definição considera a causa provável, o nível e a duração da obstrução, a função renal, a presença de infecção, a anatomia do trato urinário, a possibilidade de acesso por via retrógrada e o tratamento planejado para a doença de base. A discussão normalmente envolve urologia, oncologia, equipe assistente e Radiologia Intervencionista.

Equipe RADAM

Equipe médica relacionada

  • Dr. Antônio Oliveira de Araújo — RADAM

    Dr. Antônio Oliveira de Araújo

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 5333
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 3517

    CRM-AM 6045

  • Dr. Marcos André Filgueiras Dias — RADAM

    Dr. Marcos André Filgueiras Dias

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 6404
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 6389

    CRM-AM 7381

  • Dra. Ruth da Silva Pinheiro — RADAM

    Dra. Ruth da Silva Pinheiro

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 5659
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 5633

    CRM-AM 8927

  • Dr. Sildomar Queiroz e Silva — RADAM

    Dr. Sildomar Queiroz e Silva

    Neurorradiologia • Radiologia Intervencionista

    • NeurorradiologiaRQE 6537
    • Radiologista IntervencionistaRQE 6192
    • Radiologia e Diagnóstico por ImagemRQE 6191

    CRM-AM 9916

Dúvidas comuns

Perguntas frequentes

Para médicos

Área para médicos

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Conteúdo revisado por

  • Dr. Antônio Oliveira de Araújo

    Radiologista Intervencionista · Cirurgia Vascular / Endovascular

    Mestre em Cirurgia · Professor de Medicina

    Membro Titular do CBR–SOBRICE

    CRM-AM 6045 | RQE 5333 | RQE 3517

Última revisão clínica: 12/09/2026

Conteúdo em elaboração editorial. As informações desta página serão ampliadas após revisão clínica.

Referências selecionadas

  • CIRSE — Standards of Practice on Percutaneous NephrostomyCardiovascular and Interventional Radiological Society of Europe
  • EAU Guidelines on UrolithiasisEuropean Association of Urology

Informação responsável

Esta página é informativa e não substitui a consulta médica. A indicação, a técnica, o preparo e a recuperação dependem da avaliação individual de cada caso.

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