Controle endovascular do sangramento gastrointestinal
Embolização de Hemorragia Digestiva
Angiografia, cateterização seletiva e materiais embolizantes para controlar sangramentos do trato gastrointestinal em casos selecionados.
A embolização de hemorragia digestiva é um tratamento minimamente invasivo utilizado em casos selecionados para controlar sangramentos provenientes de artérias do trato gastrointestinal. Por meio de cateteres e microcateteres, a equipe alcança os vasos relacionados ao sangramento e pode utilizar materiais embolizantes para interromper o fluxo no segmento planejado.
- Angiografia
- Fluoroscopia
- Tomografia
Sangramento intenso, vômito com sangue, fezes negras com fraqueza, desmaio, queda da pressão ou piora rápida exigem atendimento imediato em um serviço de urgência. Não aguarde resposta por WhatsApp, formulário ou Segunda Opinião.
Esta página é informativa. A indicação de qualquer procedimento depende de avaliação médica individual.
Visão geral
O que é a embolização de hemorragia digestiva
A embolização de hemorragia digestiva é um tratamento endovascular realizado por cateteres. A partir de um acesso arterial periférico, a equipe conduz cateteres até a circulação abdominal e estuda por angiografia os vasos relacionados ao trato gastrointestinal. Quando existe um alvo tratável, um microcateter pode ser avançado até o ramo planejado e materiais embolizantes interrompem o fluxo naquele segmento. O objetivo é controlar o sangramento preservando, quando tecnicamente possível, a circulação dos tecidos não envolvidos.
Finalidade
Para que pode ser utilizada
O procedimento pode ser considerado quando o sangramento persiste ou volta a ocorrer, quando o tratamento endoscópico não foi suficiente ou não pode ser realizado, ou quando exames de imagem indicam uma possível origem arterial. A decisão depende da estabilidade clínica, da causa do sangramento, da anatomia vascular e da avaliação integrada das equipes envolvidas.
- Sangramento digestivo que persiste ou reaparece.
- Controle endoscópico insuficiente, incompleto ou não factível.
- Fonte arterial sugerida por angiotomografia, endoscopia ou angiografia.
- Sangramento após cirurgia, endoscopia ou outro procedimento.
- Pseudoaneurisma ou lesão vascular relacionada ao trato gastrointestinal.
- Situações selecionadas em que a cirurgia apresenta maior risco.
- Decisão conjunta entre emergência, gastroenterologia, endoscopia, cirurgia, terapia intensiva e radiologia intervencionista.
Técnica
Como é realizado
O acesso é obtido por uma artéria periférica, conforme o planejamento do caso. Os cateteres são conduzidos até a circulação abdominal e a angiografia avalia os vasos relacionados ao trato gastrointestinal. Quando a anatomia permite, um microcateter é avançado até o ramo arterial planejado e o material embolizante é administrado de maneira controlada. Imagens de controle são realizadas após a embolização e o paciente permanece em acompanhamento clínico. Não existe uma artéria única tratada como regra para todos os casos: o território depende dos achados e do planejamento.
- Acesso: Punção arterial periférica, geralmente na virilha ou no punho, definida conforme a anatomia e a urgência.
- Anestesia: Habitualmente anestesia local com sedação, quando a condição clínica permite. Em pacientes graves, a estratégia é definida junto às equipes de anestesia e terapia intensiva.
- Duração aproximada: Varia conforme a anatomia vascular, o número de territórios estudados e a condição clínica; não é apresentada como fixa.
Como o sangramento é investigado
Endoscopia
Frequentemente a primeira abordagem das hemorragias digestivas: pode diagnosticar, tratar e fornecer marcação ou informação anatômica. Não alcança todas as fontes de sangramento.
Angiotomografia
Pode mostrar extravasamento de contraste, pseudoaneurisma ou alteração vascular e ajudar a direcionar o estudo angiográfico.
Angiografia
Estuda os vasos em tempo real e permite diagnóstico e tratamento na mesma sessão. Pode ser negativa quando o sangramento é intermitente.
Avaliação clínica e laboratorial
Estabilidade hemodinâmica, hemoglobina, coagulação, uso de anticoagulantes e função renal influenciam diretamente a estratégia.
Como funciona na RADAM
Etapas do procedimento
1
Avaliação da gravidade
Análise da estabilidade clínica, da hemoglobina e do território suspeito.
2
Revisão dos exames
Endoscopia, angiotomografia, laboratório e imagens anteriores.
3
Decisão multidisciplinar
Definição conjunta entre as equipes envolvidas no cuidado.
4
Acesso arterial
Punção periférica com anestesia local, conforme planejamento.
5
Angiografia abdominal
Estudo seletivo dos vasos relacionados ao trato gastrointestinal.
6
Cateterização superseletiva
Avanço do microcateter até o ramo arterial planejado, quando possível.
7
Embolização
Administração controlada de micromolas ou de outros materiais.
8
Controle angiográfico
Imagens após a embolização para revisão do território tratado.
9
Acompanhamento clínico
Monitoramento hemodinâmico, laboratorial e do local da punção.
O fluxo, a anestesia, o ambiente hospitalar e o tempo de recuperação variam conforme o procedimento e as condições do paciente.
Preparo
Como se preparar
- Levar endoscopias, angiotomografia e demais exames em formato completo.
- Apresentar relatórios das equipes assistentes.
- Informar medicamentos, anticoagulantes, alergias e doença renal.
- Realizar exames laboratoriais e avaliação anestésica solicitados.
- Seguir as orientações de jejum e de internação fornecidas pela equipe.
Em situações de urgência, o preparo é adaptado ao quadro clínico e a estabilização não deve ser atrasada. Medicamentos não devem ser suspensos por conta própria.
Depois do procedimento
Recuperação e cuidados
A recuperação depende da gravidade da hemorragia, do território tratado e das condições clínicas associadas. Parte dos pacientes permanece internada para monitoramento e casos graves podem necessitar de terapia intensiva. Não existe tempo de recuperação único.
Cuidados posteriores
- Monitoramento hemodinâmico e da hemoglobina.
- Avaliação do local da punção arterial.
- Observação de dor abdominal, febre e sinais de novo sangramento.
- Avaliação da função renal após o uso de contraste.
- Correção de coagulopatia e revisão de anticoagulantes.
- Continuidade do tratamento da causa do sangramento.
- Internação ou terapia intensiva conforme a gravidade.
Orientação por imagem
Como a angiografia é realizada
Após o acesso arterial, o contraste é injetado de forma seletiva nos vasos relacionados ao trato gastrointestinal e as imagens são obtidas em diferentes projeções. O estudo procura sinais que orientem o tratamento, como extravasamento de contraste, pseudoaneurisma ou alteração vascular. A cateterização seletiva estuda um tronco arterial; a superseletiva aproxima o microcateter dos ramos próximos ao ponto planejado, buscando limitar a extensão do tratamento.

O sangramento digestivo pode ser intermitente e, por isso, nem sempre aparece durante a angiografia. A estratégia pode considerar achados prévios de endoscopia, angiotomografia, cirurgia ou outros exames.
Materiais embolizantes
Como as micromolas ajudam a controlar o sangramento?
As micromolas são pequenos dispositivos metálicos posicionados por meio de um microcateter. Elas promovem a interrupção mecânica do fluxo no vaso ou segmento arterial selecionado, contribuindo para o controle do sangramento. O local de implantação e a quantidade utilizada dependem da anatomia e da estratégia definida pela equipe.
Outros materiais que podem ser empregados
- Partículas, quando o objetivo envolve ramos de menor calibre.
- Materiais temporários, quando a estratégia admite recanalização posterior.
- Agentes líquidos, em anatomias ou situações específicas.
- Plugues vasculares, em vasos de maior calibre selecionados.
- Combinações de materiais, conforme fluxo, coagulopatia e anatomia.

A presença de um material em uma imagem não indica que ele seja adequado para todos os casos. Esta página não descreve marcas, preparo técnico ou instruções operacionais.
Linha de cuidado
Relação com endoscopia, cirurgia e cuidado intensivo
O manejo da hemorragia digestiva pode envolver emergência, gastroenterologia, endoscopia, cirurgia, terapia intensiva e radiologia intervencionista. A embolização faz parte dessa linha assistencial e não deve ser apresentada isoladamente: estabilização clínica, transfusão, correção de coagulopatia e tratamento da causa do sangramento continuam sendo etapas essenciais.
Como as equipes se complementam
- A endoscopia pode diagnosticar e tratar grande parte dos sangramentos digestivos.
- A embolização pode ser considerada quando o controle endoscópico falha, não é possível ou não alcança a fonte.
- A cirurgia permanece necessária em determinados cenários e pode ser antecedida ou complementada pela embolização.
- A terapia intensiva sustenta o suporte clínico antes, durante e após o procedimento.
A embolização não é apresentada como primeira opção obrigatória nem como substituta universal da endoscopia e da cirurgia.
Transparência
Possíveis benefícios e limitações
Possíveis benefícios
Abordagem minimamente invasiva; possibilidade de tratamento seletivo; controle do sangramento sem cirurgia abdominal ampla; alternativa em pacientes selecionados com maior risco cirúrgico; possibilidade de integração com endoscopia e cirurgia.
Limitações
O sangramento pode não estar ativo durante a angiografia; nem sempre o vaso responsável pode ser identificado; a anatomia pode limitar a cateterização seletiva; pode ocorrer persistência ou recorrência; novo procedimento, endoscopia ou cirurgia ainda podem ser necessários.
Página relacionada
Conheça outras aplicações da embolização no controle de hemorragias
Sangramentos traumáticos, obstétricos, pós-operatórios, urinários, pulmonares, tumorais e de origem vascular têm territórios, estratégias e riscos próprios. A página geral reúne essas aplicações e o fluxo assistencial completo.
Riscos e limitações
Riscos possíveis e limitações
Riscos possíveis
- Hematoma ou sangramento no local do acesso.
- Reação ao contraste.
- Lesão vascular.
- Alteração da função renal no contexto clínico.
- Embolização não planejada.
- Isquemia do segmento gastrointestinal tratado.
- Persistência ou recorrência do sangramento.
- Necessidade de nova intervenção.
- Complicações relacionadas à gravidade da própria hemorragia.
A indicação da embolização depende da origem do sangramento, da anatomia vascular, da estabilidade clínica e da avaliação integrada das equipes envolvidas. Sangramento ativo, instabilidade ou piora rápida exigem atendimento imediato em serviço de urgência. As jornadas digitais da RADAM não são canais de emergência e nenhum resultado ou taxa de sucesso é prometido nesta página.
Transparência
Limitações do método
- O sangramento pode não estar ativo durante a angiografia.
- Nem sempre o vaso responsável pode ser identificado.
- A anatomia pode limitar a cateterização seletiva ou superseletiva.
- A embolização trata o vaso, não a causa da hemorragia.
- Pode ocorrer persistência ou recorrência do sangramento.
- Endoscopia, cirurgia ou nova embolização ainda podem ser necessárias.
- Nenhum percentual universal de sucesso é apresentado.
Outras possibilidades
Alternativas que podem ser avaliadas
- Tratamento clínico, suporte transfusional e correção de coagulopatia.
- Endoscopia diagnóstica e terapêutica.
- Cirurgia.
- Tratamento da doença de base, incluindo terapia oncológica quando aplicável.
Segurança
Sinais de alerta após o procedimento
- Vômito com sangue.
- Fezes negras ou com sangue.
- Fraqueza progressiva, tontura ou desmaio.
- Palidez, falta de ar ou batimentos acelerados.
- Dor abdominal intensa ou progressiva.
- Febre persistente.
- Redução importante da urina.
- Sangramento, dor ou aumento de volume no local da punção.
Na presença de qualquer um desses sinais, entre em contato com a equipe ou procure atendimento médico.
Relação clínica
Em quais situações pode ser avaliada?
Relação informativa entre a embolização de hemorragia digestiva e situações clínicas frequentes. A indicação depende sempre de avaliação individual e da integração com as equipes responsáveis.
Linha de cuidado
Procedimentos relacionados
Conteúdos da mesma linha de cuidado, incluindo a página geral de embolização de hemorragias, angiografia, embolizações terapêuticas e oncologia intervencionista.
Embolização de Hemorragias
Tratamento realizado por cateteres para localizar e fechar seletivamente os vasos responsáveis por um sangramento, preservando o máximo possível dos tecidos vizinhos.
Ver procedimentoEmbolizações
Tratamento minimamente invasivo feito por dentro dos vasos sanguíneos, em que cateteres levam materiais específicos até o vaso relacionado ao problema.
Ver procedimentoOncologia Intervencionista
Tratamentos do câncer realizados por agulhas e cateteres, com orientação por imagem, em conjunto com a equipe oncológica.
Ver procedimentoEmbolização Tumoral
Tratamento por cateter que reduz seletivamente a circulação que alimenta um tumor, com objetivo terapêutico, pré-operatório ou de alívio de sintomas.
Ver procedimentoArteriografia
A arteriografia é um exame de imagem minimamente invasivo que utiliza contraste dentro das artérias para mostrar, em tempo real, a anatomia e o fluxo arterial. Pode ajudar a identificar estreitamentos, obstruções, aneurismas, malformações e circulação colateral, além de orientar o planejamento de tratamentos endovasculares.
Ver procedimento
Procedimento realizado em ambiente hospitalar
Após a avaliação e a indicação, a RADAM participa do planejamento, da coordenação hospitalar e do acompanhamento do paciente.
A embolização de hemorragia digestiva depende de estabilização clínica, exames de localização, sala de angiografia, suporte transfusional e integração com emergência, gastroenterologia, endoscopia, cirurgia e terapia intensiva.
Equipe RADAM
Equipe médica relacionada

Dr. Antônio Oliveira de Araújo
Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular
- Radiologista IntervencionistaRQE 5333
- Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 3517
CRM-AM 6045

Dr. Marcos André Filgueiras Dias
Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular
- Radiologista IntervencionistaRQE 6404
- Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 6389
CRM-AM 7381

Dr. Paulo Inácio Alves Ramos Diniz
Cirurgia Vascular • Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular
- Cirurgia VascularRQE 4051
- Angiorradiologia e Cirurgia EndovascularRQE 5409
CRM-AM 7392

Dra. Ruth da Silva Pinheiro
Radiologia Intervencionista • Vascular e Endovascular
- Radiologista IntervencionistaRQE 5659
- Cirurgia Vascular / EndovascularRQE 5633
CRM-AM 8927

Dr. Sildomar Queiroz e Silva
Neurorradiologia • Radiologia Intervencionista
- NeurorradiologiaRQE 6537
- Radiologista IntervencionistaRQE 6192
- Radiologia e Diagnóstico por ImagemRQE 6191
CRM-AM 9916
Dúvidas comuns
Perguntas frequentes
Para médicos
Área para médicos
Discuta o caso, encaminhe o paciente ou solicite o procedimento pelos fluxos clínicos da RADAM.
Conteúdo revisado por
Dr. Antônio Oliveira de Araújo
Radiologista Intervencionista · Cirurgia Vascular / Endovascular
Mestre em Cirurgia · Professor de Medicina
Membro Titular do CBR–SOBRICE
CRM-AM 6045 | RQE 5333 | RQE 3517
Última revisão clínica: 12/09/2026
Informação responsável
Esta página é informativa e não substitui a consulta médica. A indicação, a técnica, o preparo e a recuperação dependem da avaliação individual de cada caso.
Próximo passo
Precisa discutir um caso de hemorragia digestiva?
Em casos estáveis ou para planejamento médico, envie os exames para avaliação da anatomia vascular, da provável origem do sangramento e das possibilidades endovasculares. Em emergências, procure imediatamente um hospital.
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