RADAM — Radiologia Intervencionista da Amazônia

Saúde vascular

Aneurisma da aorta abdominal

Dilatação anormal da aorta em seu trajeto pelo abdome, frequentemente descoberta em exames realizados por outros motivos. Pertence ao grupo das doenças da aorta.

Também chamado de: aneurisma da aorta abdominal · aneurisma abdominal · aneurisma aortoiliaco · aneurisma de arteria iliaca · pseudoaneurisma da aorta · aneurisma justarrenal · aneurisma pararrenal · aneurisma toracoabdominal · ruptura de aneurisma da aorta · doenca aneurismatica da aorta · endoleak · endoprotese de aorta · protese de aorta · aneurisma de aorta · dilatacao da aorta · aorta dilatada · cirurgia do aneurisma da aorta · stent na aorta

Visão geral

O que é aneurisma da aorta abdominal

O aneurisma da aorta abdominal é a dilatação anormal da aorta em seu trajeto pelo abdome. A aorta é a principal artéria do corpo: sai do coração, percorre o tórax, atravessa o abdome e se divide nas artérias ilíacas, que levam sangue à pelve e às pernas. Quando um segmento da aorta abdominal perde resistência, sua parede pode ir se alargando ao longo dos anos. Na maioria das pessoas isso não provoca sintomas, e o achado costuma aparecer em uma ultrassonografia ou tomografia solicitada por outro motivo. O diagnóstico não significa, por si só, necessidade de operar: parte dos aneurismas é acompanhada por exames de imagem, enquanto outros podem ter tratamento avaliado por cirurgia aberta ou por técnica endovascular com endoprótese.

Causas e mecanismos

Por que aneurisma da aorta abdominal acontece

A parede da aorta é formada por camadas elásticas que suportam a pressão do sangue a cada batimento. Processos como aterosclerose, inflamação da parede arterial, alterações do tecido elástico e efeito contínuo da pressão arterial podem enfraquecer esse tecido. Onde a parede fica mais frágil, o diâmetro tende a aumentar; e quanto maior o diâmetro, maior a tensão exercida sobre a parede, o que explica por que alguns aneurismas crescem progressivamente. Esse crescimento normalmente é lento e varia muito de pessoa para pessoa, motivo pelo qual a comparação entre exames feitos em datas diferentes é tão importante.

Fatores de risco

  • Idade mais avançada
  • Tabagismo atual ou passado
  • Hipertensão arterial
  • Aterosclerose e doença arterial em outros territórios
  • Histórico familiar de aneurisma da aorta
  • Sexo masculino, com maior frequência descrita na literatura
  • Doenças que afetam o tecido conjuntivo, em situações específicas

Manifestações

Principais manifestações

  • Grande parte dos aneurismas não provoca qualquer sintoma
  • Sensação de pulsação ou de massa pulsátil no abdome
  • Desconforto ou dor persistente no abdome, nas costas ou na região lombar
  • Sintomas relacionados à compressão de estruturas vizinhas, em casos selecionados
  • Achado incidental em ultrassonografia, tomografia ou ressonância

Investigação

Como é investigada

O aneurisma da aorta abdominal costuma ser identificado em exames de imagem. A ultrassonografia do abdome permite medir o diâmetro e acompanhar sua evolução. A angiotomografia detalha a extensão do aneurisma, a relação com as artérias renais e ilíacas, a presença de trombo e calcificação e as características dos acessos vasculares. A avaliação também considera a comparação com exames anteriores, a velocidade de crescimento, os sintomas relatados e as condições clínicas gerais, incluindo coração, pulmões e rins.

Exames habitualmente utilizados

  • Ultrassonografia do abdome
  • Angiotomografia da aorta e das artérias ilíacas
  • Angiorressonância em situações selecionadas
  • Exames anteriores para comparação de medidas e crescimento
  • Avaliação clínica, cardiológica e laboratorial complementar

Diagnósticos diferenciais

Outras condições que podem gerar achados semelhantes

  • Dor lombar de origem musculoesquelética
  • Cólica renal e outras causas urológicas de dor
  • Doenças da coluna lombar
  • Causas digestivas de dor abdominal
  • Outras doenças da aorta, como dissecção, úlcera penetrante ou hematoma intramural

Evolução

Gravidade, evolução e complicações

A evolução é individual. Muitos aneurismas permanecem estáveis por longos períodos e são apenas acompanhados; outros aumentam de forma progressiva. O risco relevante está relacionado ao enfraquecimento da parede: quando a dilatação avança, cresce também a possibilidade de complicações, entre elas a ruptura, situação grave e de caráter emergencial. Nenhuma medida isolada define automaticamente a conduta: tamanho, crescimento entre exames, sintomas, anatomia, risco estimado de ruptura, condições clínicas, expectativa de vida e possibilidade técnica são analisados em conjunto.

Complicações possíveis

  • Crescimento progressivo do aneurisma
  • Ruptura, que constitui emergência vascular
  • Formação de trombo na parede do aneurisma
  • Embolização de fragmentos para as artérias das pernas, em casos selecionados
  • Compressão de estruturas vizinhas em aneurismas de maior dimensão
  • Envolvimento das artérias ilíacas

Possibilidades

Tratamentos possíveis

Não existe uma única conduta para todos os aneurismas da aorta abdominal. As possibilidades incluem acompanhamento por imagem com controle dos fatores de risco, cirurgia aberta e tratamento endovascular com endoprótese. A escolha é discutida caso a caso por equipe vascular, considerando o conjunto de informações clínicas e anatômicas e as preferências do paciente, sempre com explicação sobre riscos e benefícios de cada caminho.

Tratamento clínico

Manejo clínico e acompanhamento

Quando o tratamento não está indicado no momento, o acompanhamento é ativo e não significa ausência de cuidado. Envolve exames de imagem periódicos para medir o aneurisma e comparar seu crescimento, controle da pressão arterial, tratamento do colesterol e das doenças associadas, orientação para cessação do tabagismo e avaliação cardiovascular global. A frequência dos exames é definida pela equipe assistente conforme os achados de cada paciente.

Cirurgia

Tratamento cirúrgico

A cirurgia aberta trata o segmento dilatado por meio de acesso cirúrgico ao abdome, com substituição do trecho doente por uma prótese vascular. É uma técnica consolidada e continua sendo a melhor escolha para determinadas anatomias e situações clínicas, sobretudo quando não há condições adequadas para a fixação de uma endoprótese. Envolve maior porte cirúrgico e período de recuperação que varia conforme o caso.

Radiologia Intervencionista

Quando a Radiologia Intervencionista pode ser considerada

Em aneurismas com indicação de correção e anatomia adequada, pode ser avaliado o tratamento endovascular com endoprótese, conhecido pela sigla EVAR. A endoprótese é introduzida pelas artérias da virilha e posicionada dentro da aorta, criando uma nova passagem para o sangue e reduzindo a pressão sobre a parede do aneurisma. A possibilidade de utilizar essa técnica depende da anatomia, dos acessos vasculares e da avaliação clínica individual, e o acompanhamento por imagem continua necessário depois do procedimento.

Possibilidades terapêuticas

  • Acompanhamento clínico e por exames de imagem
  • Controle do tabagismo e dos fatores de risco cardiovasculares
  • Cirurgia aberta do aneurisma da aorta abdominal
  • Tratamento endovascular com endoprótese (EVAR) em casos selecionados
  • Técnicas complexas ou tratamento híbrido em centros especializados
  • Acompanhamento periódico após qualquer modalidade de tratamento

Transparência

Limitações

Nenhuma técnica é adequada para todas as anatomias e nenhum tratamento elimina a necessidade de acompanhamento. O tratamento endovascular depende de características anatômicas específicas e exige controle por imagem ao longo do tempo. A cirurgia aberta tem porte maior e pode não ser adequada a determinadas condições clínicas. Esta página é educativa e não substitui a consulta médica.

Seguimento

Acompanhamento

O acompanhamento por imagem é parte do cuidado tanto para quem não recebeu indicação de tratamento quanto para quem já foi tratado. Nos pacientes acompanhados, os exames avaliam o diâmetro e o crescimento; após o tratamento endovascular, avaliam a endoprótese, o saco aneurismático e a possibilidade de vazamentos ao redor do dispositivo, chamados endoleaks. A frequência é definida pela equipe assistente.

Decisão compartilhada

Como a decisão é tomada

A decisão é compartilhada entre paciente e equipe vascular. São analisados o diâmetro e o crescimento documentado, a presença de sintomas, a anatomia do colo proximal e das artérias ilíacas, os acessos vasculares, o risco estimado de ruptura, as condições cardíacas, pulmonares e renais, a expectativa de vida, a possibilidade de acompanhamento por imagem ao longo do tempo e as preferências da pessoa avaliada. Uma medida isolada em um exame não estabelece indicação automática de tratamento.

Situações em que a avaliação costuma ser considerada

  • Aneurisma com crescimento documentado entre exames
  • Sintomas atribuídos ao aneurisma
  • Anatomia compatível com a técnica considerada
  • Condições clínicas que permitam o tratamento planejado

Limites de elegibilidade

Quando pode não ser adequado

  • Aneurismas pequenos e estáveis, habitualmente acompanhados por imagem
  • Anatomia sem zona adequada de fixação para endoprótese convencional
  • Situações clínicas em que o risco do procedimento supera o benefício esperado
  • Impossibilidade de acompanhamento por imagem após o tratamento endovascular

Fluxo assistencial

Como funciona o atendimento na RADAM

Na RADAM, a avaliação começa pela análise dos exames de imagem já realizados, seguida da comparação com estudos anteriores, da avaliação clínica e da discussão das possibilidades: acompanhamento, cirurgia aberta ou tratamento endovascular. Exames prévios podem ser analisados para entender a anatomia e as possibilidades terapêuticas — essa análise não garante indicação de EVAR nem de qualquer outro tratamento.

  • Envio e revisão dos exames de imagem
  • Comparação de medidas e do crescimento ao longo do tempo
  • Avaliação clínica e dos riscos individuais
  • Discussão das possibilidades com o paciente e a família
  • Definição do plano: acompanhamento, cirurgia aberta ou tratamento endovascular
  • Acompanhamento por imagem, independentemente da conduta escolhida

Avaliação por imagem

Como o aneurisma é avaliado por imagem

Exames de imagem permitem medir o aneurisma, acompanhar seu crescimento e estudar a anatomia da aorta e das artérias ilíacas. Essa avaliação orienta a discussão entre acompanhamento, cirurgia aberta e tratamento endovascular.

Reconstrução tridimensional de angiotomografia mostrando dilatação da aorta abdominal e das artérias ilíacas.
Reconstrução tridimensional de angiotomografia da aorta abdominal, exame utilizado para estudar a anatomia e planejar o tratamento.
Monitores de angiografia mostrando a aorta abdominal e as artérias ilíacas durante tratamento endovascular.
Angiografias exibidas nos monitores da sala durante tratamento endovascular da aorta abdominal. Identificadores do paciente removidos definitivamente da imagem.

Tratamento endovascular

Conheça o tratamento endovascular com endoprótese

Em aneurismas com indicação de correção e anatomia adequada, a endoprótese pode ser posicionada dentro da aorta por meio das artérias da virilha. A página do procedimento explica o planejamento, como é realizado, riscos, limitações e o acompanhamento necessário.

Possibilidades técnicas

Procedimentos que podem ser avaliados

Relação informativa entre a condição e técnicas de Radiologia Intervencionista. A indicação depende sempre de avaliação individual.

Equipe RADAM

Equipe médica relacionada

  • Dr. Antônio Oliveira de Araújo — RADAM

    Dr. Antônio Oliveira de Araújo

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 5333
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 3517

    CRM-AM 6045

  • Dr. Marcos André Filgueiras Dias — RADAM

    Dr. Marcos André Filgueiras Dias

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 6404
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 6389

    CRM-AM 7381

  • Dr. Paulo Inácio Alves Ramos Diniz — RADAM

    Dr. Paulo Inácio Alves Ramos Diniz

    Cirurgia Vascular • Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular

    • Cirurgia VascularRQE 4051
    • Angiorradiologia e Cirurgia EndovascularRQE 5409

    CRM-AM 7392

  • Dra. Ruth da Silva Pinheiro — RADAM

    Dra. Ruth da Silva Pinheiro

    Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular

    • Radiologista IntervencionistaRQE 5659
    • Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 5633

    CRM-AM 8927

Dúvidas comuns

Perguntas frequentes

Para médicos

Área para médicos

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Conteúdo revisado por

  • Dr. Antônio Oliveira de Araújo

    Radiologista Intervencionista · Cirurgia Vascular / Endovascular

    Mestre em Cirurgia · Professor de Medicina

    Membro Titular do CBR–SOBRICE

    CRM-AM 6045 | RQE 5333 | RQE 3517

Última revisão clínica: 12/09/2026

Conteúdo em elaboração editorial. As informações desta página serão ampliadas após revisão clínica.

Informação responsável

Esta página é informativa e não substitui a consulta médica. A indicação, a técnica, o preparo e a recuperação dependem da avaliação individual de cada caso.

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