RADAM — Radiologia Intervencionista da Amazônia

Intervenções torácicas

Drenagem Pleural Guiada por Imagem

Aspiração e drenagem do espaço pleural com orientação por imagem

O espaço pleural é uma região fina entre o pulmão e a parede do tórax. Quando líquido, pus, sangue, linfa ou ar se acumulam nesse espaço, uma punção ou drenagem por cateter pode ser considerada. A ultrassonografia e a tomografia ajudam a localizar o conteúdo, identificar septações e escolher um trajeto seguro. A necessidade e o tipo de drenagem dependem da causa, dos sintomas e das características observadas.

  • Ultrassom
  • Tomografia

Esta página é informativa. A indicação de qualquer procedimento depende de avaliação médica individual.

Visão geral

O que é o espaço pleural?

O espaço pleural fica entre o pulmão e a parede torácica e normalmente contém apenas uma pequena quantidade de líquido, que permite o deslizamento do pulmão durante a respiração. Quando líquido ou ar se acumulam em excesso, a expansão pulmonar pode ficar limitada. A pleura e o pulmão são estruturas relacionadas, mas diferentes: a expressão popular “líquido no pulmão” costuma se referir ao derrame pleural, isto é, ao líquido ao redor do pulmão, e não dentro dele.

Comparação

TORACOCENTESE OU DRENAGEM POR CATETER?

As duas abordagens acessam o mesmo espaço, mas têm objetivos e permanência diferentes.

  • Toracocentese

    É a punção pleural com retirada de líquido por agulha ou pequeno cateter. Pode ter finalidade diagnóstica, pode aliviar sintomas e normalmente não mantém dreno após o procedimento. O líquido pode voltar, especialmente quando a causa permanece ativa.

  • Drenagem por cateter

    O cateter permanece no espaço pleural e permite drenagem contínua. Pode ser conectado a bolsa, válvula unidirecional ou sistema coletor e pode ser utilizado em empiema, pneumotórax e outros conteúdos. Exige cuidados e pode precisar de reposicionamento ou troca.

  • Calibre do dispositivo

    Cateteres de menor calibre podem ser adequados em muitas situações. Conteúdo muito espesso ou sangue com coágulos pode exigir outra estratégia. O calibre depende do conteúdo, do objetivo e do funcionamento observado: conforto não é o único critério e não existe um calibre universal.

A escolha depende da causa, da consistência e do volume do conteúdo, da recorrência e da necessidade de drenagem contínua. Drenagem inadequada pode exigir troca, novo acesso ou cirurgia.

Finalidade

Para que pode ser utilizada

A aspiração ou a drenagem pleural retira conteúdo acumulado no espaço pleural, pode aliviar sintomas relacionados a esse acúmulo e pode permitir a análise do líquido. O procedimento não trata por si só a doença que causou o acúmulo: pneumonia, câncer, insuficiência cardíaca, doença renal, doença hepática e outras causas seguem exigindo tratamento próprio.

  • Retirar líquido, pus, sangue, linfa ou ar do espaço pleural em casos selecionados
  • Coletar amostra para análise bioquímica, microbiológica e citológica quando indicada
  • Contribuir para o alívio de sintomas relacionados ao acúmulo pleural
  • Apoiar o controle de infecção pleural junto com o tratamento clínico
  • Permitir a avaliação da expansão pulmonar após a retirada do conteúdo

Técnica

Como é realizado

As etapas gerais incluem revisão do quadro clínico; análise das imagens; ultrassonografia no momento do procedimento; exames laboratoriais quando indicados; definição do local; posicionamento; anestesia local; sedação quando necessária; preparo estéril; punção guiada; aspiração inicial; coleta de amostras; passagem de fio-guia quando aplicável; instalação do cateter; confirmação da posição; conexão ao sistema; fixação; curativo; controle da drenagem e monitorização. Nem todas as etapas se aplicam a todos os casos e não existe duração fixa.

  • Acesso: Punção percutânea do espaço pleural guiada por ultrassonografia em tempo real, com tomografia em situações selecionadas, seguida de aspiração ou instalação de cateter de drenagem.
  • Anestesia: Anestesia local, com sedação quando indicada, conforme a condição clínica, o conteúdo pleural e o objetivo do procedimento.

Papel da imagem no planejamento

  • Ultrassonografia

    Identifica e mede o líquido, diferencia líquido de estruturas sólidas, mostra septações, avalia profundidade e permite orientação em tempo real, ajudando a evitar estruturas. Não utiliza radiação, mas pode ser limitada por ar, osso ou curativos.

  • Tomografia

    Pode ser utilizada em coleções pequenas ou profundas, localização atípica, múltiplas loculações, janelas ultrassonográficas limitadas, avaliação da relação com pulmão, mediastino ou diafragma, complicações pós-operatórias, trajetos complexos e falha de drenagem anterior.

  • Planejamento do trajeto

    A punção pleural deve ser planejada com imagem, mesmo quando o derrame já havia sido identificado anteriormente. A tomografia não é obrigatória em todos os casos: a escolha da modalidade depende da complexidade da coleção e das condições do paciente.

Como funciona na RADAM

Etapas do procedimento

  1. 01

    Sintomas ou achado de imagem

    Falta de ar, dor torácica, febre ou derrame identificado em exame.

  2. 02

    Investigação da causa

    Avaliação clínica, laboratorial e revisão das imagens disponíveis.

  3. 03

    Ultrassom e tomografia

    Caracterização do conteúdo, das septações e do trajeto possível.

  4. 04

    Definição do objetivo

    Necessidade diagnóstica, alívio de sintomas ou drenagem contínua.

  5. 05

    Toracocentese ou cateter

    Escolha individualizada conforme conteúdo, volume e recorrência.

  6. 06

    Análise do líquido

    Exames bioquímicos, microbiológicos e citológicos quando indicados.

  7. 07

    Monitorização

    Débito, fuga aérea, dor, expansão pulmonar e imagem de controle.

  8. 08

    Tratamento da causa

    Infecção, câncer, insuficiência cardíaca ou outra doença de base.

  9. 09

    Retirada ou nova estratégia

    Retirada, reposicionamento, medicamentos intrapleurais ou cirurgia.

O fluxo, a anestesia, o ambiente hospitalar e o tempo de recuperação variam conforme o procedimento e as condições do paciente.

Preparo

Como se preparar

  • Levar radiografia, ultrassom e tomografia
  • Apresentar laudos
  • Informar falta de ar e sua evolução
  • Informar febre
  • Informar pneumonia atual ou recente
  • Informar diagnóstico de câncer
  • Informar cirurgias torácicas prévias
  • Apresentar lista de medicamentos
  • Comunicar anticoagulantes e antiagregantes
  • Não suspender medicamentos por conta própria
  • Informar doença pulmonar
  • Informar uso de oxigênio
  • Informar alergias
  • Realizar exames laboratoriais quando solicitados
  • Seguir jejum individualizado
  • Discutir a necessidade de internação
  • Comparecer com acompanhante quando orientado

O preparo é individualizado. Esta página não estabelece valores laboratoriais, protocolos universais de suspensão de medicamentos nem volume máximo de drenagem.

Depois do procedimento

Recuperação e cuidados

A evolução depende da causa, do conteúdo drenado, da expansão pulmonar e das condições clínicas. Alguns pacientes permanecem internados para monitorização e tratamento; outros seguem em acompanhamento ambulatorial. Não é possível prometer alta imediata nem definir previamente o tempo de permanência do dreno.

Cuidados posteriores

  • Monitorização respiratória
  • Controle da dor
  • Avaliação do local de punção
  • Acompanhamento do débito
  • Observação de vazamento de ar
  • Avaliação da expansão pulmonar
  • Radiografia ou ultrassom quando indicado
  • Antibióticos conforme o quadro
  • Cuidado com o curativo
  • Fisioterapia respiratória quando indicada
  • Planejamento de retirada, reposicionamento ou cirurgia
  • Tratamento da causa

Conceito

O que é derrame pleural?

Possíveis causas

  • Acúmulo anormal de líquido no espaço pleural
  • Pode ser unilateral ou bilateral
  • Pode ser livre ou loculado
  • Pode ter causas muito diferentes entre si
  • O tamanho isolado não define a necessidade de drenagem
  • Alguns derrames podem ser apenas acompanhados
  • Outros podem exigir análise, alívio ou drenagem contínua

Insuficiência cardíaca, pneumonia, câncer, tuberculose, doença renal, doença hepática, embolia pulmonar, pancreatite, trauma, complicações pós-operatórias e doenças inflamatórias podem causar derrame pleural. A drenagem retira o líquido, mas não trata a doença de base.

Infecção pleural

O que é empiema?

  • Presença de pus ou infecção estabelecida no espaço pleural
  • Pode surgir como complicação de pneumonia
  • Pode ocorrer após cirurgia, trauma ou outro foco infeccioso
  • Pode formar septações e loculações
  • Geralmente exige antibióticos e controle do conteúdo infectado
  • A drenagem pode ser percutânea ou cirúrgica
  • Casos complexos podem precisar de fibrinolíticos intrapleurais ou cirurgia

A decisão é multidisciplinar e envolve equipe assistencial, Pneumologia, Cirurgia Torácica e Radiologia Intervencionista. Esta página não prescreve antibióticos nem medicamentos intrapleurais.

Ar no espaço pleural

O que é pneumotórax?

  • Presença de ar no espaço pleural
  • Pode provocar colapso parcial ou completo do pulmão
  • Pode ocorrer espontaneamente
  • Pode resultar de trauma
  • Pode ocorrer após procedimentos
  • Pequenos pneumotórax selecionados podem ser observados
  • Outros exigem aspiração ou drenagem
  • Pneumotórax hipertensivo é uma emergência

Falta de ar súbita, dor torácica intensa, coloração arroxeada, confusão ou piora rápida exigem atendimento emergencial.

Outros conteúdos pleurais

Hemotórax, quilotórax e derrame maligno

  • Hemotórax

    Acúmulo de sangue no espaço pleural, que pode decorrer de trauma, cirurgia ou sangramento. Pode exigir drenagem e controle da fonte. Sangramento ativo pode precisar de cirurgia ou embolização.

  • Quilotórax

    Acúmulo de linfa, que pode ocorrer após lesão do ducto torácico, cirurgia ou tumor. A drenagem pode ajudar a controlar o acúmulo, mas o tratamento da causa permanece necessário.

  • Derrame pleural maligno

    Associado a câncer e frequentemente recorrente. As opções podem incluir toracocentese, dreno, pleurodese ou cateter pleural de longa permanência. A escolha depende dos sintomas, da expansão pulmonar e dos objetivos do cuidado.

Indicação

Quando uma drenagem pode ser considerada?

  • Falta de ar relacionada ao derrame
  • Dor associada ao acúmulo
  • Suspeita de infecção
  • Presença de pus
  • Características bioquímicas e microbiológicas do líquido
  • Septações
  • Loculações
  • Aumento progressivo do conteúdo
  • Compressão pulmonar
  • Necessidade diagnóstica
  • Recorrência
  • Pneumotórax sintomático
  • Ventilação mecânica
  • Hemotórax
  • Falha de estratégia anterior
  • Estado clínico do paciente
  • Possibilidade de trajeto seguro

O volume do derrame isoladamente não define a indicação.

Individualização

Quando pode não ser necessário drenar?

  • Derrame pequeno
  • Ausência de sintomas relacionados
  • Causa conhecida respondendo ao tratamento
  • Ausência de sinais de complicação
  • Pneumotórax pequeno e estável em casos selecionados
  • Risco do acesso superior ao benefício esperado
  • Líquido insuficiente para punção segura
  • Imagem que não confirma coleção pleural drenável

Nenhuma dessas situações é contraindicação absoluta: a reavaliação clínica e por imagem pode modificar a conduta.

Características do conteúdo

Líquido livre, septado ou loculado

  • Líquido livre

    Distribui-se pelo espaço pleural e costuma ser mais facilmente acessível. A posição do paciente altera sua localização, o que influencia o planejamento da punção.

  • Líquido septado

    Possui membranas internas e pode não drenar adequadamente por um único cateter. A ultrassonografia costuma mostrar as septações com boa sensibilidade.

  • Líquido loculado

    Fica confinado em compartimentos, pode exigir planejamento por tomografia, pode precisar de mais de um acesso e pode demandar fibrinolítico intrapleural ou cirurgia.

Não é possível prometer drenagem completa com um único cateter, especialmente em coleções septadas ou loculadas.

Laboratório

O líquido é enviado para análise?

  • Contagem celular
  • Proteínas
  • LDH
  • Glicose
  • pH
  • Bacterioscopia
  • Culturas
  • Citologia
  • Triglicerídeos
  • Hematócrito
  • Adenosina deaminase
  • Outras análises conforme a suspeita clínica

Nem toda amostra precisa de todos os exames. A coleta e o acondicionamento influenciam resultados. Citologia negativa não exclui câncer e cultura negativa não exclui infecção: o resultado precisa ser correlacionado ao sangue, à imagem e ao quadro clínico.

Classificação

Transudato e exsudato

  • Transudato

    Relaciona-se frequentemente a desequilíbrios sistêmicos e pode ocorrer em insuficiência cardíaca, doença hepática ou doença renal. Em alguns pacientes, o tratamento da causa pode ser suficiente.

  • Exsudato

    Relaciona-se frequentemente a inflamação, infecção, câncer ou outras doenças locais e costuma exigir investigação adicional.

A classificação depende da comparação entre líquido pleural e sangue. Ela não substitui o diagnóstico da causa.

Segurança

Por que a drenagem precisa ser controlada?

  • A retirada muito rápida de grande volume pode causar sintomas
  • Tosse, dor, falta de ar ou mal-estar podem ocorrer durante a drenagem
  • O edema pulmonar de reexpansão é uma complicação possível
  • Pressão e velocidade precisam ser individualizadas
  • Aspiração ou sucção não devem ser aplicadas indiscriminadamente
  • A expansão pulmonar depende da causa e da duração do colapso

Não existe volume máximo universal. A abertura total do sistema, a sucção ou a clampagem nunca devem ser realizadas por conta própria.

Dispositivos

Sucção e sistema coletor

  • O dreno pode funcionar por gravidade
  • Pode utilizar válvula unidirecional
  • Pode ser conectado a selo d’água
  • A sucção pode ser utilizada em situações selecionadas
  • A configuração depende de o conteúdo ser líquido ou ar
  • Manipulação incorreta pode causar entrada de ar ou perda de função

O sistema não deve ser modificado, desconectado ou pressurizado sem orientação da equipe assistencial.

Casos selecionados

Medicamentos intrapleurais

  • Determinadas infecções loculadas podem receber medicamentos pelo dreno
  • O objetivo pode ser facilitar a drenagem do conteúdo
  • Não são necessários em todos os casos
  • Possuem risco de sangramento e outros efeitos
  • Exigem protocolo institucional e acompanhamento
  • A cirurgia continua sendo alternativa em casos selecionados

Esta página não informa doses, esquemas nem prescrição de medicamentos intrapleurais.

Oncologia

Derrame pleural maligno

  • Pode retornar após toracocentese
  • O objetivo frequente é aliviar sintomas
  • As opções podem incluir drenagem repetida
  • Pleurodese
  • Cateter pleural de longa permanência
  • Tratamento oncológico da doença de base
  • A escolha depende da expansão pulmonar, da expectativa clínica e das preferências do paciente

Cateter temporário e cateter pleural de longa permanência não são equivalentes: têm objetivos, cuidados e duração diferentes. Pulmão não expansível modifica a estratégia.

Conceito

O que é pulmão não expansível?

  • O pulmão pode não voltar a ocupar o espaço após a retirada do líquido
  • Pode ocorrer por restrição pleural
  • Pode decorrer de obstrução brônquica
  • Pode estar relacionado a doença pulmonar
  • Pode envolver encarceramento ou aprisionamento pulmonar
  • Pode causar desconforto durante a drenagem
  • Influencia a indicação de pleurodese e de cateter de longa permanência

A ausência de expansão pulmonar não representa, por si só, erro técnico do procedimento.

Orientação geral

Cuidados com o dreno

  • Manter a fixação
  • Evitar tração
  • Manter o sistema abaixo do nível do tórax quando orientado
  • Não desconectar
  • Não cortar
  • Não fechar
  • Não clampear sem orientação
  • Não aplicar sucção por conta própria
  • Manter o curativo conforme orientação
  • Observar o volume drenado
  • Observar bolhas no sistema quando aplicável
  • Comunicar vazamentos
  • Comunicar saída parcial ou completa do dreno

As orientações específicas dependem do sistema utilizado e devem ser fornecidas pela equipe responsável pelo dreno.

Decisão clínica

Quando o dreno pode ser retirado?

  • Melhora clínica
  • Controle da infecção
  • Volume e aspecto do conteúdo drenado
  • Presença ou ausência de fuga aérea
  • Expansão pulmonar
  • Imagem de controle
  • Funcionamento adequado do dreno
  • Ausência de fístula relevante
  • Tratamento da causa em andamento
  • Possibilidade de recorrência

Não existe prazo universal, volume diário universal nem critério único: a ausência de bolhas, isoladamente, não define a retirada.

Fluxo assistencial

Derrame pleural

  • Sintomas ou achado de imagem
  • Investigação da causa
  • Ultrassom e/ou tomografia
  • Definição de necessidade diagnóstica ou terapêutica
  • Toracocentese ou cateter quando indicado
  • Análise do líquido
  • Tratamento da causa
  • Acompanhamento de recorrência

O achado de derrame pleural não confirma automaticamente indicação de drenagem.

Fluxo assistencial

Infecção pleural

  • Pneumonia ou infecção identificada
  • Avaliação clínica e laboratorial
  • Ultrassom ou tomografia
  • Análise do líquido quando indicada
  • Antibióticos conforme o quadro
  • Drenagem quando necessária
  • Avaliação de loculações
  • Medicamentos intrapleurais ou cirurgia em casos selecionados
  • Acompanhamento clínico e por imagem

Fluxo assistencial

Pneumotórax

  • Dor ou falta de ar
  • Avaliação emergencial
  • Imagem
  • Observação, aspiração ou drenagem conforme o caso
  • Avaliação de fuga aérea
  • Avaliação da expansão pulmonar
  • Investigação e tratamento da causa

Pneumotórax sintomático é avaliado em ambiente hospitalar. A RADAM não é um serviço de emergência.

Segunda opinião

Este derrame ou pneumotórax precisa ser drenado?

A decisão depende da causa, dos sintomas, da quantidade, das septações, da presença de infecção e da expansão pulmonar. A revisão das imagens pode ajudar a definir toracocentese, cateter ou outra abordagem.

Falta de ar súbita ou progressiva, dor intensa, confusão ou coloração arroxeada exigem atendimento emergencial.

Riscos e limitações

Riscos possíveis e limitações

Riscos possíveis

  • Dor
  • Hematoma
  • Sangramento
  • Hemotórax
  • Lesão vascular
  • Lesão pulmonar
  • Pneumotórax
  • Entrada de ar no espaço pleural
  • Infecção
  • Empiema
  • Lesão diafragmática
  • Lesão de fígado ou baço
  • Lesão de órgão abdominal
  • Tosse
  • Reação vasovagal
  • Edema pulmonar de reexpansão
  • Drenagem incompleta
  • Obstrução do cateter
  • Dobra do cateter
  • Deslocamento
  • Saída acidental
  • Vazamento persistente de ar
  • Fístula broncopleural
  • Necessidade de novo acesso
  • Necessidade de cirurgia
  • Eventos graves, inclusive morte, embora o risco dependa do quadro clínico

Esta página é informativa e não confirma indicação de aspiração ou drenagem pleural. Nem todo derrame pleural precisa ser drenado, e a falta de ar isoladamente não confirma a indicação. Drenagem pleural não é biópsia pulmonar e não trata câncer, pneumonia ou insuficiência cardíaca. A RADAM não é um serviço de emergência: falta de ar súbita ou progressiva, dor torácica intensa, confusão ou coloração arroxeada exigem atendimento médico imediato.

Transparência

Limitações do método

  • A drenagem não trata a doença que causou o acúmulo pleural
  • Coleções septadas ou loculadas podem não drenar por um único cateter
  • O derrame pode recorrer, especialmente em causas malignas
  • Pulmão não expansível limita o resultado da drenagem e da pleurodese
  • Citologia e cultura negativas não excluem câncer ou infecção
  • Conteúdo espesso ou sangue coagulado pode exigir cirurgia

Outras possibilidades

Alternativas que podem ser avaliadas

  • Acompanhamento clínico e por imagem em derrames pequenos e assintomáticos
  • Tratamento da causa, como antibióticos, terapia oncológica ou manejo da insuficiência cardíaca
  • Toracocentese repetida em situações selecionadas
  • Pleurodese ou cateter pleural de longa permanência no derrame maligno
  • Cirurgia torácica, inclusive videotoracoscopia, em casos complexos

Segurança

Sinais de alerta após o procedimento

  • Piora da falta de ar
  • Dor torácica intensa
  • Coloração arroxeada
  • Confusão
  • Desmaio
  • Queda de pressão
  • Febre ou calafrios
  • Sangramento
  • Saída de grande quantidade de sangue pelo dreno
  • Tosse intensa associada a piora clínica
  • Vazamento importante no sistema
  • Saída parcial ou completa do dreno
  • Desconexão do sistema
  • Interrupção súbita da drenagem associada a sintomas

Na presença de qualquer um desses sinais, entre em contato com a equipe ou procure atendimento médico.

Linha de cuidado

Conteúdos relacionados

Páginas já publicadas na linha de drenagens percutâneas e em procedimentos torácicos guiados por imagem.

Procedimento realizado em ambiente hospitalar

Após a avaliação e a indicação, a RADAM participa do planejamento, da coordenação hospitalar e do acompanhamento do paciente.

A drenagem pleural depende de avaliação clínica, exames laboratoriais quando indicados, imagens recentes e estrutura adequada para realização, monitorização respiratória e acompanhamento do dreno. A RADAM coordena o planejamento e a jornada assistencial conforme cada caso.

Equipe RADAM

Equipe médica relacionada

  • Dr. Antônio Oliveira de Araújo — RADAM

    Dr. Antônio Oliveira de Araújo

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 5333
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 3517

    CRM-AM 6045

  • Dr. Marcos André Filgueiras Dias — RADAM

    Dr. Marcos André Filgueiras Dias

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 6404
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 6389

    CRM-AM 7381

  • Dra. Ruth da Silva Pinheiro — RADAM

    Dra. Ruth da Silva Pinheiro

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 5659
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 5633

    CRM-AM 8927

  • Dr. Sildomar Queiroz e Silva — RADAM

    Dr. Sildomar Queiroz e Silva

    Neurorradiologia • Radiologia Intervencionista

    • NeurorradiologiaRQE 6537
    • Radiologista IntervencionistaRQE 6192
    • Radiologia e Diagnóstico por ImagemRQE 6191

    CRM-AM 9916

Dúvidas comuns

Perguntas frequentes

Para médicos

Área para médicos

Discuta o caso, encaminhe o paciente ou solicite o procedimento pelos fluxos clínicos da RADAM.

Conteúdo revisado por

  • Dr. Antônio Oliveira de Araújo

    Radiologista Intervencionista · Cirurgia Vascular / Endovascular

    Mestre em Cirurgia · Professor de Medicina

    Membro Titular do CBR–SOBRICE

    CRM-AM 6045 | RQE 5333 | RQE 3517

Última revisão clínica: 27/08/2026

Conteúdo em elaboração editorial. As informações desta página serão ampliadas após revisão clínica.

Informação responsável

Esta página é informativa e não substitui a consulta médica. A indicação, a técnica, o preparo e a recuperação dependem da avaliação individual de cada caso.

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