Saúde vascular
Malformação arteriovenosa periférica
Comunicações anormais entre artérias e veias, fora do cérebro e da medula, que podem provocar dor, aumento de volume, sangramento e alterações na circulação do membro ou da região afetada.
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Visão geral
O que é malformação arteriovenosa periférica
A malformação arteriovenosa periférica, também chamada de MAV periférica, é uma alteração vascular formada por conexões anormais entre artérias e veias, sem a passagem habitual pela rede de pequenos vasos. Essas comunicações podem produzir fluxo sanguíneo elevado e provocar sintomas de intensidade variável. A avaliação exige estudo cuidadoso da anatomia e do comportamento da lesão. Esta página aborda malformações localizadas fora do cérebro e da medula.
Causas e mecanismos
Por que malformação arteriovenosa periférica acontece
Muitas malformações vasculares estão presentes desde o desenvolvimento embrionário, mesmo quando se tornam evidentes apenas em outra fase da vida. Em determinados pacientes, crescimento, traumas, cirurgias, alterações hormonais ou outros eventos podem estar associados à manifestação ou à progressão da lesão. Não existe uma causa única aplicável a todos os casos.
Manifestações
Principais manifestações
- Aumento de volume na região afetada
- Vasos aparentes ou pulsáteis
- Calor local
- Dor
- Sensação de pulsação
- Alteração de cor da pele
- Sangramento
- Feridas na pele
- Limitação para usar o membro ou a região
- Crescimento progressivo da área envolvida
- Diferença de tamanho entre os membros
- Sintomas relacionados ao aumento do fluxo sanguíneo, em lesões extensas
Sinais de alerta
Diante desses sinais, procure avaliação médica. Sangramento intenso ou sintomas de início súbito exigem atendimento de urgência.
Procure avaliação imediata se houver
- Sangramento pela lesão ou por uma ferida
- Dor intensa ou que piora progressivamente
- Crescimento rápido da região
- Ferida que não cicatriza ou mudança importante da pele
- Mudança de cor ou de temperatura do membro
- Perda de força ou de sensibilidade
- Falta de ar, palpitações ou cansaço importante em lesões extensas
Em situações de emergência, ligue 192 (SAMU) ou vá ao serviço de urgência mais próximo. Esta página não substitui atendimento de emergência.
Investigação
Como é investigada
A investigação começa pela história clínica e pelo exame físico, que ajudam a diferenciar lesões de alto e de baixo fluxo. O ultrassom com Doppler avalia a velocidade e o padrão do fluxo. A ressonância magnética mostra a extensão da lesão e sua relação com músculos, nervos e outras estruturas. A angiotomografia é utilizada em situações selecionadas. A angiografia é um exame invasivo, feito por cateter e contraste, e frequentemente integra o planejamento terapêutico ou o próprio tratamento.
Exames habitualmente utilizados
- Exame clínico e avaliação do pulso e do fluxo local
- Ultrassom com Doppler
- Ressonância magnética
- Angiotomografia, em situações selecionadas
- Angiografia, para caracterização detalhada e planejamento
Diagnósticos diferenciais
Outras condições que podem gerar achados semelhantes
- Malformação venosa (lesão de baixo fluxo)
- Malformação linfática
- Malformações combinadas
- Tumores vasculares, como o hemangioma infantil
- Fístula arteriovenosa adquirida, após trauma ou punção
- Varizes e outras alterações venosas
Evolução
Gravidade, evolução e complicações
O comportamento é variável: algumas lesões permanecem pouco sintomáticas por longos períodos, enquanto outras aumentam de volume, provocam dor, alterações da pele ou sangramento. A avaliação considera localização, extensão, arquitetura vascular e impacto funcional, e o acompanhamento pode ser prolongado.
Complicações possíveis
- Dor persistente
- Sangramento
- Ferida ou ulceração da pele
- Infecção local
- Limitação funcional
- Sobrecarga circulatória em lesões extensas
Possibilidades
Tratamentos possíveis
Não existe uma conduta única. As possibilidades incluem acompanhamento clínico e por imagem, medidas de controle dos sintomas, embolização, escleroterapia em componentes apropriados, cirurgia e estratégias combinadas definidas por equipe multidisciplinar. O objetivo pode ser controlar sintomas, reduzir o fluxo anormal, preparar uma cirurgia, tratar uma complicação ou abordar partes específicas da malformação.
Tratamento clínico
Manejo clínico e acompanhamento
O acompanhamento clínico e por imagem é uma conduta legítima, especialmente em lesões estáveis e pouco sintomáticas. Inclui orientação sobre sinais de alerta, cuidados com a pele, controle da dor e reavaliações periódicas.
Cirurgia
Tratamento cirúrgico
A cirurgia pode ser considerada de forma isolada, associada à embolização prévia ou como parte de uma estratégia combinada, conforme localização, extensão e objetivos definidos para cada paciente.
Radiologia Intervencionista
Quando a Radiologia Intervencionista pode ser considerada
A Radiologia Intervencionista pode ser considerada quando existe indicação de reduzir o fluxo anormal ou tratar componentes específicos da malformação por cateteres, microcateteres ou punção direta. A avaliação depende da anatomia, dos sintomas e dos riscos envolvidos, e a decisão é sempre individual.
Possibilidades terapêuticas
- Embolização das comunicações vasculares anormais
- Escleroterapia de componentes apropriados
- Estratégias combinadas com a cirurgia
- Tratamento planejado em etapas, quando necessário
Transparência
Limitações
O tratamento pode reduzir o fluxo e controlar sintomas, mas não garante eliminação completa da malformação. Novas comunicações vasculares podem se desenvolver ao longo do tempo, e o acompanhamento permanece necessário.
Seguimento
Acompanhamento
O acompanhamento combina reavaliação clínica e exames de imagem, em intervalos definidos conforme a lesão, o tratamento realizado e a resposta observada.
Decisão compartilhada
Como a decisão é tomada
A conduta é definida em conjunto com o paciente e com a equipe assistente, a partir dos sintomas, do exame clínico, dos exames de imagem e dos objetivos do tratamento. Nem toda malformação arteriovenosa precisa de procedimento.
Situações em que a avaliação costuma ser considerada
- Sintomas que interferem na vida diária
- Dor persistente
- Sangramento
- Alterações da pele ou feridas
- Comprometimento funcional
- Crescimento documentado da lesão
- Risco para estruturas próximas
Limites de elegibilidade
Quando pode não ser adequado
- Lesões estáveis e pouco sintomáticas, em que o acompanhamento é suficiente
- Situações em que o risco do procedimento supera o benefício esperado
- Anatomia desfavorável para acesso seguro às comunicações anormais
- Condições clínicas que contraindiquem temporariamente o procedimento
Conceitos
O que é uma malformação vascular?
Malformações vasculares são alterações estruturais dos vasos sanguíneos e podem envolver artérias, veias, vasos linfáticos ou combinações desses componentes. Algumas são de baixo fluxo, como muitas malformações venosas, com vasos dilatados e sangue circulando lentamente. Outras são de alto fluxo, como as malformações arteriovenosas, em que o sangue passa rapidamente das artérias para as veias. Tumores vasculares, como o hemangioma infantil, formam um grupo diferente: hemangioma e malformação arteriovenosa não são a mesma coisa.
Grupos principais
- Baixo fluxo: muitas malformações venosas e linfáticas
- Alto fluxo: malformações arteriovenosas
- Grupo distinto: tumores vasculares, como o hemangioma
Mecanismo
O que acontece em uma MAV?
Em uma malformação arteriovenosa, o sangue passa diretamente das artérias para as veias por comunicações anormais, sem atravessar a rede habitual de pequenos vasos. Esse fluxo elevado pode dilatar vasos, aumentar a pressão venosa e comprometer tecidos próximos. O conjunto de canais vasculares anormais que conecta artérias e veias pode ser chamado de nidus. A arquitetura não é igual em todas as lesões, e por isso cada caso é estudado individualmente.
Localização
Onde pode ocorrer?
Esta página trata das malformações periféricas. Malformações cerebrais, medulares, pulmonares e viscerais têm avaliação e tratamento próprios.
- Braços e mãos
- Pernas e pés
- Parede torácica ou abdominal
- Face e pescoço
- Músculos e tecidos subcutâneos
- Outras regiões periféricas
Planejamento
Tratamento em etapas
Malformações arteriovenosas podem apresentar múltiplos vasos e comunicações complexas. Por isso, o tratamento pode ser realizado em etapas ou em mais de uma sessão, conforme a resposta clínica, a anatomia e os objetivos definidos para cada paciente. Isso não representa falha do tratamento nem se aplica a todos os casos.
Procedimento relacionado
Conheça a embolização de malformações arteriovenosas periféricas
A embolização é uma das possibilidades de tratamento e pode ser considerada em pacientes selecionados, após avaliação clínica e por imagem.
Possibilidades técnicas
Procedimentos que podem ser avaliados
Relação informativa entre a condição e técnicas de Radiologia Intervencionista. A indicação depende sempre de avaliação individual.
Embolização de malformação arteriovenosa periférica
Tratamento endovascular ou percutâneo das comunicações vasculares anormais de malformações arteriovenosas periféricas, em casos selecionados e por etapas quando necessário.
Ver procedimentoEmbolizações
Tratamento minimamente invasivo feito por dentro dos vasos sanguíneos, em que cateteres levam materiais específicos até o vaso relacionado ao problema.
Ver procedimento
Relação clínica
Em quais situações pode ser avaliado?
Situações clínicas em que este procedimento pode ser considerado após avaliação médica.
Malformação vascular
Alteração congênita de artérias, veias ou vasos linfáticos, com dor ou aumento de volume.
Ver condiçãoProblemas vasculares
Página de orientação sobre doenças das artérias e das veias — obstruções, tromboses, varizes pélvicas e aneurismas — para ajudar a identificar qual caminho de investigação e tratamento faz sentido para cada situação.
Ver condiçãoSangramento
Sangramento ativo ou recorrente em investigação.
Ver condição
Equipe RADAM
Equipe médica relacionada

Dr. Antônio Oliveira de Araújo
Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular
- Radiologista IntervencionistaRQE 5333
- Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 3517
CRM-AM 6045

Dr. Marcos André Filgueiras Dias
Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular
- Radiologista IntervencionistaRQE 6404
- Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 6389
CRM-AM 7381

Dr. Paulo Inácio Alves Ramos Diniz
Cirurgia Vascular • Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular
- Cirurgia VascularRQE 4051
- Angiorradiologia e Cirurgia EndovascularRQE 5409
CRM-AM 7392

Dra. Ruth da Silva Pinheiro
Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular
- Radiologista IntervencionistaRQE 5659
- Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 5633
CRM-AM 8927

Dr. Sildomar Queiroz e Silva
Neurorradiologia • Radiologia Intervencionista
- NeurorradiologiaRQE 6537
- Radiologista IntervencionistaRQE 6192
- Radiologia e Diagnóstico por ImagemRQE 6191
CRM-AM 9916
Dúvidas comuns
Perguntas frequentes
Para médicos
Área para médicos
Discuta o caso, encaminhe o paciente ou solicite o procedimento pelos fluxos clínicos da RADAM.
Conteúdo revisado por
Dr. Antônio Oliveira de Araújo
Radiologista Intervencionista · Cirurgia Vascular / Endovascular
Mestre em Cirurgia · Professor de Medicina
Membro Titular do CBR–SOBRICE
CRM-AM 6045 | RQE 5333 | RQE 3517
Última revisão clínica: 12/09/2026
Conteúdo em elaboração editorial. As informações desta página serão ampliadas após revisão clínica.
Referências selecionadas
- Classificação das anomalias vasculares (ISSVA)International Society for the Study of Vascular Anomalies
- Standards of practice em tratamento de malformações vasculares periféricasCIRSE
- Revisão sobre diagnóstico e manejo de malformações arteriovenosas periféricas
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