Procedimento endovascular
Embolização arterial seletiva do priapismo
Tratamento dirigido ao fluxo arterial anormal
Procedimento minimamente invasivo, realizado por acesso vascular com cateteres finos, que pode ser avaliado em pacientes selecionados com priapismo de alto fluxo, quando os exames demonstram uma comunicação arterial anormal.
- Fluoroscopia
- Angiografia
Ereção dolorosa ou persistente por quatro horas ou mais exige avaliação médica imediata em serviço de urgência.
Esta página é informativa. A indicação de qualquer procedimento depende de avaliação médica individual.
Ereção persistente por quatro horas ou mais é urgência
Se a ereção é dolorosa ou se mantém por quatro horas ou mais, procure imediatamente um serviço de urgência. O priapismo isquêmico é uma emergência médica e o atraso pode causar dano permanente ao tecido do pênis.
A embolização não é o tratamento de rotina do priapismo isquêmico. O tipo de priapismo só pode ser definido por avaliação médica com exames.
Ligar 192 (SAMU)Em situações de emergência, ligue 192 (SAMU) ou procure o serviço de urgência mais próximo.
Visão geral
O que é embolização arterial seletiva do priapismo
A embolização arterial seletiva é um procedimento endovascular: por uma punção em uma artéria, geralmente na virilha ou no punho, o radiologista intervencionista navega com cateteres muito finos até o vaso responsável pelo fluxo arterial anormal, com orientação por imagem em tempo real. Ao ocluir seletivamente esse vaso, busca-se interromper a entrada desregulada de sangue nos corpos cavernosos, preservando ao máximo as demais artérias e o tecido do pênis. Não há corte cirúrgico amplo.
Finalidade
Para que pode ser utilizada
O objetivo é tratar de forma dirigida a comunicação arterial anormal demonstrada nos exames em pacientes selecionados com priapismo de alto fluxo, quando a conduta conservadora não é suficiente ou adequada para aquele caso. O procedimento não é indicado como tratamento de rotina do priapismo isquêmico.
- Priapismo não isquêmico (de alto fluxo) confirmado por avaliação médica
- Comunicação arterial anormal demonstrada por Doppler e/ou angiografia
- Resposta insuficiente às medidas conservadoras, conforme avaliação
- Recorrência após tratamento anterior, mediante nova avaliação
Técnica
Como é realizado
O procedimento é realizado em sala de angiografia. Após assepsia e anestesia local no local da punção, é obtido o acesso vascular e realizada a angiografia seletiva, que identifica o vaso responsável. Com cateteres e microcateteres, a equipe alcança esse vaso e utiliza o material embólico escolhido para o caso, com controle angiográfico durante toda a etapa. Ao final, o acesso é fechado e o paciente segue em observação. A escolha do material e da estratégia é individual e definida pela equipe assistente.
- Acesso: Punção arterial, habitualmente femoral (virilha) ou radial (punho), sem corte cirúrgico amplo.
- Anestesia: Anestesia local no local da punção, com sedação quando indicada. A definição é da equipe de anestesia e da equipe assistente.
- Duração aproximada: A duração varia conforme a anatomia e os achados da angiografia; a equipe informa a previsão no planejamento do caso.
Como funciona na RADAM
Etapas do procedimento
1
Avaliação e definição do tipo de priapismo
Avaliação médica com história, exame físico e exames que diferenciam o priapismo isquêmico do de alto fluxo.
2
Revisão de exames e discussão do caso
Os exames de imagem são revisados e o caso é discutido entre a urologia e a Radiologia Intervencionista.
3
Planejamento do procedimento
Quando o tratamento endovascular é considerado, define-se a estratégia, o preparo e a estrutura necessária.
4
Procedimento e observação
A embolização é realizada em sala de angiografia, seguida de período de observação.
5
Acompanhamento
Reavaliação clínica, avaliação da função erétil e exames de imagem conforme orientação da equipe.
O fluxo, a anestesia, o ambiente hospitalar e o tempo de recuperação variam conforme o procedimento e as condições do paciente.
Preparo
Como se preparar
- Avaliação urológica e clínica prévia
- Revisão dos exames de imagem e laboratoriais
- Informar medicamentos em uso, especialmente anticoagulantes e antiagregantes
- Informar alergias, inclusive a contraste iodado
- Jejum conforme orientação da equipe
- Acompanhante no dia do procedimento
As orientações finais de preparo são sempre individuais e fornecidas pela equipe assistente.
Depois do procedimento
Recuperação e cuidados
A recuperação costuma ser mais rápida que a de uma cirurgia aberta, com retorno progressivo às atividades conforme orientação médica. O tempo de internação e de repouso é definido caso a caso.
Cuidados posteriores
- Observação após o procedimento, conforme orientação da equipe
- Cuidados com o local da punção
- Restrição temporária de esforço físico
- Retorno para reavaliação clínica
- Reavaliação por imagem, quando indicada
Condição relacionada
Priapismo de alto fluxo
A página da condição explica o que é o priapismo de alto fluxo, como ele se diferencia do priapismo isquêmico, quais sinais exigem atendimento imediato e quais exames orientam o diagnóstico.
Na prática
Como o procedimento é realizado na RADAM
O procedimento é conduzido em sala de angiografia, com controle de imagem em tempo real durante todas as etapas: acesso vascular, angiografia seletiva, navegação com microcateteres e verificação do resultado técnico. Toda a condução é feita em conjunto com a equipe urológica assistente.

Imagem médica
A imagem a seguir apresenta conteúdo médico sensível. A exibição é opcional e depende da sua escolha.
Benefícios potenciais
O que o procedimento pode oferecer
- Tratamento dirigido ao vaso responsável pelo fluxo anormal
- Procedimento minimamente invasivo, sem corte cirúrgico amplo
- Preservação máxima possível das estruturas vizinhas
- Recuperação habitualmente mais rápida que a da cirurgia aberta
Riscos e limitações
Riscos possíveis e limitações
Riscos possíveis
- Hematoma ou complicações no local da punção
- Reação ao contraste iodado
- Dor ou desconforto local
- Embolização não dirigida, com repercussão em tecidos vizinhos
- Alteração da função erétil
- Persistência ou recorrência do priapismo, exigindo nova avaliação
- Infecção, de forma incomum
Este conteúdo é informativo e não substitui consulta médica. A indicação, os riscos e os resultados esperados são definidos individualmente, em conjunto com a equipe urológica assistente.
Transparência
Limitações do método
- Não é possível garantir resultado individual
- Pode haver recorrência, tornando o acompanhamento parte do tratamento
- Não é o tratamento de rotina do priapismo isquêmico
- A indicação depende dos achados de imagem e da avaliação urológica
Outras possibilidades
Alternativas que podem ser avaliadas
- Acompanhamento clínico e medidas conservadoras, em casos selecionados
- Manejo urológico de urgência, quando o quadro é isquêmico
- Tratamento cirúrgico, em situações excepcionais
Segurança
Sinais de alerta após o procedimento
- Retorno da ereção persistente ou dolorosa
- Dor intensa e progressiva no local da punção
- Sangramento que não cessa no local da punção
- Febre
- Alteração da cor ou da temperatura da pele do pênis
- Dificuldade para urinar
Na presença de qualquer um desses sinais, entre em contato com a equipe ou procure atendimento médico.
Relação clínica
Em quais situações pode ser avaliado?
Situações clínicas em que este procedimento pode ser considerado após avaliação médica.
Linha de cuidado
Procedimentos relacionados
Embolizações
Tratamento minimamente invasivo feito por dentro dos vasos sanguíneos, em que cateteres levam materiais específicos até o vaso relacionado ao problema.
Ver procedimentoEmbolização de Varicocele
Tratamento minimamente invasivo por cateteres dentro das veias, que fecha os vasos com refluxo e redireciona a circulação para vias venosas saudáveis.
Ver procedimento
Procedimento realizado em ambiente hospitalar
Após a avaliação e a indicação, a RADAM participa do planejamento, da coordenação hospitalar e do acompanhamento do paciente.
A embolização do priapismo depende de avaliação urológica e clínica, exames de imagem, sala de angiografia e estrutura para observação posterior. A RADAM coordena o planejamento e a jornada assistencial conforme cada caso.
Equipe RADAM
Equipe médica relacionada

Dr. Antônio Oliveira de Araújo
Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular
- Radiologista IntervencionistaRQE 5333
- Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 3517
CRM-AM 6045

Dr. Marcos André Filgueiras Dias
Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular
- Radiologista IntervencionistaRQE 6404
- Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 6389
CRM-AM 7381

Dra. Ruth da Silva Pinheiro
Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular
- Radiologista IntervencionistaRQE 5659
- Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 5633
CRM-AM 8927

Dr. Sildomar Queiroz e Silva
Neurorradiologia • Radiologia Intervencionista
- NeurorradiologiaRQE 6537
- Radiologista IntervencionistaRQE 6192
- Radiologia e Diagnóstico por ImagemRQE 6191
CRM-AM 9916
Dúvidas comuns
Perguntas frequentes
Para médicos
Área para médicos
Discuta o caso, encaminhe o paciente ou solicite o procedimento pelos fluxos clínicos da RADAM.
Conteúdo revisado por
Dr. Antônio Oliveira de Araújo
Radiologista Intervencionista · Cirurgia Vascular / Endovascular
Mestre em Cirurgia · Professor de Medicina
Membro Titular do CBR–SOBRICE
CRM-AM 6045 | RQE 5333 | RQE 3517
Última revisão clínica: 10/09/2026
Referências selecionadas
- EAU Guidelines on Sexual and Reproductive Health — PriapismEuropean Association of Urology (EAU)
Informação responsável
Esta página é informativa e não substitui a consulta médica. A indicação, a técnica, o preparo e a recuperação dependem da avaliação individual de cada caso.
Próximo passo
Recebeu uma indicação ou quer avaliar outra possibilidade?
Envie seus exames para revisão da equipe RADAM. A Segunda Opinião ajuda a verificar se existe indicação para um procedimento minimamente invasivo.
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