Embolização tumoral pré-operatória
Embolização de Nasoangiofibroma Juvenil
Mapeamento angiográfico e redução seletiva da vascularização antes da cirurgia, em casos selecionados.
O nasoangiofibroma juvenil é um tumor benigno, porém localmente expansivo e muito vascularizado, que ocorre principalmente em adolescentes do sexo masculino. Quando indicada, a embolização é planejada em conjunto com a equipe cirúrgica para reduzir o fluxo nos vasos relacionados à lesão antes da operação.
- Angiografia
- Fluoroscopia
Esta página é informativa. A indicação de qualquer procedimento depende de avaliação médica individual.
Visão geral
O que é o nasoangiofibroma juvenil
O nasoangiofibroma juvenil, também chamado angiofibroma nasofaríngeo juvenil, é uma lesão histologicamente benigna que pode crescer na nasofaringe e avançar para espaços vizinhos. Sua vascularização intensa explica sintomas como sangramento nasal recorrente e aumenta a complexidade do tratamento cirúrgico. A investigação costuma combinar avaliação especializada e exames de imagem; a biópsia não é uma etapa rotineira quando o aspecto clínico e radiológico é típico, devido ao risco de sangramento.
Finalidade
Para que pode ser utilizada
A embolização pré-operatória pode ser considerada para reduzir seletivamente a vascularização da lesão e contribuir para o planejamento da cirurgia. Ela não é, em geral, um tratamento definitivo isolado do tumor.
- Mapear os vasos relacionados à lesão e as estruturas que precisam ser preservadas.
- Reduzir o fluxo tumoral antes da cirurgia em pacientes selecionados.
- Apoiar a estratégia operatória definida pela equipe de otorrinolaringologia ou cirurgia de cabeça e pescoço.
- Avaliar variantes anatômicas e possíveis contribuições vasculares que alterem a segurança da embolização.
Técnica
Como é realizado
Por um acesso arterial, cateteres são conduzidos sob fluoroscopia até os vasos da cabeça e do pescoço. A angiografia avalia a vascularização da lesão e as conexões com territórios que devem ser protegidos. Quando a anatomia permite, um microcateter é avançado seletiva ou superseletivamente e o material embólico é administrado de forma controlada. A escolha entre partículas, agentes líquidos, micromolas ou combinações depende da anatomia, do objetivo e da segurança. Imagens de controle são obtidas antes da retirada dos cateteres.
- Acesso: O acesso arterial costuma ser femoral ou radial, escolhido conforme a anatomia e o planejamento do caso.
- Anestesia: A anestesia é definida em conjunto com a equipe assistencial e pode variar entre sedação e anestesia geral.
- Duração aproximada: Varia conforme a complexidade da vascularização e a quantidade de territórios que precisam ser estudados.
Como a imagem orienta o procedimento
Mapeamento angiográfico
Demonstra a circulação tumoral, possíveis contribuições de diferentes artérias e territórios que precisam ser preservados.
Navegação superseletiva
O microcateter permite aproximar o tratamento dos ramos planejados, quando a anatomia oferece uma posição segura.
Como funciona na RADAM
Etapas do procedimento
1
Avaliação conjunta
Revisão do diagnóstico, da extensão do tumor e do plano cirúrgico.
2
Planejamento vascular
Estudo das imagens e definição dos territórios que precisam ser avaliados.
3
Angiografia
Mapeamento dos vasos relacionados à lesão e das estruturas a preservar.
4
Embolização seletiva
Administração controlada do material nos ramos considerados seguros e relevantes.
5
Controle e observação
Revisão angiográfica, cuidado com o acesso e acompanhamento hospitalar.
6
Continuidade cirúrgica
Prosseguimento conforme o intervalo e a estratégia definidos pela equipe cirúrgica.
O fluxo, a anestesia, o ambiente hospitalar e o tempo de recuperação variam conforme o procedimento e as condições do paciente.
Preparo
Como se preparar
- Levar tomografia, ressonância e demais exames de imagem em formato completo.
- Apresentar relatórios da otorrinolaringologia ou cirurgia de cabeça e pescoço.
- Informar medicamentos, alergias, doença renal e episódios recentes de sangramento.
- Realizar exames laboratoriais e avaliação anestésica solicitados.
- Seguir as orientações de jejum e de internação fornecidas pela equipe.
Medicamentos não devem ser suspensos por conta própria. O preparo definitivo é individualizado após análise do caso.
Depois do procedimento
Recuperação e cuidados
A recuperação da embolização e o momento da cirurgia variam conforme a anatomia, a extensão da lesão, a anestesia e a resposta clínica.
Cuidados posteriores
- Observação hospitalar conforme o planejamento.
- Controle de dor, náusea e do local de acesso arterial.
- Monitoramento neurológico, vascular e dos sintomas nasais.
- Comunicação entre a equipe intervencionista e a equipe cirúrgica.
Sequência clínica
Do ambiente de hemodinâmica ao controle angiográfico
A sequência mostra o ambiente do procedimento e diferentes projeções angiográficas usadas no mapeamento, na navegação por microcateter e na revisão do território planejado. As imagens não permitem inferir, isoladamente, resultado cirúrgico ou evolução clínica.
Integração assistencial
O procedimento faz parte de um plano cirúrgico
A indicação, o momento da embolização e o intervalo até a cirurgia são definidos com a equipe responsável pela retirada do tumor. Extensão da lesão, padrão vascular, sintomas, condições clínicas e estratégia operatória influenciam a decisão.
A embolização pode reduzir a vascularização, mas não elimina todos os riscos da cirurgia nem substitui o tratamento cirúrgico quando ele está indicado.
Avaliação inicial
Sintomas e exames que orientam a investigação
- Sangramento nasal recorrente ou volumoso.
- Obstrução nasal progressiva, geralmente de um lado.
- Alterações auditivas, dor ou sensação de pressão, conforme a extensão.
- Tomografia e ressonância para avaliar extensão e relações anatômicas.
- Angiografia quando necessária para o planejamento vascular e terapêutico.
Sangramento intenso, dificuldade para respirar, desmaio ou piora rápida exigem atendimento de urgência.
Estratégia técnica
A escolha do material é individualizada
Partículas, agentes líquidos, micromolas e outras estratégias podem ser considerados. A decisão depende do calibre e do trajeto dos vasos, de conexões potencialmente perigosas, do objetivo pré-operatório e da experiência da equipe. A presença de um material em uma imagem não determina que ele seja adequado para todos os casos.
Riscos e limitações
Riscos possíveis e limitações
Riscos possíveis
- Hematoma, sangramento ou lesão vascular no acesso.
- Reação ao contraste e alteração da função renal.
- Dor, febre, náusea ou mal-estar temporários.
- Embolização de território não planejado, com isquemia de estruturas saudáveis.
- Lesão de nervos cranianos, alterações cutâneas ou mucosas.
- Eventos neurológicos, inclusive acidente vascular cerebral, embora incomuns.
- Vascularização residual e necessidade de mudança da estratégia.
Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica. A indicação depende das imagens, da anatomia vascular, da estratégia cirúrgica e das condições clínicas. Em urgências, procure atendimento imediato.
Transparência
Limitações do método
- A anatomia pode impedir o tratamento seguro de todos os vasos relacionados à lesão.
- A redução do fluxo pode ser parcial e não garante ausência de sangramento na cirurgia.
- O procedimento não substitui, em geral, a retirada cirúrgica do tumor.
- Nem todo paciente com nasoangiofibroma juvenil precisa ou pode realizar embolização.
Outras possibilidades
Alternativas que podem ser avaliadas
- Cirurgia sem embolização prévia em situações selecionadas.
- Outras estratégias definidas pela equipe especializada conforme extensão, anatomia e contexto clínico.
- Observação ou radioterapia em cenários específicos, discutidos individualmente pela equipe assistencial.
Segurança
Sinais de alerta após o procedimento
- Sangramento nasal intenso ou persistente.
- Dificuldade para respirar, desmaio ou fraqueza importante.
- Alteração súbita da fala, força, visão ou consciência.
- Dor intensa ou progressiva.
- Sangramento persistente ou aumento rápido de volume no local da punção.
- Febre persistente ou piora importante do estado geral.
Na presença de qualquer um desses sinais, entre em contato com a equipe ou procure atendimento médico.
Linha de cuidado
Procedimentos e áreas relacionados
Conteúdos que ajudam a compreender a técnica endovascular e o planejamento multidisciplinar.
Embolização Tumoral
Tratamento por cateter que reduz seletivamente a circulação que alimenta um tumor, com objetivo terapêutico, pré-operatório ou de alívio de sintomas.
Ver procedimentoEmbolizações
Tratamento minimamente invasivo feito por dentro dos vasos sanguíneos, em que cateteres levam materiais específicos até o vaso relacionado ao problema.
Ver procedimentoAngiografia
Estudo dos vasos por cateter e contraste, base diagnóstica das intervenções endovasculares.
Oncologia Intervencionista
Tratamentos do câncer realizados por agulhas e cateteres, com orientação por imagem, em conjunto com a equipe oncológica.
Ver procedimentoNeurointervenção
Reúne procedimentos realizados por cateter, com imagens em tempo real, para tratar doenças dos vasos do cérebro e do pescoço.
Ver procedimentoEmbolização de Hemorragias
Tratamento realizado por cateteres para localizar e fechar seletivamente os vasos responsáveis por um sangramento, preservando o máximo possível dos tecidos vizinhos.
Ver procedimento
Procedimento realizado em ambiente hospitalar
Após a avaliação e a indicação, a RADAM participa do planejamento, da coordenação hospitalar e do acompanhamento do paciente.
O procedimento exige integração entre radiologia intervencionista, cirurgia de cabeça e pescoço ou otorrinolaringologia, anestesia e estrutura hospitalar compatível.
Equipe RADAM
Equipe médica relacionada

Dr. Antônio Oliveira de Araújo
Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular
- Radiologista IntervencionistaRQE 5333
- Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 3517
CRM-AM 6045

Dr. Marcos André Filgueiras Dias
Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular
- Radiologista IntervencionistaRQE 6404
- Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 6389
CRM-AM 7381

Dra. Ruth da Silva Pinheiro
Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular
- Radiologista IntervencionistaRQE 5659
- Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 5633
CRM-AM 8927

Dr. Sildomar Queiroz e Silva
Neurorradiologia • Radiologia Intervencionista
- NeurorradiologiaRQE 6537
- Radiologista IntervencionistaRQE 6192
- Radiologia e Diagnóstico por ImagemRQE 6191
CRM-AM 9916
Dúvidas comuns
Perguntas frequentes
Para médicos
Área para médicos
Discuta o caso, encaminhe o paciente ou solicite o procedimento pelos fluxos clínicos da RADAM.
Conteúdo revisado por
Dr. Antônio Oliveira de Araújo
Radiologista Intervencionista · Cirurgia Vascular / Endovascular
Mestre em Cirurgia · Professor de Medicina
Membro Titular do CBR–SOBRICE
CRM-AM 6045 | RQE 5333 | RQE 3517
Última revisão clínica: 12/09/2026
Informação responsável
Esta página é informativa e não substitui a consulta médica. A indicação, a técnica, o preparo e a recuperação dependem da avaliação individual de cada caso.
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