RADAM — Radiologia Intervencionista da Amazônia

Saúde Vascular · Aneurismas da Aorta

Tratamento Endovascular do Aneurisma da Aorta Abdominal

EVAR — endoprótese aórtica abdominal em aneurismas selecionados, com planejamento do colo proximal e das artérias ilíacas.

O aneurisma da aorta abdominal é uma dilatação anormal da maior artéria do organismo em seu trajeto pelo abdome. Muitos aneurismas crescem silenciosamente e são descobertos em exames realizados por outros motivos. Quando existe indicação e anatomia adequada, o aneurisma pode ser tratado com uma endoprótese introduzida pelas artérias femorais. O procedimento, conhecido como EVAR, cria uma nova passagem para o sangue e reduz a pressão sobre a parede enfraquecida da aorta.

  • Angiografia
  • Fluoroscopia
  • Tomografia

Esta página é informativa. A indicação de qualquer procedimento depende de avaliação médica individual.

Visão geral

O que é aneurisma da aorta abdominal?

É a dilatação de um segmento da aorta abdominal. Ocorre frequentemente abaixo das artérias renais e pode estender-se até as artérias ilíacas. Pode conter trombo aderido à parede (trombo mural) e apresentar calcificação. Muitos pacientes não possuem sintomas e o aneurisma pode crescer ao longo do tempo; a ruptura pode provocar hemorragia interna grave. O diagnóstico não significa automaticamente necessidade de operação: alguns aneurismas podem ser acompanhados por imagem, conforme dimensões, crescimento, sintomas e condições clínicas.

Localização

Onde o aneurisma está localizado?

A relação do aneurisma com as artérias renais, viscerais e ilíacas define a complexidade e a estratégia possível. A EVAR convencional é utilizada principalmente em aneurismas infrarrenais.

  • Aneurisma infrarrenal

    Começa abaixo das artérias renais. É o cenário mais comum para a EVAR convencional, mas depende de uma zona proximal adequada para fixação e vedação da endoprótese.

  • Aneurisma justarrenal

    Aproxima-se da origem das artérias renais e pode não possuir colo suficiente para fixação convencional. Pode exigir técnica complexa, fenestrada, ramificada, híbrida ou cirurgia aberta.

  • Aneurisma pararrenal

    Envolve a região das artérias renais. A preservação dos ramos renais precisa ser planejada e a EVAR convencional geralmente não é suficiente.

  • Aneurisma suprarrenal

    Envolve segmento acima das artérias renais e pode relacionar-se a ramos viscerais. Exige planejamento especializado e dispositivos específicos.

  • Aneurisma toracoabdominal

    Atravessa o tórax e o abdome e pode envolver artérias renais e intestinais. Deve possuir planejamento próprio: página independente em elaboração editorial.

A EVAR convencional não é tratamento universal para aneurismas justarrenais, pararrenais, suprarrenais ou toracoabdominais, nem para anatomias sem zonas adequadas de fixação. Nenhuma técnica é indicada sem avaliação clínica e anatômica individual.

Finalidade

Para que pode ser utilizada

Quando existe indicação, o objetivo é excluir o aneurisma da circulação, reduzindo a pressão sobre a parede enfraquecida da aorta e o risco de ruptura, preservando a circulação renal, intestinal, pélvica e dos membros inferiores.

  • Excluir o aneurisma da circulação em pacientes com indicação e anatomia adequada
  • Reduzir a pressão sobre a parede aórtica enfraquecida
  • Preservar a circulação renal, pélvica e dos membros inferiores conforme o planejamento
  • Oferecer alternativa menos invasiva à cirurgia aberta em casos selecionados
  • Definir acompanhamento por imagem quando o tratamento não estiver indicado

Técnica

Como é realizado

O procedimento é planejado pela angiotomografia e realizado por acesso arterial femoral, por punção ou exposição cirúrgica. Sob fluoroscopia e angiografia, o corpo principal da endoprótese é conduzido até a aorta abdominal e liberado de forma controlada abaixo das artérias renais, seguido pelos ramos ilíacos. A vedação e o fluxo são avaliados antes do fechamento dos acessos. Não existe duração fixa, anestesia universal, acesso exclusivamente percutâneo, alta obrigatória no mesmo dia nem modelo específico de endoprótese.

  • Acesso: O acesso costuma ser arterial femoral, por punção ou exposição cirúrgica, escolhido conforme o calibre, a calcificação e a tortuosidade das artérias ilíacas e femorais.
  • Anestesia: A escolha do método anestésico é individualizada e considera a complexidade do caso, os acessos planejados e as condições clínicas. Não é possível prometer um método anestésico único para todos os pacientes.

Como funciona na RADAM

Etapas do procedimento

  1. 01

    Planejamento pela angiotomografia

    Análise detalhada da aorta, do aneurisma, dos ramos e das medidas.

  2. 02

    Avaliação clínica e laboratorial

    Avaliação cardiológica, pulmonar, renal e vascular.

  3. 03

    Estudo das artérias femorais e ilíacas

    Calibre, calcificação, tortuosidade e aneurismas associados.

  4. 04

    Definição da endoprótese

    Tamanho e configuração planejados conforme a anatomia.

  5. 05

    Punção ou exposição femoral

    Obtenção do acesso arterial planejado.

  6. 06

    Introdução de fios e cateteres

    Navegação do material sob fluoroscopia.

  7. 07

    Angiografia da aorta

    Estudo angiográfico da aorta e dos ramos renais.

  8. 08

    Posicionamento do corpo principal

    Alinhamento com a zona proximal planejada.

  9. 09

    Posicionamento dos ramos ilíacos

    Extensão da endoprótese para as artérias ilíacas.

  10. 10

    Liberação controlada

    Abertura progressiva dos componentes.

  11. 11

    Moldagem quando necessária

    Ajuste da aposição do dispositivo à parede.

  12. 12

    Avaliação da vedação e do fluxo

    Verificação da exclusão do aneurisma e dos ramos.

  13. 13

    Fechamento dos acessos

    Hemostasia por punção ou reparo cirúrgico.

  14. 14

    Monitoramento pós-operatório

    Vigilância circulatória, renal e dos acessos.

O fluxo, a anestesia, o ambiente hospitalar e o tempo de recuperação variam conforme o procedimento e as condições do paciente.

Preparo

Como se preparar

  • Levar tomografias e exames anteriores
  • Apresentar exames antigos para comparação de medidas e crescimento
  • Informar cirurgias vasculares prévias
  • Comunicar doenças cardíacas e pulmonares
  • Informar doença renal
  • Relatar alergia a contraste
  • Informar anticoagulantes e antiagregantes
  • Apresentar a lista completa de medicamentos
  • Realizar os exames laboratoriais solicitados
  • Seguir a orientação de jejum
  • Comparecer com acompanhante quando orientado

Não suspender medicamentos por conta própria: ajustes de anticoagulantes e antiagregantes exigem orientação médica.

O que é a aorta abdominal?

  • É a continuação da aorta torácica após o diafragma
  • Leva sangue para os órgãos abdominais
  • Origina o tronco celíaco, com ramos para o fígado, estômago e baço
  • Origina a artéria mesentérica superior, para os intestinos
  • Origina as artérias renais, para os rins
  • Divide-se, na bifurcação aórtica, nas artérias ilíacas
  • As artérias ilíacas levam sangue à pelve e aos membros inferiores
  • A relação do aneurisma com esses ramos define a complexidade do tratamento

Sequência anatômica de referência: diafragma → aorta abdominal → tronco celíaco → artéria mesentérica superior → artérias renais → bifurcação aórtica → artérias ilíacas.

Aneurisma verdadeiro ou pseudoaneurisma?

São situações diferentes, com causas, comportamento e critérios de avaliação distintos.

  • Aneurisma verdadeiro

    Envolve as camadas da parede da aorta, frequentemente possui evolução degenerativa, pode crescer progressivamente e é a forma mais comum no segmento abdominal.

  • Pseudoaneurisma da aorta

    Representa uma ruptura contida da parede. Pode surgir após trauma, cirurgia ou procedimento prévio, infecção ou complicação de uma anastomose, e possui comportamento e necessidade de avaliação diferentes.

Pseudoaneurismas não devem ser avaliados apenas pelos mesmos limites utilizados para aneurismas degenerativos.

Quais são os fatores associados?

Possíveis associações

  • Idade
  • Sexo
  • Tabagismo atual ou anterior
  • Hipertensão
  • Aterosclerose
  • Histórico familiar
  • Aneurisma em outro território arterial
  • Doença pulmonar
  • Alterações genéticas
  • Doenças do tecido conjuntivo
  • Inflamação
  • Infecção em situações específicas

Nem todos os pacientes apresentam os mesmos fatores, e a presença de um fator associado não estabelece relação causal automática.

Quais são os sintomas?

  • Muitos aneurismas são assintomáticos
  • Sensação de pulsação abdominal
  • Dor abdominal
  • Dor lombar
  • Desconforto persistente
  • Sintomas podem resultar da expansão do aneurisma
  • Embolização distal pode produzir sintomas nos membros inferiores
  • Dor súbita e instabilidade podem indicar ruptura

Não realize palpação abdominal para investigar aneurisma nem tente autodiagnóstico: a avaliação depende de exame médico e de imagem.

Quando o aneurisma pode ser acompanhado?

O acompanhamento pode incluir ultrassom, angiotomografia, comparação do diâmetro, avaliação do crescimento, controle clínico e manejo dos fatores de risco. Não existe frequência de exames aplicável a todos os pacientes.

Situações possíveis

  • Ausência de sintomas
  • Dimensões abaixo do limite individual de intervenção
  • Ausência de crescimento preocupante
  • Anatomia estável
  • Risco do tratamento superior ao benefício
  • Possibilidade de acompanhamento periódico
  • Decisão compartilhada entre paciente e equipe

Quando o tratamento pode ser considerado?

Fatores avaliados

  • Sintomas relacionados ao aneurisma
  • Crescimento documentado
  • Diâmetro
  • Ruptura ou ameaça de ruptura
  • Pseudoaneurisma
  • Formato do aneurisma
  • Anatomia
  • Idade
  • Sexo
  • Expectativa de vida
  • Doenças associadas
  • Risco cirúrgico
  • Possibilidade de acompanhamento
  • Preferência informada do paciente

O diâmetro é um dos principais fatores, mas não deve ser interpretado isoladamente. Limites podem variar conforme sexo, sintomas, crescimento e contexto clínico, e não existe um valor universal.

O que é EVAR?

  • Significa reparo endovascular do aneurisma
  • Utiliza uma endoprótese
  • A endoprótese combina estrutura metálica e revestimento
  • É introduzida pelas artérias femorais
  • É posicionada dentro da aorta
  • Cria uma nova passagem para o sangue
  • Reduz a pressão no saco aneurismático
  • Não remove fisicamente o aneurisma

O aneurisma permanece no organismo. Por isso, o acompanhamento após a EVAR é indispensável.

O que é o colo do aneurisma?

  • É o segmento entre as artérias renais e o início do aneurisma
  • Funciona como área de fixação proximal da endoprótese
  • O comprimento é importante para a vedação
  • O diâmetro influencia a escolha do dispositivo
  • A angulação pode dificultar a vedação
  • Trombo e calcificação podem interferir na aposição
  • Um colo desfavorável aumenta a complexidade
  • A ausência de colo adequado pode exigir EVAR complexa ou cirurgia

Artérias ilíacas e zona de fixação distal

  • Os ramos da endoprótese seguem para as artérias ilíacas
  • Diâmetro e extensão das ilíacas precisam ser avaliados
  • Aneurismas ilíacos podem coexistir com o aneurisma da aorta
  • Tortuosidade e calcificação podem dificultar o acesso
  • É importante preservar a circulação pélvica quando possível
  • Artérias hipogástricas (ilíacas internas) merecem planejamento específico
  • A extensão para a artéria ilíaca externa pode ser necessária
  • Técnicas adicionais podem preservar ramos pélvicos em casos selecionados

A disponibilidade de dispositivos ramificados ilíacos precisa ser confirmada caso a caso e não é declarada previamente.

EVAR convencional ou complexa?

  • EVAR convencional

    Utilizada principalmente em aneurismas infrarrenais. Exige zonas adequadas de fixação e utiliza corpo principal e ramos ilíacos.

  • EVAR fenestrada

    Possui aberturas planejadas para ramos importantes e pode preservar artérias renais e viscerais. Exige planejamento específico e pode utilizar dispositivo individualizado ou configuração apropriada.

  • EVAR ramificada

    Utiliza ramos para conectar artérias importantes e pode ser aplicada em anatomias complexas. Exige equipe, planejamento e tecnologia especializados.

  • Tratamento híbrido

    Combina revascularização cirúrgica com endoprótese e pode ser considerado em situações selecionadas.

Tecnologias complexas dependem da anatomia, indicação, disponibilidade e planejamento especializado.

EVAR ou cirurgia aberta?

  • EVAR

    Realizada por acesso arterial e evita abertura abdominal extensa. Depende de anatomia favorável, geralmente possui recuperação inicial diferente, exige acompanhamento por imagem e pode necessitar de reintervenções.

  • Cirurgia aberta

    Substitui diretamente o segmento aneurismático com prótese cirúrgica e não depende das mesmas zonas de fixação. Pode ser preferida em pacientes jovens ou anatomias inadequadas e possui recuperação e riscos próprios.

A escolha deve considerar anatomia, idade, durabilidade esperada, risco clínico e preferência informada. Nenhuma das técnicas é universalmente superior.

O que é endoleak?

Endoleak é a persistência de fluxo fora da endoprótese e dentro do saco aneurismático.

  • Tipo I

    Falha de vedação nas extremidades da endoprótese. Pode manter pressão direta no aneurisma e frequentemente exige avaliação para correção.

  • Tipo II

    Fluxo retrógrado por ramos da aorta. Pode ser acompanhado em determinadas situações, e o crescimento do saco influencia a conduta.

  • Tipo III

    Defeito ou separação de componentes. Pode restabelecer pressão significativa e geralmente exige avaliação para tratamento.

  • Tipo IV

    Passagem pelo material da endoprótese, relacionada à porosidade do dispositivo, com contexto específico de avaliação.

  • Endotensão

    Crescimento ou pressão persistente sem vazamento claramente identificado. Exige investigação por imagem.

Essa classificação é educativa e depende de exames de imagem interpretados por equipe médica: não serve para autodiagnóstico.

O que é embolização de endoleak?

  • Alguns endoleaks podem ser tratados por cateter
  • O acesso pode ser arterial
  • Pode ser realizado pelo próprio saco aneurismático em situações selecionadas
  • Coils ou agentes líquidos podem ser utilizados
  • O objetivo é interromper o fluxo persistente
  • Nem todo endoleak precisa de embolização
  • Tipo, crescimento do saco e anatomia determinam a conduta

A disponibilidade de todas as técnicas e materiais depende de confirmação caso a caso.

Função renal e contraste

  • A angiotomografia e a EVAR podem utilizar contraste
  • A função renal deve ser avaliada antes do procedimento
  • A hidratação pode fazer parte do planejamento
  • O volume de contraste deve ser considerado
  • As artérias renais precisam ser preservadas conforme o planejamento
  • A doença renal aumenta a complexidade
  • Métodos alternativos de imagem podem ser considerados em situações selecionadas

Não é possível prometer procedimento sem contraste: a estratégia depende da anatomia e das condições clínicas.

Após o procedimento

  • Monitoramento dos sinais vitais
  • Controle da pressão arterial
  • Avaliação dos acessos femorais
  • Verificação dos pulsos
  • Avaliação da circulação das pernas
  • Controle da dor
  • Acompanhamento da função renal
  • Mobilização orientada
  • Alta conforme a evolução
  • Exame de imagem de controle
  • Acompanhamento permanente

Não é possível prometer alta precoce nem tempo fixo de internação.

Síndrome pós-implante

Manifestações possíveis

  • Febre baixa
  • Cansaço
  • Mal-estar
  • Aumento transitório de marcadores inflamatórios
  • Desconforto abdominal ou lombar
  • Redução do apetite

Febre persistente, dor progressiva ou piora clínica precisam de avaliação para excluir complicações.

A endoprótese pode fechar?

  • Um ramo da endoprótese pode apresentar trombose
  • Angulação ou compressão podem contribuir
  • A progressão da doença arterial pode influenciar
  • Sintomas podem incluir dor, frieza ou redução do pulso
  • Algumas alterações são identificadas nos exames de acompanhamento
  • Angioplastia, stent, trombectomia ou cirurgia podem ser necessários
  • O acompanhamento busca identificar problemas precocemente

O aneurisma diminui depois da EVAR?

  • A exclusão reduz a pressão no saco aneurismático
  • O aneurisma pode diminuir progressivamente
  • Alguns aneurismas permanecem estáveis
  • Crescimento após a EVAR exige investigação
  • Endoleak é uma possível causa de crescimento
  • A ausência de endoleak visível não encerra a avaliação
  • A evolução deve ser medida em exames seriados

Não é possível prometer redução do saco aneurismático após a EVAR.

Acompanhamento após a EVAR

  • Avaliar a vedação da endoprótese
  • Identificar endoleaks
  • Medir o saco aneurismático
  • Verificar a posição do dispositivo
  • Avaliar a integridade dos componentes
  • Observar os ramos ilíacos
  • Acompanhar a circulação renal e dos membros
  • A tomografia pode ser utilizada
  • O ultrassom pode ser empregado em protocolos selecionados
  • Ressonância ou outros exames podem complementar
  • A frequência depende dos achados

A ausência de sintomas não elimina a necessidade de acompanhamento.

Fluxo assistencial

Como a RADAM avalia um aneurisma da aorta abdominal

Envio dos exames → confirmação e classificação do aneurisma → comparação do crescimento → avaliação do colo proximal → análise das artérias ilíacas e acessos → definição entre acompanhamento, EVAR ou cirurgia → planejamento da endoprótese → tratamento → monitoramento → acompanhamento permanente.

O envio dos exames não confirma automaticamente indicação ou possibilidade técnica de EVAR.

Segunda opinião

Um aneurisma da aorta abdominal pode ser tratado por endoprótese?

A possibilidade de EVAR depende da localização, dimensões, crescimento, colo proximal, artérias ilíacas, acessos vasculares e condições clínicas. A RADAM pode revisar os exames e discutir acompanhamento, tratamento endovascular ou cirurgia aberta.

Acervo clínico

Registros de um tratamento endovascular da aorta abdominal

As imagens abaixo mostram o ambiente e o acompanhamento por imagem durante o tratamento endovascular.

Dois profissionais paramentados acompanhando monitores de imagem durante procedimento endovascular.
Acompanhamento por imagem em tempo real durante procedimento endovascular, com equipe protegida por aventais plumbíferos.
Monitores de angiografia mostrando a aorta abdominal e as artérias ilíacas durante tratamento endovascular.
Angiografias exibidas nos monitores da sala durante tratamento endovascular da aorta abdominal. Identificadores do paciente removidos definitivamente da imagem.

Imagem e planejamento

Reconstruções vasculares e controle por imagem

A angiotomografia é utilizada para estudar a anatomia antes do tratamento e a angiografia acompanha o posicionamento da endoprótese durante o procedimento. Depois do tratamento, o acompanhamento por imagem permanece necessário.

Reconstrução tridimensional de angiotomografia mostrando dilatação da aorta abdominal e das artérias ilíacas.
Reconstrução tridimensional de angiotomografia da aorta abdominal, exame utilizado para estudar a anatomia e planejar o tratamento.
Reconstrução tridimensional de angiotomografia mostrando endoprótese posicionada na aorta abdominal e nas artérias ilíacas.
Reconstrução tridimensional que mostra uma endoprótese posicionada na aorta abdominal e nos ramos ilíacos. Imagem ilustrativa: cada caso exige avaliação individual.
Angiografia mostrando endoprótese bifurcada na aorta abdominal e nas artérias ilíacas.
Angiografia de controle durante o procedimento, com a endoprótese posicionada na aorta abdominal e nos ramos ilíacos.
Imagem de angiografia mostrando a malha metálica de uma endoprótese posicionada na aorta abdominal.
Endoprótese posicionada na aorta abdominal durante controle angiográfico.

As imagens têm legendas independentes e não formam uma comparação antes e depois. Medidas individualizadas de planejamento não são exibidas.

Condição relacionada

Entenda o aneurisma da aorta abdominal

A página da condição explica o que é o aneurisma da aorta abdominal, por que pode crescer, como é descoberto, quais fatores estão associados e em que situações acompanhamento ou tratamento podem ser considerados.

Benefícios potenciais

O que o procedimento pode oferecer

  • Exclusão do aneurisma da circulação em pacientes com indicação e anatomia adequada
  • Redução da pressão sobre a parede aórtica enfraquecida
  • Acesso pelas artérias femorais, sem abertura abdominal extensa
  • Alternativa à cirurgia aberta em pacientes selecionados
  • Planejamento individualizado do colo proximal e dos ramos ilíacos

Riscos e limitações

Riscos possíveis e limitações

Riscos possíveis

  • Sangramento
  • Hematoma
  • Pseudoaneurisma no local de acesso
  • Lesão das artérias femorais ou ilíacas
  • Dissecção ou ruptura
  • Endoleak
  • Migração da endoprótese
  • Separação de componentes
  • Trombose de ramo da endoprótese
  • Isquemia do membro
  • Embolização distal
  • Comprometimento renal
  • Isquemia intestinal
  • Isquemia pélvica
  • Disfunção sexual em determinados contextos
  • Infecção da endoprótese
  • Reação ao contraste
  • Necessidade de novo procedimento
  • Conversão para cirurgia aberta
  • Crescimento ou ruptura posterior
  • Complicações graves e risco de morte

A EVAR é indicada a pacientes selecionados, após avaliação do aneurisma, do colo proximal, das artérias ilíacas, dos acessos e do risco clínico. A RADAM não possui pronto atendimento, emergência própria, cirurgia emergencial nem plantão 24 horas: suspeita de ruptura exige atendimento hospitalar imediato e não deve aguardar resposta por WhatsApp ou formulário.

Transparência

Limitações do método

  • Não existe limite universal de diâmetro que indique tratamento
  • A EVAR convencional não é indicada para todos os aneurismas da aorta abdominal
  • Aneurismas justarrenais, pararrenais e suprarrenais frequentemente exigem outra estratégia
  • Aneurismas toracoabdominais exigem planejamento próprio
  • A ausência de colo proximal e de zonas adequadas de fixação pode impedir a técnica
  • Acessos ilíacos e femorais inadequados podem limitar o procedimento
  • A endoprótese não remove o aneurisma e exige acompanhamento permanente
  • A disponibilidade de dispositivos fenestrados, ramificados ou ilíacos depende de confirmação

Outras possibilidades

Alternativas que podem ser avaliadas

  • Acompanhamento por imagem e controle dos fatores de risco em casos selecionados
  • Cirurgia aberta do aneurisma da aorta abdominal
  • EVAR fenestrada ou ramificada em centros especializados
  • Tratamento híbrido com revascularização cirúrgica associada

Segurança

Sinais de alerta após o procedimento

  • Dor abdominal ou lombar intensa
  • Desmaio
  • Palidez ou suor frio
  • Queda de pressão
  • Dor súbita em uma perna
  • Membro frio ou pálido
  • Perda de pulso
  • Redução importante da urina
  • Sangramento persistente no local da punção
  • Aumento rápido do hematoma
  • Febre persistente
  • Piora importante do estado geral

Na presença de qualquer um desses sinais, entre em contato com a equipe ou procure atendimento médico.

Linha de cuidado

Procedimentos relacionados

Procedimento realizado em ambiente hospitalar

Após a avaliação e a indicação, a RADAM participa do planejamento, da coordenação hospitalar e do acompanhamento do paciente.

A EVAR depende de avaliação presencial, análise detalhada da anatomia aórtica, do colo proximal, das artérias ilíacas e dos acessos, equipe habilitada, disponibilidade confirmada de dispositivos e estrutura hospitalar com sala de angiografia. A RADAM não declara atendimento 24 horas.

Equipe RADAM

Equipe médica relacionada

  • Dr. Antônio Oliveira de Araújo — RADAM

    Dr. Antônio Oliveira de Araújo

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 5333
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 3517

    CRM-AM 6045

  • Dr. Marcos André Filgueiras Dias — RADAM

    Dr. Marcos André Filgueiras Dias

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 6404
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 6389

    CRM-AM 7381

  • Dr. Paulo Inácio Alves Ramos Diniz — RADAM

    Dr. Paulo Inácio Alves Ramos Diniz

    Cirurgia Vascular • Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular

    • Cirurgia VascularRQE 4051
    • Angiorradiologia e Cirurgia EndovascularRQE 5409

    CRM-AM 7392

  • Dra. Ruth da Silva Pinheiro — RADAM

    Dra. Ruth da Silva Pinheiro

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 5659
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 5633

    CRM-AM 8927

Dúvidas comuns

Perguntas frequentes

Para médicos

Área para médicos

Discuta o caso, encaminhe o paciente ou solicite o procedimento pelos fluxos clínicos da RADAM.

Conteúdo revisado por

  • Dr. Antônio Oliveira de Araújo

    Radiologista Intervencionista · Cirurgia Vascular / Endovascular

    Mestre em Cirurgia · Professor de Medicina

    Membro Titular do CBR–SOBRICE

    CRM-AM 6045 | RQE 5333 | RQE 3517

Última revisão clínica: 24/08/2026

Conteúdo em elaboração editorial. As informações desta página serão ampliadas após revisão clínica.

Informação responsável

Esta página é informativa e não substitui a consulta médica. A indicação, a técnica, o preparo e a recuperação dependem da avaliação individual de cada caso.

Próximo passo

Recebeu o diagnóstico de aneurisma da aorta abdominal?

Envie os exames para avaliação. A equipe RADAM analisará as dimensões, o crescimento, o colo do aneurisma, as artérias ilíacas e a possibilidade de acompanhamento ou tratamento endovascular.

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